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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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À Conversa com Dona Elvira

 

Formada por Paulo Lawson, Tiago Caldeira, Francisco Durão, Sérgio Martins e António Oliveira, esta banda de rock 100% português, lançará amanhã, dia 26 de Fevereiro, o seu álbum de estreia, intitulado “Histórias e Segredos”.

“Devoção” é o single de apresentação, de um álbum que fala daquilo que todos nós temos em comum, como amores correspondidos, alegrias, malandrices e sonhos, e onde poderemos encontrar ainda temas como “Anoitece Devagar” ou “Recomeçar”.

 

 

Falo-vos dos Dona Elvira, que aceitaram o convite para estar aqui hoje na rubrica “À Conversa com…”, e nos vêm falar um pouco mais do seu projeto!

 

 

 

Como é que surgiram os Dona Elvira?

Em finais de 2014, para gozo pessoal de todos, o Francisco Durão (teclados) formou uma banda de covers com o Paulo Lawson (voz), António Oliveira (bateria), Sérgio Martins (baixo) e Tiago Caldeira (guitarras). A experiência foi excelente porque, apesar de estarmos a tocar covers, as nossas vivências e experiências, tão distintas entre si em termos de géneros musicais, resultavam em covers de tal forma personalizados e com um carácter tão peculiar que não podiam ser mais chamados covers… eram interpretações e divagações muito curiosas. Pouco a pouco começámos a perceber que a nossa enorme mistura de estilos estava a conjugar-se tão bem que começámos a controlá-la e a direccioná-la para um caminho muito nosso e passado muito pouco tempo começámos a compor temas originais. Nasceram os Dona Elvira. Da sala de ensaios para o estúdio de gravação foi um instantinho e o Verão de 2015 foi passado em estúdio a gravar “Histórias e Segredos”.

 

Que “Histórias e Segredos” contam neste vosso álbum de estreia?

O disco canta sentimentos que todas as pessoas já sentiram de uma forma ou de outra, aquelas aventuras que nos recordam algo que já vivemos ou que ainda não mas que queremos viver… e também de coisas que tememos que venham a ser realidade. Narra várias histórias, com personagens que podem ser qualquer um, paixões daquelas que não conseguimos esquecer nunca, ou daquelas fugazes que nos marcaram e teimam em ficar em nós (aqueles segredos por vezes revisitados que nos fazem sorrir e ninguém percebe porquê…), o que nunca se conta a ninguém e que cada pessoa guarda no seu íntimo com carinho, aquelas malandrices que nos fazem felizes e que ninguém sabe. É um disco sobre pessoas, sobre sentimentos mais ou menos profundos, sobre todos nós.

 

Quais são as vossas principais referências a nível musical?

Sem sombra de dúvida, o rock português é a nossa referência, todos os géneros do rock que surgiram ao longo dos anos até à actualidade em Portugal. Estas referências representam um espectro amplo e isso está bem patente em “Histórias e Segredos”. Juntamos os gostos individuais de cada membro da banda, estilos bem diferentes e por vezes até quase antagónicos e fluímos juntos para obter aquele toque Dona Elvira, a nossa personalidade musical própria.

 

Como é que veem o rock português na atualidade? Que diferenças notam relativamente ao rock das décadas de 80 e 90?

O lançamento do single “Devoção” veio comprovar uma tendência curiosa e, para nós, até um pouco surpreendente. A adesão tem sido óptima e é perfeitamente claro que em Portugal o rock é apreciado. Estamos a descobrir que o rock tem público e há um certo vazio no panorama musical actual no nosso País e na nossa língua que as pessoas querem ver preenchido. Sabemos isso agora e estamos ainda mais motivados para continuar o caminho traçado, que no fundo não é mais do que criar e tocar aquilo que nos faz sentir felizes e bem com nós próprios. Relativamente ao rock dos anos 80 e 90, talvez hoje haja menos necessidade de grandes excessos cénicos, de produções muito caras, ou estereótipos exacerbados. O acesso generalizado à tecnologia tem contribuído para isso e o encolher das grandes estruturas da indústria também.

 

Apesar de serem uma banda portuguesa, alguma vez pensaram em cantar em inglês? Ou cantar em português foi sempre a única opção válida?

Cantar em português foi desde sempre a única opção válida. A nossa língua adequa-se tão bem, permite fazer tanto e, quando bem utilizada, canta por si. Todos nós sentimo-nos muito portugueses e queremos transportar a nossa cultura, aquele elemento que nos distingue, tanto em Portugal como para fora.

 

“Devoção” é o single de apresentação. Este primeiro álbum é também uma forma de expressarem a vossa devoção à música?

Sim, é uma devoção à música e também a tudo o que nos inspira a fazer música. São aqueles detalhes mínimos que nos trazem uma melodia à cabeça ou um poema que nos obriga a parar e escrever rapidamente um esboço de letras e notas. Portanto, à beleza, àquilo que provoca a nossa alma, ao que nos faz sentir bem. A letra refere a lua, o vídeo-clip vai confundir a lua com a beleza serena de uma mulher estonteantemente linda, mas são sempre metáforas para muito mais…

 

Que feedback têm recebido por parte do público?

Fomos apanhados desprevenidos pela rapidez com que surgiram as boas críticas, pensámos que iria demorar mais tempo. Criámos a nossa música com o intuito de ela ser ouvida, muitas vezes descomplicámos para ela ser mais facilmente aceite e desfrutada por muitos mas é sempre impactante quando de um palco vemos as pessoas a reagir e a manifestar que gostam. Ver o público a saltar, a dançar, a aplaudir, tem sido muito reconfortante e está a dar-nos uma energia muito, muito forte. Há poucos dias foi impossível não manter um sorriso rasgadíssimo quando entrámos numa loja e alguém estava a testar uma coluna com o seu smartphone, precisamente com o tema “Devoção”. Foi um daqueles momentos!

 

Apesar de utilizarem o nome de uma mulher como denominação da banda, os Dona Elvira são uma banda formada exclusivamente por membros do sexo masculino. É assim que se pretendem manter?

Os Dona Elvira não pretendem manter nada, somos aquele tipo de espírito que se mantém muito aberto às muitas surpresas que a vida nos pode dar. Se surgir uma oportunidade para partilhar um palco com artistas femininas teremos o maior gosto em experimentar, ou até gravar com alguém que queira gravar connosco e participar no próximo álbum. Nada do que aconteceu até aqui foi forçado ou empurrado, as coisas estão todas a cair no lugar certo, e estamos certos que ainda muito mais está por vir.

 

Como é que vai estar a vossa agenda em 2016?

Boas novidades a anunciar brevemente. O single Devoção está a ser muito acarinhado, estamos a receber várias propostas de vários pontos do País com base neste primeiro single, o que é bom sinal. Queremos tocar por Portugal fora e parece que é isso mesmo que vai acontecer. Está a correr bem.

  

Muito obrigada pela vossa participação!

 

Saibam mais sobre os Dona Elvira em:

https://www.facebook.com/bandadonaelvira/

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

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