Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog! Diversos textos e artigos sobre variados temas!

14
Mai 12

 

Por vezes, somos envolvidos por uma espécie de magia, que não sabemos bem de onde veio, mas que nos faz sentir tão bem que não queremos que se vá embora!

Por vezes, sabe bem fechar os olhos, e deixarmo-nos guiar pelos nossos sentidos...

Há momentos em que sentimos total confiança em quem está ao nosso lado, para nos deixarmos cair nos seus braços sem medo de cair...

E como é bom sentir esta alegria, esta paz, esta segurança...

 

publicado por marta-omeucanto às 09:59

11
Mai 12

 

Não consigo deixar de fazer esta comparação, porque a situação é em tudo semelhante.

Um sismo, de grande magnitude, atinge uma determinada localidade, sem aviso, provocando diversos estragos. Depois, não são raras as vezes que se sucedem réplicas, ainda que com menor intensidade, mas que nos voltam a deixar em alerta quando começávamos a respirar de alívio.

É assim que eu vejo a doença da minha filha. Já sei que demora até 6 semanas, já sei que é normal ainda haver manifestações.

Mas quando começo a ver as manchas desaparecer, penso sempre "talvez seja desta vez que passa"! Não precisa de durar exactamente as 6 semanas!

E, depois, quando tudo parece bem encaminhado, surge uma réplica! Volta a melhorar, torno a ter o mesmo pensamento, e lá está mais uma vez ela a marcar presença!

publicado por marta-omeucanto às 10:23

10
Mai 12

A partir de hoje, trabalho em regime de part-time: de manhã no escritório, à tarde a dar aulas à minha filha!

 

publicado por marta-omeucanto às 10:19
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09
Mai 12

 

 

Hoje foi dia de ver mais um DVD da colecção da Barbie. Está um bocadinho (grande) atrasado – o Natal já foi há alguns meses – mas, mais vale tarde que nunca!

Escusado será dizer que adorámos! Gostei de algumas músicas, da história e de ver o protagonismo dividido por 4 irmãs!

E, mais uma vez, uma lição para todos nós, como já vem sendo hábito nas histórias da Barbie.

Para as irmãs, a Barbie é considerada perfeita, inteligente, linda…Aquela mulher que tem sempre tudo sob controlo, que consegue tratar de vários assuntos ao mesmo tempo sem precisar de ajuda…Onde ela esteja ou o que quer que faça, sai sempre bem.

Para as irmãs, a Barbie faz-lhes sombra. Nada do que elas alguma vez façam, poderá correr tão bem como se fosse a Barbie.

E é por isso que, desta vez, a irmã decide que não quer a sua interferência na organização da festa de Natal. Quer ser ela a tratar de tudo sozinha, para provar a todos, e a si mesma, que consegue ser como a Barbie.

Mas a situação descontrola-se e, nessa altura, a Barbie mostra à irmã que dificilmente se consegue fazer tudo se agirmos sozinhos mas, mesmo que assim seja, tudo fica mais fácil se tivermos ajuda. Ela própria precisa de ajuda!

Vivemos em sociedade, temos família, temos amigos, e precisamos todos uns dos outros!

 

publicado por marta-omeucanto às 18:11

08
Mai 12

 

Estarei viva?

Ainda respiro, o coração bate, o cérebro funciona…

Estarei a dormir?

Não me parece…Os olhos estão abertos e o corpo cansado…

Estarei anestesiada?

Impossível. Movimento-me constantemente…

No entanto, durante estes últimos tempos, não sei onde nem como estive…

Como mãe, a tentar acompanhar todos estes dias a minha filha, neste momento mais complicado que está a passar com esta doença inesperada. Os dias são passados como enfermeira, a analisar pernas e pés, pintinhas e manchas novas que possam surgir, verificar se as mais velhas estão a desaparecer, e observar a evolução geral. São passados como professora, com fichas e trabalhos nos diversos livros escolares, a preparar a minha filha para as fichas que se avizinham, e tentar que não saia prejudicada por estar tanto tempo sem ir à escola. São passados como encarregada de educação que sou, em comunicação frequente com a professora, a estudar a melhor solução para minimizar a ausência.  

Como dona de casa, a tentar manter a casa em ordem - dividida entre limpezas, almoços e jantares, roupa para lavar, secar e passar a ferro, loiça para lavar e arrumar, e compras para fazer.

Como trabalhadora, a tentar ser politicamente correta: embora a minha vontade fosse ficar em casa, a verdade é que o dinheiro me faz falta, e precisam de mim aqui.

E assim se instaurou, de mansinho, uma rotina em que não havia lugar para a mulher, para o romance, para o amor…Apenas existiam duas pessoas preocupadas, à sua maneira, com uma criança, passando os dias entre casa e hospital. Apenas existiam duas pessoas saturadas, cujas conversas não iam além das refeições, da falta de dinheiro, da falta de descanso. Duas pessoas que se comportavam como mãe e padrasto de uma criança, amiga e amigo um do outro.

A mulher? Essa, foi anulada. E o pior é que, quanto mais tempo passava, menos me lembrava dela. Habituei-me, de tal maneira, a não vivê-la, que já nem sentia falta dela. Não sentia falta nem necessidade de me sentir mulher, de me sentir atraente…Ou talvez pensasse que já não seria assim, que não conseguiria trazê-la de volta…que estava morta…

Mas não está, e é preciso que ela volte a ocupar o seu lugar. Um lugar que é seu, por direito. Afinal, ainda tem muito para viver, muito para dar e receber, e muito tempo para ser amada, e para amar!

 

 

publicado por marta-omeucanto às 08:36

07
Mai 12

 

Por vezes, na nossa vida, encontramos um tesouro!

Um tesouro que para nós é muito valioso, que nos faz sentir bem e felizes. Não falo de um tesouro material, mas de algo mais precioso e importante para cada um de nós.

Durante os primeiros tempos dedicamo-nos, com todas as nossas energias, à nossa riqueza.

Mas, sem estarmos à espera, surgem novos acontecimentos na nossa vida, e temos que direcionar os nossos sentidos no que se revela prioritário.

Colocamos, então, o nosso tesouro bem guardado no baú.

Acontece que, quando várias situações se vão sucedendo, atiramos com elas para o mesmo baú. Uma atrás da outra, vão enchendo a nossa arca. Quando damos por isso, temos um baú atulhado e nem sabemos onde está o nosso tesouro!

Está connosco, é verdade. Continua onde nós o deixámos, é certo. Mas, com tantas coisas por cima, torna-se difícil vê-lo ou chegar até ele.   

Não nos esquecemos dele, simplesmente a correria e os problemas do dia-a-dia, que aparecem sem aviso, desviam a nossa atenção.

Só quando temos um tempo para nós, em que podemos fazer uma pausa, nos encorajamos a revirar o nosso baú, em busca do tesouro que, sem querer, escondemos debaixo de tudo o resto.

E, nessa altura, percebemos que ainda produz o mesmo efeito em nós, tal como nos primeiros tempos em que o encontrámos!

publicado por marta-omeucanto às 11:02

06
Mai 12

 

Hoje e sempre, parabéns a todas as mães!

Porque não é apenas neste dia que elas cumprem o seu papel, mas todos os dias da sua vida.

Ser mãe é a melhor experiência da nossa vida, mas também a mais exigente. A mais difícil mas, também, a mais compensadora!

 

 

 

publicado por marta-omeucanto às 15:21

05
Mai 12

 

Estarei doida por querer gastar quase 100 euros na compra de 5 livros? Provavelmente estou...

Mas a verdade é que gosto de todos e, cada vez que vou às compras, lá estão eles a tentar-me! A mim e à minha carteira!

Para já, aproveitei uma promoção da Fnac e mandei vir os 3 primeiros. Os outros, por enquanto, vão ter que esperar...

 

 

publicado por marta-omeucanto às 11:04

02
Mai 12

 

Não se pode dizer que o júri não esteja a fazer a sua função. Mas não posso deixar de referir que, na minha opinião, têm havido algumas injustiças, e escolhas que me fazem lembrar sucessivas tentativas de atirar boias de salvação, a quem não consegue nadar mais do que nadou até agora. Talvez consigam ver lá bem no fundo que a pessoa consegue fazer melhor, mas a verdade é que outros não tiveram as mesmas oportunidades. Uns, são imediatamente rejeitados. Outros, pelos mesmos erros ou piores até, continuam lá.

E se há quem salte de alegria por seguir em frente, também há quem se sinta desolado por ficar pelo caminho.

Como em todos os programas deste género, haverá candidatos que terão sucesso, outros de quem nunca mais ouviremos falar e alguns que nos marcam por determinados motivos.

Um deles foi, sem dúvida, o João - candidato humilde que, embora tenha feito uma boa prestação, não se adequava, segundo Manuel Moura dos Santos e restantes jurados, a este tipo de programa. As críticas até nem foram muito negativas, e o João soube ouvi-las como quem recebe conselhos para evoluir no futuro, e aceitá-las.

Tal como para tantos outros, o seu sonho talvez terminasse ali. Mas João tinha um sonho muito maior que ser o próximo ídolo de Portugal: uma prótese ocular, que nunca teve a oportunidade de ter por não ter dinheiro. E esse sonho, vai mesmo ser realizado!

O concurso não lhe deu fama, não o deixou seguir além da primeira fase. Mas, para o João, já valeu a pena ter participado!  

 

publicado por marta-omeucanto às 11:49

30
Abr 12
 
Ontem ouvi anunciar que ia dar este filme na televisão. Nunca tinha ouvido falar e, sinceramente, pelo nome, não me inspirava.
Quando começou a dar, fiquei curiosa. E no final acabei por adorar o filme! Talvez porque andamos muito sensíveis, ou porque o filme é realmente emotivo, tanto eu como a minha filha acabámos de o ver com vontade de chorar!
Embora seja um remake de um filme com o mesmo nome, de 1978 (ano em que eu nasci), e de não conhecer a história original, considero este remake um filme com várias lições de vida.
A mais óbvia, como não poderia deixar de ser, é a de que, mesmo com limitações, se tivermos força de vontade e lutarmos por aquilo que gostamos e desejamos, conseguimos vencer.
Mas este filme mostrou-me igualmente outras coisas.
Uma delas é a de que, por vezes, é preferível continuarmos a fazer certas coisas que gostamos, apenas por prazer, sem a pressão de uma competição, embora nada impeça um de ser aliado da outra. 
Se decirmos aceitar o desafio da competição, temos que nos preparar para o que daí resultar, e que nem sempre é positivo.
É importante que o apoio e o incentivo sejam sinceros, e nos acompanhem durante todo o percurso, que não estejam presentes só no início, que não desapareçam quando as coisas se complicam.
A nossa família e aqueles que nos amam, são o nosso pilar, e ninguém melhor que eles para nos levantarem quando teimamos em permanecer caídos.  
Somos os únicos responsáveis pelos nossos actos, e respectivas consequências, independentemente do que nos tenha levado a agir de determinada forma. Nem sempre tomamos as melhores decisões, erramos, mas estamos cá para seguir adiante e enfrentar tudo sob novas perspectivas.
Por fim, ficou mais uma vez provado que a nossa maior força é o amor!

 

publicado por marta-omeucanto às 18:21

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