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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Marta Romero - parte II

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Como prometido, aqui fica a segunda parte da entrevista a Marta Romero!

 

 

 

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As mulheres são mais duras e exigentes consigo próprias, e mais suscetíveis à influência de críticas e comentários depreciativos, do que os homens?

Sim, estadisticamente sim, mas claro também e existem homens mais sensíveis que mulheres.

Penso que a mulher tem mais dificuldades que o homem em criar uma confiança, tal vez por questões socio-culturais. Ou também porque durante muitos anos ao homem não interessa nada que a mulher tivesse confiança.

A confiança verdadeira é uma arma muito poderosa al igual que o amor. Atualmente se fomenta muito o consumismo através da insatisfação, quanto mais insatisfeita uma mulher estiver mais consume.

Por isso e importante criar essa cultura onde amar-nos e aceitar-nos é o princípio de amar aos outros com total liberdade.

 

 


Na sua opinião, a falta de autoestima e dificuldade em aceitar e gostar de si mesmo, com todas as suas diferenças e particularidades, é algo que tem vindo a crescer, à medida que a sociedade e os padrões de beleza que esta impõe, vão evoluindo e se transformando?

Sim vão em aumento exponencial.

A mulher conseguiu coisas maravilhosas desde votar, desde poder ir trabalhar e ter igualdade de salários, ainda hã que trabalhar mas estamos no bom caminho,.. a parte física já quase que temos conseguido, mas a emocional parece que virou ao contrario somos esclavas da beleza, de um padrão de beleza inatingível porque eu nunca vou ser Angelina Joly eu sou a Marta Romero mas é que Angelina Joly nunca será a Marta Romero.

Não somos livre escolha queremos emagrecer por uma questão de beleza e não de saúde por isso existem tantas dietas e nem uma funciona ou funciona pouco! Porque o motivo pelo qual tu queres emagrecer nunca vais alcançar.

Tu já tens beleza, Escutamos que a autoestima bem se perdemos 10 kg ou se comemos vegetais! É isso é uma falsa autoestima que vai cair rapidamente! Antes de perder peso trabalha a autoestima senão vais voltar a recuperar os 10 kg se alguma vez conseguistes os perder.

 

 

 

“Passamos a encontrar defeitos no nosso corpo a partir do momento em que o comparamos (ou comparam) com outro, ou é criticado negativamente pelos outros”. Na sua opinião, esta teoria trata-se de uma verdade, ou um mito?

Se torna uma verdade quando não existe aceitação de nós mesmos.

Sem aceitação o “comparar-nos” se torna maltrato para nós e maltratamos aos outros também. Sem a aceitação de nós próprios a “comparação” nos asfixia. É uma assassina emocional.

Más se tu sabes aceitar-te poderás sempre discernir entre uma crítica construtiva ou uma destrutiva. A comparação e as críticas devemos saber trabalha-las pois são necessárias para o nosso crescimento pessoal.

 

 

 

Considera que estes problemas surgem em idades cada vez mais precoces, nomeadamente, infância e adolescência?

Sim, cada vez mais e depende também do entorno. Agora todo vai muito mais depressa e as “modas da sociedade” exercem muita mais pressão por causa da globalização,… é bom para umas coisas, para outras não tanto se não sabemos gerir.

Na conduta alimentar e na aceitação do corpo existe também um facto genético, pessoas que tem alterado determinados polimorfismos nos seus genes tem mais tendência a desarrolhar um transtornos alimentar ou problemas com a sua perceção na sua própria imagem que outras. Igualmente acontece com a obesidade.

Mas para que se ative este transtorno é preciso um ambiente determinado, se tu vives num medio onde o aspeto físico é muito importante e tens uma predisposição genética então temos maiores possibilidades de padecer um trastorno alimentar.

Se vives num família onde só valoram maioritariamente o externo pois a tuas probabilidades são amplias. Eu intento sempre ter muito sigilo em falar de genética pois é verdade que é um facto importante, más a genética só predispõe mas não é condicionante, o seja não é destino.

Significa que podemos ter mais dificultadas que as outras pessoas mas não significa que não consigamos. Por isso a educação de amar o nosso corpo é muito importante.

 

 


De que forma é que o Body Revolution Movement ajuda a combater a falta de confiança e autoestima, e promover a aceitação do corpo, ensinando cada um de nós a descobrir a nossa própria beleza?

Sim, é um trabalho individual e intransferível.

Cada um tem a sua própria revolução corporal. Só podes fazer tu e tens que estar disposta a isso. Hã que sair da zona de conforto.

Nós fazemos muitas ações, a mais potente o calendário. Mas temos outras: Por exemplo nós trabalhamos muito a relação com o espelho, trabalhamos muito a linguajem positiva: A linguagem que utilizamos é responsável pelos resultados que alcançamos. A utilização de uma determinada linguagem na comunicação para si e para com os outros lhe devolverá uns determinados comportamentos e ações, senão é a apropriada irão provavelmente ao encontro dos resultados que pretende evitar.

Trabalhamos muito o potenciar a capacidade de sentir amor incondicional e verdadeiro sobre o nosso corpo seja ele o que seja. Se somos capazes de isto estamos preparados para levar amor a todos os cantos, a todas as pessoas que nos encontramos…

Trabalhamos também a Sensualidade: A sensualidade é uma forma de estar a vontade com o teu próprio corpo esteja ele dentro dos parâmetros que a sociedade nos dita ou não. A sensualidade não é só sexualidade, a sensualidade abarca todo o teu ser e a sexualidade só um campo.

Somos seres sensuais na hora de comunicar comos outros, na hora de comer, também somos sensuais, na forma como tratamos aos outros. Trabalhamos para Incentivar a Aceitação do nosso corpo sem nenhum temor… não como resignação mas sim como beleza que o corpo emana.

Muita coisas… intentei resumir, mas a Beleza é um campo muito amplio e muitas vezes confuso na sociedade ou mal-entendido.

 

 

 

O que é, para si, a beleza?

Olha gosto sim de esta pergunta!

Para mim, a beleza é um estado do nosso espírito.

A Beleza a devemos procurar sempre no território das emoções, a Beleza nasce de dentro de uma pessoa e envolve todo o teu ser de tal maneira e forma que traspassa para fora sem tu reparar e sem fazer esforço algum.
Hã pessoas que são bonitas más não tem Beleza!
Porque a Beleza precisa de um equilíbrio emocional. Tu tens sempre a tua opinião, porque existem tantos gostos como seres humanos no Planeta. Não hã problema! Unos gostamos mais de uma coisa e outros gostam de outras, isso é normal.

A Beleza é sentir-te bem com as tuas diferenças porque isso é sintoma de bem-estar.

 

 


Apesar de ter como principal objetivo a aceitação do nosso corpo tal como é, faz parte da “política” do movimento o eventual aconselhamento positivo de uma dieta ou cirurgia estética?

Obrigado por esta pergunta Marta!

Sim é algo que as pessoas faz confusão no movimento. O movimento não vai encontra de nenhuma entidade ou conceito de saúde ou contra os avances da ciência.

Ter uma boa alimentação e um exercício adequado para nós deve ser parte da vida das pessoas não uma questão de beleza. Se tens que perder peso seja só uma questão de saúde ou para evitar doenças metabólicas ou cardiovasculares. Mas nunca uma questão de beleza ou estar na moda,… já que a beleza existe em todo corpo.

Tu podes escolher fazer uma cirurgia plástica ou fazer unhas ou depilar, sempre e quando seja de livre eleição e não “pelo que dirão a gente” ou pelas modas.

Mas para ter livre eleição é preciso aceitar-se. E aí é onde entra Body Revolution. Muitas pessoas pensam que aceitar-se é resignação mas é todo o contrário, aceitar-se é o princípio do câmbio positivo, mas não existe mudança se não saímos da zona de conforto. E com tudo esto que Body Revoltuion ajuda e faz uma revolução corporal!

 

 

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Como foi feita a seleção das mulheres que posaram para o Calendário Body Revolution 2018?

Este calendário foi “open”. Eu procurava mulheres com todo tipo de corpos. Fiz varias reuniões onde explicava os benéficos, a causa do movimento, e as possíveis dificultadas, foi muito sincera.

Não é fácil posar nua e logo expor ao mundo. Neste primeiro calendário eu procurava mulheres que estivessem dispostas a ser modelo de confiança para outras mulheres.

Para o ano vai ver um processo e castings diferente e vou fazer uma formação as participantes. Já tenho uma referência e posso melhorar.

 

 

 

A Marta foi uma dessas modelos. De que forma descreveria a experiência desta sessão fotográfica, despida de qualquer adereço e, sobretudo, preconceito?

Foi maravilhosa, mas dura ao mesmo tempo. Porque estás exposta. Aprendi de mi própria e das outras participantes.

Aprendes que a confiança é a atitude que revela a Beleza numa mulher e aprendes que não precisas mudar nada do tu físico para desde este momento ter Beleza, já que a Beleza é do ser interno que se exporta para fora.

Só se ouvia no estúdio: “waohh!! Que diferença quando colocamos o pé a assim ou de uma outra forma.” Ou quando estamos confiantes vês uma luz diferente no olhar na tua colega. E compreendes a verdadeira Beleza do ser humano.

 

 

 

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Quais foram as principais dificuldades que observou, durante a sessão, na interação entre as várias modelos, e na relação das mesmas com o próprio corpo?

A sessão foi uma experiencia única que toda mulher deveria experimentar algum dia.

Ao princípio sentes muito reparo porque estás nua. Muitos Nervos. Más não houve problema nenhum nas sessões já que todas estávamos nuas. E todas estávamos atentas as dicas do fotógrafo e aprendendo umas com as outras.

Vimos que todas tínhamos corpos completamente diferentes, e incluísse eu que não tenho os standards de beleza da sociedade estava lá, mas todas estávamos maravilhosas, pois estávamos trabalhando a nossa atitude, e postura e isso revela a Beleza de cada uma tinha.

Talvez a dificultada maior foi ver as nossas fotos, abrir a imagem e levar com o impacto de ver-te como eres realmente nua.

E a dificuldade é como os outros te vão ver, e o que vão disser de essas fotos onde estás completamente nua. E a dificuldade maior é como vou ficar num calendário eu a pé de outras mulheres se ela vai estar melhor ou pior que do que eu...

Isso é o que realmente notei como dificuldade a ultrapassar não em si a sessão. A sessão só eram risadas e alegria. Um convívio maravilhoso de uma reunião de mulheres que umas se conheciam e outras não.

 

 

 


O calendário foi lançado no dia 29 de Outubro, na Ericeira, localidade onde o movimento está sedeado. Faz parte dos objetivos levar este movimento a todo o país, através de palestras/ conferências?

Não hã limites! Até o infinito e mais além! Por tudo Portugal e até fora. Eu vou falar até a saciedade! Até aborrecer com o tema!

Eu sonho com um futuro próximo onde o meu movimento já não faz sentido, sim,… sonho com que se fale: “ te lembras faz unos anos atras era preciso este tipo de movimentos mas agora já não,… a mulher se sente Bela, se sente bem”.

Sonho com que a cultura de amar o teu corpo se insine nas escolas aos nossos filhos. Um lugar onde as mulheres vivemos em paz com nós próprias.

 

 

 

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Muito obrigada, Marta!


Obrigado ti Marta! Por estas maravilhosas perguntas, fico grata por querer saber do movimento!

Intentei resumir, e peço desculpas pelo meu português que é ainda muita mistura com espanhol! Já não sei se é defeito ou virtude!!

 

 

Mais informações:

https://www.facebook.com/amarmeucorpo/

http://www.bodyrevolutions.net/body-revolution

info@bodyrevolutions.net

 

 

Primeira parte da entrevista AQUI

 

 

À Conversa com Marta Romero - parte I

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Já aqui vos falei, há alguns dias, do Movimento Body Revolution, e da mentora deste projecto - a Marta Romero.

Hoje, deixo-vos com a primeira parte da entrevista que a mesma concedeu a este cantinho, e que explica um pouco melhor em que consiste este movimento, e como é que ele nasceu.

Fiquem também a conhecer a Marta, uma mulher, sem dúvida, inspiradora!

 

 

 

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Quem é a Marta Romero?

A Marta Romero é uma mulher que teve a melhor prenda que alguém pode ter: um transtorno alimentar!

Porque o distúrbio me proporcionou um conhecimento interior e uma fortaleça de superação incríveis.

Desde essa superação o meu foco é ajudar a especialmente a mulher no relacionamento com a comida, com o seu peso e o seu corpo.

 

 

 

A Marta é natural de Barcelona, mas vive atualmente em Portugal. O que a levou a vir, e a ficar por cá?

Eu trabalhava para uma empresa de restauração espanhola na área de formação-abertura de lojas no estrageiro.

Cheguei a Portugal para dar formação um mês e depois regressar para um outro país.

Ao final a cabei andando por todo o território português me fizeram uma proposta de trabalho encantadora e fiquei. E claro tenho um filho e uma filha portugueses os dois maravilhosos.

 

 

 

Foi difícil a adaptação e integração no nosso país?

Um bocadinho sim. Ao princípio, pois são países muito perto mas muito diferentes nem bom nem mau, simplesmente tem uma visão distinta.

No idioma, por exemplo, tem palavras iguais mas com significados opostos e isso por vezes já me levou alguns maus entendimentos. Mas ao fim ao cabo engraçados.

Eu me sinto do mundo inteiro... E Portugal é muita aberta a conhecer outras culturas o qual para mim é apaixonante... Estou no sítio ideal.

Eu me sinto cidadana do mundo, já que convivo com muitas pessoas de diferentes culturas, nacionalidades, religiões, condições e isso me aporta um valor extraordinário como ser humano.

 

 

 

A que é que a Marta se dedica, a nível profissional?

Sempre foi apaixonada pela nutrição e me formei como dietista.

Queria por aquele altura encontrar a cura contra a obesidade e o plano alimentar ideal para a combater.

Mas raiz do meu transtorno aprendi que sim é importante o que comemos más que também é igual de importante como comemos.

Por isso deixei de fazer diretamente planos alimentares e me foquei mais nas “emoções nutricionais”.

Atualmente sou especialista em conduta alimentar, muito focado em distúrbio do comedor compulsivo, na relação com a comida, com o corpo e com o peso.

 

 

 

Foto de Marta Romero. 

 

A escrita e a dança são duas das suas paixões. Como é que elas entraram na sua vida?

Sim é verdade, quanto sabes de mim!...
A escrita para mim é uma forma de conseguir equilíbrio emocional. Sempre aconselho a escrever mesmo que seja num guardanapo.

A escrita me ajudou a compreender muito as situações que eu passei mal na minha vida.

Escrever é um sentimento, o ao menos para min é um sentimento. O ato de escrever é um ato de sanação. Não importa se escreves mal, ou com faltas ortográficas. Ao escrever estás a tomar contacto com o teu ser mais íntimo. Me ajudou muito na minha recuperação do trastorno alimentar.

A dança é a expressão da alma... Para min é alma a querer falar.

A dança me ajudou e me ajuda a melhorar a minha relação com o espelho. Me ajudou amar o meu corpo.

Durante uma época a comida e o espelho foram os meus inimigos!!! Me apavorava ver o meu corpo no espelho. Me apavorava ver comida na minha frente.

Más aprendi a ter uma ótima relação através da dança já que eu preciso do espelho para melhorar a minha técnica. Sem pretender competir nem comparar-me com neguem, só melhorar-me e disfrutar do momento.

 

 

 

Foto de Body Revolution Movement.

 

Em que momento surgiu a ideia deste movimento “Body Revolution”, e em que é que o mesmo consiste?

A ideia surge quando eu falo com pessoas que realmente não tem um distúrbio alimentar mas que vejo que se não trabalhamos bem a relação com o nosso corpo vai desencadear rapidamente e precipitadamente num dos 16 distúrbios alimentares reconhecidos!

Existem mais de 16 distúrbios alimentares reconhecidos pela Mental Health Fundation e pela WHO! não são apenas anorexia, bulimia ou comedor compulsivo. Pensei que tinha que fazer alguma ação potente para travar isto. 91% de mulheres odeiam o seu corpo!

Porque não criar uma cultura, um espaço cultural onde aprendamos amar o nosso corpo? A não rejeita-lo e a vê-lo como um meio para atingir nossos objetivos e sonhos? Esto existe já em outras culturas, como a oriental que por exemplo elos falam do “Dharma”, não o “Karma” que é diferente, o “Dharma”, é a filosofia que vê o corpo como algo divino que foi escolhido para um propósito de vida concreto e único e que só você pode fazer isso. Quando alguém compreende isto verdadeiramente neguem mais se atreve a ofender-se em frente ao espelho nem aos outros.

Body Revolution é um movimento, uma ação!!! Não são só palavras... cria consciência na sociedade para fomentar e revelar a Beleza que todo corpo tem, absolutamente todos os corpos!!!

Inclusive os obesos e os magros de mais. Porque a Beleza existe em todos nós, só é preciso revelar ou aprender a revelar. Que aceitar-se com as tuas individuais e genuínas diferenças faz de ti uma beleza única. Que aceitar e amar o teu corpo é o princípio de amar aos outros com total liberdade.

 

 

 

O excesso de peso, ou a magreza, com os distúrbios alimentares que lhes estão associados, são alguns dos motivos mais apontados para o descontentamento com o corpo. Que outras situações encontrou, através deste movimento?

Sim. O envelhecer nos apavora imenso. Temos uma conotação negativa. Envelhecer deveria ser um privilégio... Uma experiência. E nós procuramos a eterna juventude como fonte de felicidade.

Também temos medo a solidão, temos imenso medo a estar sozinhos, quando pode ser algo maravilhoso.

Uma outra situação é a procura de aceitação social constante e permanente, estamos constantemente a procura de elogios...

Não precisamos tanto dos elogios, é bom sim, sabe bem ouvi-los. Também estamos constantemente defendendo-nos, quando alguém está bem e em equilíbrio não precisa estar em constante defensa.

Devemos também mudar ou redefinir conceitos: Nem gordo é ofensivo nem magro deveria ser um elogio. Também encontrei a situação que entendemos mal a autoestima, … ela não é para afiançar que nós valemos muito e merecemos tudo o bom … senão a autoestima é saudável quando conseguimos ver que todos somos diferentes e amar aos outros com as suas diferenças …aí começa uma verdadeira autoestima sustentável, real e saudável.

 

 

 

Foto de Body Revolution Movement.

 

A adesão ao movimento contempla quem já ultrapassou a fase de aceitação e poderá dar o seu testemunho, ou também quem ainda precisa de ajuda, e pode aí encontrar o aconselhamento e as ferramentas necessárias?

As duas! Quanto mais mulheres sejamos mais fortes seremos! Qualquer mulher é Benvinda!

Umas inspiram e outras aprendem. No fundo, aprendemos unos com os outros!

Mas em temas de desarrolho pessoal só a própria pessoa pode o fazer. Mas não todo o mundo serve para insinar e “aconselhar”, mas toda mulher pode sim ser modelo de inspiração para outras.

 

 

 

A Marta tem dois filhos. Na sua opinião, a gravidez e maternidade podem ser fatores determinantes para o “ódio” ao corpo?

Sim atualmente sim. É uma etapa maravilhosa da mulher que se deveria viver plenamente com alegria e como privilegio.

É uma fase onde podemos esquecer-nos de nós facilmente já que a mulher é por naturaliza um ser criado para amar, e com uma sensibilidade especial, se não sabemos “trabalhar essa parte” podemos cair em situações de ódio para nós.

Evidentemente as condições de nosso entorno são importantíssimas. Mas a gravidez e maternidade são estados já de por si onde os sentimentos estão em alerta, e o teu corpo muda a nível hormonal.

Devemos prestar atenção sem estres mas com conhecimento das mudanças do nosso estado interior.

 

 

 

Numa recente entrevista, a Marta afirmou que este não é um movimento feminista. No entanto, é exclusivamente dedicado à mulher, e à forma como esta vê o seu corpo. Considera que os homens têm menos problemas em aceitar-se como são?

Para mim é um movimento para a mulher, más no fundo para todos, já que se a mulher está bem é claro que o homem também tira benefício de isso!

Eu defendo que todos somos diferentes e que essa diferença é o que te faz único e que deves potenciar em vez de esconder o tapar.

A mulher está mais massacrada.

Os homens também sofrem com o seu corpo de facto os transtornos alimentares no homem estão aumentando não estão nos números da mulher mas está em crescimento e esto é devido a facto que a sociedade exerce uma pressão sobre elos.

Mas ainda existe para elos a livre escolha, coisa que a mulher não tem.

Um homem pode escolher depilar-se ou não. E não é criticado, só ele fez uma escolha.

A mulher tem obrigatoriamente que depilar-se senão é uma mulher pouco higiénica ainda não temos essa cultura de poder ser livre eleição sem ser etiquetadas com um rótulo!

Podemos e o nosso dever ajudar aos homens a que não passem por o mesmo mal que passamos nós!

 

 

Se estão a gostar, não percam, amanhã, a segunda parte da entrevista a Marta Romero!

À Conversa com Marta Romero - Parte II

 

 

Imagens: Marta Segão/ Marta Romero e https://www.facebook.com/amarmeucorpo/

 

À Conversa com os Tripé

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Tripé é um projeto de música eletrónica, progressiva e ambiental, constituído por António Silvestre (sintetizadores), Carlos Brito de Sá (baixo e guitarra) Miguel Munhá (violoncelo), David Correia (bateria) e André Nascimento (eletrónica e teclados), que assume a imagem e o vídeo como partes integrantes do projeto. 

"Júpiter 49" é o seu primeiro trabalho, e "Chamada" o single de apresentação do mesmo. 

 

Os Tripé são os convidados de hoje da rubrica "À Conversa com...". Fiquem a conhecê-los!

 

 

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Quem são os Tripé?

Grupo de música progressiva e experimental que combina electrónica e instrumentos clássicos. É composto por cinco músicos de Cascais e Lisboa.

 

 

Em que momento decidiram juntar-se, e formar uma banda?

Em 2011, por iniciativa do Carlos Brito de Sá, um dos compositores do grupo.

 

 

O nome escolhido para a banda está relacionado com o facto de a imagem e vídeo serem partes integrantes do vosso projeto?

Sim, esse é o principal motivo, uma vez que os Tripé assentam o seu trabalho nesses três elementos: música, imagem fixa e vídeo. Paralelamente, também porque os elementos do grupo pertencem a três gerações distintas, uma constatação que foi ganhando espaço e que já assumimos também como um elemento da nossa identidade.

 

 

 

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Para além da música em si, os Tripé pretendem, de certa forma, debater e alertar para questões ambientais e sociais. Consideram que é mais fácil sensibilizar para estes temas através da música?

Entre outros, a música é um dos veículos possíveis para fazer chegar as mensagens, como muitas vezes já comprovámos através da reacção das pessoas nos nossos espectáculos ao vivo. A título de exemplo, já tivemos professores que no final de concertos vieram ter connosco para levarmos o nosso espectáculo às escolas e liceus.

 

 

Qual é a vossa principal preocupação a nível ambiental, e a nível social?

A nível ambiental, o muito que ainda está por fazer para travar a degradação contínua dos recursos naturais, dos ecossistemas e da biodiversidade; e também a ausência duma visão única e concertada por parte das principais nações, para fazer frente a estes problemas emergentes.

A nível social, a incapacidade das organizações para corrigir as desigualdades, para estabelecer padrões civilizacionais transversais e para levar o desenvolvimento sustentável, a prosperidade, a saúde pública e a educação aos quatro cantos do mundo.

 

 

 

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O primeiro álbum da banda “Júpiter 49” foi editado em formato digital a 20 de outubro. Que mensagem está implícita neste trabalho, e nas músicas que dele fazem parte?

O álbum é ainda um resquício da crise dos últimos anos, sendo Júpiter49 quase um local imaginário para onde partimos, onde nos recolhemos e almejamos alcançar alguma felicidade e segurança. É também o nome que damos à nossa sala de ensaio e, de certa forma, um refúgio da própria banda.

 

 

Os Tripé são um projeto de música eletrónica. Pretendem experimentar outros registos diferentes no futuro?

Está sempre aberta a possibilidade de criarmos os temas de outras formas, nomeadamente, utilizando a voz como elemento esporádico e também com recurso a músicos convidados. Nesse domínio, não auto-impomos nenhum tipo condicionante e assumimos arriscar sempre.

 

 

Como veem a evolução da música eletrónica em Portugal?

As máquinas e os computadores fazem parte do dia-a-dia, estão dentro das nossas casas e das salas de ensaio e é quase uma inevitabilidade a sua utilização. Contudo, por vezes fecham-se ciclos e volta-se às origens, às guitarras, aos baixos e baterias.

 

 

Quais são as vossas grandes referências a nível musical?

Desde o progressivo mais puro (Genesis, Tangerine Dream, etc.), passando pelo rock alemão, pelo rock puro e duro, pelo minimalismo e pelas novas tendências no campo da electrónica que o André Nascimento traz ao projecto.

 

 

 

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“Chamada” é o single de apresentação deste primeiro trabalho. Embora recente, o público tem aderido à “chamada” dos Tripé? Que feedback têm recebido?

O público tem aderido e temos recebido bom feedback, mesmo não havendo uma voz de referência que, no nosso caso, é substituída de certa forma pelo violoncelo.

 

 

Por onde vão andar os Tripé nos próximos meses?

Vamos divulgar o Júpiter49, tocando ao vivo o mais possível, e também a preparar já o próximo disco.

 

Muito obrigada!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

À Conversa com Pedro Vicente

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Pedro Vicente é psicomotricista, mas desde sempre teve a música na sua vida.

Encontrou, no contacto com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais, a chave para aceder ao mecanismo que transforma emoções em canções. Tem, assim, na música, um poderoso aliado terapêutico.

 

Para ficarem a conhecer um pouco melhor este artista, e o trabalho que desenvolve, deixo-vos com a entrevista que Pedro Vicente concedeu a este cantinho, que muito prazer me deu fazer, e a quem desde já agradeço pela disponiblilidade!

 

 

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Quem é o Pedro Vicente?

Um lisboeta de 27 anos, muito grato pelo privilégio de viver, e que o procura retribuir vestindo-se sempre de um sorriso sincero e brincalhão.

 

 

O Pedro é psicomotricista de profissão. Pode explicar-nos um pouco em que consiste esse trabalho?

Com uma ação centrada no corpo em movimento, mediado pela relação entre a emoção e a cognição, o psicomotricista tem como missão garantir que cada ser humano, independentemente das suas potencialidades ou dificuldades, adquire as competências necessárias para se adaptar da melhor forma ao contexto em que pretende viver, sentindo-se plenamente realizado, na perceção de si mesmo e na relação com os outros.

 

 

O que é que surgiu, em primeiro lugar, na sua vida: a psicomotricidade, ou a música?

A música! Com os primeiros passos, vieram as primeiras gravações, num gravador a pilhas oferecido pelo avô. A psicomotricidade chegou mais tarde, mas foi determinante para a afirmação do papel da música na minha vida.

 

 

Hoje em dia, estas duas paixões estão aliadas, tendo o Pedro desenvolvido um programa de aprendizagem de piano e canto destinado a crianças com perturbações do Espectro do Autismo e outras perturbações do desenvolvimento. Que impacto tem este programa no desenvolvimento e vida destas crianças?

O meu programa, adaptado especificamente a cada aluno, tem como objetivo final o domínio do instrumento e da voz o que, por si só, constitui uma resposta à procura dos pais, que não encontram este tipo de solução no ensino tradicional.

Para os meus alunos, a música tem funcionado como um facilitador de todas as aprendizagens, com resultados na melhoria da atenção, comunicação, socialização e comportamento.

 

 

As emoções que sente ao trabalhar com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais são facilmente transpostas na composição de uma música?

Acredito que todas as pessoas e ligações que criamos são especiais e é na diversidade de contextos e contactos que se encontram os ingredientes necessários à espontaneidade que inspira as (minhas) canções.

 

 

Apesar de ainda estar a dar os primeiros passos na música, é já extenso o seu reportório de canções, com letra e música originais. Considera que faz cada vez mais sentido um artista ser, em simultâneo, compositor, autor e cantor?

Do ponto de vista prático é muito mais imediato quando se pode criar e reproduzir no mesmo movimento. É um privilégio poder interpretar palavras e melodias que saem do próprio coração e ter a liberdade de modificar a composição ao sabor do estado de espírito.

Nunca planeei ser compositor ou cantor, tudo surgiu quando as canções naturalmente me começaram a encontrar.

O caminho a que agora me proponho é o de mostrar esta música que quer falar através de mim, mas seria um gosto escrever para outros intérpretes e não excluo a possibilidade de poder vir a dar voz aos temas de outros compositores.

 

 

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O seu primeiro álbum “Espera”, foi gravado em 2016. No entanto, o lançamento em formato digital ocorrerá apenas este ano, a 27 de outubro. A que se deveu esta “espera”?

O fator espontaneidade que marca, não só as canções que o integram, mas a própria gravação do álbum, impôs um período de maturação profissional, pessoal e artística necessário para que o lançamento pudesse ter a máxima entrega. Um outro motivo revela-se no caminho que foi necessário percorrer, por alguém 100% dedicado a uma vida profissional fora do meio artístico e que, agora, finalmente, se sente a chegar à casa de partida.

Mais do que uma “Espera” minha, é uma espera destas canções que têm ganho intensidade, enquanto aguardam a sua oportunidade de correr o mundo e chegar aos corações que mais precisam de as acolher.

 

 

Em palco, no âmbito da promoção do seu trabalho, tem a acompanhá-lo a banda “Os Vértice”. Como aconteceu essa junção?

Amigos, que se deixaram encantar por estas canções e se juntaram para as levar a palco por uma causa solidária.

 

 

"Mais um Segundo” é o single de apresentação deste primeiro trabalho. Do que nos fala este tema?

De amor…de um amor que é intenso e descontrolado, visceral e espiritual, que tem tanto de impossível como de inevitável, de um amor que faz parar o tempo e nos faz cometer as maiores loucuras, que nos leva a dar a volta ao mundo num só abraço…ou seja, um amor comum como só o amor sabe ser.

 

 

Tanto o nome do álbum como o single de estreia remetem-nos para a ideia de tempo. De que forma é que encara o tempo na sua vida e na sua profissão?

No mundo cada vez mais apressado em que vivemos, torna-se imprescindível alertar para a importância de “Esperar” e encontrar tempo para ver, ouvir, sentir, tocar, amar…tempo para fazer e “Ser Feliz”.

 

 

Quais são as expectativas relativamente ao lançamento deste trabalho?

Espero que este primeiro álbum funcione como um cartão de embarque, que me leve junto das pessoas, com quem quero partilhar, pessoalmente, a sinceridade destes onze temas, e de muitos outros que me deixam sempre com um sorriso rasgado, que pretendo espelhar nos rostos de quem me ouvir.

 

Onde é que o público poderá encontrar, e ouvir, o Pedro Vicente?

A partir de 27 de outubro em todas as plataformas digitais!

Por agora, podem acompanhar o meu canal de YouTube ou a minha página de Facebook (Pedro Vicente Music) onde, em breve, anunciarei o meu concerto de apresentação!

 

Muito obrigada, Pedro!

 

Muito obrigado!!!

Pedro Vicente

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o lyric vídeo.

 

 

 

À Conversa com Os Suspeitos do Costume

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Os Suspeitos do Costume são uma banda, constituída por um grupo de 7amigos que, como os próprios afirmam "se juntaram para exorcizar a falta de paciência para aturar certa gente e certos jeitos e extravagantes comportamentos, que têm tornado esta terra numa coisa às vezes quase risível.
Ediraram, a 22 de Setembro, em formato digital, o seu primeiro álbum - "Vol. 1", cujo single de apresentação se intitula “A Culpa Morre Solteira”.


E estão aqui hoje na rubrica "À Conversa com..." para se darem a conhecer um pouco melhor!

 

 

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Quem são os “Suspeitos do Costume”?
Os Suspeitos do Costume são Luis Oliveira, Pedro Malaquias, Simon Wadsworth, Nanã Sousa Dias, Nuno Oliveira, Alexandre Alves e Joaquim Monte.


Como é que surgiu a ideia de formarem uma banda?
Este projecto foi idealizado por mim (Luis Oliveira) e pelo Pedro Malaquias no ínicio da década e à medida que foi evoluindo sentimos necessidade de convidar outros músicos para o materializar .

 

Porquê a escolha deste nome para a banda?
Porque somos fãs do filme, e porque nos fica bem.

 

Este é o primeiro projeto em que se envolvem, ou já tiveram outras experiências, em conjunto ou a solo?
Eu (Luis Oliveira) e o Pedro, como autores, temos colaborado em vários projectos. Os restantes membros da banda, todos tocam com artistas de topo do panorama nacional, além de alguns continuarem a sua carreira a solo.

 

 

 

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Vol. 1, o primeiro álbum, chegou no passado dia 22 às plataformas digitais. O que pode o público encontrar neste trabalho?
Nada como comprarem, ouvirem e dizerem-nos o que encontraram, e se correspondeu ao expectável.

 

Em que é que se inspiram para criar as vossas músicas?
No País, na vida, e acho que é isso.

 

Hoje em dia, são cada vez mais os artistas/ bandas que escrevem e compõem os seus próprios temas. É algo que, na vossa opinião, faz todo o sentido? Ou não se importariam de cantar temas criados por outras pessoas?
Claro que faz todo o sentido, e os Suspeitos só cantam Suspeitos.

 

“A Culpa Morre Solteira” é o single de apresentação deste Vol. 1. Consideram que é uma frase que se aplica na perfeição em muitas situações, tanto a nível nacional e mundial, e que nos fazem duvidar da justiça?
Faz-nos duvidar de tudo. Enquanto a culpa morrer solteira, a impunidade continua livre e à solta.

 

Para os Suspeitos do Costume, é mais complicado o processo de produção do álbum, ou a promoção e divulgação do mesmo, antes e após o lançamento?
Para nós, complicado mesmo é a miséria cultural e social em que vivemos.,Quanto ao resto já temos experiência suficiente para não complicar nada.


Qual é a vossa banda preferida portuguesa? E internacional?
Seria injusto para outras bandas que também gostamos nomear uma como tal passamos esta resposta.

 

Já têm atuações agendadas para os próximos tempos?
Sobre isso brevemente daremos notícias.

 

Se pudessem dividir o palco com outro artista/ banda, quem convidariam?
Quando formos convidados para tal logo avaliamos com quem em função da hora e do local .

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo?
A pergunta é um pouco vaga , Objectivos Musicais? de Vida? .É melhor não dizer nada ou vai soar aquele chavão tipo Miss Mundo: " A paz no Mundo, e acabar com a fome"

 

Muito obrigada, e votos de muito sucesso!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

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