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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Lion - A Longa Estrada Para Casa

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Vi no fim de semana este filme,por insistência do meu marido, que já tinha visto uma parte e achou que o filme era bom.

Sei que, por ocasião dos Óscares de 2017, era um dos candidatos e reuniu várias críticas, algumas positivas, mas não me lembrava já do que se tinha falado ao certo sobre ele.

 

Na primeira parte do filme, foi possível constatar a miséria, a pobreza, as más condições em que vivia aquele povo, a forma como tinham que se desenrascar para sobreviver. Ainda assim, em família, o pouco que tinham era partilhado. Havia amor, havia união.

Quando Saroo é levado para Calcutá, voltamos a ver mais miséria, a forma como vivem os sem abrigo, muitas crianças nas ruas obrigadas a sobreviver a traficantes, pedófilos, e à própria polícia mas, ainda assim, na sua pobreza, solidários com aqueles que encontram em condições semelhantes.

Ali, todas aquelas crianças estavam em risco. E se, por cá, temos instituições e casas de acolhimento para estas crianças e jovens (ainda que algumas sejam pouco recomendáveis), duvidei que por ali houvesse algo do género.

No entanto, até havia! Mas o objectivo, por muito nobre que fosse tendo em conta o local e as condições, assemelhava-se mais a uma prisão, em que as crianças eram maltratadas e vítimas de abusos, pelo que acabamos por ficar na dúvida se teria sido preferível Saroo continuar nas ruas, ou ter sido levado para tal abrigo.

Destaco a assistente social que, ao contrário daquilo que poderíamos estar à espera - uma carrasca e sem coração - era a única pessoa decente, que viu que Saroo não poderia ficar ali muito tempo na instituição. Pena que as restantes crianças não tenham tido a mesma sorte.

E, assim, Saroo é adotado por uma família australiana, cheia de amor para lhe dar, e que acabou por ser a sua salvação. À semelhança do que fizeram com Saroo, adoptaram mais tarde outro menino indiano - Mantosh, mas este com marcas muito mais profundas, que lhe valeram o desenvolvimento de problemas mentais. E por aí percebemos que nem todas as adopções correm da melhor forma, e nem todas as crianças são iguais.

Mas estas duas adopções foram gestos de amor, de generosidade - abdicar de ter os próprios filhos, para dar uma vida melhor a crianças que mais precisam.

 

 

E saltamos agora para a segunda parte, em que ambos são adultos, para chegar a uma conclusão - embora seja dada a mesma oportunidade a duas pessoas diferentes, haverá sempre aquela que aproveita e tira partido dessa oportunidade, e aquela que a desperdiça e deita no lixo.

Haverá sempre aquela com quem se consegue trabalhar e levar a bom porto, e aquela que nenhuma ajuda poderá alterar o seu destino. E é, também, por isso, que nem sempre é gratificante e compensador trabalhar com crianças e jovens em risco. Porque no meio de muitas, poucas são as que fazem valer a pena todo o trabalho que se desenvolveu com elas.

Claro que haverá muito mais na história de Mantosh, para além do que nos é mostrado, e as coisas podem não ser assim tão lineares e tão "preto no branco". Mas isso ficará,quem sabe, para outro filme.

 

A determinada altura, Saroo começa a querer procurar a sua família verdadeira, e torna esse desejo uma obsessão. Não acho que ele esteja a ser ingrato para com os pais adotivos. Considero apenas que algumas das suas atitudes, erradas e parvas, são resultado de uma mente em extrema confusão, de um homem perdido entre o passado e o presente, sem conseguir encontrar o seu caminho.

Por vezes, até os filhos mais certinhos saem da casca e agem como perfeitos idiotas.

 

 

Achei o filme demasiado longo, com cenas que eram escusadas e que em nada contribuiram para valorizá-lo. Poderia ter sido dada outra dinânica a esta segunda parte em que Saroo tenta descobrir de onde veio, e se a sua família ainda estará viva. Houve também um pormenor que talvez me tenha escapado, ou delirei, mas fiquei com a sensação de que, no início do filme, eram quatro irmãos: Guddu, Saroo, Kallu e Shekila. No entanto, no final, quando se reencontram, não fazem referência a Kallu, como se nunca tivesse existido.

Embora tenha sido um filme que deu origem ao debate de alguns temas, lá por casa, e que o meu marido adorou, confesso que não é daqueles filmes que tenha vontade de ver uma segunda vez, ou me tenha tocado como outros o fizeram. 

 

 

O amor tem prazo de validade?

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Terá o amor um prazo de validade? Ou será eterno?

E, não sendo para sempre, como desejaríamos, o que levará a expirar, mais cedo ou mais tarde, esse prazo de validade? 

 

Numa época em que os casais que celebram bodas de prata e de ouro são, cada vez mais a excepção à regra (e mesmo assim há quem siga caminhos separados ao fim deste tempo), e os divórcios ou separações são cada vez mais o “prato do dia”, pergunto-me se, afinal, o amor terá um prazo de validade findo o qual deixa, simplesmente, de existir?

Ao longo da minha vida, já conheci pessoas que se divorciaram, voltaram a casar, e voltaram a divorciar-se. Os casamentos duraram apenas alguns anos, e depois acabaram. Mesmo aqueles que nunca imaginaríamos.

Existem diversos motivos para uma relação chegar ao fim, e acções (ou inacções) de ambas as partes que para isso contribuem. Mas, o amor, onde fica no meio de tudo isso?

Mantém-se, ainda que tudo o resto não funcione? Pode uma relação chegar ao fim, existindo amor?

Ou deixa de existir? 

Pode o amor ser eterno, como parece ser o caso desses casais duradouros, ou o que eles sentem há muito deixou de ser amor, para se transformar em comodismo, amizade, companheirismo?

Ou terá, inevitavelmente, um prazo de validade, sem excepções, que poderá ser maior ou menor, consoante a forma como for vivido nas relações?

 

 

 

 

 

Sugestões para o fim de semana

 

(clicar na imagem)

 

 

É sexta-feira, e as sugestões para o fim de semana voltam a este cantinho!

Festivais há muitos e, nesta edição, estão presentes 3: de cinema, de teatro e de música. 

Há também lugar para um espectáculo de dança oriental, uma viagem ao longo de 40 anos de música e uma visita à "Fábrica dos Sonhos".

 

Espreitem já a edição desta semana!

Já Te Disse Que Te Amo?

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Quando pais que nunca quiseram saber dos filhos durante anos querem, de repente, estar com eles, alguma coisa se passa: Ou estão verdadeiramente arrependidos e querem recuperar o tempo perdido por iniciativa própria, ou foram levados a agir assim por influência de terceiros, não havendo uma genuína reaproximação, mas mais um “frete” sendo que, mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona, para o bem e para o mal.

 

Quando jovens adolescentes que eram perfeitamente normais começam, de repente, a mudar o seu comportamento, a enveredar por caminhos perigosos, a juntar-se a companhias duvidosas e a envolver-se constantemente em problemas, não só com a família mas também com a lei, algo não está bem.

E o que esses jovens mais precisam, é de alguém que olhe para eles, que veja para além da máscara, para além da barreira que ergueram para separar a pessoa que realmente são, da que fingem ser.

 

Quando pessoas que se dizem amigas, preferem ignorar, não se preocupar, agir como se tudo fosse normal, muitas vezes pactuando com comportamentos errados, é caso para pensar se serão verdadeiras essas amizades.

 

Quando algum acontecimento traumático do passado leva a que os jovens se refugiem em distrações como álcool, drogas e até relações obsessivas e doentias, podem usar esses traumas para justificar as suas acções?

 

E quando, finalmente, chega alguém que repara, que se preocupa, que tenta romper a barreira, que tenta travar e ajudar verdadeiramente, que pode mudar tudo e trazer de volta aquilo que eram, o que fazer?

 

Errar erros, fugir às regras, usar desculpas para esconder determinados actos, cometer loucuras, aventurar-se a caminhar no limbo, são coisas típicas de adolescentes, mas há limites para tudo.

 

Tyler há muito ultrapassou esses limites. Eden, recém chegada e, aparentemente, mais responsável, está a ser levada a ultrapassá-los pelas suas supostas novas amigas. Há um momento em que ao leitor dá vontade de dizer “Basta! Já chega de irresponsabilidades, de fechar os olhos, de tapar o sol com a peneira, de fazerem asneira atrás de asneira.”

 

E se pensamos que isto só acontece porque são adolescentes, não podemos estar mais errados. A inação e incapacidade de lidar com estas situações estendem-se também aos adultos, que não conseguem impor limites, colocar um travão, ir à origem do problema e erradica-lo de vez ou, simplesmente, não têm qualquer moral para o fazer.

 

Tyler está, há muito tempo, perdido. Eden, a passar as férias de verão em casa do pai e da madrasta, mãe de Tyler, sabe que os seus dias por ali chegarão ao fim dali a pouco mais de 3 meses. E sabe que este era o último rapaz por quem se deveria apaixonar. Mas há algo nele que a atrai. Será mesmo paixão ou amor, ou apenas a veia de estudante de psicologia, a querer pôr em prática aquilo que aprendeu para o ajudar a encontrar o seu caminho?

Além disso, Tyler está preso a uma namorada que não está disposta a deixá-lo escapar das suas garras, e com quem Eden convive diariamente.

Trarão estas férias de verão algo de positivo a Eden? Encontrará ela o amor da sua vida, ou voltará para Portland com mais problemas ainda, do que aqueles que a levaram a querer sair de lá?

 

Posso dizer que cheguei ao final do livro e não percebi onde encaixa o título do mesmo, embora compreenda que nem sempre são precisas palavras para exprimir aquilo que se pensa e sente. E compreendendo, também, de certa forma, o final da história, confesso que me desiludiu, porque não considero o argumento utilizado válido. É algo que, neste caso específico, não faz sentido.

E a única forma de compensar isso, é a autora dar continuidade a esta história, partindo do verão do ano seguinte!

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