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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Eu sou ga-ga-gago...


"Eu sou sou ga-gago
eu sou sou ga-gago
tou tou tou ga-gago, ga-gago!"


No outro dia ouvi esta música na rádio - uma versão do original do Carlos Paião.

E não é que, pelo caminho, encontrei uma que me veio pedir informações!

O pro-pro-blema dela é que, além de gaga, era fanhosa :)

Lembrei-me logo das anedotas que o meu marido costuma contar!


Mas agora, falando a sério, torna-se difícil para nós tentar compreendê-los, e eles, ao tentarem que nós percebamos, enervam-se e atrapalham-se, piorando em vez de melhorar. Deve ser um horrível sentimento de frustração para eles não se conseguirem fazer entender como as outras pessoas sem esse problema.

Pequenas mulheres


"Parece que ainda há pouco tempo, andava ela pela casa, de chupeta na boca, a fazer traquinices. Ainda há pouco tempo, estava ela a entrar para o Jardim de Infância, a habituar-se à escola primária, a festejar o seu aniversário com os colegas de turma. Ainda há pouco tempo, brincava com a mãe no parque, com baldes na praia, e dormia com o seu peluche preferido. Mas, de repente, o seu corpo começa a sofrer modificações, a enviar avisos – a menina está a transformar-se numa mulher…com apenas 8 anos!"


No que diz respeito à puberdade, ainda existem alguns tabus a quebrar. Nem sempre os pais ou os professores sabem como lidar com ela, principalmente, quando esta chega mais cedo. E isso reflecte-se na própria criança, e no seu comportamento diante dos seus colegas e amigos, dos adultos e da sociedade em geral. Saibam mais neste artigo que escrevi para o Consulta Click aqui !


Dúvidas

 

"Mãe mata os seus dois filhos e suicida-se." - 2013

 

Ao que parece, as crianças estariam sinalizadas pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, por violência por parte da mãe, que sofria de depressão. Havia também uma acção a correr em Tribunal, tendo a mãe perdido a guarda dos filhos. Preferiu não entregá-los, envenenando-os, e suicidando-se em seguida. 

 

A situação foi sinalizada em 2012 e nesse ano o processo seguiu para tribunal. A CPCJ tentou intervir, mas como não estavam reunidas todas as condições para que se pudesse agir, e como a instituição não pode atuar sem a autorização dos pais, o processo seguiu para o Tribunal de Família e Menores. No entanto, não se sabe em mês foi feita essa sinalização, nem quando é que o processo seguiu para o tribunal. O responsável acrescentou ainda que não sabe se, entretanto, o tribunal terá tomada alguma decisão sobre o caso. Por sua vez, a Segurança Social garantiu, também esta segunda-feira, que emitiu um parecer favorável para que fossem retiradas à mãe as duas crianças.

Numa nota, a Segurança Social afirma que, a 23 de janeiro 2013, teve lugar audiência judicial na qual foi aplicada a medida de promoção e protecção de apoio junto do pai, com efeitos imediatos, ficando também definido que as visitas da mãe aos filhos apenas se realizariam em casa de familiares e sob a sua supervisão.

 

"Mãe em fuga depois de assassinar filhos e um e três anos" - 2012

 

A mãe das crianças era conhecida por ter uma conduta estranha. Vivia com o companheiro e os dois filhos, mas nunca era vista a conviver com ninguém. Estava sempre fechada em casa. Segundo os vizinhos, estava com uma depressão.

As duas crianças estavam sinalizadas pela Segurança Social. Os pais das duas crianças não permitiram a intervenção da comissão de protecção de menores e o processo foi remetido para tribunal, desconhecendo-se se o processo já tinha sido concluído.

O Instituto da Segurança Social adiantou que a família estava sinalizada desde julho, uma vez que os menores evidenciavam falta de cuidados em relação à higiene pessoal, vestuário e ausência de estimulação.
"Filhos retirados à mãe por esta recusar laqueação das trompas" - 2012
A mãe terá ficado sem sete dos seus dez filhos, há sete meses, por ordem do Tribunal de Sintra, que sustenta a sua decisão por dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e proteção de menores ao recusar-se laquear as trompas.
No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, considera-se mesmo que há laços de afetividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social.
O Instituto de Segurança Social negou, entretanto, que tenha imposto a laqueação de trompas, esclarecendo que não impõe nem pode impor semelhante obrigação.
A sentença judicial determinou que as filhas mais velhas, menores, ficassem com a mãe, mas considerou que os mais pequenos, com idades entre os seis meses e os sete anos, estavam em risco. Foram retirados à mãe e deverão ser entregues para adopção.

Estes são os alguns dos últimos casos conhecidos mas, como estes, haverão muitos outros.

 

E pergunto-me eu:

Será que este sistema de protecção de crianças e jovens em risco está a funcionar correctamente?

Será que os tribunais estarão a tomar decisões acertadas ou com a celeridade que os casos exigem?

Será que estas situações não poderiam ter sido evitadas, se algo tivesse sido feito antes?

Como é que, num mundo como este em que vivemos, poderemos acreditar em justiça, em intervenção, em resolução de problemas, em protecção? 

O Impossível - porque é impossível não voltar a falar dele!

Inspirado na história verdadeira da familia Alvarez Belon, "O Impossível" conta o emocionante relato de uma familia espanhola, temporariamente a viver no Japão, apanhada, há 8 anos, juntamente com dezenas de milhares de outras pessoas, no caos de uma das piores catástrofes naturais do nosso tempo. 
Tudo começou quando a produtora Belen Atienza, que ouviu a história da familia Alvarez Belon na radio, chegou lavada em lágrimas aos estúdios. Contou a todos o que ouvira e o realizador disse "Temos de fazer um filme disto. É uma história emocionante".
Em Setembro de 2012, a familia Alvarez Belon  esteve presente no Festival de Toronto na primeira exibição pública de "O Impossível" . Maria chegou a mostrar algumas cicatrizes e disse ainda estar tratando de ferimentos e infecções – mesmo 8 anos depois da tragédia. "Não há nada para reclamar, nada nos aconteceu", disse.
Maria revelou ter participado da elaboração do guião do filme com sugestões e informações dolorosas, porém precisas, e ter acompanhado as filmagens comandadas por Juan Antonio Bayona, sempre colaborando na elaboração dos detalhes. O seu principal objetivo neste filme é o de partilhar com o público o valor os presentes dessas experiências e o valor que é voltar a viver. Maria Belon diz que chorou sem parar quando viu o filme.

Ela revelou que estava dormindo quando se viu levada pelas águas e no caminho encontrou o filho Lucas, de 10 anos, que a ajudou a subir uma árvore e posteriormente, a andar, após a passagem das diversas ondas, pelo mato encharcado em busca de ajuda. Elogiou a destreza e coragem do filho: sabia que estava pedindo mais do que ele poderia dar. Ele virou adulto em dois dias, ressaltou.

 

  

Outra família sobreviveu

Os 5 sobreviventes da família Alvarez Belón não foram os únicos da trágica manhã de 26 de dezembro de 2004. Na indonésia, a sueca Karin Svaerd correu em direção à onda de 10 metros de altura aos gritos de meu Deus, meus filhos não!, ao ver o marido, Lars Erickson, e os 3 filhos, Anton, de 14, Filip, de 11, e Viktor de 10, desapareceram sobre a devastadora parede de águas do mar de Krabi. Após lutar pela vida ela se agarrou a uma palmeira, ainda na praia. Passou um tempo para se resgatada antes da segunda onda. Ao chegar a lugar seguro descobriu que o marido e os filhos estavam vivos. Milagrosamente, assim como ela, vivos.

 

Enrique Alvarez, Maria Belón e seus filhos Lucas, Thomas e Simão na exibição de O IMPOSSÍVEL no Festival de Toronto-2012


A minha opinião?


Até agora, Titanic, também baseado numa história verídica, liderava a minha lista de filmes favoritos. Neste momento, penso que O Impossível o conseguiu destronar!

Tal como me avisaram, e li em vários comentários ao filme, também eu fui atingida por um tsunami de lágrimas durante todo o filme.

Titanic tem uma parte verídica (a tragédia do navio) e uma parte fictícia (a história de amor). Para mim, foi a parte fictícia, embora inserida no contexto real, que mais me emocionou.

Em O Impossível, pelo contrário, toda a história é bem real!

É impossível vê-lo e não nos colocarmos no lugar daquela mãe ou daquele pai, não vermos naqueles filhos os nossos próprios filhos, não vermos naquele homem o nosso companheiro...

É impossível não nos emocionarmos com as cenas de coragem, desespero, solidariedade, amor, dor, luta pela sobrevivência...

É impossível não sairmos de lá com uma nova visão da vida, da importância e do valor das pessoas que amamos, dos momentos que passamos juntos... Com o pensamento de que poderia ter sido qualquer um de nós, poderia ter sido a nossa família... Com a noção de que, perante tragédias como esta ou outras, tudo o resto parece tão pequeno e tão insignificante...

Naomi Watts e Tom Holland, nos papéis de Maria e Lucas fizeram grandes interpretações neste filme e os meus créditos vão, sem dúvida, para eles!


 

 

Nunca mais é sábado!

 

Segunda-feira - chuva...

Terça-feira - chuva...

Quarta-feira - chuva...

Quinta-feira - chuva...e, adivinhem:

Sexta-feira - chuva, pois então! E nevoeiro! E vento! E frio!

 

A juntar ao mau tempo, uma semana cheia de trabalho, o tempo gasto em repartições públicas, as horas passadas no centro de saúde e na clínica (ainda por causa das dores de barriga da filhota), o trabalho em casa, os horários trocados e o pouco descanso.

 

E, para completar uma péssima semana, nada melhor do que me levantar às 4 horas da manhã e sentir tudo a andar à roda. Começar a ficar tão mal disposta que não sabia se conseguiria voltar à cama. Mas lá me deitei intacta! Para dali a pouco me levantar outra vez.

 

Embora parecesse, não bebi. E não estou grávida! Talvez seja o vírus da Inês que já me apanhou :) Ou então é mesmo cansaço.

 

Onde andas, sábado, que demoras tanto a chegar?

 

 

 

 

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