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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pior que desiludir os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios

 

No passado domingo, um dos concorrentes do Ídolos, que foi eliminado, desabafava que se sentia mal porque toda a gente na sua terra o apoiava e esperava muito dele, e ele tinha desiludido todas essas pessoas que nele acreditavam.

A meu ver, pior que desiludirmos os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios. Com isso, sim, devemo-nos preocupar e ficar tristes. Por sabermos que podíamos ter feito melhor, dado o nosso melhor, e não o fizemos.

Também temos que ser, nós próprios, a primeira pessoa a nos perdoar por não o termos feito. Os outros, ou estão realmente do nosso lado e nos apoiam, independentemente do que tenha acontecido ou, simplesmente, não nos interessam, nem aquilo que possam pensar!

Sabemos o nosso valor, sabemos aquilo de que somos capazes, sabemos os nossos limites e as nossas limitações. Só temos que aceitar e viver bem com isso. Se nos esforçámos menos do que devíamos, se não mostrámos o que valíamos, vamos lutar para fazê-lo da próxima vez.

A força de vontade e a determinação são, sem dúvida, a chave para ultrapassar cada etapa e cada prova da nossa vida. Nem sempre podemos contar com a sorte. Por vezes, as coisas não correm como esperávamos. Correm mesmo muito mal. E se isso se deveu, de alguma forma, a nós mesmos, devemo-nos responsabilizar. E sentir tristes. Mas não devemos baixar os braços. Devemos, sim, tirar daí uma lição e tentar melhorar daí em diante.

Não com arrogãncia e egocentrismo, mas com atitude, optimismo e confiança! 

Aconteceu aquilo que eu temia...

 

...e tenho uma mistura de sentimentos dentro de mim que nem sei bem explicar.

Acima de tudo, estou em choque. Sabia que um dia isso poderia acontecer, que já estivera mais longe de acontecer, mas ninguém está preparado para quando, de facto, acontece...

Agora está feito, não há nada que eu possa fazer para alterar. Resta-me absorver, digerir da melhor forma possível e esperar por dias melhores...

Não, felizmente ninguém está doente nem faleceu. E também não é mal de amor. Nem o mundo acaba aqui. Mas que custa, custa...E eu sinto-me péssima.

Amanhã será outro dia...Não quero conformar-me. Tão pouco habituar-me. Quero pensar que não voltará a acontecer. Talvez tenha sido apenas um alerta. Quero muito acreditar nisso...

Hoje estou, simplesmente, triste... Com um nó na garganta...Sem palavras...

 

Depressão é uma doença, e tem cura!

 

É verdade que, actualmente, houve uma vulgarização ou generalização, no sentido de muitas vezes não se diferenciar entre um estado de tristeza considerado normal perante determinadas situações, e um estado continuado de tristeza e apatia, anormal, associado a outros indicadores que, aí sim, podem evidenciar um quadro de depressão.

Mas é, igualmente, verdade que a doença existe e pode provocar danos, por vezes irreparáveis, se não for levada a sério e devidamente tratada. 

Não escolhe idade, sexo ou condição social, e é um erro ignorá-la ou considerá-la uma “invenção” dos tempos modernos!

Uma pessoa com depressão perde completamente o interesse por tudo o que antes gostava de fazer, perde vontade de ser feliz, de lutar e, por vezes, de viver.

Sente-se sem forças, sem energia, extremamente cansada ao mais pequeno esforço que faça.

A sua auto-estima baixa drasticamente, enquanto a insegurança e a sensação de inutilidade disparam.

Sensações de medo, associados a um pessimismo exagerado e perda de qualquer esperança podem estar presentes.

Para além de todos os sintomas a nível psicológico, verificam-se também sintomas a nível físico, como dores musculares, abdominais, dores de cabeça, problemas digestivos e outros.

E, embora cause grande sofrimento à própria doente, é um sofrimento que se estende à família, que não sabe o que fazer ou como ajudar a ultrapassar esse estado depressivo. Por outro lado, pode prejudicar a pessoa em termos laborais, e comprometer as relações desta, com aquelas que a rodeiam.

O primeiro passo para o tratamento é assumir que sofre de depressão, e que precisa de ajuda. O segundo passo, é procurar essa ajuda!

O tratamento, que pode combinar intervenção psicoterapêutica e recurso a medicação apropriada é, por vezes, é um processo longo, caracterizado por substanciais melhorias, mas também por algumas recaídas, e deve envolver não só os profissionais competentes, mas também familiares, amigos e pessoas que lhe são mais próximas, às quais é requerido apoio, paciência e dedicação.

A depressão é uma doença, e tem cura! Com a colaboração de todos e, sobretudo, com enorme força de vontade da vítima, é possível ultrapassá-la!

 

Vida triste

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Há pessoas com vidas muito tristes.

Pessoas que não tiveram a infância que deveriam ter tido, que foram obrigadas a crescer mais depressa, que nem sempre tomaram as melhores decisões na vida, e que chegam agora à velhice com a solidão como única companhia.

A pessoa de que falo é apenas uma, entre muitas. Vem de uma família de 5 irmãos, um rapaz e quatro raparigas que, após a morte dos pais, tiveram destinos diferentes.

Não é uma história da gata borralheira, mas também nela existiu a madrasta má. E foi com ela que, juntamente com uma das irmãs, este rapaz foi criado. Pelo que sei, foi a partir daí que tudo começou. 

Primeiro, os maus tratos. Depois, a revolta. E quando percebeu, já estava enredado no mundo do crime. Se foi o caminho mais fácil ou o único possível, é discussão para um outro texto. Mas não terá sido, de todo, o caminho acertado.

Este homem casou, teve filhos, e teve netos. Não sei se isso aconteceu antes ou durante as suas idas e vindas casa-prisão-casa. Sim. Grande parte da vida deste homem foi passada entre detenções, liberdade condicional e novas detenções. 

E chega um momento em que nos perguntamos se isso não se deverá ao facto de encontrar lá dentro aquilo que não tem cá fora. Lá dentro, tinha um tecto, tinha uma profissão, tinha ocupações e não preocupações. Nos companheiros, os seus amigos, a sua "família".

Cá fora, a vida não é fácil. Principalmente para ex presidiários. E, especialmente, para aqueles que não sabem ou não querem aproveitar as raras oportunidades que surgem. Cá fora, as filhas nunca quiseram saber deste pai. A ex mulher não quis saber deste homem.

Restavam-lhe duas irmãs, a quem ele recorria quando estava cá fora. E era nelas, e nas sobrinhas que se ia apoiando. Cá fora, sempre mostrou a sua faceta divertida, brincalhona, feliz, como se a vida lhe corresse de feição. Mas, lá dentro, teve de lidar com o mundo mais negro - violadores, traficantes, assassinos...

No entanto, por mais que as irmãs gostem dele, há também uma espécie de "vergonha" pelo que ele fez, mesmo compreendendo o que o levou a isso, mas não aceitando essa "desculpa" como justificação para os constantes erros. Para elas, é um caso perdido. Alguém que surge uma vez ou outra, depois de anos sem dar notícias. Atrevo-me até a dizer que, para elas e para a restante família, ele é um fardo que ninguém está na disposição de carregar. Não há ligação, não há confiança, não há praticamente nada...

Apercebo-me que este homem, hoje com mais de 70 anos, saído há pouco tempo (mais uma vez) do estabelecimento prisional, que diz querer paz e sossego no tempo que lhe resta de vida, está completamente sozinho. Já nem aqueles que, antes, ainda tinham esperança e lhe davam um pouco de carinho e amizade, querem saber dele. E os que o fazem, é à distância.

Hoje, este homem quer, quem sabe, recuperar o amor das filhas, conquistar o dos netos, retomar laços familiares. Mas todos têm as suas vidas, e ele não cabe nelas. Este homem, passa os dias à espera de gestos que, provavelmente, nunca irão chegar.

E isso é triste...É triste porque este homem sempre passou e vai continuar a passar a sua velhice em completa solidão. Se cá fora, ou lá dentro, não faço ideia. Mas o que resta a alguém que já não tem nada nem ninguém a perder?... 

 

O que foi que correu mal?

 

O que faz com que uma criança, que teve sempre Bom, Muito Bom e Excelente a Português no 4º ano, que concluiu o 1º ciclo do ensino básico com 5 a Português, que teve como nota na Prova de Aferição um 4, tenha um "Suficiente" no primeiro teste de avaliação de Português do 5º ano? Uma classificação pior do que no teste diagnóstico do início do ano lectivo?

Terá sido culpa da professora anterior, que facilitava? Será culpa do novo professor, que complica?

Será distracção, falta de atenção, nervosismo?

Será culpa minha, que a sobrestimei porque achei que era a disciplina na qual se ia safar melhor?

Será culpa dela, que se sobrestimou e achou que já sabia tudo?

Não faço ideia. Ela disse que tinha corrido bem, que o teste era fácil. Estava à espera de, pelo menos, um Bom. De todas as disciplinas, esta era a última que eu esperava ter uma avaliação destas. Estou em choque.

Quem segue o blog já sabe que eu não lido bem com resultados menos bons, que fogem à regra de resultados da minha filha. Tive a minha primeira "prova de fogo" quando ela teve um "Suficiente" a Matemática, no início do 3º ano. Custou a aceitar, mas a prova até nem era fácil, eles não estavam habituados a esse tipo de prova, houve uma baixa geral nos resultados da turma nesse teste.

Agora, estou a passar pelo mesmo. Em negação, em culpabilização, em aceitação, sem reacção...A diferença é que o teste até era fácil. Muitas respostas incompletas ou erradas foram mesmo por falta de atenção. E depois, o professor desconta cada falta de vírgulas, acentos ou aspas, parágrafos não marcados...

Mas o que é que eu faço?

Se a minha filha chega ao pé de mim com uma cara triste, me diz a medo a nota que teve, quase à beira das lágrimas e se sente frustrada, como devo eu reagir?

Dizer o que me vai na alma? Que estou desiludida, desapontada, triste? Que não se admite ter um "suficiente" a Português num teste tão fácil? Que se vai acabar a Violetta e que vai ficar de castigo até voltar a tirar uma boa nota? 

Ou apoiá-la, apesar de tudo? Dizer que não estou satisfeita com a nota mas, tal como da outra vez, vai servir de "abre olhos", e que vai ter que se esforçar para subir daqui em diante?

Eu fui mais pela segunda opção, por muita vontade que tenha de despejar em cima dela aquilo que sinto. Mas isso não mudaria a nota, e acabaria por ser contraproducente. E lá está, como me costumam dizer, pelo menos não foi negativa!

Vou acreditar que foi um deslize, e que não se vai repetir. Mas, ao mesmo tempo, estou a mentalizar-me para mais surpresas destas. E para conseguir lidar com elas sem perder as estribeiras!

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