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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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O acolhimento temporário na Blogazine

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Junho é o mês em que se celebra o Dia da Criança e, por isso mesmo, escolhi como tema para este mês, o acolhimento temporário.

Como o próprio nome indica, é um acolhimento de carácter temporário, com um período de duração definido, em ambiente familiar, que exige um grande compromisso e entrega, por parte dessa família de acolhimento, para com a criança acolhida mas, ao mesmo tempo, um grande desprendimento.

O objetivo é confiar a criança ou jovem a uma família, habilitada para o efeito, para integração num meio familiar, evitando assim as instituições, e visa a prestação de cuidados adequados às necessidades, bem-estar e educação essenciais ao desenvolvimento da mesma, num ambiente acolhedor, enquanto aguardam uma solução para o futuro, que pode passar pelo regresso a casa ou pela adoção.

Em Portugal, a nova lei prevê, até aos seis anos, o acolhimento familiar de crianças que tenham sido retiradas aos pais.

Como atrás referi, estas famílias têm que estar devidamente habilitadas, preencher determinados requisitos, satisfazer as condições mínimas necessárias e exigidas, e ter formação específica.

Mas, por mais formação e preparação que se possa ter, é sempre difícil gerir e lidar com as emoções, e agir de forma prática e desprendida, quando se criam laços.

E quando chega o momento da separação, do afastamento, de mais um virar de página, tudo se complica.

Por um lado, depois de uma batalha travada e vencida, as crianças/ jovens acabam por estar integradas naquela família que já consideram sua. Sentem-se estáveis e felizes. E são obrigados a dizer adeus a tudo isso. Um adeus progressivo, é certo, mas um adeus.

Na maioria dos casos, ocorre um retrocesso. As crianças alteram (para pior) o seu comportamento, tentando desligar-se das pessoas com quem conviveram, para não lhes ser tão dura a despedida. Outras, fazem-no para que as deixem ficar mais tempo com as famílias, por não se sentirem preparadas para a separação.

Por outro lado, como se sente quem acolhe estas crianças/ jovens quando lhes é dito, ainda que nem sempre diretamente, que a sua missão está cumprida, e está na hora de “substituir” esta criança por outra? Quando o destino que espera estas crianças é uma nova família de acolhimento, que os obriga, de certa forma, a recomeçar da estaca zero? Quando, nessa altura, já floresceu um sentimento tão forte como o que sentem pelos próprios filhos? Quando sabem, embora não seja possível, que essas crianças/ jovens ficariam melhor se continuassem com essas famílias do que separadas delas?

No nosso país, existem poucas famílias disponíveis, não só pelos motivos acima apontados mas também porque os casais são pouco recetivos a uma das missões da família de acolhimento que é facilitar, e até mediar, a relação da criança com a família de origem.

Por outro lado, apesar de a lei dizer que é uma medida transitória, na prática as crianças acabam por ficar, na maioria das vezes, mais de cinco anos.

Também não ajuda o facto de, sendo família de acolhimento, não se poder candidatar à adoção.

Ainda assim, existem casos de sucesso, e crianças/jovens que nunca cortam definitivamente a ligação com algumas famílias de acolhimento. Porque, no fundo, nunca esquecemos aqueles que sempre nos quiseram bem e nos amaram sem reservas!

 

Artigo elaborado para a Blogazine de Junho.

Entrevista completa a Bruno Correia

A Blogazine deste mês conta com uma mini entrevista a Bruno Correia.

Hoje, deixo-vos aqui a entrevista completa, com muitas curiosidades sobre este artista já nosso conhecido, que ficaram por desvendar na edição online:

 

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A primeira vez que ouvi o Bruno Correia a cantar foi no programa “Operação Triunfo”, e uma das suas interpretações que, nessa altura, mais me chamou a atenção foi a do tema “Whataya Want From Me” do cantor Adam Lambert.

Era mesmo um dos meus concorrentes favoritos à vitória, que acabou por não alcançar. Mas Bruno Correia não é um homem que desista dos seus sonhos, e concorreu ao programa “Rising Star” conseguindo, não só mais visibilidade, como também a tão desejada e suada vitória.

No entanto, a carreira musical de Bruno começou muito antes, quando fez parte do grupo juvenil Onda Choc, com apenas 10 anos, seguindo a participação no grupo Malta Pop.

Ao longo dos anos, foram vários os projetos em que esteve envolvido, desde festivais, concursos, musicais, interpretação de temas para diversas telenovelas, e até dar voz a personagens e músicas da Disney.

Em Agosto do ano passado, lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Bruno Correia”, fruto do prémio alcançado com a vitória no “Rising Star”, e que conta com 13 faixas, 4 das quais cantadas em inglês. 

O single de estreia foi “Tudo o que eu quero és tu”, com música e letra de Ricardo Tchiovola e Enoque Silva, e está incluído numa votação para melhor canção do ano de 2015, promovida pela ESC PORTUGAL.

 

 

 

  

 

Bruno, começaste por fazer parte do grupo juvenil “Onda Choc” que, na altura, fez imenso sucesso entre os mais novos. Guardas boas recordações dessa época? Como era ser visto como um ídolo para as crianças e jovens que vos ouviam?

Ter feito parte dos Onda Choc, foi uma das maiores realizações pessoais.

Era um grande fã, gravava todos os programas, tinha os recortes das revistas todas onde eles vinham. E para além de tudo isto, tinha todos os LP’s da banda.

Sonhava, imaginava ver-me ali ao lado de todos aqueles meninos e meninas.

Quanto à parte de fazer parte da banda e passar de uma criança anónima a alguém conhecido, teve o lado bom e o lado mau.

O lado bom foi acima de tudo o viajar, conhecer muitas pessoas, os fãs vinham ter comigo, pediam para tirar fotos...O chamado momento mágico da fama.

Conheci o lado de lá da TV, como era entrar num estúdio para gravar um álbum. Ouvir os temas novos para gravar, os testes para ver quem iria ficar com solos no grupo, as coreografias, as pessoas reconhecerem-me na rua (eu ficava extremamente envergonhado). Foram dos melhores momentos da minha vida.

O lado negativo tem a ver muito com as invejas que sentia, por ser popular na escola, aparecer na TV, revistas, anúncios publicitários.

Cheguei mesmo a sofrer de bullying na escola.

Mas nunca desisti da música derivado à parte negativa.

 

 

Apesar de te dedicares, desde tenra idade, à música, também tens formação na área da farmacêutica. É uma área que te cativa?

Por incrível que pareça, tenho muitas saudades de estar atrás de um balcão de uma farmácia ou parafarmácia.

Gosto muito da área. Da parte da socialização, conhecimento.

Foi uma fase da minha vida muito segura a todos os níveis.

Apesar das saudades, espero honestamente não ter de voltar a trabalhar na área.

Será para mim, sinal que consigo viver da música.

Mas se tiver de ser não tenho problema algum de voltar a trabalhar, seja na indústria farmacêutica ou outra área.

 

 

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Como é que surgiu a oportunidade de dar voz a algumas personagens da Disney?

Chegar à Disney é muito complicado.

É um meio muito fechado. E as vozes das personagens de cada país, têm de ser o mais igual possível às vozes originais.

Eu fui fazer inicialmente a voz cantada de outros desenhos animados e acharam-me piada pela minha criatividade.

Posteriormente, veio o " Bob o Construtor", em que fiz a voz do espantalho e de 2 tratores, para os espetáculos ao vivo no Meo Arena e no Pavilhão Multi Usos.

O diretor de dobragens desses bonecos gostou muito da versatilidade da minha voz e perguntou-me se estava aberto para fazer um casting para uns bonecos da Disney tipo "Marretas". Claro que disse sim, e calhou me ser um Lontra roxa. E a partir daí as coisas foram acontecendo. É uma área muito gira, mas muito complicada de início.

Pois temos de ser o mais certo possível a falar, com os batimentos da boca do boneco. Mas depois apanha-se o jeito.

 

 

Já interpretaste temas musicais da Disney e também para diversas telenovelas. Gostaste da experiência?

Amei a experiência.

Confesso que os meus amigos e familiares ficaram histéricos, e todos me ligavam a dizer que estava a dar na novela X.

Quando vi confesso que chorei. Ouvir a minha voz e música ganharem vida com personagens e uma história.

Espero em breve voltar a repetir numa novela ou banda desenhada.

Mas o que eu amava mesmo, seria ouvir-me a cantar a banda sonora de um filme de cinema. E ouvir-me numa sala de cinema.

 

 

Nos últimos anos, participaste em dois concursos musicais – “Operação Triunfo” e “Rising Star”. O que aprendeste a nível musical com essas duas participações?

É verdade, em 2010 participei na "Operação Triunfo" e 5 anos depois no "Rising Star".

A "Operação Triunfo" tinha uma vertente especial que mais nenhum programa de talentos tem, a escola onde passávamos 5 dias por semana na mesma, com aulas, e ao sábado era o direto. Tínhamos apenas o domingo para poder descansar. 

Aí sim, aprendi algumas técnicas de respiração, exercícios de aquecimento vocal, postura corporal, que por incrível que pareça usei muitas delas 5 anos depois no " Rising Star". 

Quanto a este último, era um programa que cada um está por si, e cantávamos com a voz e técnica que tínhamos ou não.

Por vezes o diretor musical CC, dava-nos umas boas dicas para nos ajudar a tirar maior partido da nossa voz e podermos brilhar mais.

 

 

Sentes que o “Rising Star” foi uma espécie de “desforra”, por não teres conseguido a vitória no programa em que antes participaste?

Não vejo as coisas por esse prisma.

Sou muito bom perdedor. E um jogo é isso mesmo.

Há os que ganham e os que perdem. Nunca senti ter perdido nada, pois tenho os pés muito fixos à terra. E tiro sempre partido positivo, até mesmo das coisas menos boas.

Nunca senti que o "Rising Star" seria uma desforra...Eu nem queria concorrer, nem me inscrevi.

Apenas, acabei por ir ao casting e fui passando. Já que tinha entrado no jogo, aproveitei de forma salutar e honesta aquela que seria para mim e dada por mim, a oportunidade para e pela última vez tentar algo na música. Apenas queria conseguir mais uma vez, expor-me ao público e sendo a TVI um canal com muita audiência, achei que poderia ser concretizado o meu sonho e poderia ser por aqui o caminho.

Nunca pensei sequer ganhar...Se fosse convidado logo na 1ª gala para gravar um CD ou assinar um contrato discográfico, teria abandonado o programa de imediato.

Venci. E agora mais do que nunca tenho de provar, não só que mereci o 1º lugar, como marcar o meu território enquanto artista.

 

 

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Em 2015 lançaste o teu primeiro álbum. Qual tem sido a recetividade do público à tua música, e a este trabalho em particular?

A meu ver a recetividade à minha música tem sido extremamente positiva.

Este CD é algo muito genuíno. Canto e dou ao meu público exatamente aquilo que gosto de cantar e sentir.

Não fui forçado a gravar X ou Y.

Deixa-me muito feliz, ler mensagens de admiradores a dizerem-me que a minha música marcou lhes numa fase boa da vida, que me ouvem para encontrarem paz, que começaram a namorar ao som da minha música.

Como qualquer artista, ler ou ouvir estes elogios é muito bom. Confesso que também acho estranho. Pois normalmente, eu também sinto, choro, namoro, rio ao som da música de outros artistas. Por acaso também já aconteceu ao som da minha.

 

 

Como é que caracterizas este teu primeiro álbum?

Este meu 1º álbum é todo um fruto de muito trabalho e anos de luta.

É a realização de um sonho tornado em algo físico.

Todos os temas, tenham sido ou não escritos por mim, falam da minha vida pessoal, luta pessoal e profissional, amores, desamores. É algo muito honesto e sincero.

Posso dizer que o gravei numa fase péssima da minha vida. Em que tinha que cantar a esperança e coisas boas, e estava a atravessar um grande problema pessoal.

Mas estou muito feliz com o resultado. 

Acima de tudo, porque o meu produtor e amigo José Castanheira soube captar a minha essência em cada frase, em cada música.

 

 

Se tivesses que escolher, de entre as 13 faixas, aquela que melhor te define, qual seria?

É muito complicado escolher apenas 1 dos 13 temas.

Visto ter sido eu, em conjunto com a Farol e o meu Produtor a escolher todos os temas.

Cada um tem o seu momento, ouço conforme o meu estado de espírito, e mexem comigo de forma diferente. Gosto de todos.

 

 

Quais são os teus planos para 2016? Vamos ter novo trabalho, ou vais continuar a divulgar o álbum “Bruno Correia”?

Espero que o ano 2016 seja um ano repleto de coisas boas.

Muita estrada, TV, amava voltar a representar, gostava muito de fazer novela em Portugal.

Assinei contrato com a Up Music (meus novos managers), sou embaixador em Portugal da DHI (uma das maiores empresas a nível mundial de transplante capilar, etc.).

Gostava de ser convidado para o " Dança com as Estrelas" e poder aprender mais sobre a arte de dançar, pois adoro dançar.

Gostava que houvesse outro "Rising Star" e gostava de ser júri.

Vou continuar a promover o meu 1º CD "Bruno Correia" e já estamos em fase de escuta de novos temas.

Há muitos projetos que ainda não posso desvendar, muitas ideias minhas e da UpMusic que irão ser concretizadas.

Acima de tudo, o que eu mais desejo é ser feliz a fazer o que mais amo, cantar.

 

 

Muito obrigada pela tua disponibilidade! Desejo-te muito sucesso no futuro.

 

 

Sabe mais sobre o Bruno Correia em:

https://www.facebook.com/BrunoCorreiaPaginaOficial/

 

 

Nota: Esta entrevista teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens, e foi realizada para a Blogazine n.º 12.

Entrevista aos HMB

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Por certo já ouviram falar dos HMB, uma banda portuguesa que tem marcado a diferença no soul e R&B, com músicas de qualidade cantadas em bom português.

Embora tenha sido fundada em 2007, foi em Março de 2012 que a banda lançou o seu disco de estreia - “HMB” - um disco que fala do amor e da complexidade dos relacionamentos, e nos pretende despertar para as causas sociais e a convivência em sociedade. “DIA D” foi o single de apresentação escolhido.

 

 

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Em 2014, chegou o segundo álbum dos HMB, intitulado “Sente”, com participações de Da Chick, Samuel Úria, DJ Ride e Sir Scratch.

Apostando numa tendência mais “dançável”, o single Feeling” fez, certamente, subir as temperaturas nas pistas de dança no verão desse mesmo ano, e muitos portugueses renderem-se ao ritmo das músicas dos HMB!

A banda tem como prioridade dar a conhecer a sua música, e chegar às pessoas, relegando para segundo plano a vertente mais comercial.

 

 

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Este ano, vem aí mais um álbum a caminho, e o primeiro tema a ser lançado conta com a colaboração de uma fadista bem conhecida de todos nós – Carminho!

Intitulado “O Amor é Assim”, este tema tem tido uma excelente aceitação e críticas positivas por parte do público, tendo sido tocada pela primeira vez, ao vivo, no estúdio da Time Out, no Mercado da Ribeira, em Lisboa, precisamente no Dia de S. Valentim!

Para nos falar um pouco mais sobre o seu percurso na música e as novidades que ainda nos esperam, os HBM aceitaram o convite, e concederam esta entrevista na qual ficarão a saber, por exemplo, como é que eles se juntaram, e de que forma foi escolhido o nome da banda, entre muitas outras curiosidades!

 

 

 

 

 

Para quem ainda não vos conhece, quem são os HMB?

Somos um grupo de cinco amigos de longa data que têm uma paixão por boa música, bem tocada e que chegue a um público cada vez maior.

 

Como é que surgiu este nome para a banda?

HMB tem tido vários significados ao longo dos anos, e neste momento, significa acima de tudo o que referi acima: Boa música, com mensagem pertinente, que possa servir de voz para aqueles que nos ouvem.

 

A banda foi formada em 2007, mas o álbum de estreia só chegou em 2012. Que trabalho foram desenvolvendo ao longo desses 5 anos?

Ao longo desse tempo, fomos descobrindo melhor qual é o “som HMB”, ou seja, fomos percebendo como a sonoridade própria de cada um encaixava com os outros e como isso tornaria o nosso som distinto das restantes bandas. Foi um trabalho muito importante, que ainda hoje ocorre, que nos ajuda a perceber qual a direção que queremos traçar enquanto músicos e banda.

 

Hoje em dia, existem muitos artistas/ bandas portuguesas que optam por cantar em inglês, seja pela maior facilidade de expressar a mensagem, ou pelo facto de, dessa forma, chegar a um público mais abrangente e ao mercado internacional. No entanto, a aposta dos HMB foi para músicas em português. Consideram que foi uma aposta ganha? 

 

Sem dúvida. Achamos que a profundidade lírica que conseguimos fazer na nossa língua é superior do que em qualquer outra língua que tentemos. Além disso, acreditamos que não vale a pena pensar no mercado internacional enquanto dentro de portas ainda não se tiver uma posição firmada. Além disso, não nos podemos esquecer que o Português é uma das línguas mais faladas no mundo e se encontra espalhada um pouco por todo o globo.

 

“HMB” foi o vosso disco de estreia, e teve como single de apresentação o tema “Dia D”. Para os HMB o dia do lançamento do primeiro trabalho da banda pode ser considerado o vosso “Dia D”?

 

Foi sem dúvida um Dia D. Não o único, porque temos sido abençoados com uns quantos nesta caminhada que temos feito, mas sem dúvida que foi um marco importante visto que nos deu a conhecer ao grande público.

 

Naptel Xulima”, tema retirado do vosso segundo álbum ”Sente”, chama-nos a atenção para o facto de, muitas vezes, perdermos tempo com coisas que não são relevantes, quando devíamos aproveitar o que de melhor a vida tem para nos oferecer, e sentirmo-nos livres para vivê-la ao máximo. Pode-se dizer que esta letra exprime o “lema” dos HMB?

 

É isso mesmo. Uma das coisas que achamos que marca o nosso som, e que também está um pouco vincada em toda a música soul, é a conscientização social. É comum nas nossas músicas termos este tipo de temáticas, como é possível ver no Naptel, Dia D, CDQP, etc.

 

“O Amor é Assim” é o primeiro single do novo álbum, e foi tocado ao vivo pela primeira vez no dia 14 de Fevereiro. Podemos esperar um álbum, de alguma forma, romântico, ou é mera coincidência?

 

Ainda não é clara a direção que o álbum tomará como um todo, mas é certo que a veia romântica estará presente. Somos uma banda que gosta de música enérgica, mas acreditamos que também somos bastante forte na escrita de baladas, que é algo que também gostamos imenso.

 

Ao longo da vossa carreira os HMB têm atuado em diversos concertos, um pouco por todo o país. Como tem sido a recetividade do público?

A recetividade tem sido muito boa. Temos crescido bastante de ano para ano, tocado cada vez mais de ano para ano e isso acontece porque somos cada vez mais acarinhados pelos nossa base de fãs que tem aumentado de forma contínua desde que começámos nestas andanças.

 

Por onde vão andar os HMB este ano? Já têm algumas datas agendadas?

 

Podemos avançar que já temos cerca de 30 datas marcadas este ano e que muitas mais ainda virão, mas por agora ainda não podemos revelar grande coisa. Mas podemos já garantir que vamos andar de norte a sul do país... e não só.

 

HMB, muito obrigada pela vossa disponibilidade. Desejo-vos muito sucesso!

 

 

Para saberem tudo sobre os HMB, aqui ficam os links da banda:

https://pt-pt.facebook.com/hmbmusic

http://youtube.com/hmbsoulmusic

 

Esta entrevista foi elaborada para a Blogazine n.º 11

A associação Apoio à Vida

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Antigamente, ser mãe aos 15 ou 16 anos era algo que acontecia com regularidade. Hoje, a gravidez na adolescência nem sempre é bem aceite, tanto pelas futuras mães, como pelos próprios familiares, que pensam que as suas filhas ainda são crianças e não têm condições financeiras nem psicológicas para cuidar do bebé que vem a caminho. Por outro lado, consideram a gravidez como um acontecimento que irá prejudicar, de forma irremediável, o futuro dessas adolescentes.

 

Talvez por isso, e pela falta de apoio de quem as rodeia, muitas mães adolescentes tomem, frequentemente, a decisão de abortar. Com a legalização do aborto, essa opção passou a ser a melhor forma de se livrarem de um problema no qual, consciente ou inconscientemente, se colocaram, e que parece incomodar a todos à sua volta.

 

 

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No entanto, existem adolescentes que até querem levar adiante a sua gravidez, e viver a experiência da maternidade, apesar da sua tenra idade. E é, nestes casos, que o apoio dos companheiros, dos pais, da família em geral, e até da própria sociedade, se torna fundamental.

 

Também existem associações que ajudam e acolhem adolescentes e mulheres grávidas, cuja situação socioeconómica, familiar ou psicológica as impede de assegurarem, sozinhas, o nascimento e educação dos seus filhos.

 

 

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Uma dessas associações é a Apoio à Vida, cuja atividade foi iniciada em 1998, e que tenta mostrar que, por mais difícil que seja a situação em que essas adolescentes ou mulheres se encontram, ainda há quem as apoie para que possam tornar a vinda da nova criança desejada e possível.

 

Quem é que a Apoio à Vida ajuda?

* Adolescentes e mulheres grávidas, com dúvidas relativamente à sua gravidez, ou com falta de condições para preparar devidamente a chegada do seu bebé;

* Adolescentes e mulheres grávidas que colocam a hipótese de abortar por alguma pressão externa;

* Mães com bebés recém-nascidos;

* Familiares e amigos de grávidas, e das mães que apoiam, nomeadamente os pais dessas mães ajudadas.

 

 

De que forma é que a associação Apoio à Vida pode apoiar?

O principal objetivo é prestar apoio social e psicológico a todas as adolescentes e mulheres grávidas que a ela recorrem, através de um conjunto de técnicos especializados, como psicólogas, assistentes sociais, técnicas de inserção profissional, e de um importante núcleo de voluntários (médicos, enfermeiras, consultores jurídicos, e outros), que se encontram distribuídos por quatro grandes áreas de intervenção:

 

> Gabinete de Atendimento Externo

Acompanha e ajuda as mães a levar a sua gravidez até ao fim, promovendo e desenvolvendo as suas competências maternas, pessoais e sociais.

 

> Casa de Acolhimento Temporário

Na Casa de Santa Isabel, são acolhidas as mães grávidas em situação de maior dificuldade, que adquirem competências maternas e pessoais, recebem formação em diversas áreas, e são auxiliadas na construção de um projeto de vida que lhes permita conquistar a sua autonomia.

 

> Formação e Inserção Profissional

Através da Escola de Talentos, procuram dar resposta às necessidades de inserção profissional das mães, acompanhando-as na procura de trabalho.

 

> Acompanhamento Domiciliário

O Vida Nova tem por finalidade o acompanhamento das mães nos seus tempos iniciais de autonomização, através de voluntários que as vão apoiando, nomeadamente na organização da casa, na gestão do orçamento familiar, na limpeza e higiene pessoal, e nos cuidados com os filhos.

 

 

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Por isso, se alguma vez estiverem numa situação idêntica e não souberem o que fazer, se se sentirem assustadas, e precisarem de apoio ou, simplesmente, conhecerem alguém que se encontre nessa situação, a braços com uma gravidez inesperada e sem saber que decisão tomar, já sabem que podem contar com a associação Apoio à Vida!

 

Mais informações em www.apoioavida.pt

 

Este artigo foi elaborado para a revista Blogazine n.º 11

A entrevista ao Nelson Freitas

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Nelson Freitas é um cantor, escritor, produtor musical e também proprietário da NelsonFreitas Music (NFM) sendo, neste momento, um dos melhores produtores e cantores da indústria da música africana ou zouk.

O seu percurso na música começou como vocalista do grupo Quatro, com o qual lançou três álbuns.

Mais tarde, estreou-se a solo com o álbum “Magic”, que vendeu mais de 70.000 cópias em todo o mundo, lançando definitivamente a sua carreira.

Neste primeiro trabalho, estão bem vincadas as suas raízes cabo-verdianas, aliadas à sua paixão pelo Hip-Hop, R&B e House, que serviram de inspiração a Nelson Freitas para uma mudança no som contemporâneo da música cabo-verdiana.

Em 2010 foi lançado o seu segundo álbum, "My life", do qual se destacaram títulos como Rebound ChickSaia BrankaNha Primere Amor, e que vendeu mais de 90.000 cópias.

"Elevate", o terceiro álbum no qual contou com a colaboração de artistas e produtores de Angola, Cabo Verde, Congo, Holanda e Marrocos, chegou em 2013.

Deste álbum, e numa parceria com o cantor angolano C4 Pedro, saiu o grande sucesso “Bô Tem Mel”, que esteve durante vários meses em destaque nos principais tops de música nacionais.

Agora, chegou a vez de “Miúda Linda”, que já roda em várias rádios e venceu, inclusive, o prémio de Melhor Música no Kizomba Music Awards.

Para nos falar um pouco mais sobre o seu percurso e carreira, Nelson Freitas aceitou o convite e concedeu uma entrevista para esta edição da Blogazine, que aqui partilho convosco!

 

 

 

 

 

Marta: Nelson, ainda na sua adolescência, teve algumas experiências na dança, como dançarino de breakdance. A dança ainda faz, de alguma forma, parte da sua vida? Continua a gostar deste estilo de dança ou, atualmente, prefere outro género?

N. Freitas: A dança é uma parte muito importante da música que faço, por isso é importante para os meus ouvintes. Hoje em dia não danço assim tanto. Apenas canto, e nos meus espetáculos tenho bailarinos. Mas gosto de ir a discotecas e dançar.

 

Marta: Foi numa pausa como dançarino que integrou, como vocalista, o grupo Quatro, que chegou a lançar três álbuns de originais. Quando é que sentiu a necessidade de enveredar por uma carreira a solo?

N. Freitas: Fazer parte de uma banda foi bom para mim, porque aprendi muito sobre a indústria da música, como escrever e produzir, e quando eu senti que não tinha mais nada a aprender no grupo, decidi enveredar por uma carreira a solo. Já estava com algumas ideias em mente que não poderia aplicar na banda, por isso cantar a solo foi o passo seguinte. Tivemos bons momentos enquanto grupo.

 

Marta: Em 2013 atuou no Coliseu dos Recreios, num concerto que, posteriormente, deu origem ao álbum “Live At Coliseu dos Recreios”, e no qual contou com a presença de vários convidados, entre os quais a sua filha! Foi um momento especial?

N. Freitas: Sim, foi um momento muito especial no espetáculo, na minha carreira e na minha vida. A forma como ela subiu ao palco, vestida de branco, parecendo-se com um anjo, e cantou comigo “I Love You”, foi de tirar a respiração. Ela não estava nada assustada com o facto de cantar perante 5 mil pessoas. Nesse dia nasceu uma estrela!

 

Marta: As suas músicas combinam um pouco de R&B, Hip-Hop, Zouk, Kizomba e música tradicional de Cabo Verde. Considera que os portugueses estão, atualmente, mais abertos a estes ritmos e estilos musicais?

N. Freitas: Sim, temos trabalhado muito ao longo todos estes anos na elaboração da nossa música e do nosso som, e sinto que se está a tornar cada vez mais corrente.

 

Marta: Em algumas das suas letras, costuma misturar crioulo com inglês. É uma combinação que tem resultado de forma positiva?

N. Freitas: Sim, são línguas nas quais me sinto à vontade porque os meus pais são de Cabo Verde e o meu pai vive em Nova Iorque desde os meus 10 anos, por isso tenho ouvido estas línguas desde criança. Misturá-las faz parte do meu estilo. Adoro ser diferente e tem funcionado comigo.

 

Marta: Com a colaboração de artistas e produtores de diferentes etnias, na produção e edição de “Elevate” nota, tanto a nível de experiência como de criatividade, alguma diferença ou evolução entre o primeiro álbum “Magic” e “Elevate”?

N. Freitas: O último álbum chama-se “Elevate”, então acho que isso responde, de certa forma, à pergunta.

 

Marta: A nova música “Miúda Linda”, venceu o prémio de Melhor Música no Kizomba Music Awards. Depois do estrondoso sucesso do tema “Bô Tem Mel”, considera que “Miúda Linda” é um sucessor à altura?

N. Freitas: Penso que irá ultrapassar “Bo Tem Mel” porque “Miúda Linda” já tem mais de 12 milhões de visualizações no Youtube, em apenas 3 meses, graças aos fãs.

 

Marta: Que projetos tem para este ano a nível musical?

N. Freitas: Estou a trabalhar no meu novo álbum, cujo primeiro single foi lançado a 26 de Fevereiro.

 

Marta: Nelson, muito obrigada pela sua disponibilidade e colaboração!

N. Freitas: Obrigado por esta entrevista.

 

 

Aqui ficam os links para ficares a par de todas as novidades sobre o Nelson Freitas:

http://www.nelsonfreitasonline.com/

https://www.facebook.com/nelsonfreitasonline

 

Apoio Universal Music Portugal / Kayo Sound

 

 

 

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