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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Belarmino

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Também conhecido por BN, Belarmino frequenta o último ano do curso de Direito, mas a música tem vindo a acompanhá-lo.

Rapper por natureza, Belarmino desde cedo se dedicou à escrita, compondo todas as letras que canta, e mostrou a sua versatilidade, apostando numa fusão de estilos.

 

 

Belarmino - Diva.jpg

 

O primeiro álbum será editado em breve, e o single “Diva”, num registo reggaeton, poderá ser ouvido, a partir de hoje, nas plataformas digitais.

Belarmino conta-nos um pouco mais sobre a sua aventura no mundo da música, o novo álbum que aí vem, e projetos para o futuro!

 

 

 

 

 

Para quem não o conhece, quem é o Belarmino?

 

Belarmino é um jovem artista de nacionalidade angolana mas apaixonado por Coimbra, cidade portuguesa onde frequento o último ano do curso de Direito.

 

Como é que a música entrou na sua vida?

Quando conheci a minha mãe ela já integrava um grupo coral de uma igreja evangélica. O meu pai cantava todos os dias e tocava flauta e quando era pequeno ensinava-me canções e quando eu as aprendesse premiava-me. A minha mana Graça dirigia um coral na igreja supra referida, era uma igreja com mais de 500 membros e cantar lá era coisa muito séria, eu via a minha mana a treinar a voz e estava sempre a suportar o barulho dela, quando ela parava eu tentava fazer o mesmo. O meu mano Carlos também era muito amante de música mas era viciado em ouvir e tinha muitas cassetes, parecia mesmo DJ. Aos 10 anos juntamente com outros meninos do bairro fabricámos instrumentos de latas usando câmaras de pneus de carro, tocávamos pelas ruas do bairro e os outros meninos dançavam e cantavam connosco. Com isso desenvolvi alguns skills e aos 11 anos a minha irmã inscreveu-me na banda da igreja onde aprendi a tocar tambor e também flauta africana. Aos 14 anos o meu sobrinho, que tem a mesma idade que eu, passou-me o vírus do hip-hop, tal facto se deu numas férias de fim de ano no bairro chicala na Ilha de Luanda, onde fazia free style com os amigos, batles e rimavam em alguns beats americanos. Em 2002 comecei a ter noções sobre a cultura hip-hop com um amigo do meu primo que frequentava a casa quando se estavam a preparar para o exame de admissão para o curso de direito. Deu-me cd`s, cassetes de hip-hop e fez a primeira composição de linhas para eu treinar e foi com base naquelas linhas que a partir de 2003 comecei a escrever as próprias rimas e nunca mais parei. No mesmo ano gravei com a label Irmandade Hip-hop na província do Huambo.

 

O Direito é outra das suas paixões?

O direito é o curso que eu escolhi, por desde muito cedo ser uma pessoa apaixonada por discursos e por admirar pessoas que falam de leis e supostamente defensores dos direitos das pessoas.

 

 

No futuro, vê-se mais como uma pessoa ligada ao direito, que canta por prazer, quando lhe apetece, ou pretende dar prioridade à música, em detrimento do direito?

Se vou cantar ou exercer direito? Prefiro não excogitar e dizer o seguinte, o futuro a Deus pertence, vou optar por ser feliz, farei aquilo que me vai deixar feliz.

 

O Belarmino compõe todas as letras das músicas que canta. De onde vem a sua inspiração? Do que nos falam essas músicas?

Até hoje compus todas. Não me sinto pro, mas faço com muita facilidade as minhas composições e parece que estou sempre a ouvir novas melodias na minha cabeça. Perco o sono porque de repente me surgem melodias na cabeça... Quem ouve as minhas cenas sabe que já fui de compor rimas muito sérias mas estou numa fase de me apresentar como artista a um auditório um pouco mais amplo, daí ter decidido em fazer alguma descarga conteudística nas composições e posso afirmar que agora trago conteúdo de festa e amor. O álbum vai comportar também temas de esperança e superação.

 

“Diva” será o primeiro single a ser lançado. Quem é a sua maior “Diva”?

É uma homenagem a todas as mulheres, elas merecem e eu particularmente, devo muito às mulheres. A minha maior "Diva" chama-se Isabel Catarina, minha mãe.

 

E a nível musical, quem considera a grande diva das últimas décadas?

A nível musical, foi, é e será a senhora Celine Dion.

 

O que nos pode desvendar sobre o novo álbum que aí vem? Já tem alguma data prevista para o lançamento?

Só tenho a dizer que procurei fazer um álbum com uma musicalidade alegre e imprimi responsabilidade, foi sobretudo a pensar em quem o vai consumir.

O álbum está pronto, por isso é apenas uma questão de encontrar o timing certo. Talvez em Setembro...

 

Quais são as suas expectativas em relação ao mesmo, e à sua aceitação por parte do público?

Relativamente as expectativas, devo ser humilde em dizer que este é um álbum para me apresentar. Hoje em dia o fazer chegar a música ao publico alvo depende de muitos condicionalismos e o mercado já tem gigantes, vamos é no entanto trabalhar para que o produto seja apresentado ao publico alvo e este se gostar vai também ajudar na divulgação.

 

O Belarmino é um rapper por natureza. No entanto, o novo single “Diva” é mais um estilo reggaeton. Quais são as principais diferenças entre estes dois estilos?

Olha! conheço muito pouco sobre o reggaeton, gosto dos vídeos e do ritmo mas não quero andar a nadar nesse rio, até porque tem as suas particularidades e não é cuspir umas rimas num beat de reggaeton que vou me sentir dentro da cena propriamente dita. É um estilo com fortes influências dos estilos latino-americanos e acho que é a mainstream da musicalidade de lá, mas sei também que muitos fazedores são mesmo rappers. RAP é um estilo dentro da cultura hip-hop (Rhythm And Poetry), é um discurso ritmado e rimado, mas dentro da cultura hip-hop este identifica-se com um ritmo próprio e maleável, daí vermos os rappers a poderem enquadrar-se noutros estilos musicais com certa facilidade e tal como acontece com o guetto-zouk, acontece também com o reggaeton.

 

Neste novo álbum estará patente esta versatilidade de estilos?

No álbum estará sim, patente a versatilidade.

 

Onde vamos poder ouvir o Belarmino nos próximos meses?

Durante os próximos meses vão poder ouvir Belarmino um pouco pelo país em vários eventos já agendados, nas plataformas de streaming como o Spotify e o Youtube e claro, através do iTunes e das mais variadas lojas digitais, comprando a musica! ;)

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem.

 

Eu bem disse que era uma oferta boa demais!

 

Lembram-se daquela proposta de tarifário espectacular que a Meo me fez, e que me ocupou quase toda a hora de almoço?

Pois bem, isso aconteceu numa sexta-feira. Nessa tarde, enviei a mensagem com o código, que recebi no email, para adesão à proposta. Nunca cheguei a receber a mensagem no telemóvel, de que me tinham falado. Só depois percebi porquê: tinham enviado a mesma para o meu telemóvel da vodafone!

Na segunda-feira seguinte, tendo deixado o telemóvel de serviço no escritório, ligo para o meu patrão do telemóvel, achando que tinha o tarifário activado, e não ia pagar a chamada. Mas paguei!

Liguei para a Meo, que me confirmou que, de facto, estava lá o meu pedido, mas que o colega que falou comigo deve ter efectuado de forma errada o procedimento.

Passaram-me para uma colega, que voltou a analisar, voltou a confirmar todos os dados e informações que o outro já me tinha pedido, e me disse que ia enviar para a Meo resolver o quanto antes.

Já passou mais de uma semana depois desse telefonema, já tive que carregar novamente o telemóvel, uma vez que continuo com o meu tarifário habitual, e nem um contacto da Meo.

 

O que só me leva a crer que:

 

- Ou a Meo não está minimamente interessada em conceder essa promoção fabulosa e, nesse caso, escusava de andar a contactar os clientes e fazê-los perder tempo com uma coisa que não têm qualquer intenção de oferecer

 

- Ou os funcionários que nos contactam, ou contactamos, não têm qualquer competência para proceder a uma mera alteração de tarifário

 

Numa situação ou noutra, a Meo acaba por ficar mal vista e desacreditada. 

Coisas que só me acontecem a mim X

 

Episódio 1:

 

O fim-de-semana solarengo foi óptimo para estender roupa. Depois de apanhada, foi para o monte, no sofá, à espera de coragem para dobrar e arrumar.

Mas precisávamos do sofá para nos sentar, por isso, o monte foi transferido para cima da minha cama.

À noite, precisávamos de deitar, e lá levo eu o monte de volta para o sofá. Só que, desta vez, uma das peças de roupa tocou no frasco de perfume do meu marido, que foi parar ao chão!

 

Resultado: frasco partido em cacos, e perfume entornado pelo chão do quarto! E eu claro, a ter que apanhar o lixo todo, lavar o chão e tentar não intoxicar com o cheiro. Não que o perfume não cheire bem, mas umas gotas é diferente de um frasco inteiro!

 

 

 

Episódio 2:

 

Ontem pus-me a ver os episódios da série Quantico, que tinha gravado. Vejo o episódio 13 e, quando termina, carrego em ver o próximo episódio. Apesar de eu já saber que, a seguir, pergunta se quero apagar o anterior, naquele momento nem me apercebi e carreguei no botão do comando.

Só depois é que vi a asneira que tinha feito. Fui confirmar e lá estava o episódio 13 apagado! Boa, agora como é que faço para o recuperar?

Andei a ver se, por acaso, iria repetir mas o raio do canal repete todas as outras séries 3 ou 4 vezes, e esta que me interessa, nem 1 só. O episódio já nem sequer era o último, pelo que já não consta das gravações dos últimos 7 dias. Nem era por mim, que já o tinha visto, mas temos a série toda gravada para o meu marido ver, e agora fica ali com um furo.

 

Pergunta estúpida que fiz ao meu marido quando lhe liguei, e para a qual já sabia a resposta mas, ainda assim:

"Olha lá, como é que se recupera um programa que se apagou?"

Marido: "Não se recupera!"

Eu: "Ah...Pensei que pudesse haver para aqui algum botão de "undo", como nos computadores, que desse para desfazer as asneiras que fazemos!"

A entrevista ao Nelson Freitas

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Nelson Freitas é um cantor, escritor, produtor musical e também proprietário da NelsonFreitas Music (NFM) sendo, neste momento, um dos melhores produtores e cantores da indústria da música africana ou zouk.

O seu percurso na música começou como vocalista do grupo Quatro, com o qual lançou três álbuns.

Mais tarde, estreou-se a solo com o álbum “Magic”, que vendeu mais de 70.000 cópias em todo o mundo, lançando definitivamente a sua carreira.

Neste primeiro trabalho, estão bem vincadas as suas raízes cabo-verdianas, aliadas à sua paixão pelo Hip-Hop, R&B e House, que serviram de inspiração a Nelson Freitas para uma mudança no som contemporâneo da música cabo-verdiana.

Em 2010 foi lançado o seu segundo álbum, "My life", do qual se destacaram títulos como Rebound ChickSaia BrankaNha Primere Amor, e que vendeu mais de 90.000 cópias.

"Elevate", o terceiro álbum no qual contou com a colaboração de artistas e produtores de Angola, Cabo Verde, Congo, Holanda e Marrocos, chegou em 2013.

Deste álbum, e numa parceria com o cantor angolano C4 Pedro, saiu o grande sucesso “Bô Tem Mel”, que esteve durante vários meses em destaque nos principais tops de música nacionais.

Agora, chegou a vez de “Miúda Linda”, que já roda em várias rádios e venceu, inclusive, o prémio de Melhor Música no Kizomba Music Awards.

Para nos falar um pouco mais sobre o seu percurso e carreira, Nelson Freitas aceitou o convite e concedeu uma entrevista para esta edição da Blogazine, que aqui partilho convosco!

 

 

 

 

 

Marta: Nelson, ainda na sua adolescência, teve algumas experiências na dança, como dançarino de breakdance. A dança ainda faz, de alguma forma, parte da sua vida? Continua a gostar deste estilo de dança ou, atualmente, prefere outro género?

N. Freitas: A dança é uma parte muito importante da música que faço, por isso é importante para os meus ouvintes. Hoje em dia não danço assim tanto. Apenas canto, e nos meus espetáculos tenho bailarinos. Mas gosto de ir a discotecas e dançar.

 

Marta: Foi numa pausa como dançarino que integrou, como vocalista, o grupo Quatro, que chegou a lançar três álbuns de originais. Quando é que sentiu a necessidade de enveredar por uma carreira a solo?

N. Freitas: Fazer parte de uma banda foi bom para mim, porque aprendi muito sobre a indústria da música, como escrever e produzir, e quando eu senti que não tinha mais nada a aprender no grupo, decidi enveredar por uma carreira a solo. Já estava com algumas ideias em mente que não poderia aplicar na banda, por isso cantar a solo foi o passo seguinte. Tivemos bons momentos enquanto grupo.

 

Marta: Em 2013 atuou no Coliseu dos Recreios, num concerto que, posteriormente, deu origem ao álbum “Live At Coliseu dos Recreios”, e no qual contou com a presença de vários convidados, entre os quais a sua filha! Foi um momento especial?

N. Freitas: Sim, foi um momento muito especial no espetáculo, na minha carreira e na minha vida. A forma como ela subiu ao palco, vestida de branco, parecendo-se com um anjo, e cantou comigo “I Love You”, foi de tirar a respiração. Ela não estava nada assustada com o facto de cantar perante 5 mil pessoas. Nesse dia nasceu uma estrela!

 

Marta: As suas músicas combinam um pouco de R&B, Hip-Hop, Zouk, Kizomba e música tradicional de Cabo Verde. Considera que os portugueses estão, atualmente, mais abertos a estes ritmos e estilos musicais?

N. Freitas: Sim, temos trabalhado muito ao longo todos estes anos na elaboração da nossa música e do nosso som, e sinto que se está a tornar cada vez mais corrente.

 

Marta: Em algumas das suas letras, costuma misturar crioulo com inglês. É uma combinação que tem resultado de forma positiva?

N. Freitas: Sim, são línguas nas quais me sinto à vontade porque os meus pais são de Cabo Verde e o meu pai vive em Nova Iorque desde os meus 10 anos, por isso tenho ouvido estas línguas desde criança. Misturá-las faz parte do meu estilo. Adoro ser diferente e tem funcionado comigo.

 

Marta: Com a colaboração de artistas e produtores de diferentes etnias, na produção e edição de “Elevate” nota, tanto a nível de experiência como de criatividade, alguma diferença ou evolução entre o primeiro álbum “Magic” e “Elevate”?

N. Freitas: O último álbum chama-se “Elevate”, então acho que isso responde, de certa forma, à pergunta.

 

Marta: A nova música “Miúda Linda”, venceu o prémio de Melhor Música no Kizomba Music Awards. Depois do estrondoso sucesso do tema “Bô Tem Mel”, considera que “Miúda Linda” é um sucessor à altura?

N. Freitas: Penso que irá ultrapassar “Bo Tem Mel” porque “Miúda Linda” já tem mais de 12 milhões de visualizações no Youtube, em apenas 3 meses, graças aos fãs.

 

Marta: Que projetos tem para este ano a nível musical?

N. Freitas: Estou a trabalhar no meu novo álbum, cujo primeiro single foi lançado a 26 de Fevereiro.

 

Marta: Nelson, muito obrigada pela sua disponibilidade e colaboração!

N. Freitas: Obrigado por esta entrevista.

 

 

Aqui ficam os links para ficares a par de todas as novidades sobre o Nelson Freitas:

http://www.nelsonfreitasonline.com/

https://www.facebook.com/nelsonfreitasonline

 

Apoio Universal Music Portugal / Kayo Sound

 

 

 

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