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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Deixei-te Ir, de Clare Mackintosh

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Sabem aqueles desafios que nos costumam surgir, de frases com palavras pela metade, ou frases escritas no sentido inverso que, ainda assim, conseguimos decifrar porque o nosso cérebro faz a associação automática?

Também na escrita, acontece o mesmo. O autor do livro pode descrever dois acontecimentos separadamente, e o nosso cérebro fazer a associação entre os dois, sem qualquer dúvida. Por vezes, essa associação é correcta. Outras vezes, não. Pode apenas servir para o autor conduzir o leitor ao caminho que quer que ele siga, para depois o impacto da verdade ser maior. Ou significa apenas distracção ou falta de atenção do leitor.

Não sei se a autora de "Deixei-te Ir" teve alguma dessas intenções, mas a verdade é que o meu cérebro associou, de tal forma, uma coisa à outra que passei metade do livro, enganada!

De facto, nesta história, nada é o que parece. Nem sempre aqueles que julgamos vítimas são as verdadeiras vítimas. Nem sempre os que julgamos bons o são de verdade. Nem sempre aqueles que nos parecem culpados, têm culpa.

A qual destes grupos pertencerá Jenna Gray? Quem poderá confiar nela, e em quem poderá ela confiar?

Um livro a ler, para quem gosta do género!

 

SINOPSE

"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenna, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."

Estou a Ver-te, de Clare Mackintosh

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Comecei a ler este livro, e percebi que é mais um daqueles que não entusiasma logo às primeiras páginas. Como eu costumo dizer, tem muita "palha".

Mais à frente, começamos então a entrar no que interessa e eu, com os meus palpites, disse para comigo que, se fosse eu, teria escolhido determinada personagem para mau da fita.

Percebo, no final, que a autora, mesmo sem saber, me fez a vontade!

 

Costuma-se dizer, muitas vezes, que devemos sempre agir como se estivéssemos a ser observados. 

E se, de facto, estivermos mesmo a ser observados?

Se alguém por aí souber exactamente o que nós levamos vestido, onde moramos, onde trabalhamos, que percurso fazemos habitualmente, se usamos escadas ou elevadores, se costumamos andar sozinhas ou acompanhadas... E se esse alguém resolver partilhar, com quem quiser, todas essas informações?

E se, à custa disso, começarem a aparecer mulheres roubadas, violadas, assassinadas?

Imaginem que era a vossa foto que viam, no lugar onde outras tiveram antes, com um destes finais atrás referidos.

Seria possível não nos tornarmos paranoicas, e procurar o inimigo em cada pessoa com quem lidamos, e em cada desconhecido com que nos deparamos no dia a dia?

Seria possível ignorar que, a qualquer momento, podemos ser atacadas e perder a vida?

E se, em vez de nós, esse perigo se tornar real para a nossa filha, numa espécie de jogo de gato e rato, e não pudermos fazer nada para o impedir?

Será que a polícia vai descobrir quem está por detrás deste site, usado para fins criminosos, e evitar que mais alguém seja apanhado na rede?

 

Sinopse:

"Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. 

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. 

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo."

Um Gato de Rua Chamado Bob

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No passado fim-de-semana vi, finalmente, o filme sobre a história do gato Bob e o seu dono, James Bowen.

A expectactiva era alta, sobretudo depois de ter lido os dois primeiros livros.

 

As conclusões a retirar são as seguintes:

- o gato Bob é lindo e único, sem dúvida o grande protagonista

- o actor que deu vida a James foi muito bem escolhido, e gostei muito da sua prestação no filme

- o filme em si, deixou muito a desejar, estava à espera de muito mais, de muitas emoções como as que os livros provocaram, e a única cena que se aproximou de algum tipo de emoção foi aquela em que o Bob fugiu e esteve uns dias sem aparecer

 

Foi, de certa forma, uma desilusão.

A Oportunidade de Emma

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Como gostamos muito de cavalos, o meu marido gravou este filme para vermos, sobre uma rapariga que, depois de se meter em sarilhos, tem como castigo cumprir serviço comunitário no Red Bucket Equine Rescue - um rancho onde se encontram cavalos e burros resgatados de situações de abandono ou maus tratos, com uma escola para os potros, e actividades que visam reabilitar e recuperar a confiança dos animais nos humanos.

 

Como todos os adolescentes, Emma tem um grupo de amigos e amigas que, nesta altura, se metem muitas vezes em problemas e confusões. E, como sempre, sobra sempre para quem menos tem a ver com eles.

Neste caso, depois de convencerem Emma a ir com eles, supostamente para lhe darem boleia para casa, param junto a um rancho, onde uma amiga de Emma entra, à noite, como desafio.

Ao ver que ela nunca mais sai, e porque mais ninguém parece querer ir atrás dela, Emma seguelhe os passos. Quando finalmente a encontra e a amiga foge a cavalo, é Emma a única que é apanhada pela polícia, e que assume a responsabilidade pelo erro de todos, sendo a única a levar o castigo.

 

 

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No entanto, o que começa por ser uma mera obrigação, a cumprir o quanto antes, acaba por se tornar numa luta para salvar o rancho, e os cavalos que dele dependem.

A Oportunidade de Emma é a prova de que, por vezes, é nos erros mais estúpidos, que descobrimos o caminho mais acertado para a nossa vida.

 

 

O Red Bucket Equine Rescue é real, situa-se em Chino Hills, na Califórnia, e podem ficar a saber mais aqui:

http://redbucketrescue.org/

https://www.facebook.com/pg/redbucketrescue/

 

Escrito na Água, de Paula Hawkins

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Confesso que as primeiras páginas deste livro não me entusiasmaram.

É preciso alguma atenção, porque são muitas as personagens apresentadas, e que parecem não ter qualquer relação entre si, nem com a história em si.

Tudo gira em torno do "poço das afogadas", um local onde já várias mulheres perderam a vida, em circunstâncias que ninguém parece saber, ou querer, explicar.

Nel andava a investigar, por sua conta, todas as histórias. Mas queria fazer a sua pópria versão das mesmas. O seu trabalho incomodava quase todos os que ali viviam. Até ao dia em que, também ela, aparece morta no rio.

Nickie, que todos consideram uma velha louca, pode ser a única a saber a verdade. Fala com os mortos, ouve-os, sabe como tudo aconteceu. Mas ninguém lhe dá ouvidos. Por isso, ela fica calada. Ou talvez tenha contado a Nel, antes de ela morrer...

Numa história em que todos parecem suspeitos, ou ter motivos para acabar com a vida de Nel, só no final se vai descobrir quem o fez, embora antes disso se comece a revelar o mistério.

O que mais me agradou nesta história foi, decididamente, o final que a autora lhe deu!

Depois de imaginar a cena que pensava ser a verdadeira, fiquei mesmo surpresa e a pensar "A sério? Tão simples quanto isso?" 

 

 

SINOPSE

"Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente." 

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