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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Sobre a semifinal de ontem do Festival Eurovisão da Canção

Comecei a ver passar música atrás de música, e só dizia, para cada uma delas: "não vale nada", "muitos gritos", "muitos efeitos especiais".

 

Blanche

Até que chegou a minha primeira grande favorita - a Bélgica. Uma música diferente, que poderia ainda ganhar mais se a sua intérprete não estivesse tão nervosa.

 

Mais umas quantas que nada me disseram, e chegou outra favorita - a Finlândia.

 

Gostei ainda das músicas do Azerbeijão, Grécia, Polónia, Islândia e República Checa. Destas sete preferidas, passaram à final quatro, o que já não é mau. 

 

 

Portugal Eurovision entry

 

Então e o Salvador?

É português, eu sei. A letra é bonita, também sei. Mas, mais uma vez, é daquelas músicas que, vindo de outro cantor qualquer e num outro idioma qualquer, me passaria na mesma ao lado. Para um festival da canção, não a escolheria.

No entanto, tendo em conta tantas músicas que não valiam nada, e que já venceram esta competição ao longo dos anos, porque não sonhar este ano com essa vitória?

Os "astros" até parecem estar alinhados, e tudo a encaminhar-se nesse sentido. Porque não pode calhar a nós? Que o Papa, Nossa Senhora de Fátima e até o Benfica valha ao Salvador.

 

Uma coisa é certa, e há que reconhecer o mérito: o Salvador não precisou de muito para brilhar nesta semifinal, o que prova que, por vezes, menos é mais.

Ele não precisou de recorrer aos gritos, e esganiçar-se todo para mostrar do que a sua voz é capaz.

Ele não precisou de um grande palco para mostrar que a sua voz e a sua presença são suficientes para o encher, actuando naquele pequeno palco, no meio da plateia, silenciando todos os que assistiam à sua actuação, ao vivo, ou na televisão.

Ele não precisou de mascarados, de espectaculares efeitos luminosos, de artefactos, de um grande cenário, de bailarinos ou outras distracções. Bastou ele, a sua voz, a sua interpretação singular e sentida, um microfone, e um bonito e simples cenário atrás. E, só por esse momento, já valeu a pena ouvi-lo e vê-lo!

 

Mas, aqui entre nós, sabem que música é que me veio à cabeça hoje de manhã? Don't Walk Away, do Pedro Gonçalves! Que se há-de fazer :) 

 

 

 

 

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