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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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A Bailarina - o filme

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Assim que vi a apresentação do filme soube que o queria ver.

E, na segunda-feira, lá fomos nós ao cinema ver A Bailarina!

A sala estava quase esgotada, e a maioria dos espectadores eram, claro, as crianças.

 

 

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A história em si não traz nada de novo. Fez-me lembrar um filme da Barbie, em que a personagem principal vai ser ajudada e treinada para ser uma grande bailarina.

Mas, ainda assim, adorei o filme! E gostei logo no início, com uma música espectacular a prenunciar o que aí vinha. E podem criticar a banda sonora deste filme, como já li, mas para mim é perfeita. Tem várias músicas que gosto muito, e que fazem todo o sentido.

 

Se querem ver o filme e manter a surpresa, não leiam o resto do post.

 

 

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Tudo começa com dois amigos, órfãos - Felícia e Victor - a fazerem planos para fugir do orfanato onde vivem, para concretizar os seus sonhos - o dela, de ser bailarina, e o dele, de se tornar um grande inventor.

E é assim que ambos vão parar a Paris, onde tentarão mostrar aquilo que valem. 

 

Sobre Felícia, há uma frase que a define "tens a energia de uma bala, e a leveza de um elefante".

 

 

 

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Ela vai ter que treinar muito e melhorar a sua técnica, que é a única coisa que lhe falta.

Se é verdade que qualquer um, com maior ou menor dificuldade, consegue adquirir alguma técnica trabalhando para isso, também é verdade que a paixão pelo que se faz, neste caso a dança, nem todos a têm e sentem.

 

Pelo caminho, Felícia vai cometer erros e ter atitudes menos correctas com as pessoas que mais a ajudaram, como Victor e Odete. Isso irá sair-lhe caro, e prejudicar quem a ajudou. E ela vai voltar para o orfanato, desta vez sem a alegria e vivacidade de antes.

 

Como em todas as histórias, existem os maus da fita, a menina rica e mimada que quer o protagonismo só para si, os aparentemente duros, mas que escondem um coração bondoso, e os amigos tontos.

 

 

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Felícia perdeu para Camila a oportunidade de dançar ao lado de uma das maiores bailarinas daquele tempo, interpretando o papel de Clara, em Quebra Nozes. Em vez disso, está a arrumar a cozinha no orfanato, e os seus dias vão passando, sempre iguais. Mas, poderá ela ainda vir a ser uma bailarina?

 

 

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E o que terá acontecido a Victor, que ficou em Paris?

 

Poderão mesmo os sonhos tornar-se reais, se nunca desistirmos deles?

 

Para mim este é já um dos grandes filmes de animação do ano!

Se puderem, vejam.

Transcendence: A Nova Inteligência

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Um filme que tem fantasia a mais para o meu gosto, mas que nos faz pensar em algumas coisas como:

- ter cuidado com aquilo que desejamos porque, um dia, quem sabe, isso pode vir a ser concretizado, e tornar-se mais assustador do que benéfico

- a ciência é espectacular, mas há certas coisas que devem permanecer como estão, e deixar a natureza seguir o seu curso, sem interferir

- por muito boas que sejam as intenções de alguém, quando se lança nestas experiências, até que ponto a capacidade de controlar tudo e todos, e o próprio mundo, não desviarão alguém do seu carácter, e a sede de poder não a levará a actos abomináveis?

- poderá uma máquina substituir um humano a todos os níveis, e ser vista pelos demais como se fosse a pessoa, e não a máquina, que ali está à sua frente?

 

 

 

Sinopse:

"Will Caster é um dos mais importantes investigadores no campo da Inteligência Artificial, dedicando toda a sua vida a criar uma máquina capaz de pensar e sentir por si mesma. As suas experiências e criações controversas tornaram-no famoso na sua área de estudo, mas transformaram-no também num dos principais alvos dos grupos extremistas antitecnologia. Com o projecto quase concluído, Will é atacado por um grupo terrorista e deixado gravemente ferido. Antes que ele morra, Evelyn, a sua mulher, insere no seu cérebro um protótipo que lhe retira a consciência e a transfere para um supercomputador. Evelyn verifica que a mente de Will ressuscitou no processador da máquina e que continua a funcionar na perfeição. Porém, Caster revela uma vontade de adquirir conhecimento que parece ter perdido qualquer noção dos limites. Decidido a ganhar poder e controlar o mundo, ele tem um objectivo muito específico: tentar convencer a mulher a ligá-lo à internet para que ele se possa propagar por todos os computadores existentes e criar uma inteligência colectiva. Apesar de isso significar o sucesso de décadas de estudo e total dedicação, Evelyn percebe o impacto que poderá ter não apenas na sua vida, mas na de toda a Humanidade." 

Mestres da Ilusão 2

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Todas as críticas que li sobre este filme foram, de uma forma geral, negativas.

Ainda assim, e porque prefiro ser eu a tirar as minhas próprias conclusões, vi-o no passado fim de semana.

No primeiro filme, havia um objectivo concreto, e a surpresa no final foi enorme, quando percebemos quem esteve por detrás de tudo aquilo.

Neste segundo filme, os cavaleiros voltam ao ataque, com uma missão em que acabam por ver o tiro sair pela culatra, sendo que os próprios ilusionistas irão ser enganados, e eles próprios vítimas de um truque, que os leva a ter que sobreviver sozinhos, em Macau.

Como se isso não bastasse, o seu líder é denunciado, e vê-se obrigado a juntar-se ao homem que anteriormente enviou para a cadeia, para salvar os seus companheiros.

 

 

Este filme serve, sobretudo, para mostrar duas coisas:

Por vezes, não gostamos que haja alguém que nos lidere, e desejamos ser nós mesmos esse líder, achando que faremos melhor. Ora, basta que algo corra menos bem, e nos vejamos numa situação propícia, para pôr em prática aquilo que há muito queríamos. A questão é que querer nãoé o mesmo que estar preparado, e conseguir. Quando nos falta humildade e o poder nos sobe à cabeça, deixamos de ver, e as coisas podem correr mal.

É nessa altura que chega o verdadeiro líder que, apesar da traição, continua ao nosso lado e nos ajuda nos momentos que dávamos por perdidos. 

 

Quando estamos cegos pela vingança e sede de justiça, acreditamos apenas numa única verdade - a nossa. Mas nem sempre as coisas são o que parecem, nem sempre os maus são assim tão maus, nem os bons assim tão bons. E, num momento de lucidez, tudo aquiloem que sempre acreditámos pode ser deitado por terra, e mostrar que, muito do que fizemos, foi em vão.

 

 

O que menos gostei neste filme foi o regresso de algumas personagens do primeiro filme, quando poderiam ter trazido novas, que trouxessem um novo mistério.

O facto de continuar sem saber ao certo qual o papel de uma determinada personagem na organização denominada "O Olho". O meu marido diz que ele é "O olho", mas eu acho, ou desejo, que não. Que haja mais para além disso.

No primeiro filme, sabemos que um grande ilusionista perdeu a vida ao tentar um truque arriscado. Mas ele próprio dizia que tinha sempre um truque na manga.

Por isso, e havendo um terceiro filme (parece que já existem negociações para tal), gostaria que fosse esse ilusionista "O Olho". Que ele tivesse sobrevivido ao acidente, com o tal truque na manga, e que estivesse por detrás de tudo.

 

 

A não ser assim, ou este terceiro filme traz algo de muito surpreendente e novo, ou acabará por ser mais do mesmo, sem qualquer lógica.

 

Encontras-me no Fim do Mundo, de Nicolas Barreau

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Depois de toda a novela com a aquisição deste livro, que se encontra esgotado em algumas lojas, e noutras não, chegou-me às mãos pela Leya.

 

É um livro pequeno, que se lê bem, e que gostei, embora estivesse à espera de muito mais do que aquilo que ele tem para oferecer.

 

Jean Luc é um homem que, depois de uma carta de amor mal sucedida na adolescência, e da reacção à mesma por parte da sua amada, jurou nunca mais voltar a escrever outras cartas.

A par com essa resolução, Jean Luc é hoje um homem que vive rodeado de várias mulheres, sem nunca se envolver a sério com nenhuma. Elas são tantas que, por vezes, é difícil tentar descobrir qual delas poderia ter enviado aquela carta misteriosa que recebeu na sua caixa do correio.

Assinando como Principessa, e escrevendo num tom a fazer lembrar séculos passados, esta misteriosa mulher lança-lhe um desafio: escrever-lhe de volta, e tentar descobrir quem ela é.

Jean Luc achou que seria muito fácil e que, com as palavras certas, a convenceria a mostrar-se em pouco tempo.

Mas a Principessa revela-se uma mulher inteligente, que lhe vai dar a volta, fazendo-o apaixonar-se por si, fazendo-o respeitá-la e, num determinado momento, até sofrer com o seu silêncio, até que ele procuncie as palavras mágicas, que o levem a encontrar-se com ela, no fim do mundo.

É quando ele percebe que, no fundo, ela estava ali tão perto, e nunca tinha reparado nela!

 

Juntos para Sempre - Saí do cinema apaixonada por cães!

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Já tinha visto o trailer, e sabia que ia gostar. Sabia também que iria chorar. E lembrar-me da Tica, claro!

O que eu não sabia, é que sairia da sala de cinema apaixonada por estes animais. É certo que gosto de cães, e por todas as histórias que tenho lido, em que eles entram, e por casos reais a que assisto, essa paixão já tinha vindo a ser semeada. Mas eu, que sou incondicionalmente apaixonada por gatos, dei por mim a pensar que não me importava de ter um cão como estes!

 

"Juntos para Sempre" é um filme que todas as pessoas que gostam de animais deveriam ver.

Talvez seja um filme mais duro para quem, algum dia, já perdeu o seu animal de estimação. Mas  ainda assim, acho que irá gostar.

Ver "Juntos para Sempre" é como estar num ringue de boxe, e estar a levar socos, uns atrás dos outros. Aos primeiros rounds, ainda nos conseguimos erguer por momentos. A meio do combate, já não conseguimos. Depois de soco atrás de soco, rendemo-nos. Só queremos que tudo acabe bem,e que o final chegue depressa.

 

Há de tudo neste filme:

- a amizade entre um cão e uma criança, que vai crescendo à medida que os anos vão passando

- o abandono dos animais, por pessoas sem escrúpulos,no meio do nada

- um cão deixado fechado num carro, com altas temperaturas, e quase a morrer à sede

- pessoas que adotam cães bebés porque são bonitinhos e fofinhos, mas deixam de lhes dar atenção quando crescem

- pessoas que amam os animais e são capazes de tudo por eles e, quando assim é, custa muito mais a despedida

 

E acreditem, ainda hoje, ao pensar naqueles olhos castanhos, fico com um aperto no coração, e um nó na garganta.

Os animais são tão mais inteligentes, verdadeiros, amigos e leais, que a maioria dos humanos, que não há forma de explicar como nos marcam. 

 

A história é narrada pelo protagonista canino do filme, o que ainda contribui mais para nos apaixonarmos, e sofrermos com cada vida que passa, e já não volta.

 

Pode parecer masoquista, mas via este filme novamente. E mais uma vez, e mais uma!

Mas talvez seja melhor verem vocês mesmos, para perceber tudo o que estou para aqui a dizer :)

 

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