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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Do fim-de-semana...

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Sexta-feira: a dor de cabeça fez-me ir para a cama às 9 da noite! Enquanto o meu marido estudava, eu acabei por adormecer, acordar perto da meia noite e voltar a dormir, para depois acordar às 7 por conta das gatas, e dormir até às 9 da manhã de sábado!

 

Sábado: depois da manhã na campanha de adopção, fomos à praia ao final do dia. A "minha praia" está cada vez pior. Tivemos que subir os pedregulhos, como se estivessemos em escalada, e descer os mesmos para passar para o outro lado, sem nos matarmos pelo caminho. O cantinho onde tomávamos banho está cercado de rocha. Já não conseguimos ir para lá. Entrámos por outro lado, a tentar aceder a um corredor de areia, que já não é bem um corredor mas um quadrado de pouco mais de um metro. Para sair, foi com muito cuidado, para as ondas não nos atirarem contra as rochas.

 

Domingo: almoço fora com os meus pais, porque eles também merecem, um almoço que andava para pagar desde o ano passado. Ida à praia, desta vez a outra onde podemos nadar à vontade, não fosse o facto de a água estar gelada, e estar mais frio à beira mar do que em Mafra. E um gasto extra, visto que o telemóvel que a filhota tinha comprado pifou. Ao final do dia, novamente má disposição, e despachar tudo o mais rápido possível para me deitar.

 

Hoje, por conta do calor, a dor de cabeça já está a dar sinal...

 

O inferno na Terra

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É difícil descrever o que sentimos perante uma tragédia como a de Pedrógão Grande...

Por isso, deixo aqui um texto que foi partilhado por quem lá esteve, e viu o terror à sua volta:

 

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão (madrugada). Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros.

As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos.

6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas.

"São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas.

Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim."

 

Andreia Novo, RTP

 

 

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