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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com João Pedreira

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O convidado de hoje da rubrica "À Conversa com..." vem de uma família de músicos, nomeadamente, o pai e os irmãos, com os quais recorda alguns dos seus melhores momentos, não só da infância e adolescência, como também num passado mais recente.

Sete anos após o lançamento do primeiro disco, e do envolvimento noutros projectos musicais, João Pedreira editou este mês o seu segundo trabalho - o EP Encontros, e é sobre ele e o sobre o seu percurso enquanto artista, que nos vai falar hoje.

Aqui fica a entrevista:

 

 

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Quem é o João Pedreira?

João Pedreira é um homem que vem de uma família grande. Adora a natureza, o ar livre, pratica desporto e respira música.

 

Como é que surgiu a paixão pela música?

Sempre encarei a “música” com muito respeito, foi sempre um tema pilar na minha vida, fez parte da minha formação enquanto criança, e enquanto pessoa.

O meu pai pegava sempre na viola e cantava qualquer coisa sem motivo prévio, nesses momentos todos parávamos e participávamos, era bonito, genuíno e tenho muitas saudades desse tempo.

Era criança e não tinha noção da beleza do momento, simplesmente os vivia. Pode dizer-se que “Música” na minha família é quase como religião, todos a encaramos como um ponto de união e convergência ..

Essa foi uma das grandes heranças que meu pai nos deixou (a mim e meus irmãos). Mas acho que tinha 19 para 20 anos quando voltei de Inglaterra e decidi que queria ser profissional.

 

 

Em 2007, o João participou no programa Família Superstar. Cantar em família, e com a família, é algo que gosta de fazer ou foi uma experiência única?

Eu fui educado a cantar com a família. Ainda hoje é habitual na festas de aniversário ou quando nos juntamos todos...

Cresci numa família cheia de músicos e sempre com vários instrumentos espalhados pela casa.

A música “o cantar e tocar todos juntos” sempre fez parte da nossa rotina familiar. Eu adorava esses momentos, proporcionados essencialmente pelo meu pai.

No programa, apenas senti falta de não poder cantar com o resto da família.

Lá em casa, à hora do jantar, a TV ficava sempre desligada e era natural e quase automático alguém ir buscar uma viola antes de sairmos da mesa...

 

O primeiro álbum “Segredos” foi lançado em 2010. No passado dia 2 de junho, apresentou o seu segundo trabalho discográfico “Encontros”. Quais são as principais diferenças entre ambos, lançados com um intervalo de 7 anos entre eles?

Existe uma diferença de 7 anos entre eles, mas não estive completamente parado. Entretanto, desenvolvi e participei noutros projetos musicais. Entre eles, uma banda de world music com fusão em fado à qual dei voz, que se chama “Kilindu”.

Mas as diferenças com o primeiro disco a solo são algumas, no disco “Segredos” quis gravar com uma mini “big-band”, tive também o privilégio de ter a participação de grandes músicos nacionais. Para além dos instrumentos mais convencionais em bandas, como por exemplo guitarra, baixo, bateria, pianos e órgão, tive também quartetos de cordas, sopros, coros etc.. quis pôr em cada música todos os instrumentos que senti que eram necessários, foi uma produção grande e foi um grande trabalho, mas senti que acabei por ficar um pouco camuflado por detrás de tudo isso. Adoro o disco mas desta vez quis experimentar fazer as coisas de forma diferente.

No disco “Encontros” tudo fica resumido a uma viola, a minha voz e as minhas palavras. Mais simples, mais cru e mais direto. Consegui captar a essência do que queria transmitir.

Está um trabalho do qual me orgulho muito. Já me apresentei ao vivo a solo mas toco principalmente acompanhado por um trio, e a banda é “Espetacular” (modéstia a parte). Estou muito ansioso por pode mostrar ao país e ao mundo João Pedreira com esta banda.

 

 

 

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Do que nos fala “Encontros”?

Senti necessidade de ir ao encontro de mim próprio, do João que acorda para ir surfar antes de começar o dia. Do João que fica sentado à beira mar a meditar sobre a vida. Do João que esteve quase um ano sem cantar por ter perdido o pai.

 

O João é o autor e compositor dos quatro temas que compõem o EP. Em que é que se inspira para criar as suas músicas?

Inspiro-me na vida, em tudo o que me rodeia mas, principalmente, no Amor. O Amor é a base de tudo (ou a falta dele).

Normalmente vou para a praia escrever e pode soar a cliché mas é lá que encontro as minhas palavras, é lá que me inspiro verdadeiramente... na poesia das ondas.

 

“Poderes Ficar” é o primeiro single a ser apresentado. Que feedback tem recebido relativamente ao mesmo?

Estou surpreendido com a reacção das pessoas, o feedback é enorme. Já vi pessoas de todas as idades a dançar ao som do “Poderes Ficar”. De facto a “Musica/ o som” tem o poder de unificar.. Vai haver paz no mundo quando todos dançarmos a mesma canção!

 

De que forma completaria estas expressões, baseadas nos títulos dos singles do EP “Encontros”:

Parece Fácil – encontrar amor

Pela Rua – caminhamos e descobrimos a vida

Volta para Mim – snif snif

 

 

Com o EP lançado na plataforma digital, o que se segue?

O futuro não depende totalmente de mim, depende do grande júri, que é publico ..

 

De que forma pode o público acompanhar o João Pedreira, e saber onde o poderá ouvir nos próximos meses?

Podem seguir-me nas redes socias, mas o ponto convergente será o meu site, joaopedreira.com

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

 

À Conversa com João Pedreira

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O convidado de hoje da rubrica "À Conversa com..." vem de uma família de músicos, nomeadamente, o pai e os irmãos, com os quais recorda alguns dos seus melhores momentos, não só da infância e adolescência, como também num passado mais recente.

Sete anos após o lançamento do primeiro disco, e do envolvimento noutros projectos musicais, João Pedreira editou este mês o seu segundo trabalho - o EP Encontros, e é sobre ele e o sobre o seu percurso enquanto artista, que nos vai falar hoje.

Aqui fica a entrevista:

 

 

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Quem é o João Pedreira?

João Pedreira é um homem que vem de uma família grande. Adora a natureza, o ar livre, pratica desporto e respira música.

 

Como é que surgiu a paixão pela música?

Sempre encarei a “música” com muito respeito, foi sempre um tema pilar na minha vida, fez parte da minha formação enquanto criança, e enquanto pessoa.

O meu pai pegava sempre na viola e cantava qualquer coisa sem motivo prévio, nesses momentos todos parávamos e participávamos, era bonito, genuíno e tenho muitas saudades desse tempo.

Era criança e não tinha noção da beleza do momento, simplesmente os vivia. Pode dizer-se que “Música” na minha família é quase como religião, todos a encaramos como um ponto de união e convergência ..

Essa foi uma das grandes heranças que meu pai nos deixou (a mim e meus irmãos). Mas acho que tinha 19 para 20 anos quando voltei de Inglaterra e decidi que queria ser profissional.

 

 

Em 2007, o João participou no programa Família Superstar. Cantar em família, e com a família, é algo que gosta de fazer ou foi uma experiência única?

Eu fui educado a cantar com a família. Ainda hoje é habitual na festas de aniversário ou quando nos juntamos todos...

Cresci numa família cheia de músicos e sempre com vários instrumentos espalhados pela casa.

A música “o cantar e tocar todos juntos” sempre fez parte da nossa rotina familiar. Eu adorava esses momentos, proporcionados essencialmente pelo meu pai.

No programa, apenas senti falta de não poder cantar com o resto da família.

Lá em casa, à hora do jantar, a TV ficava sempre desligada e era natural e quase automático alguém ir buscar uma viola antes de sairmos da mesa...

 

O primeiro álbum “Segredos” foi lançado em 2010. No passado dia 2 de junho, apresentou o seu segundo trabalho discográfico “Encontros”. Quais são as principais diferenças entre ambos, lançados com um intervalo de 7 anos entre eles?

Existe uma diferença de 7 anos entre eles, mas não estive completamente parado. Entretanto, desenvolvi e participei noutros projetos musicais. Entre eles, uma banda de world music com fusão em fado à qual dei voz, que se chama “Kilindu”.

Mas as diferenças com o primeiro disco a solo são algumas, no disco “Segredos” quis gravar com uma mini “big-band”, tive também o privilégio de ter a participação de grandes músicos nacionais. Para além dos instrumentos mais convencionais em bandas, como por exemplo guitarra, baixo, bateria, pianos e órgão, tive também quartetos de cordas, sopros, coros etc.. quis pôr em cada música todos os instrumentos que senti que eram necessários, foi uma produção grande e foi um grande trabalho, mas senti que acabei por ficar um pouco camuflado por detrás de tudo isso. Adoro o disco mas desta vez quis experimentar fazer as coisas de forma diferente.

No disco “Encontros” tudo fica resumido a uma viola, a minha voz e as minhas palavras. Mais simples, mais cru e mais direto. Consegui captar a essência do que queria transmitir.

Está um trabalho do qual me orgulho muito. Já me apresentei ao vivo a solo mas toco principalmente acompanhado por um trio, e a banda é “Espetacular” (modéstia a parte). Estou muito ansioso por pode mostrar ao país e ao mundo João Pedreira com esta banda.

 

 

 

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Do que nos fala “Encontros”?

Senti necessidade de ir ao encontro de mim próprio, do João que acorda para ir surfar antes de começar o dia. Do João que fica sentado à beira mar a meditar sobre a vida. Do João que esteve quase um ano sem cantar por ter perdido o pai.

 

O João é o autor e compositor dos quatro temas que compõem o EP. Em que é que se inspira para criar as suas músicas?

Inspiro-me na vida, em tudo o que me rodeia mas, principalmente, no Amor. O Amor é a base de tudo (ou a falta dele).

Normalmente vou para a praia escrever e pode soar a cliché mas é lá que encontro as minhas palavras, é lá que me inspiro verdadeiramente... na poesia das ondas.

 

“Poderes Ficar” é o primeiro single a ser apresentado. Que feedback tem recebido relativamente ao mesmo?

Estou surpreendido com a reacção das pessoas, o feedback é enorme. Já vi pessoas de todas as idades a dançar ao som do “Poderes Ficar”. De facto a “Musica/ o som” tem o poder de unificar.. Vai haver paz no mundo quando todos dançarmos a mesma canção!

 

De que forma completaria estas expressões, baseadas nos títulos dos singles do EP “Encontros”:

Parece Fácil – encontrar amor

Pela Rua – caminhamos e descobrimos a vida

Volta para Mim – snif snif

 

 

Com o EP lançado na plataforma digital, o que se segue?

O futuro não depende totalmente de mim, depende do grande júri, que é publico ..

 

De que forma pode o público acompanhar o João Pedreira, e saber onde o poderá ouvir nos próximos meses?

Podem seguir-me nas redes socias, mas o ponto convergente será o meu site, joaopedreira.com

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

À Conversa com os MAGANA

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Os convidados de hoje da rubrica "À Conversa com..." são os irmãos Romano-Batista!

Naturais de alcácer do Sal, o Nuno, na voz e bateria, e o Jaime, na voz e guitarra, formam os MAGANA, e lançaram, a 12 de Maio, o seu primeiro álbum, intitulado "Na Terra do Sr. Zangão".

Para nos falar um pouco mais sobre eles, e este primeiro trabalho, os MAGANA aceitaram o convite para uma entrevista, que vos deixo aqui:

 

 

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Quem são os Magana?

Os Magana são um projecto criado por dois irmãos do rock’n’roll que decidiram fazer umas músicas que agradassem a pessoas dos 7 aos 77, misturando um pouco de todos os estilos musicais, com umas letras cómicas e que retratassem o quotidiano de forma engraçada. Tudo isto aliado a uma atitude rockeira e bem-disposta.

 

 

Em que momento é que decidiram formar a banda?

Nós estamos sempre em estúdio, seja a ensaiar, gravar, ou criar. Foi numa dessas sessões que, de forma espontânea, surgiram umas músicas que nos fizeram rir, e pensámos que teríamos de escrever umas letras a condizer e, posteriormente, gravá-las. Inicialmente, achámos que isto nem teria potencial para ser editado, que seriam só mais umas músicas que ficariam na gaveta, mas rapidamente mudámos de opinião quando começámos a receber o feedback das pessoas que ouviam, e decidimos arranjar um nome para o projecto e formar a banda.

 

 

A música esteve sempre na vossa vida?

Não nos conseguimos lembrar de um único dia das nossas vidas em que a música não estivesse presente.

O nosso pai é músico profissional e nós fomos criados entre baterias, guitarras e pianos. Estivemos sempre em contacto permanente com a música, fosse em ensaios ou espectáculos. Lembramo-nos perfeitamente de adormecer em sofás de bares enquanto o nosso pai tocava. Por isso, era uma questão de tempo até começarmos a fazer música pelas nossas mãos.

 

 

De que forma é que a vossa relação de irmãos interfere, ou facilita, o trabalho enquanto banda?

Como todos os irmãos que se prezem, temos as nossas discussões feias, mas rapidamente ultrapassamos essas desavenças. Temos muita facilidade em trabalhar juntos, primeiramente porque sempre foi assim e não sabemos fazê-lo de outra forma, e depois porque já trabalhámos imenso com todo o género de músicos, e sinceramente, assim é a melhor maneira de trabalharmos, damo-nos muito bem e somos extremamente apegados um ao outro. Chegamos sempre a um consenso que agrade a ambos.

 

 

Em 2016 participaram no programa “The Voice Portugal”. Como foi essa experiência?

Sim, é verdade. Quando decidimos concorrer ao programa, íamos sem expectativas nenhumas. Decidimos participar porque, caso as coisas corressem bem, sabíamos à partida que esse tipo de programas dão uma grande visibilidade a quem passa por lá, e isso seria bom para nós e para os nossos projectos.

Foi uma experiência agradável, fizemos bons amigos lá dentro e estabelecemos contactos importantes no meio da indústria, que de outra forma seria mais difícil. Mas muito sinceramente, e fugindo um pouco ao politicamente correcto, continuamos com a mesma opinião em relação a este tipo de programas que tínhamos antes de lá entrarmos.

Ao nível da arte propriamente dita, este tipo de programas não acrescenta nada, ali dá-se importância a tudo menos ao que, supostamente, interessa mais, a música.

Aqueles que vão para lá a pensar que lá por estarem no “The Voice”, têm a carreira garantida, estão muito enganados. Basta olhar para outros concorrentes de edições passadas, onde estão eles?

Ou já tens as tuas músicas feitas, ou então, não esperes que vá aparecer alguém que queira pegar em ti, porque isso não vai acontecer.

O nosso conselho é que, mesmo passando por lá, façam as vossas músicas e trabalhem muito em busca do lugar ao sol. Toquem, mostrem as vossas músicas às pessoas, porque elas sim é que interessam. O público é o único júri que realmente importa.

 

 

O público ainda vos identifica como participantes desse programa, ou não costuma fazer essa associação?

Ainda há um ou outro que tem melhor memória e que nos identifica, mas é a minoria, estes programas dão-nos fama descartável, e por um lado ainda bem que assim é.

Não é muito bom para quem quer fazer carreira na música ficar associado a este tipo de concursos. Ao inicio, quando passámos pelo programa, toda a gente nos reconhecia na rua, agora já são muito poucos.

Quando calha em conversa, lá temos de explicar que “fomos aqueles dois irmãos que tocavam bateria e guitarra”, e as pessoas aí dizem: “aaaahh, já me lembro de vocês”.

Só assim associam-nos ao programa.

 

 

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“Na Terra do Sr. Zangão” é o primeiro álbum dos Magana. Que música se ouve “Na Terra do Sr. Zangão”, e que o público poderá descobrir no álbum?

Tentámos fazer um disco que reunisse um pouco de todas as nossas influências musicais, por isso, neste álbum o público pode ouvir pop, rock, folk, bossa-nova, fado, que é o caso do primeiro single, Estória do Zé, uma espécie de fado misturado com música tradicional. Esperamos que as pessoas gostem. Até agora está a ter uma boa aceitação.

 

 

O single de apresentação intitula-se “Estória do Zé”. A história do Nuno e do Jaime também poderia dar uma música?

Sim, claro, toda a gente tem uma história para contar, por isso, toda a história individual daria uma música. Este é um disco onde se contam histórias. Todas as letras foram baseadas em pessoas que conhecemos ou personalidades estereotipadas.

Hoje em dia já não é preciso escrever acerca de temas rebuscados como o amor ou a paz no mundo, pode-se escrever acerca do gajo que come na tasca e usa fio de ouro ao peito, ou das idas à praia na infância com as sandálias do peixe-aranha e as sandes de carne assada cheias de banha!

 

 

Pegando em outros temas do álbum, de que forma completariam as frases ou responderiam às questões:

Ser “Popstar” é…ser fútil, desinformado, e desinteressante.

“Está na Hora” de…relativizarmos os problemas e começarmos a dar-nos todos bem como seres humanos que somos.

Como foi a “Infância nos 80’s”? Extremamente feliz e produtiva. Hoje em dia a infância já não é como foi nos 80’s. É óbvio que tem coisas melhores e outras piores, mas estamos gratos de poder ter vivido a nossa infância nos 80’s.

O vosso “Canto de Luxúria” é… Nem queiram saber! Isso fica na nossa intimidade. Seriamos acusados de promíscuos!

 

 

Como é ser músico em Portugal?

Ser músico no nosso país é daquelas profissões que não são consideradas profissões, é mais vista como um hobby do que outra coisa.

Por este motivo, não é das profissões mais fáceis de se levar. Não existe um sindicato para defender os interesses da classe, e os próprios músicos são culpados pela situação que se encontram, os músicos não são unidos e não se valorizam, não que sejam todos assim, mas uma grande maioria são.

Mesmo assim, ainda é possível viver só da música, é claro que não tens uma vida desafogada, a não ser que sejas um artista de topo, mas mesmo assim vai dando para viver.

Temos vários amigos nossos que se despediram dos seus trabalhos ditos normais, para se dedicarem a 100% à música, mas a maioria continua com empregos paralelos e conciliam com a música.

Nós ainda não demos esse passo, mas esperamos dar em breve, afinal de contas, o objectivo é viver a fazer aquilo que realmente se gosta de fazer.

 

 

Quais são os objetivos dos Magana para este ano de 2017, e a longo prazo?

Lançámos o nosso disco o mês passado pela Farol Música, e estamos gratos de terem acreditado em nós. Era um objectivo importante que andávamos a perseguir há algum tempo.

O próximo passo será conseguir agenciamento, ainda não conseguimos e sabemos que sem um bom agente não consegues mostrar-te em muitos sítios.

Precisamos de chegar às massas através da televisão e das rádios, e isso é um caminho difícil. Temos plena consciência que é um caminho longo e lento e que aos poucos lá chegaremos, estamos a trabalhar nesse sentido.

 

 

Já têm algumas atuações ao vivo agendadas?

Ainda não temos actuações marcadas mas sabemos que vão começar a aparecer. As coisas estão a acontecer devagar mas estão a acontecer.

Sabemos que se chegarmos às massas os espectáculos vão aparecer. Tu não podes vender um espectáculo de uma banda que não conheces, e mesmo que o vendesses não irias ter grande afluência de público.

Uma coisa que temos de bom é que já temos muitos anos disto e sabemos muito bem como funciona o meio, só não podemos é perder a esperança e a vontade de trabalhar. Com calma e persistência tudo se faz. A banda tem de ter divulgação para poder tocar, até porque não é fácil fazer espectáculos pequenos com este projecto, como bares. São dez músicos em palco!

 

Muito obrigada pela disponilidade!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

À Conversa com Marta Dias

 

 

 

Vinte anos depois do lançamento de Y.U.É., o primeiro disco de Marta Dias, a Farol Música editou, a 28 de abril, a compilação digital “ESSE MEU AMOR – BEST OF”, que reúne os temas mais emblemáticos da cantora.
De “YUÉ” a “QUANTAS TRIBOS”, Marta Dias iniciou e concluiu um ciclo de pesquisa da sua identidade e raízes, que a levou desde sempre a criar canções em nome próprio que interrogam precisamente essa identidade, feita de múltiplas origens (Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa).
A compilação abre com uma canção inédita, “Esse Meu Amor”, que marca o regresso à escrita de canções por Marta Dias, e é uma parceria da cantora e letrista e do músico Carlos Barreto Xavier.
Para ficar a conhecer melhor a Marta, deixo-vos aqui a entrevista que a artista concedeu a este cantinho, e a quem desde já agradeço!
 
 
 
 
 

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Quem é a Marta Dias?

Uma cantora de origem afro-goesa, que afirmou o seu lugar na música com uma pesquisa constante dessas origens.

 

 

Como é que nasceu a sua paixão pela música?

A minha mãe foi actriz amadora e sempre incentivou nos filhos o gosto pelas artes. Desde pequena que gosto de cantar, e fui sempre apoiada nesse interesse.

 

 

A Marta é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta área conjuga-se, de alguma forma, com a música, influenciando a forma como compõe os seus temas e como transmite a mensagem de cada um deles?

É claro que as nossas vivências não são estanques, e, portanto, é provável que tenha influenciado, sim. Não tenho propriamente presente uma influência direta do meu curso na escrita de canções, uma vez que estudei Inglês e Alemão, mas acredito que, no trabalho com as línguas, tenha aperfeiçoado a minha escrita também.

 

 

Embora já tivesse participado em alguns projetos musicais, Y.U.É. foi o seu primeiro trabalho a solo, lançado em 1997. Como recorda, hoje, essa experiência?

Foi muito interessante, a vários níveis. Foi a primeira vez que escrevi letras para canções (“Gritar” foi a primeira), foi a primeira vez que participei no processo total de gravação e produção de um disco, e foi muito especial, porque foi o início de uma viagem que continua até hoje.

 

 

 

 

 

A 28 de abril deste ano, foi lançada a compilação digital “Esse Meu Amor – Best Of”, que reúne alguns dos seus temas mais emblemáticos. Que balanço faz destes 20 anos de carreira?

Achei curioso, porque, ao refletir sobre estes vinte anos e sobre os temas que integram esta compilação digital, apercebi-me de que procurei sempre colocar os resultados desta busca identitária em primeiro plano, busca que se conclui em “Quantas Tribos”, lançado no ano passado. Foi um ciclo interessante, em termos pessoais, que se cumpriu este ano com o lançamento desta compilação.

 

 

É possível, ao ouvirmos esta compilação, perceber a sua evolução a nível musical, nomeadamente, na pesquisa de identidade e raízes, nos géneros musicais que foi percorrendo, e no encontro de uma expressão própria?

Acho que sim. Desde as influências de trip-hop e acid jazz de “Yué” até às sonoridades afro-jazzísticas de “Quantas Tribos”, passando por abordagens ao fado em “Aqui”, creio que consolidei métodos e processos de composição, que se reflectem nas canções escolhidas para esta compilação. Algumas são mais marcadas pelo tempo do que outras, mas todas incluem essa pesquisa e esse interesse.

 

 

“Esse Meu Amor”, canção inédita que marca o seu regresso à escrita de canções, é uma parceria com o músico Carlos Barreto Xavier, que tem acompanhado o seu percurso desde o seu início. Como é trabalhar com este compositor, intérprete e produtor?

É extraordinário. O Carlos é um excelente compositor, que entende as minhas letras e as melodias que lhe trago com sensibilidade, mas com bom senso! Isto quer dizer que procura o melhor registo para a minha voz e para a canção, e compõe adaptando-se a esse mesmo registo.

 

 

Ao longo da sua carreira, a Marta teve ainda oportunidade de colaborar com músicos como Fernando Alvim, António Chainho ou Ney Matogrosso. No futuro, com que artista mais gostaria de colaborar?

Foi muito bom ter cantado com estes artistas todos, mas realço o Fernando Alvim, pela gentileza e pelo cavalheirismo, além da incrível sensibilidade musical. Não tenho propriamente artistas com quem gostaria de cantar, embora haja muitas pessoas que aprecie. O futuro dirá.

 

 

O objetivo do lançamento desta antologia é apenas fechar um ciclo, celebrando os 20 anos de carreira, e a forma como tudo começou, ou também dar início a um novo ciclo, onde haverá uma outra Marta Dias a descobrir, e novos trabalhos a conhecer?

Sem dúvida, dar início a um novo ciclo. Agora interessa-me aperfeiçoar a escrita de letras e canções, continuar e melhorar o processo de criação musical.

 

 

Para além das plataformas digitais, e das rádios, de que forma poderá o público ouvir a Marta Dias?

Planeamos alguns concertos para o final deste ano, e pretendemos dar a ouvir novidades muito em breve.

 

 

Muito obrigada!

 

Obrigada eu, Marta! 

Marta Dias

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeo.

 

 

 

 

 

À Conversa com BSkilla

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O meu convidado de hoje é o rapper e MC da Margem Sul - BSkilla - que nos apresenta o seu segundo álbum "Abre a Caixa e Sai", produzido por Maf, SP, J-Cool, Zimous e Condutor, e que apresenta uma forte diversidade sonora.

Aqui fica a entrevista:

 

 

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Quem é o BSkilla?

B Skilla é, antes de tudo, um ser humano preocupado com as questões sociais, e que utiliza a vertente rap para expressar o que vai na alma. Um MCEE e representante da cultura hiphop, ex B Boy da crew 12 macacos.

 

 

“Abre a caixa e Sai” é o teu segundo álbum. O que traz de diferente este trabalho, relativamente ao seu antecessor?

O Abre a Caixa e Sai acaba por ser um álbum conceptual, mais “refinado”, mais maduro, coerente e pessoal que o antecessor (R)Evolução. Traz uma sonoridade diferente, diferentes conteúdos e todo um trabalho técnico mais detalhado.

 

 

Este novo trabalho é caracterizado pela diversidade sonora. Em que se traduz essa diversidade?

A diversidade vem naturalmente com os estilos musicais que me influenciaram, desde o reggae ou soul... ao escutarem podem notar que, de música para música, os universos são diferentes (apesar de ter uma linha coerente onde os temas acasalam uns com os outros). O gosto musical por outros estilos sempre esteve presente, depois foi só “imprimir”.

  

 

“Margem School feat. Chullage & Juh Combs” é o single de apresentação. O álbum conta ainda com muitas outras colaborações. Como foi trabalhar com esses artistas?

Foi uma experiência inesquecível e indescritível que surgiu a partir de um sonho, e que aconteceu naturalmente.

Cada artista colaborou comigo deixando um pouco da história da sua vida neste álbum, apoiaram-me incondicionalmente e acreditaram no meu trabalho.

É um sonho tornado realidade ter participações de artistas que me influenciaram a fazer rap desde o início. Foi gratificante ter trabalhado com estes artistas que antes de tudo são GRANDES seres Humanos.

 

 

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Este álbum desafia todos aqueles que o ouvem a pensar por si mesmos, sem influência das opiniões de outros. Consideras que “pensar por si mesmo” é algo que todos deveriam pôr mais em prática nas suas vidas, e que ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar por opiniões de terceiros?

Considero que todos deviam pôr mais em prática.

Ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar pela opinião de terceiros assim como pelos meios de comunicação social. Hoje em dia na era da informação, facilmente se pesquisa aprofundadamente acerca dos mais diversos temas.

O meu alerta é no sentido das pessoas não se deixarem ficar pela primeira informação transmitida, tentem entender o que está por trás, triar a informação e entender de todos os lados... assim conseguiremos formar uma opinião mais concisa, pessoal e pensar “fora da caixa”.

Os Skits (interlúdios) do álbum são mensagens “fora da caixa” para cada ouvinte entrar no seu próprio pensamento e tirar as suas próprias conclusões, creio ser um bom exercício para pensarem por vocês mesmos.

 

 

Do que falam as músicas deste álbum, e que mensagens pretendes transmitir, para além da que falámos acima?

O Principal foco do álbum é para não nos deixarmos ficar dentro da caixa... sair dela e pensarmos de maneira livre sobre os assuntos.

Pretendo também transmitir os meus pontos de vista em relação aos diversos temas, consoante a minha opinião, vivência e experiência de vida.

Podem encontrar temas muito variados, desde a reeducação do pensamento, a importância da disciplina no nosso quotidiano, a influência do hiphop nas gerações vindouras, formas de manipulação das elites que governam o mundo e o desencadear do processo, o trabalho e a prevenção de acidentes, a família ser a nossa base para tudo... São alguns assuntos que considero muito importantes para nós. Mas nada melhor que escutarem para descodificarem o seu conteúdo!

 

 

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“Abre A Caixa e Sai” foi lançado no dia 5 de maio, nas plataformas digitais. Quais são as tuas expectativas relativamente a este novo álbum, e à aceitação do público?

As minhas expectativas são que o álbum toque no coração e na consciência de quem o escutar. A estrada vai-se construindo aos poucos com humildade e respeito. O feedback tem sido grande e extremamente positivo, pelo qual agradeço do fundo do coração a todos os ouvintes. “One Love” para todos os que seguem a minha arte, já somos alguns e espero que sejamos mais ainda, porque juntos vamos mais longe!

 

 

Já tens concertos agendados para apresentação do álbum, e dos temas que dele fazem parte?

Ainda não tenho concertos agendados, mas estamos a preparar a agenda para poder partilhar com o público as minhas ideias, pontos de vista e música. Será um prazer e acontecerá brevemente.

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

Obrigado,

B Skilla.

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

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