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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nunca digas adeus

 

Duas crianças solitárias, com vidas totalmente diferentes e, ainda assim, tão semelhantes, tornam-se "amigas de verão".

Durante vários anos, é essa a única altura em que se juntam, se divertem, partilham segredos, sonhos e experiências. No resto do tempo, trocam correspondência e contam os dias para voltarem a estar juntas.

Até ao dia em que cada uma segue o seu caminho, e se distanciam, perdendo por completo o contacto uma com a outra.

Susan e Beth reencontram-se, muitos anos mais tarde, já adultas, nas qualidades, respectivamente, de arguida e advogada oficiosa, após um assassinato numa clínica.

Ao longo da história vamos percebendo que nenhuma delas conhecia verdadeiramente a outra, e que aquilo que cada uma invejava na outra não passava de uma ilusão.

Percebemos que, como diz o ditado "só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro", e que as aparências enganam.

E, mais que tudo, percebemos as consequências que diversos acontecimentos podem trazer à vida e à mente do ser humano.

O passado influenciou o presente, e condicionará o futuro. Haverá ainda uma réstia de esperança para qualquer uma delas? Ou será tarde demais?... 

Rugas - mesmo na velhice, a amizade é o bem mais precioso!

 

Vi este filme na passada sexta-feira, na versão em espanhol (legendado em português) e achei-o espectacular!

Ao percebermos sobre o que o mesmo trata, poderíamos pensar que o filme seria dramático, triste, revoltante, comovente... E é!

Mas o que é mais incrível é que conseguiram mostrar tudo isso, de uma forma cómica, leve e descontraída.

Posso dizer que passei mais tempo a rir do que a chorar! A pronúncia espanhola também ajuda!

É por isso que considero este filme tão especial.

E pelo espírito de entreajuda, camaradagem e amizade que caracteriza os habitantes deste lar para idosos onde há uma abordagem especial à doença de Alzheimer.

Um filme que todas as famílias deveriam ver, e que até os mais novos vão adorar!

Pelos idosos de hoje, e pelos de amanhã, que poderemos ser nós.

 

Sinopse:

"Emílio e Miguel são dois amigos a dividir quarto num lar de terceira idade. Quando são diagnosticados a Emílio os primeiros sintomas de Alzheimer, Miguel percebe que terá de encontrar uma maneira de impedir que o transfiram para o segundo andar da instituição, para onde, supostamente, são deslocados os casos sem solução. Assim, ao mesmo tempo que um se vai perdendo nos labirintos da memória, confundindo a realidade com criações da sua mente envelhecida, o outro arranja um plano infalível que provará a todos que, mesmo na velhice, a amizade é o bem mais precioso."

 

 

Mais uma falha neste novo ano lectivo

 

Sim, estive ausente!

Pela primeira vez, desde que a minha filha iniciou a vida escolar, não compareci a uma reunião com o professor responsável pela turma.

Porquê?

Não foi por não poder ir, nem por não querer, mas pura e simplesmente porque ninguém me informou da mesma! Começamos bem.

Como já tinha referido num outro post, o director de turma pareceu-me a pessoa perfeita para a função, muito profissional e muito boa pessoa.

E um engano, qualquer pessoa pode cometer.

Quando a minha filha me ligou da escola naquela tarde, a dizer que ia haver uma reunião dos pais dos alunos com o director de turma (da qual eu não tinha conhecimento), achei estranho. E, em cima da hora, não pude deixar o trabalho e ir a correr como uma doida.

Já que os outros pais sabiam e eu não, e partindo do princípio que fomos todos informados via email, pensei que o director de turma se tivesse enganado ao digitar o meu e, por isso, não o tivesse recebido.

Como tal, enviei um email para ele, a informar que não tivera conhecimento da reunião e a pedir para me enviar um email em resposta, com os assuntos tratados na reunião que considerasse relevantes. Pedi ainda que me informasse se a minha filha tinha sido sinalizada para algum apoio ao estudo ou não.

Isto foi na terça-feira à tarde. Hoje, sexta-feira, ainda não obtive qualquer resposta! Não acho isto normal.

No dia da apresentação, todos os pais preencheram uma folha com o email e telemóvel de contacto, para o director de turma. E ele deu-nos o seu email do agrupamento.

Além disso, os alunos têm a caderneta onde se pode fazer a correspondência entre pais/ professores e vice-versa.

Assim, não se compreende que, à semelhança do que fazia a professora do 1º ciclo, não tenha havido uma comunicação prévia na caderneta, ou outra qualquer escrita, ou verbal aos próprios alunos. Já não digo um telefonema, porque isso saía caro à escola.

Como também não compreendo como é que, ao comunicar com o director de turma para o email que ele nos deu, não me foi dada qualquer resposta.

uma falha destas não me parece um bom começo para este ano lectivo. Vamos ver daqui em diante...

 

O que os outros dizem é-me indiferente

 

Nem sempre assim é, mas temos que começar, de alguma maneira, a fazer com que assim seja.

Quando fomos buscar os livros da minha filha à papelaria, ela, disse que queria para este ano uma mochila da Violetta e outras coisas também.

A senhora que nos atendeu, disse-lhe para não fazer isso, porque isso era para as crianças mais pequenas. No 2º ciclo, ela devia escolher outro tipo de tema, ou corria o risco de gozarem com ela.

Quando fui comprar vi, de facto, algumas mochilas giras e melhores que a da Violetta. E lembrei-me daquilo que a senhora da papelaria tinha dito.

Mas depois pensei: por que raio, se é da Violetta que ela gosta, não há-de ela levar para a escola aquilo que gosta? Por medo do que os outros possam dizer?

Isso significa termos que andar escondidos, fingirmos aquilo que não somos, ignorar aquilo que faz de nós quem somos.

Não vou fazer isso à minha filha. Se ela gosta da Violetta, compro-lhe as coisas que gosta, independentemente do que os outros possam dizer. Ela depois decidirá se quer continuar a usar ou não. E até gosto do saco de desporto, mais caro que a mochila, mas bem melhor. Além disso, comprei-lhe uma outra diferente, e barata, se ela quiser ir variando. 

 

P.S.: O problema deste tipo de material é que, por norma, é bem mais caro, não dura nada, e para quem não tem muito dinheiro é mais difícil satisfazer os desejos dos filhos. Duas mochilas, então, é luxo! Concordo. O ano passado comprei uma mochila muito gira, sem nenhum tema conhecido, de rodinhas, a preço de saldo - 5 euros! Durou o ano todo, embora já para o fim com alguns buraquitos, os pneus carecas e um fecho avariado! Por outro lado, já lhe comprei em outros anos mochilas da Barbie ou das Winx, que me custaram à volta dos 20 euros, e no fim do primeiro período foram para o lixo.

O peso excessivo das mochilas

 

Todos os anos, quando se aproxima o início do ano lectivo e a compra das mochilas, se fazem as mesmas recomendações:

 

- o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança

- devem utilizar-se as duas alças da mochila (que devem ser acolchoadas), uma para cada ombro, ou então mochilas de rodinhas

- a criança deve pousar a mochila nos intervalos

- as crianças não devem levar mais do que aquilo que precisam

 

Mas, de que é que adiantam todas estas recomendações se, na prática, não são possíveis de concretizar?

A minha filha foi agora para o 5º ano. 

Na escola onde ela anda, há cacifos, mas ainda não estão disponíveis porque têm que ser desocupados pelos anteriores proprietários, por isso, por enquanto, é como se não houvesse.

Se tiver 3 aulas num dos períodos, significa que terá que levar 3 cadernos, 3 manuais aos quais se acrescentam outros 3 livros de exercícios ou fichas, o estojo, a caderneta, o lanche,etc.

Só aí, já leva mais do que os 10% do seu peso recomendados. E isto porque vem a casa almoçar. 

Já uma criança que passe o dia na escola, o que acontece cada vez mais porque os pais estão a trabalhar e não têm possibilidades de ir buscar os filhos ao almoço e em determinados horários, tem que levar o material necessário para o dia inteiro.

Que outras facilidades a escola oferece? Poucas!

As aulas nem sempre são na mesma sala, o que os obriga a andarem com a mochila de um lado para o outro. Nos dias de educação física, acrescentamos mais um saco de desporto para o equipamento. Nos dias de chuva, um guarda-chuva. Muitas vezes, os casacos.

E quanto a pousarem as mochilas no intervalo, até o podiam fazer, mas os professores não o recomendam. Porquê? Porque pode haver quem esteja à espera dessa oportunidade para roubar!

Resultado: as crianças passam a maior parte do tempo com excesso de peso às costas, e sem condições para brincar à vontade nos intervalos!

Quanto às ditas recomendações, guardam-se na gaveta até ao início do próximo ano, embora saibamos que nada mudará!

 

 

 

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