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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enclausurar ou libertar?

 

Um dia li um artigo sobre a interpretação dos gestos e atitudes dos gatos, que concluía que o pensamento destes, qualquer que fosse o seu comportamento relativamente aos donos, se resumia a uma única coisa: comida!

Quero acreditar, e com base na minha própria experiência e convivência com estes animais, que esse artigo está totalmente errado. Que os gatos se preocupam com algo mais que alimento e que, tal como nós, também têm sentimentos!

Acredito que a nossa Tica adora deitar-se no meu colo quando me sento no sofá, e dormir a sua sesta de três horas enquanto eu vejo algum filme na televisão. Acredito que ela adora quando brincamos às escondidas ou a apanhada (sim, eu faço essas figuras). Acredito que ela gosta de mimos tal como nós, que precisa dos seus momentos, que se chateia, que se alegra…

Acredito que ela conversa connosco e transmite aquilo que sente.

Acredito que ela fica contente sempre que chegamos a casa, e triste quando saímos. Que muitas vezes se sente só…

Por isso mesmo, estando fechada em casa horas a fio, a maioria das quais sem qualquer companhia, até que um de nós chegue a casa, é natural que, para ela, seja bastante tentador escapar-se assim que tem uma oportunidade.

E, de repente, sinto-me como se fosse a Gotel a prender a Rapunzel na torre, para a proteger dos perigos do exterior das muralhas do castelo!

Claro que o nosso único objectivo é mesmo protege-la. Quantas vezes a deixámos ir para o quintal e a deixámos brincar? Algumas. Mas, tal como as crianças, a liberdade que lhe demos não foi suficiente. Começou a saltar o muro e ir para a estrada, a esconder-se debaixo dos carros para não a apanharmos. E então, optámos por não deixá-la ir à rua sozinha.

Sempre que podíamos, levávamo-la ao colo, ou sentávamo-nos lá fora com ela ao colo. Era uma forma de ela vir à rua, sem nos arriscarmos a que ela fugisse.

Mesmo assim, isso não lhe chegava. Na penúltima vez que se escapou sem termos tempo de a apanhar, fugiu para os barracões do vizinho e esteve lá toda a manhã. Apareceu à hora de almoço. Na última vez, fugiu à hora de almoço e até ao fim da tarde não tinha voltado. Tive que ir à procura dela e, mesmo assim, foi difícil apanhá-la. Já em casa, notou-se perfeitamente que não se sentia bem por estar ali, só olhava para as janelas.

Por sorte, foi para os barracões do vizinho que fugiu. Para estar na companhia de outros gatos. Mas, e se ela se lembrar de ir mais longe, de se aventurar para outro lado, de comer alguma erva envenenada, de se meter com outros gatos ou com os cães? E se alguém a apanhar e ficar com ela? Ou se ela, por algum motivo, não conseguir voltar para casa? Ou não quiser?

O que nos deixa num grande dilema: limitamos ainda mais o espaço disponível para ela estar em casa, para que não haja nenhuma forma de sair, como se estivesse numa prisão, para que não volte a desaparecer? Ou fazemos-lhe a vontade e arriscamo-nos a que, um dia destes, ela não volte de vez? 

Há 3 séculos atrás...

 

...poderia estar num destes bailes!

Usando um belo vestido de noite, discreto mas sedutor!

Dançando toda a noite!

Bebendo algumas taças de champanhe!

Convivendo com os restantes convidados!

E sem me preocupar com o dia de amanhã!

 

Ou talvez não.

Afinal, a minha condição financeira e social não me permitiria frequentar estes bailes da "nata" da sociedade!

E mesmo que assim fosse, provavelmente estaria a um canto, esperando que notassem a minha presença, que conversassem comigo ou que algum cavalheiro me convidasse para dançar!

 

 

 

Sobre José Castelo Branco...

...como a televisão insiste em alimentar as suas excentricidades...

...e como nós, portugueses, as consumimos!

 

 

O que têm, em comum, os concursos Quinta das Celebridades, Circo das Celebridades, Primeira Companhia, Perdidos na Tribo e Splash! Celebridades? José Castelo Branco participou em todos estes programas. E em todos eles foi, por certo, motivo suficiente para aumentar as audiências!

Afinal, os portugueses querem ver como ele se vai sair, que figura vai fazer, qual será a sua próxima excentricidade. Assim, que mais pode a televisão portuguesa fazer, a não ser dar aos seus espectadores aquilo que eles querem ver? Aquilo que os diverte? Aquilo que os faz rir? Ou mesmo aquilo que os faz criticar? Todas essas emoções são sinal de que, gostando ou não, todos vêem (ou quase todos), embora por diferentes motivos.

Eu própria vejo o Splash. Não necessariamente pelo José Castelo Branco. E é por ver o programa que me apercebo de como a SIC insiste em dar mais tempo de antena a esta "personagem". Apercebo-me que, se por um lado, o José Castelo Branco parece vibrar com o protagonismo que lhe é concedido, a SIC parece fazer dele o "bobo da corte" de serviço.

O papel dele deveria ser o de concorrente. Foi para isso que lá foi, tal como todos os outros. Entre esses outros temos, por exemplo, João Ricardo, que muito nos fez rir no Vale Tudo. Temos a Cristina Areia, que é actriz. Temos a Sónia Brazão que, além de actriz, também canta. Temos manequins, atletas, pugilistas, personal trainers, etc. Foi dado, a algum deles, um destaque especial? Não!

Mas José Castelo Branco é José Castelo Branco!

Não concordo, de todo, com o protagonismo e crédito que é dado a esta figura, seja em que programa for. Mas o que é certo é que ele está disponível, o povo português "consome" e a televisão retira os seus lucros. Será assim enquanto nós contribuirmos para tal. 

E quem melhor que ele para participar numa apresentação de natação sincronizada?! Quem melhor que ele para cantar os Óculos de Sol  d'As Doce?! Quem melhor que ele para fazer birra depois de ser eliminado, e voltar na semana seguinte, para desfilar de noiva?!

Quem melhor que ele para nos brindar, a cada momento, com os seus fatos de banho exclusivos, plumas e saltos altos?!

Quem melhor que ele para se superar, e nos surpreender com as suas performances, quando pensávamos que isso já não era possível?!

Só mesmo aquela "andorinha"!

Posto isto, pergunto:

Poderia o Splash ser o mesmo sem as excentricidades de José Castelo Branco?

Poder até podia... Mas não era a mesma coisa!

Diálogo deveras inspirador!

 

 

Ultimamente, os diálogos com o meu marido têm sido deveras inspiradores!

Na verdade, parecem mais monólogos, já que tenho feito pouco uso das palavras.

Qualquer que seja a pergunta que ele faça ou afirmação que diga, não tem conseguido arrancar do meu vocabulário mais que apenas três expressões: "pois", "hum hum", "sim"!

Não é tão animador?!

Espero que as restantes palavras comecem a sair rapidamente, de onde quer que se tenham escondido!

 

 

É impossível não gostar...

 

...destes dois livros de romance da autora Judith McNaught!

 

Duas histórias de duas mulheres, Elizabeth e Whitney, nada fúteis, antes pelo contrário. Embora belas e graciosas, têm personalidade, são lutadoras e rebeldes, inteligentes mas encantadoras.

Já os homens, Ian e Clayton, alguns anos mais velhos que elas, têm todas as damas que querem a seus pés, mas ambos desejam mais do que uma mulher igual a todas as outras. E, sem quererem, apaixonam-se: Ian por Elizabeth, e Clayton por Whitney.

Depois, há todo um enredo, intrigas, deduções precipitadas, reviravoltas e revelações que nos prendem da primeira à última página!

Devo dizer que, embora com carácter, estes dois homens têm "cabeça dura" e parece que, muitas vezes, uma pedra no lugar do coração.

E se, quanto a Ian, ainda consigo compreender algumas das suas atitudes e até desculpá-lo, mais difícil isso se torna em relação a Clayton. A este deu-me vontade de o insultar até não haver mais palavras possíveis, deu-me vontade de dar-lhe umas bofetadas para ver se deixava de ser tão arrogante e tão selvagem, e começava a usar o cérebro para alguma coisa útil.

Embora Whitney o tenha perdoado por todas as suas ofensas e agressões, por todas as vezes que ele a fez sofrer, a fez chorar e a magoou quando ela achava que isso já não era possível, acho que não consigo desculpá-lo.

Isso só quer dizer que a autora conseguiu o seu objectivo de nos provocar emoções fortes!    

 

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