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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Acabou

 

Foi uma luta breve, mas muito dolorosa para quem a travou, e para quem acompanhou de perto o seu sofrimento.

Hoje, a luta terminou. A batalha não foi ganha. 

Faleceu hoje a minha tia. Ela já esperava, todos nós já esperávamos. Mas, quando acontece, custa-nos sempre a acreditar.

Que descanse agora em paz. E que guardemos sempre a imagem da mulher trabalhadora, humilde e amiga que sempre a caracterizou! Que a guardemos sempre no nosso coração!

Retratos da crise

 

"Escondem-se em becos, nas sombras das esquinas dos prédios, nos bancos de jardim. Tapados por mantas ou apenas por papelões, atravessam a noite e depois, quando o dia clareia, desaguam novamente nas ruas, quase sempre sem destino certo, quase sempre à volta das mesmas ruas, pelos mesmos bairros, com as mesmas roupas. Ser sem-abrigo não é uma fatalidade. Ninguém nasce sem-abrigo. Todos eles já foram felizes em tempos. Já foram pessoas integradas na sociedade, com família, emprego, sonhos e desafios. Já foram crianças e cresceram. Um dia, porém, as coisas começaram a desmoronar..."

 

Até há uns tempos atrás, a sua maioria eram homens e, salvo algumas excepções, provinham das chamadas classes sociais mais pobres.

Hoje, essa tendência está a alterar. Há cada vez mais mulheres e jovens, muitas vezes com qualificações, a entrar neste mundo. E até mesmo aqueles que nunca imaginaram poder algum dia fazer parte do grupo de pessoas em risco de pobreza, vêem-se agora numa nova realidade. 

As classes média e, até mesmo, alta, estão a sofrer as consequências da crise, do aumento do desemprego, dos cortes nos apoios sociais, e a tornar-se nos novos pobres que, quem sabe, poderão vir a constituir os próximos "sem abrigo" do nosso país.

Delinquentes, analfabetos, drogados, ou gente que não quer trabalhar, são um estereótipo ultrapassado. 

E é neste cenário que está a caracterizar, actualmente, o nosso país, que começamos a ver as crianças a faltar à escola. Não para ir brincar, nem namorar, nem divertir. Tão pouco por preguiça ou rebeldia. Faltam, sim, para andar a pedir. 

São crianças cujas famílias perderam os únicos apoios que lhes restavam e, sem dinheiro para transportes ou, até mesmo, para comer, vêm-se obrigadas a mendigar. Testemunhas disso são os próprios professores que, perante as tristes evidências, se vêem sem argumentos para convencer estas crianças a voltarem às escolas. 

E, se estas famílias estão nessas condições, sem dinheiro, não faz sentido as escolas aplicarem multas para os pais cujas crianças faltem às aulas.

É este o retrato da nossa geração, e que, a continuar, não augura um bom futuro para as gerações futuras...

 

Hiperactividade ou falta de educação?

 

"Se os pais de crianças sem hiperatividade se empenhassem da mesma forma que os pais de crianças hiperactivas na educação dos seus filhos, todos eles seriam uns génios, super bem educados e extremamente organizados."

 

Li no outro dia um artigo do Expresso que falava exactamente sobre esta questão.

A mim, a hiperactividade nas crianças faz lembrar um pouco o stress e a depressão nos adultos. A partir do momento em que foram descobertas estas patologias, começaram a servir de desculpa para tudo.

Hoje em dia, não há ninguém que não sofra de stress. E conhecemos, de certeza, diversas pessoas que se queixam de depressão, que tomam medicamentos para tentar resolver os seus problemas, que recorrem a psicólogos ou psiquiatras.

Da mesma forma, é comum considerar crianças mais irrequietas e com comportamentos inadequados como hiperactivas. Isso explica muita coisa e retira qualquer culpa que, eventualmente, pudesse recair sobre quem lhes dá educação.

Não quero com isto dizer que as doenças não existam, porque existem, são reais, e devem ser tratadas.

Mas não se deve fazer disso uma moda! E muito menos utilizar esse argumento para justificar a falta de educação de algumas crianças. 

"Amigos" das redes

 

Já todos conhecemos os perigos associados ao uso da internet, nomeadamente, das redes sociais, e quais as medidas de prevenção que devemos ter presentes.

Mas, para além de tudo isso, há uma outra questão, não tão falada, e que acontece frequentemente.

Algumas pessoas, em alguma fase da sua vida (uns mais novos, outros mais velhos), e pelos mais variados motivos, sentem-se sós. A solidão não é algo agradável de se sentir e, por isso mesmo, há uma necessidade de procurar companhia.

A falta de tempo, a timidez e outros factores fazem com que essas pessoas procurem, muitas vezes, essa companhia, nas redes sociais.

A inscrição é fácil e os "amigos" surgem à distância de um click. Assim, de "amigo em amigo", a lista vai aumentando. E, de repente, essas pessoas não estão mais sozinhas. Falam sobre isto ou aquilo, com esta ou aquela pessoa, trocam ideias, opiniões, conversas de ocasião, enfim, têm companhia, ainda que virtual, e a solidão parece desaparecer, fazendo parte do passado.

No entanto, sabemos que é uma ilusão temporária. Na verdade, de todos esses conhecidos, muito poucos ou nenhuns estarão lá quando realmente deles precisarem. Num ápice, essas pessoas apercebem-se que, apesar de um leque tão grande de "amizades", continuam tão sós como antes ou ainda mais. Mesmo que passem vinte e quatro horas por dia na companhia dos "amigos das redes" é como se, no meio de uma multidão, a solidão continuasse a marcar presença. É uma dura constatação, que pode resultar em frustração, mas é bem real!   

 

 

 

 

 

Negativo

 

Tendo em conta os meus sintomas, e estando a gripe quase ultrapassada (a única coisa que tenho é tosse), a médica foi pelo caminho mais fácil - não me receitar nada até ver se eu estava grávida!

Isto mesmo depois de eu lhe ter dito que era uma hipótese bastante remota, praticamente impossível.

Mas pronto, lá fui eu à farmácia comprar um teste, só para ter a certeza.

Como seria de esperar, deu negativo! Era o resultado lógico. No entanto, sempre que faço um teste de gravidez, sinto-me dividida entre sensações opostas. Por um lado, é um alívio: dadas as circunstâncias actuais, não há condições de nenhuma espécie para ter uma criança. Por outro lado (embora tomando a pílula e sabendo que a hipótese era remota), é uma sensação de "ainda não é desta vez"...

E, sendo assim, o óscar vai para...a gripe! Sim, excluída a hipótese de gravidez, resta mesmo atribuir-lhe a culpa pela minha dieta forçada.

 

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