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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Crianças em risco

Imagem lusonoticias

 

 

“Ruth era a professora. Daniel, o aluno. Um dia, ele adormeceu na aula. Os colegas começaram a gozar com ele. A professora impôs-se, e avisou que não o iria admitir. Ela viu para além do que estava visível. Corajosa e determinada, Ruth foi falar com o irmão de Daniel, que vivia em péssimas condições, e ofereceu-se para ajudar o menino. Não foram apenas aulas depois do horário de aulas. Foram vários os dias passados a dar a Daniel a educação que mais ninguém lhe deu, roupa, comida, uma casa e, acima de tudo, o amor de uma verdadeira família. Ruth nunca tivera filhos. Daniel era como um filho. E para os filhos, quer-se sempre o melhor. Foi por isso que sempre lhe disse que, quando crescesse, Daniel poderia ser o que quisesse, e que deveria lutar pelo seu futuro e pelos seus sonhos. Infelizmente, o irmão de Daniel exigiu que Ruth lhe entregasse de volta o seu irmão. Foi uma separação dolorosa, ainda mais sabendo que o pequeno iria voltar a sofrer às mãos daquela gente. Mas nada se podia fazer…No entanto, soube-se mais tarde que Daniel que tornou professor, tal como Ruth!”

 

Esta é apenas uma história, com um final feliz. Mas poderia ser a realidade de muitas crianças. E cada um de nós pode fazer a diferença na vida de uma criança, se assim o desejarmos.

Crianças em risco sempre existiram mas, felizmente, existem hoje mais meios e formas de prevenir, ou intervir, de modo a ajudar essas crianças.

É óbvio que existem entidades próprias que atuam na prevenção e intervenção, mas cabe também a cada um de nós, enquanto cidadão(ã), dar o nosso contributo, antes que seja tarde demais.

Como?

Oferecendo a nossa ajuda das mais variadas formas, consoante os casos e as necessidades das crianças em risco.

Quantas crianças não tomam as suas refeições em casa da família de amigos ou vizinhos. Mas o apoio pode vir através de fornecimento de material escolar, vestuário ou medicamentos, por exemplo.

Denunciando situações de risco - para além de um dever cívico, a comunicação de situações que ponham em risco a vida, e a integridade física ou psíquica da criança, constitui uma obrigação de todos os cidadãos, de acordo com a Lei de Proteção de Crianças de Crianças e Jovens em Perigo.

As comunicações ou denúncias poderão ser feitas junto da CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) da área de residência, junto de entidades policiais como a GNR ou PSP, ou ainda junto dos tribunais.

 

O artigo foi escrito para a Blogazine, e poderá ser lido na íntegra aqui (pág. 16/17).

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