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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Finalmente, sexta-feira!

 

Finalmente chegámos a sexta-feira!

Esta semana tem sido de loucos, quer no trabalho, quer em casa.

E a minha filha esteve ausente, a passar férias com o pai.

Agora só quero mesmo que hoje passa depressa, e que consiga recuperar a sanidade mental durante o fim-de-semana, porque me parece que o início da próxima não será melhor.

Mas pelo menos, já vou ter a filhota de volta. Em contrapartida, vai o marido regressar ao trabalho.

O Dr. Palhaço - Fernando Terra

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Como já aqui contei, há uns anos atrás a minha filha teve que ficar internada no hospital de Torres Vedras, devido a uma doença que, até esse momento, nunca tinha ouvido falar - Púrpura de Henoch Schonlein.

Apesar de não ser nada de grave, ficou no hospital cerca de uma semana, num quarto isolado, onde estava sozinha. Como se isso não bastasse, só se podia levantar para ir à casa de banho. O resto do tempo, tinha que estar deitada na cama. Até mesmo para comer. Isto porque o único tratamento, para além de medicação para as dores, era descanso absoluto.

E assim passámos ali as duas os dias, tendo como entretimento a televisão, livros para ler, o Magalhães dela, que só podia usar alguns minutos de cada vez, e os estudos, para não perder o ano.

Ela brincava e dizia que estava num hotel de 5 estrelas. E, de facto, a sua situação era melhor que muitos casos que vemos por esses hospitais fora. Mas, ainda assim, não deixaram de ser dias monótonos, em que teria sabido bem uma visita de uns senhores de bata branca e nariz vermelho, mais conhecidos por Drs. Palhaços!

 

Fernando Terra, autor do livro "O Dr. Palhaço" e também ele um desses doutores quis mostrar, através deste livro, como é um dia na vida de um doutor-palhaço, e como é que estes profissionais lidam com todos os pacientes que visitam, e gerem as emoções que determinadas situações lhes despertam.

Esta obra conta com uma introdução escrita por Michael Christensen, o primeiro Doutor Palhaço do mundo, e director do Big Apple Circus Clown Care Unit, em Nova York.

Após uma primeira parte do livro, a título de pequena autobiografia do autor, Fernando Terra passa então a descrever um dia de trabalho no hospital, com a sua parceira.

Neste livro ficarão a saber que, para se ser palhaço, neste caso doutor-palhaço, não basta contar umas piadas, ter umas roupas engraçadas ou fazer truques. É um trabalho mais difícil do que possam imaginar, mas não se pode negar que, na maioria das vezes, muito compensador e gratificante.

Se têm curiosidade em conhecer melhor este mundo, e saber, por exemplo, porque é que:

 

- os doutores-palhaços têm que fazer uma espécie de aquecimento antes de iniciarem a sua missão

- é de extrema importância a relação entre estes profissionais e médicos e enfermeiros, e a informação que lhes é transmitida sobre cada um dos doentes 

- o primeiro quarto a ser visitado é sempre o último da lista

- algumas frases são proibidas ao lidar com os pacientes

- o improviso é uma valiosa ferramenta

- os doutores-palhaços trabalham em duplas

 

não deixem de ler este livro, que desvenda estes e outros segredos e curiosidades sobre um trabalho que nos é cada vez mais familiar. 

 

 

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A segunda edição vem em formato bilingue, podendo os leitores optar pela metade escrita em português, ou pela metade escrita em inglês.

 

Estou rodeada de malucos!

 

Estou sentada na sala de espera, a tentar entreter-me com alguma coisa enquanto não sou chamada, quando se senta um homem ao meu lado. Tem ar de hippie.

Ao fim de uns minutos, oiço rir. Olho para o lado, e vejo que é o dito homem que está a rir sozinho, soltando uma gargalhada de vez em quando, vá-se lá saber porquê!

 

Ontem recebi um email a pedir o meu contacto telefónico. Envio pela mesma via, e vou à minha vida. Umas horas depois, vejo que tenho um novo email, a perguntar se me podem ligar. Digo que sim, embora já vá com algum atraso. Respondem novamente por email, a dizer que só podem ligar a partir das tantas horas. Volto a responder que não há problema. Não recebo nenhuma chamada.

Hoje, a seguir ao almoço, tenho mais um email a perguntar se podia ligar. Volto a responder que sim. Ninguém liga!

Só podem estar a gozar com a minha cara! Não era mais fácil ligarem-me logo de uma vez, se querem falar comigo?!

 

Ultimamente tenho a sensação de que só lido com malucos. Daqui a pouco, sou eu que fico louca. (ainda mais!)

 

 

Meu santo bom deus, dai-me paciência!

 

Não sei se é do calor excessivo que tem feito por estes dias, ou já a adivinharem o frio que por aí vinha, algum vírus contagioso que anda pelo ar, ou falta de férias, mas os serviços públicos estão cada vez piores.

Já não é a primeira vez que aqui falo sobre a falta de profissionalismo de uns, e falta de jeito de outros para atender ao público, mas a verdade é que, de dia para dia, em vez dos serviços melhorarem, só pioram.

Hoje em dia, ao nos dirigirmos a um serviço público, temos que ter presente que podemos encontrar funcionários de mau humor, aos quais o dia pode não estar a correr bem, e que irão fazer de tudo para nos mandar embora dali sem termos tratado do assunto que nos levou lá ou, se insistirmos, irão fazer de tudo para nos dificultar a tarefa.

 

 

Todos sabemos a quantidade de pessoas que, diariamente, passa por um determinado serviço público. Por isso, sempre que vamos a um deles, sabemos que estamos a arriscar estar horas à espera.

Também sabemos que, hoje em dia, tudo funciona através de sistema informático e, como tal, esse é outro dos factores que pode pôr em causa a resolução dos nossos problemas. Porque se o sistema não estiver a funcionar, nada se pode fazer.

Mas, para além de tudo isto, temos também que equacionar a possibilidade de, simplesmente, não ser um bom dia para tratar dos nossos assuntos, de acordo com quem nos atende.

 

 

Apesar de já não haver uma obrigatoriedade, em alguns casos, de tratar desses assuntos na área de residência/ ocorrência dos factos, podendo os cidadãos fazê-lo em qualquer ponto do país, há funcionários que tentam "empurrá-los" para outro lado.

Apesar de quase tudo se fazer informaticamente, e na hora, há funcionários que, por implicância, se lembram de exigir impressos preenchidos à mão, só para nos fazer voltar para trás e passarem ao próximo.

Apesar de não termos qualquer culpa pelos eventuais problemas que estejam a ocorrer nesse dia, que tivemos o azar de escolher, ainda corremos o risco de ser confrontados com respostas tortas, porque cometemos o enorme erro de lhes aparecer à frente!  

 

 

Agora digam lá como se sentiriam se, depois de estarem não sei quanto tempo à espera, fossem chamados e vos dissessem para ir lá noutro dia, porque o sistema está com falhas e podem não conseguir tratar do que iam fazer (embora muitas vezes até se consiga)?

Se vos dissessem para lá ir noutro dia porque lhes dá mais jeito a eles, e que se têm urgência fossem antes?

Se estivessem a descarregar em vocês, que nada têm a ver com os problemas dos funcionários ou do serviço, a irritação ou frustração que eles próprios sentem?

Se vos dissessem que, dada a hora tardia e porque já têm outros comprimissos aos quais não podem chegar atrasados, não vos vão poder atender?

Não é fácil! Por vezes, é mesmo preciso uma boa dose de paciência, e dar um desconto, porque todos têm dias maus e não será nada pessoal. Até porque somos nós que precisamos das coisas resolvidas.

 

 

 

PS: O pior é que isto se anda a alastrar para todo o lado. Ainda no outro dia fomos almoçar fora. Chegámos cedo ao restaurante, e fomos os primeiros. Uma das funcionárias estava cá fora a fumar.

Não sei se não gostaram de ter que começar a trabalhar tão cedo, mas não estavam nos seus dias. Elas já não costumam ser simpáticas, por natureza, mas fiquei com a impressão que, pelo menos uma delas, estava mal disposta.

Já estávamos sentados há alguns minutos, e a comer as entradas, quando os meus pais chegaram com o meu tio. O meu marido, sem pensar, perguntou então se podíamos passar para a mesa do lado, que dava para todos.

A funcionária, de trombas, respondeu: "Agora?". Claro que não tinha lógica, uma vez que já tínhamos começado a usar pratos e copos, mas podia ter falado de outra forma.

Disse que o que podia fazer era juntar uma outra mesa à nossa.

Diz o meu marido "mas assim são só mais dois lugares".

Responde ela, novamente com maus modos: "Então e não tem aí um lugar vazio ao seu lado? Dá para a terceira pessoa".

Se fosse eu, provavelmente não dizia nada, mas o meu marido não se fica, e confrontou-a mesmo: "Você está mal disposta? Só está a falar mal com as pessoas. É que as pessoas armam-se em estúpidas mas eu também sei ser".

A partir daí, continuou a não mostrar simpatia, mas também não ousou mais responder com quatro pedras na mão!

 

 

Coisas que me irritam

 

Pessoas que estão meses e meses com tarefas ou trabalhos pendentes e, de repente, se lembram que têm que tratar de tudo com a máxima urgência.

 

Pessoas que se lembram de, quando pressionadas, mostrar serviço e resolver todos os problemas num só dia.

 

Pessoas que, directa ou indirectamente, responsabilizam os outros pelos erros por si próprias cometidos.

 

Pessoas que são muito boas para mandar, mas não assim tão boas para fazer!

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