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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Experiência Belko

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Um filme não aconselhável a pessoas sensíveis a sangue!

 

Começamos a ver o filme e pensamos "uau, também quero um emprego assim, com direito a carro, apartamento, e outras regalias"!

De resto, colegas simpáticos, outros meio malucos e, como não podia deixar de ser, algumas "ovelhas negras".

A empresa fica na Colômbia, isolada, tendo apenas a rodear campo e algumas vacas a pastar.

O que se faz nesta empresa? A que é que se dedica?

 

Num dia normal, como outro qualquer, estão todos a chegar ao trabalho mas, desta vez, os guardas são novos, e estão a mandar de volta para casa os nativos, deixando apenas seguir os restantes funcionários. Uma nova colega inicia o seu trabalho naquele dia.

Leandra sente-se incomodada com o assédio de um colega, mas logo se esquece, quando chega o namorado, Mike, apenas interrompidos pelo chefe, que disfarça.

 

 

Tinha tudo para ser um dia normal, mas não o será!

De repente, ouvem uma voz que lhes diz que têm que jogar o jogo e seguir à risca as regras,se quiserem sobreviver. A edifício é, automaticamente, fechado com metal que impede qualquer um de sair, e quem quer que queira entrar.

A primeira etapa consiste em matar 3 colegas de trabalho, ou morrerão 6 deles. Ninguém acredita, pensando tratar-se de uma piada. O chefe tenta manter a calma, evitar o pânico entre os funcionários e minimizar a situação. Até que começam as primeiras mortes. No início, pensam que serão balas, mas depressa percebem que o que os matou foi algo no interior - o chip que lhes colocaram ao entrar na empresa, e que afinal é uma bomba.

 

Mike, mostrando um enorme sangue frio, tenta tirar o seu próprio chip, mas é obrigado a parar, sob pena de o fazerem explodir.

As pessoas começam a entrar em desespero, e aqueles que deveriam ser mais sensatos, são aqueles que vão tentar salvar a sua própria pele, nem que tenham que matar até os que lhes são mais próximos.

 

A última etapa do jogo, agora que a maior parte dos funcionários está morta, consiste em acumular mortes. Aquele que tiver mais mortes no seu "curriculo", vence.

 

Conseguirá alguém sair daquele edifício com vida ou, no final, não escapará ninguém? Deixariam alguém que passou por aquela claustrofobia e pesadelo, sobreviver para contar a história?

Será que aquela empresa - a Belko - não passa de uma fachada para algo mais macabro que está a ser levado a cabo pelo governo, e que os funcionários não passam de cobaias?

 

Um filme em que veremos, apesar de tudo, pessoas com carácter, entre as quais destaco a postura do segurança, bem como o pior do ser humano que, no fim, só se quer salvar. É cada um por si.

É matar, ou morrer!

 

 

 

Ao Fechar a Porta, de B.A. Paris

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O que posso dizer deste livro?

Lembra-me aquele ditado "Quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro".

Lemos a sinopse, e pensamos de imediato "alguma coisa se passa".

Começamos a ler o livro e pensamos "O Jack é um sacana controlador, que não deixa a mulher fazer nada sozinha".

É sufocante não poder almoçar sozinha com as amigas, não ter o seu próprio dinheiro, o seu próprio telefone, o seu próprio endereço de email, uma caneta que seja ou um bloco de notas na mala, e por aí fora.

Mas, será só isso que aquela porta esconde? Ou existirão outros segredos mais macabros? Será Grace, de facto, a vítima que aparenta, e o Jack o mau da fita que a autora dá a entender?

 

Confesso que esperava muito mais desta história, e muito mais da Grace, embora não faça ideia se, no lugar dela, não faria o mesmo. No final, sim, teve a minha aprovação, pela forma como deu a volta, escapando impune.

Surpreendeu-me que a chave para tudo tenha vindo de quem menos se esperava, e da forma como foi oferecida.

Se, na maioria das vezes, as mulheres conseguem ser "cabras" umas com as outras, ainda existem algumas que são solidárias, nos bons e maus momentos. 

E se, convivendo com os outros, achamos que os conhecemos bem e nem nos apercebemos de algo errado, ainda há quem decifre o enigma, e consiga perceber que existe um ponto negro, no meio de uma tela branca.

Mas este livro desiludiu-me, sobretudo, pela previsibilidade. 

 

 

SINOPSE

"Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. 

Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira? 

Um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder."

 

 

 

Génesis, de Karin Slaughter

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Por vezes, quando lemos uma história, perguntamo-nos o porquê de a autora estar a falar tão pormenorizadamente daquelas personagens, que são apenas meros figurantes, e que nada adiantarão à mesma.

Porque, por vezes, é nas personagens mais insignificantes que está a chave!

E, tal como essas personagens nos passam quase ao lado, também na hora de cometerem os crimes, elas passam ao lado das vítimas e dos próprios investigadores, como se não tivessem qualquer papel a desempenhar naquela trama.

 

Will e Faith vão, desta vez, investigar o que aconteceu a Anna e a Jackie, duas mulheres que conseguiram escapar de uma caverna de tortura. A primeira, está a lutar pela vida, no hospital. A segunda, matou-se depois da fuga.

Nos dias seguintes, mais duas mulheres desaparecem em circunstâncias misteriosas, suspeitando-se que tenha sido a mesma pessoa que raptou as primeiras.

Em comum, têm o facto que serem apelidadas de "cabras", não terem amigos, ninguém simpatizar com elas, terem problemas de anorexia, e de terem uma boa vida e dinheiro.

Mas, quanto mais investigam, mais andam em círculos, sem chegar a nada em concreto.

Enquanto isso, há uma criança entregue aos serviços da assistência social, à espera que encontrem a mãe, e um bebé que ninguém sabe onde, e em que condições estará, à espera de ser encontrado.

Para ajudar Will e Faith, surge a personagem Sara, uma antiga médica legista, que fará uma análise com base nos seus conhecimentos, e poderá ajudar a desvendar o mistério.

 

Nesta história, Will, que é normalmente uma pessoa calma e ponderada, perde a cabeça e quase mata uma pessoa. Será que Amanda, a sua chefe, vai gostar disso? E Will, como irá ele lidar com essa falha?

Já Faith, descobre que está novamente grávida, e que é diabética. Como irá ela conciliar estas duas condições, com o seu trabalho de investigadora?

Amanda resume esta dupla da seguinte forma:

 

Um pateta disléxico com um problema de temperamento e uma diabética gorda e fértil a quem faltam conhecimentos rudimentares de controlo de natalidade!

 

Quando tudo e todos parecem estar contra eles, e numa corrida contra o tempo, serão Will e Faith capazes de resolver o caso?

 

 

SINOPSE
 

"Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.

A caça ao homem já começou.

Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…"

Ligações Arriscadas, de Sandra Brown

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Mais um livro da Sandra Brown acabadinho de ler, para juntar à colecção!

 

Pontos positivos:

Continua a inovar e a reinventar-se a cada nova história com que nos presenteia, e a manter o suspense até ao final, sem sabermos bem quem é o mau da fita, e que segredos escondem as personagens, embora neste caso tenha desvendado cedo o autor, deixando apenas por descobrir o motivo.

 

Pontos negativos: 

Não me cativou logo nas primeiras páginas, ao contrário dos restantes;

Parece-me que detectei neste livro alguns erros de escrita  e, até mesmo, uma forma de escrever que nem parece a Sandra Brown como a conhecemos;

 

Crawford Hunt é um ranger texano, pai de uma menina que deixou, durante 4 anos, à guarda dos avós, por ter percebido que não estava em condições de cuidar dela naquela altura.

No entanto, após várias sessões com a psicóloga, e verificando-se as condições para ficar com a guarda da filha Georgia, ele assim fez, requerendo essa mesma guarda ao tribunal.

No dia em que a juíza Holly se iria pronunciar e proferir a sentença, ocorre um atentado na sala do tribunal, acabando Crawford por salvar a vida da juíza, e pondo em causa o seu objectivo de ficar definitivamente com a filha.

E se, num primeiro momento, Crawford é visto como um herói, no seguinte, torna-se no principal suspeito. À medida que a investigação avança, e que o ranger fornece aos investigadores as pistas que vai descobrindo, e que se inclinam numa direcção, estes têm uma leitura e perspectiva diferente, que os leva direitinhos a Crawford. E ele está cada vez mais próximo da juíza Holly...

Mas não será só este incidente a dificultar-lhe os planos. O sogro também não vai descansar enquanto não o vir longe de Georgia, de preferência, preso. E, diga-se de passagem, Crawford proporciona-lhe esse desejo quase de bandeja, devido à sua impulsividade.

 

Quem vencerá a batalha pela guarda de Georgia?

Estará a juíza Holly a unir-se ao seu potencial assassino, sem o saber?

Na vida, existem ligações arriscadas, que levam muitas vezes a um desfecho inesperado...

 

SINOPSE

"Crawford Hunt acabou de preparar o quarto novo da filha. Em tons de rosa, a cor preferida de Georgia. No dia seguinte, se tudo correr bem em tribunal, a sua menina voltará para casa depois de quatro anos de ausência.
Após a morte da mulher, Crawford - ranger de profissão - mergulhou numa profunda depressão. Mas desde então fez tudo ao seu alcance para dar a volta por cima. O seu destino encontra-se agora nas mãos da juíza Holly Spencer.

Porém, tudo aquilo que ele conseguiu com tanto esforço vai ser posto à prova na sala de audiências, quando um homem armado dispara contra Holly. Instintivamente, o ranger protege-a. Não podia saber que estava a pôr em causa o seu futuro com Georgia… pois, por um lado, acaba de mergulhar num mistério do qual dificilmente sairá ileso. Por outro, vai comprometer a própria Holly. A juíza faz tudo para reprimir os seus sentimentos, mas revela-se incapaz de negar a surpreendente - e altamente inapropriada - atração que sente pelo ranger.

Sob o peso de tamanha responsabilidade, Crawford sente o seu mundo descarrilar de novo. Não pode perder a filha… mas para poder recuperar a sua vida de outrora, precisa desesperadamente de pôr fim a uma situação impossível.

Um vertiginoso thriller sobre a importância dos laços de família e os segredos que estamos dispostos a guardar para os proteger…"

Operação Eye In The Sky

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Este fim de semana vimos o filme Operação Eye In The Sky.

Confesso que, quando li a sinopse, imaginei algo diferente que não o que, de facto, narra o filme.

Mais do que acção, o filme conta sobretudo com suspense, do início ao fim. 

 

Um dos grandes contrastes que é flagrante no filme, está relacionado com duas crianças: uma, filha de um político, habituada a ter tudo o que quer, pediu ao pai para lhe comprar uma boneca, e quando se percebe que não era exactamente a que ela queria o pai, a entrar para uma reunião de extrema importância, encarrega um subordinado de fazer a troca; a outra, uma menina de Nairobi que só pode brincar, às escondidas dos restantes habitantes, com um arco que o pai lhe fez, e que vende pão nas ruas para ganhar algum dinheiro para a família. No final, o pai da primeira leva a boneca, entretanto trocada, para casa, como se nada tivesse acontecido. Vai para junto da família, e há-de continuar a mimar a filha ao longo da vida. Já os pais da segunda, estão a levar a sua menina para o hospital, em risco de vida.

 

Eye In The Sky mostra ainda como são, muitas vezes, tomadas as grandes decisões políticas por quem de direito, num retrato que pode não ser exactamente fiel, mas não andará muito longe da verdade. Desde um ministro que dá ordem para matar, aborrecido por terem interrompido o seu jogo de ping pong e ansioso por voltar ao mesmo, a outro que troca opiniões sentado numa sanita, devido a problemas gastrointestinais provocados pelos camarões da refeição.

 

Mas também há espaço, no meio de tanta indiferença e frieza, para pessoas com sentimentos, que não matam a qualquer preço e tentam ao máximo encontrar alternativas relembrando, sem receios, os seus superiores que há protocolos a cumprir, recusando-se a acatar as ordens sem que isso seja feito.

 

No entanto, perante uma missão prestes a ser bem sucedida, numa oportunidade que dificilmente voltarão a ter, há que contornar a questão que bloqueia o avanço da operação, com alguma persuasão, com alguns dados falsos que constarão mais tarde no relatório oficial, em detrimento dos reais, com os quais nunca teriam seguido em frente. 

 

É por isso que, também na vida real, muitas vezes as coisas parecem não bater certo, e fica sempre a dúvida. Mas é um pequeno preço a pagar, e a pesar de forma mais leve ou mais intensa na consciência de cada um dos envolvidos.

 

O que é certo é que, o que quer que tenha acontecido e independentemente da forma como se sente e como vê cada um dos protagonistas da missão, no dia seguinte têm que regressar ao trabalho, como se nada se tivesse passado no anterior.

Isto, para aqueles que ainda tiverem a oportunidade de regressar porque, por vezes, os operacionais arriscam a sua vida, nestas missões, e acabam por perdê-la. Mais um dano colateral...

 

Mas, afinal, que história nos conta o filme "Operação Eye In The Sky"?

Tudo começa por ser uma operação de captura a três dos terroristas mais procurados, que rapidamente se converte para morte dos mesmos, perante a ameaça de ataques terroristas.

A grande questão, em termos políticos e jurídicos, é obter a autorização para atacar mortalmente os terroristas, através de mísseis lançados à casa onde se encontram. Uns, defendem essa missão, outros não a vêem com bons olhos. Em causa estão relações políticas com outros países com quem têm acordos, e que poderão ser postas em causa, provocando danos maiores.

O que é preferível: assassinar três terroristas, de tantos que andam pelo mundo fora, correndo o risco de despoletar guerras que matarão muitas mais pessoas? Ou deixá-los partir, sabendo que continuarão a cometer ataques, também eles devastadores?

 

Mas o que vai mesmo pôr os diversos políticos a debater-se entre o "sim" e o "não", é o facto de se encontrar uma menina inocente no local de impacto do míssel, naquilo a que apelidam de "dano colateral".

Se abaterem os terroristas, a menina morre, mas evitam possíveis ataques que ocorreriam, se nada fizessem. A morte de uma, pela vida de muitos. Por outro lado, a morte da menina é certa. As restantes, potenciais.

 

Ao longo do filme, vi o meu marido mudar muitas vezes de "lado", ora apoiando uns, ora colocando-se contra eles. Para mim, é difícil tomar partido, e é por isso que também não me envolvo em política. Não são decisões fáceis, e qualquer uma delas terá repercussões negativas.

 

Qual será a decisão final?

 

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