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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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À Conversa com Os Suspeitos do Costume

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Os Suspeitos do Costume são uma banda, constituída por um grupo de 7amigos que, como os próprios afirmam "se juntaram para exorcizar a falta de paciência para aturar certa gente e certos jeitos e extravagantes comportamentos, que têm tornado esta terra numa coisa às vezes quase risível.
Ediraram, a 22 de Setembro, em formato digital, o seu primeiro álbum - "Vol. 1", cujo single de apresentação se intitula “A Culpa Morre Solteira”.


E estão aqui hoje na rubrica "À Conversa com..." para se darem a conhecer um pouco melhor!

 

 

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Quem são os “Suspeitos do Costume”?
Os Suspeitos do Costume são Luis Oliveira, Pedro Malaquias, Simon Wadsworth, Nanã Sousa Dias, Nuno Oliveira, Alexandre Alves e Joaquim Monte.


Como é que surgiu a ideia de formarem uma banda?
Este projecto foi idealizado por mim (Luis Oliveira) e pelo Pedro Malaquias no ínicio da década e à medida que foi evoluindo sentimos necessidade de convidar outros músicos para o materializar .

 

Porquê a escolha deste nome para a banda?
Porque somos fãs do filme, e porque nos fica bem.

 

Este é o primeiro projeto em que se envolvem, ou já tiveram outras experiências, em conjunto ou a solo?
Eu (Luis Oliveira) e o Pedro, como autores, temos colaborado em vários projectos. Os restantes membros da banda, todos tocam com artistas de topo do panorama nacional, além de alguns continuarem a sua carreira a solo.

 

 

 

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Vol. 1, o primeiro álbum, chegou no passado dia 22 às plataformas digitais. O que pode o público encontrar neste trabalho?
Nada como comprarem, ouvirem e dizerem-nos o que encontraram, e se correspondeu ao expectável.

 

Em que é que se inspiram para criar as vossas músicas?
No País, na vida, e acho que é isso.

 

Hoje em dia, são cada vez mais os artistas/ bandas que escrevem e compõem os seus próprios temas. É algo que, na vossa opinião, faz todo o sentido? Ou não se importariam de cantar temas criados por outras pessoas?
Claro que faz todo o sentido, e os Suspeitos só cantam Suspeitos.

 

“A Culpa Morre Solteira” é o single de apresentação deste Vol. 1. Consideram que é uma frase que se aplica na perfeição em muitas situações, tanto a nível nacional e mundial, e que nos fazem duvidar da justiça?
Faz-nos duvidar de tudo. Enquanto a culpa morrer solteira, a impunidade continua livre e à solta.

 

Para os Suspeitos do Costume, é mais complicado o processo de produção do álbum, ou a promoção e divulgação do mesmo, antes e após o lançamento?
Para nós, complicado mesmo é a miséria cultural e social em que vivemos.,Quanto ao resto já temos experiência suficiente para não complicar nada.


Qual é a vossa banda preferida portuguesa? E internacional?
Seria injusto para outras bandas que também gostamos nomear uma como tal passamos esta resposta.

 

Já têm atuações agendadas para os próximos tempos?
Sobre isso brevemente daremos notícias.

 

Se pudessem dividir o palco com outro artista/ banda, quem convidariam?
Quando formos convidados para tal logo avaliamos com quem em função da hora e do local .

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo?
A pergunta é um pouco vaga , Objectivos Musicais? de Vida? .É melhor não dizer nada ou vai soar aquele chavão tipo Miss Mundo: " A paz no Mundo, e acabar com a fome"

 

Muito obrigada, e votos de muito sucesso!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

RX - Coração Noir

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Os Coração Noir, banda lisboeta que lançou o seu primeiro single homónimo em outubro de 2015, e que apresenta agora, depois de, em 2016, ter editado em formato digital o álbum "Jogo de Sombras , um novo single "Fogo Cruzado, são os convidados deste RX! 

 

  

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1 – De que forma definiriam os Coração Noir, através destas palavras?

 

Coração – A máquina que bombeia a música em batidas por minuto.

 

Voz – Se os olhos são a janela da alma, a voz é a porta de entrada.

 

Sombra – A sombra é crucial para que os jogos de luz ganhem vida.

 

Fogo – Gostamos de brincar com ele…

 

Limite – Só existe se formos pequeninos…

 

Luz – Tem que ser doseada e equilibrada com a escuridão, senão ofusca.

 

Novo – Não existe futuro sem contemplar o passado: construímos o “novo” juntando obrigatoriamente várias camadas de “velho”.

 

Amor – Misturado com a melancolia, a saudade e a paixão, o amor faz de nós aquilo que somos e o que tocamos.

 

Preto – Se a luz ofusca, a escuridão atrai pelos mistérios que esconde.

 

União – Regra de ouro de uma banda: o colectivo sempre acima das vontades individuais!

 

 

2 – Jogo de Sombras foi o primeiro álbum da banda, editado em 2016. Cerca de um ano depois, notam que houve algum tipo de mudança, relativamente à forma como criam as vossas músicas, e como encaram o trabalho na área da música?

Este ano serviu para tornarmos o projecto mais consistente, aprendendo com os tropeções e ajudando-nos a ganhar mais maturidade no nosso som e nos processos de composição e interpretação. Cada álbum é uma pedra basilar do percurso, sobre a qual continuamos a explorar caminhos e sonoridades.

O trabalho na área da música é hoje muito exigente com batalhas em várias frentes: um músico tem de ser também gestor, contabilista, publicitário, informático, técnico…

 

 

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3 – “Fogo Cruzado” é o novo single dos Coração Noir, lançado em setembro nas plataformas digitais. É o primeiro single do futuro álbum da banda?

Na realidade, o Fogo Cruzado é o fechar do ciclo do Jogo de Sombras. A canção saiu como tema bónus na versão física do álbum (faixa 12), mas por ter qualidades de single não queríamos deixar de a disponibilizar a quem ouve música exclusivamente em formato digital – e são muitos os que assim o fazem…

 

 

4 – Desde que iniciaram o vosso percurso, foram várias as experiências e momentos que viveram, e que ainda hoje recordam. O que destacariam de melhor e de pior, até hoje, nesta vossa aventura?

Não há música se ela não for ouvida, por isso penso que falo por todos quando digo que o que nos dá mais prazer é a resposta de quem nos ouve, seja nos concertos ou nos comentários que vamos recebendo aqui e ali. É uma sensação muito boa saber que a nossa música toca as pessoas no seu âmago e lhes traz prazer. Também destacaria a boa relação que temos uns com os outros, que nos permite aturarmo-nos mutuamente nos momentos mais complicados…

A fase mais stressante que passámos coincidiu com a produção do álbum, pois tendo sido uma produção própria “saiu-nos do pêlo” - foi um trabalho muito intenso que exigiu um esforço hercúleo de alguns de nós para conseguir conjugar todas as componentes das nossas vidas com longas tiradas de estúdio e tudo o mais. Mas no final, olheiras à parte, o sentimento de missão cumprida com um produto que nos satisfez muito fez com que tivesse mesmo valido a pena!

 

 

5 – O que podemos esperar dos Coração Noir neste final de 2017, e para o próximo ano?

Para já, vamos continuar a tocar e a promover o Jogo de Sombras tanto quanto possível – está em aberto a possibilidade de rodarmos mais um videoclip (para o Fogo Cruzado). Vamos ver… estamos neste momento a reflectir sobre o próximo passo a dar, mais concretamente no caminho das nossas composições com os olhos postos num segundo álbum que, no entanto, só verá a luz do dia talvez daqui a um ano.

 

Muito obrigada!

Obrigado e vida longa a’O Meu Canto! 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

À Conversa com os MAGANA

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Os convidados de hoje da rubrica "À Conversa com..." são os irmãos Romano-Batista!

Naturais de alcácer do Sal, o Nuno, na voz e bateria, e o Jaime, na voz e guitarra, formam os MAGANA, e lançaram, a 12 de Maio, o seu primeiro álbum, intitulado "Na Terra do Sr. Zangão".

Para nos falar um pouco mais sobre eles, e este primeiro trabalho, os MAGANA aceitaram o convite para uma entrevista, que vos deixo aqui:

 

 

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Quem são os Magana?

Os Magana são um projecto criado por dois irmãos do rock’n’roll que decidiram fazer umas músicas que agradassem a pessoas dos 7 aos 77, misturando um pouco de todos os estilos musicais, com umas letras cómicas e que retratassem o quotidiano de forma engraçada. Tudo isto aliado a uma atitude rockeira e bem-disposta.

 

 

Em que momento é que decidiram formar a banda?

Nós estamos sempre em estúdio, seja a ensaiar, gravar, ou criar. Foi numa dessas sessões que, de forma espontânea, surgiram umas músicas que nos fizeram rir, e pensámos que teríamos de escrever umas letras a condizer e, posteriormente, gravá-las. Inicialmente, achámos que isto nem teria potencial para ser editado, que seriam só mais umas músicas que ficariam na gaveta, mas rapidamente mudámos de opinião quando começámos a receber o feedback das pessoas que ouviam, e decidimos arranjar um nome para o projecto e formar a banda.

 

 

A música esteve sempre na vossa vida?

Não nos conseguimos lembrar de um único dia das nossas vidas em que a música não estivesse presente.

O nosso pai é músico profissional e nós fomos criados entre baterias, guitarras e pianos. Estivemos sempre em contacto permanente com a música, fosse em ensaios ou espectáculos. Lembramo-nos perfeitamente de adormecer em sofás de bares enquanto o nosso pai tocava. Por isso, era uma questão de tempo até começarmos a fazer música pelas nossas mãos.

 

 

De que forma é que a vossa relação de irmãos interfere, ou facilita, o trabalho enquanto banda?

Como todos os irmãos que se prezem, temos as nossas discussões feias, mas rapidamente ultrapassamos essas desavenças. Temos muita facilidade em trabalhar juntos, primeiramente porque sempre foi assim e não sabemos fazê-lo de outra forma, e depois porque já trabalhámos imenso com todo o género de músicos, e sinceramente, assim é a melhor maneira de trabalharmos, damo-nos muito bem e somos extremamente apegados um ao outro. Chegamos sempre a um consenso que agrade a ambos.

 

 

Em 2016 participaram no programa “The Voice Portugal”. Como foi essa experiência?

Sim, é verdade. Quando decidimos concorrer ao programa, íamos sem expectativas nenhumas. Decidimos participar porque, caso as coisas corressem bem, sabíamos à partida que esse tipo de programas dão uma grande visibilidade a quem passa por lá, e isso seria bom para nós e para os nossos projectos.

Foi uma experiência agradável, fizemos bons amigos lá dentro e estabelecemos contactos importantes no meio da indústria, que de outra forma seria mais difícil. Mas muito sinceramente, e fugindo um pouco ao politicamente correcto, continuamos com a mesma opinião em relação a este tipo de programas que tínhamos antes de lá entrarmos.

Ao nível da arte propriamente dita, este tipo de programas não acrescenta nada, ali dá-se importância a tudo menos ao que, supostamente, interessa mais, a música.

Aqueles que vão para lá a pensar que lá por estarem no “The Voice”, têm a carreira garantida, estão muito enganados. Basta olhar para outros concorrentes de edições passadas, onde estão eles?

Ou já tens as tuas músicas feitas, ou então, não esperes que vá aparecer alguém que queira pegar em ti, porque isso não vai acontecer.

O nosso conselho é que, mesmo passando por lá, façam as vossas músicas e trabalhem muito em busca do lugar ao sol. Toquem, mostrem as vossas músicas às pessoas, porque elas sim é que interessam. O público é o único júri que realmente importa.

 

 

O público ainda vos identifica como participantes desse programa, ou não costuma fazer essa associação?

Ainda há um ou outro que tem melhor memória e que nos identifica, mas é a minoria, estes programas dão-nos fama descartável, e por um lado ainda bem que assim é.

Não é muito bom para quem quer fazer carreira na música ficar associado a este tipo de concursos. Ao inicio, quando passámos pelo programa, toda a gente nos reconhecia na rua, agora já são muito poucos.

Quando calha em conversa, lá temos de explicar que “fomos aqueles dois irmãos que tocavam bateria e guitarra”, e as pessoas aí dizem: “aaaahh, já me lembro de vocês”.

Só assim associam-nos ao programa.

 

 

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“Na Terra do Sr. Zangão” é o primeiro álbum dos Magana. Que música se ouve “Na Terra do Sr. Zangão”, e que o público poderá descobrir no álbum?

Tentámos fazer um disco que reunisse um pouco de todas as nossas influências musicais, por isso, neste álbum o público pode ouvir pop, rock, folk, bossa-nova, fado, que é o caso do primeiro single, Estória do Zé, uma espécie de fado misturado com música tradicional. Esperamos que as pessoas gostem. Até agora está a ter uma boa aceitação.

 

 

O single de apresentação intitula-se “Estória do Zé”. A história do Nuno e do Jaime também poderia dar uma música?

Sim, claro, toda a gente tem uma história para contar, por isso, toda a história individual daria uma música. Este é um disco onde se contam histórias. Todas as letras foram baseadas em pessoas que conhecemos ou personalidades estereotipadas.

Hoje em dia já não é preciso escrever acerca de temas rebuscados como o amor ou a paz no mundo, pode-se escrever acerca do gajo que come na tasca e usa fio de ouro ao peito, ou das idas à praia na infância com as sandálias do peixe-aranha e as sandes de carne assada cheias de banha!

 

 

Pegando em outros temas do álbum, de que forma completariam as frases ou responderiam às questões:

Ser “Popstar” é…ser fútil, desinformado, e desinteressante.

“Está na Hora” de…relativizarmos os problemas e começarmos a dar-nos todos bem como seres humanos que somos.

Como foi a “Infância nos 80’s”? Extremamente feliz e produtiva. Hoje em dia a infância já não é como foi nos 80’s. É óbvio que tem coisas melhores e outras piores, mas estamos gratos de poder ter vivido a nossa infância nos 80’s.

O vosso “Canto de Luxúria” é… Nem queiram saber! Isso fica na nossa intimidade. Seriamos acusados de promíscuos!

 

 

Como é ser músico em Portugal?

Ser músico no nosso país é daquelas profissões que não são consideradas profissões, é mais vista como um hobby do que outra coisa.

Por este motivo, não é das profissões mais fáceis de se levar. Não existe um sindicato para defender os interesses da classe, e os próprios músicos são culpados pela situação que se encontram, os músicos não são unidos e não se valorizam, não que sejam todos assim, mas uma grande maioria são.

Mesmo assim, ainda é possível viver só da música, é claro que não tens uma vida desafogada, a não ser que sejas um artista de topo, mas mesmo assim vai dando para viver.

Temos vários amigos nossos que se despediram dos seus trabalhos ditos normais, para se dedicarem a 100% à música, mas a maioria continua com empregos paralelos e conciliam com a música.

Nós ainda não demos esse passo, mas esperamos dar em breve, afinal de contas, o objectivo é viver a fazer aquilo que realmente se gosta de fazer.

 

 

Quais são os objetivos dos Magana para este ano de 2017, e a longo prazo?

Lançámos o nosso disco o mês passado pela Farol Música, e estamos gratos de terem acreditado em nós. Era um objectivo importante que andávamos a perseguir há algum tempo.

O próximo passo será conseguir agenciamento, ainda não conseguimos e sabemos que sem um bom agente não consegues mostrar-te em muitos sítios.

Precisamos de chegar às massas através da televisão e das rádios, e isso é um caminho difícil. Temos plena consciência que é um caminho longo e lento e que aos poucos lá chegaremos, estamos a trabalhar nesse sentido.

 

 

Já têm algumas atuações ao vivo agendadas?

Ainda não temos actuações marcadas mas sabemos que vão começar a aparecer. As coisas estão a acontecer devagar mas estão a acontecer.

Sabemos que se chegarmos às massas os espectáculos vão aparecer. Tu não podes vender um espectáculo de uma banda que não conheces, e mesmo que o vendesses não irias ter grande afluência de público.

Uma coisa que temos de bom é que já temos muitos anos disto e sabemos muito bem como funciona o meio, só não podemos é perder a esperança e a vontade de trabalhar. Com calma e persistência tudo se faz. A banda tem de ter divulgação para poder tocar, até porque não é fácil fazer espectáculos pequenos com este projecto, como bares. São dez músicos em palco!

 

Muito obrigada pela disponilidade!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

RX - OWAN

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Depois do álbum “And Now You”, os OWAN regressam em 2017 com novo trabalho.

“The Colour of Dreams” é o single de apresentação do novo álbum "Sweet Symphony" editado a 5 de Maio em formato digital.

Fiquem a saber mais sobre este trabalho, e sobre os Owan, neste RX a que Danniel Boone, em representação da banda, se submeteu!

 

 

 

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Pegando no novo álbum dos OWAN, e no título e temas que o compõem, de que forma completariam as seguintes expressões:

 

 

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“Sweet Symphony” - Para os OWAN, uma doce sinfonia é...
(Danniel Boone): Para os OWAN "Sweet Symphony" é mesmo este álbum... embora haja várias doces sinfonias nas nossas vidas...
Decidimos chamar o álbum de "Sweet Symphony", não só pelo facto de a banda regressar à formação origina,l mas também pelo facto de os temas serem mais alegres e com mais musicalidade, e por último mas não menos importante, o facto de continuar a ter temas escritos para os meus filhos... e há lá mais doce sinfonia que os nosso filhos.

 


“You Say (Hello)” – O contato com o público deve ir além de um simples “Olá”? Há alguma história engraçada que tenham acontecido numa interpelação por parte do público aos OWAN, e que queiram partilhar?
(Danniel Boone): Deve ir muito mais além, e é isso que tentamos fazer em cada concerto, porque temos a consciência que a maior parte das pessoas, que nos estão a ver ao vivo neste momento, fazem-no pela primeira vez. Infelizmente ainda não temos histórias engraçadas... O que tem sido engraçado é a nossa reação ao ver o público a cantar e a aplaudir os nosso temas.

 

 


“The Colour Of Dreams” - De que cor são os sonhos dos OWAN?
(Danniel Boone): Os sonhos dos OWAN são de muitas cores, muitos palcos, muitas canções. Mas também trabalhamos para isso... independentemente de ainda não estarmos no circuito "mainstream" ...
Vamos ver que cor nos está reservada para os nossos futuros sonhos com uma certeza: de fazermos aquilo que gostamos.

 

 

“Did You Call for Me” – Quem gostariam de “chamar” a partilhar o palco convosco?

(Danniel Boone): O "Did You Call For Me" foi escrito a pensar noutras vivências com pessoas que me são chegadas... não estava necessariamente a pensar em vivências em cima de um palco.
Os meus ídolos musicais infelizmente agora já não estão neste mundo e já que era a "sonhar" (esta seria mais uma cor de um sonho... (risos) gostaria de partilhar o palco com o Chris Cornell.

 


“To You My Son (Lullaby)” - A melhor mensagem a transmitir a um filho?
(Danniel Boone): Se é a melhor mensagem não sei... mas é certamente de coração...
Escrevi este tema quando o meu filho nasceu e sei que, mesmo depois de eu partir, ele poderá encontrar as palavras do pai nesta e noutras musicas... Será uma maneira de eu sempre poder comunicar e de me expressar com os meus filhos.

 


“On Your Own” – Em determinados momentos da vida, nomeadamente, no percurso musical, é importante e positivo ficar apenas por vossa conta, ou mais produtivo e enriquecedor trabalhar em equipa?
(Danniel Boone): Ora aqui está uma pergunta impertinente. Mas eu respondo (risos).
É assim mesmo que estamos ... por nossa conta. Mas somos uma boa equipa...
OWAN (Danniel Boone, Miguel Peixoto e Joel Maia), produtor Quico Serrano, lyrics advisor & voice coach Inês Vicente e o Alberto Almeida na imagem.
A questão é que assim ainda é metade de uma equipa... A outra metade é um agente, um manager e, claro, conseguires passar a tua música nas rádio nacionais... que tão impossível parece ser... Falta essa "metade" da equipa... e essa metade faz sempre muita diferença...mas nós chegamos lá! 

 

 

Este álbum caracteriza-se por uma maior maturidade, mais musicalidade, e mais “happy”. São essas as principais diferenças relativamente ao seu antecessor?
(Danniel Boone): É natural haver diferenças, mau seria se não houvessem... não vamos ter os álbuns todos iguais... gosto de diferenças... Muita coisa mudou desde o lançamento do "And Now You"...
Já lá vão 3 anos desde o primeiro álbum .... são mais 3 anos de vivências musicais, os quais pude ir trabalhando com o Quico, com o Miguel e o Joel. É natural chegarmos a outros resultados e explorarmos outros ambientes.

 


“Scream Your Name” – Para que o público possa “gritar” muito por vocês, e acompanhar-vos ao vivo, onde estarão os OWAN nos próximos meses?
(Danniel Boone): Já fizemos alguns concertos e claro já estamos a tocar o Sweet Symphony... Entre os quais estivemos na Semana Europeia da Juventude em Ermesinde, no Festival Fica na Cidade no Funchal e no Festival MaioÀbrir em Abgragão.
Agora a 17 de Junho estamos em Portimão pela Rádio Alvor FM e a 20 de Agosto estamos na Agrival em Penafiel e estamos a tratar de confirmar algumas datas que ainda estão pendentes.

 

Muito obrigada, Danniel!

 

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

À Conversa com Diana Martinez & The Crib

Foto de Diana Martinez & The Crib.

 

Diana Martinez tem mostrado como se faz com os hits That’s Just How We Do It, Reverie e Put Your Love In Me (feat. The Black Mamba).

Agora, anuncia o álbum de estreia e as primeiras datas de apresentação ao vivo.

"How We Do It",  uma edição da Primeira Linha com o apoio da Sony Music Entertainment, chegou às lojas a 10 de março, dia em que foi apresentado ao vivo, em Braga.

A este concerto seguem-se outros: no dia 30, no Cineteatro Alba em Albergaria-a-Velha, e logo depois na Casa da Música, no Porto, a 6 de abril, e no C.C. Olga Cadaval, em Sintra, no dia 16 de junho.

Para nos falar um pouco mais sobre este projecto e o primeiro álbum, tenho hoje à conversa a Diana Martinez, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

Aqui fica a entrevista:

 

 

 

 

 

Quem é Diana Martinez & The Crib?

A Diana Martínez é uma vocalista e compositora que nasceu com a música nos genes.

Apaixonada pelo R&B e as grandes canções pop, faz-se acompanhar neste primeiro projeto de originais de uma Crew experiente e talentosa. The Crib é essa equipa, mas também o mote, a filosofia que move o projeto: o nascimento da Diana como artista.

 

 

Como tem sido o teu percurso musical, desde o berço, que culminou com a formação Diana Martinez & The Crib, e deu origem a este primeiro trabalho?

Digamos que nasci com destino marcado para a música, mas o caminho foi-se fazendo pela estrada nacional e não pela autoestrada.

Quero dizer com isto que experimentei muito antes de saber que queria fazer o que estou a fazer agora; passei pelo Conservatório, pelas bandas de garagem, depois pelo Jazz, trabalhei como vocalista de apoio e até considerei deixar a música para segundo plano.

Finalmente com o João André algo encaixou, encontrámos a fórmula para juntar as qualidades dos dois em torno a um objetivo comum. A partir daí (2013, 2014) o meu percurso tem sido consistente e mais célere.

 

 

Quais são as tuas principais referências a nível musical?

Faço questão de mencionar em primeiro lugar os meus pais: eles, também músicos e talentosíssimos, mostraram-me este mundo incrível.

Nunca me censuraram discos, artistas, estilos... cresci a ouvir tudo e aprendi a trazer coisas diferentes para casa também.

Especificamente absorvi muito da cultura pop anglo-saxónica: as divas Mariah e Whitney, os grandes George Michael e Prince; mas ouvi muito hardrock e heavy metal dos anos 89/90, bem como MPB e jazz fusão, e música clássica.

Na adolescência descobri que era o R&B e o HipHop que me movia; então sem dúvida Alicia Keys, Justin Timberlake, Pharrell Williams, Beyoncé. E depois Jill Scott, Erykah Badu, D'Angelo...

 

 

 

Diana Martinez & The Crib

O álbum “How We Do It” chegou no dia 10 às lojas. Como foi todo o trabalho de produção?

Foi praticamente um "Admirável Mundo Novo" para mim.

Eu já tinha trabalhado em estúdio para outros artistas e projetos, mas nunca para o meu próprio. A diferença é que sou eu agora quem segura as rédeas, quem toma as decisões, e isso foi uma adaptação que exigiu muito de mim.

Os momentos mais fixes são ver as canções a tornarem-se maiores do que eu. Os mais desafiantes foram reconhecer as minhas fraquezas, ter que dar o braço a torcer e tentar ver coisas que eu simplesmente não via.

Mas tive o privilégio de estar sempre, sempre com o meu produtor, João André, um veterano e um artista or seu próprio mérito há muitos anos.

 

 

Como definirias o estilo musical presente neste primeiro álbum?

Este é um álbum assumidamente R&B. Tem influências de muitas fases do R&B, desde as harmonias mais 90s, até ao spokenword e a sonoridade super eletrónica que o caracteriza atualmente.

 

 

Todos os temas do álbum são em inglês?

Sim. É a minha primeira língua musical! Sei que pode parecer estranho para muitas pessoas, mas de certeza que para outras faz todo o sentido. A minha geração cresceu a saber inglês quase por instinto, tal foi a injeção cultural que levámos. Por isso é o que faz mais sentido para este disco de estreia.

 

 

Que mensagem pretendes transmitir através das músicas que compõem este álbum?

Nunca idealizei nenhuma mensagem grandiosa enquanto compunha as canções que estão no disco...

Mas há pequenas e variadas mensagens um pouco por todo o disco; mensagens de ousadia e liberdade de expressão, mensagens que remetem para a esfera familiar, que traduzem algumas dores que passei ao crescer, mensagens que relembram de curtir a vida, de nos apaixonarmos loucamente por pessoas e por causas. Porque são estas as mensagens que eu própria recebo do mundo.

 

 

Que feedback tens recebido por parte do público?

Creio estar a ser muito bem recebida, tendo em conta que canto em inglês e que sou mesmo uma artista "nova na praça", como se costuma dizer. Sinto um carinho tremendo, uma curiosidade genuína do público e uma vontade de absorver a música que lhes damos. Parece-me que as pessoas respeitam imenso o facto de eu cantar ao vivo tal como está na gravação, sem playback. Isso vale logo o seu voto de confiança.

 

 

 

Foto de Diana Martinez & The Crib.

 

Dia 10 começou também a apresentação do álbum ao vivo, havendo já vários outros concertos agendados. Quais são as tuas expectativas relativamente a estes concertos?

Naturalmente espero ter muito público! Gosto muito da ideia de fazer alguns concertos mais intimistas, pois permite-me mais tempo com o público e mais proximidade. Como eu canto em inglês, gosto de vez em quando de contextualizar os ouvintes em relação ao que vão ouvir.

 

 

O disco conta com colaborações de André Tentúgal e Pedro Tatanka, entre outros. Como foi trabalhar com estes artistas?

O André tem-me acompanhado desde o início, realizou o meu primeiro vídeo, para a That's Just How We Do It, e é dele a maior parte das fotos oficiais de Diana Martinez & The Crib e que figuram no disco.

Quando o conheci, senti-me intimidada porque ele é uma tripla ameaça, um criativo gigante, com um gosto impecável.

Hoje tenho-lhe um carinho enorme, a We Are The Ones aproximou-nos muito, não só como artistas, mas como indivíduos que até podem vir de mundos diferentes, mas tem muitos pontos essenciais em comum.Curiosamente, vivemos na mesma rua!

Do Tatanka eu era fã há muitos anos, bem antes de conhecer o pessoal da minha agência, a Primeira Linha, que acabou por adotar também The Black Mamba e o Pedro.

Para mim ele é o melhor vocalista português que eu já ouvi; ouvi-lo, vê-lo atuar é tomar uma dose fortíssima da melhor droga do mundo.

Cantar com ele foi uma grande lição e um grande privilégio para mim, e sinto-me a mais sortuda por poder construir esta carreira com a ajuda dele.

 

 

Se pudesses escolher um artista/ banda português(esa) para dividir o palco contigo, quem seria?

Bom... A escolha mais lógica para mim seria Orelha Negra, porque quando eles apareceram eu fiquei aliviada por haver músicos aqui com a mesma paixão pela música urbana que eu. Seria um sonho dar voz aos sons deles. Também gosto muito do trabalho dos Karetus.

 

 

E se te fosse dada oportunidade de partilhar o palco com um artista internacional, sobre quem recairia a tua escolha?

Mmm, difícil! Por um lado acho que iria querer que fosse uma partiha irreverente, o que implica talvez excluir as minhas maiores influências sob o risco de não trazer nada de novo... Por outro, dava tudo para partilhar o palco com um Robert Glasper, um Mark Ronson ou um Bruno Mars.

 

 

Que objetivos gostarias de ver realizados ao longo de 2017?

Quero muito que este disco e os próximos singles ressoem nas pessoas. Eu tenho imenso orgulho nos The Crib e na nossa música, mas só faz sentido perseguir este sonho se houver um propósito exterior a mim e a nós. Estou ansiosa por percorrer o nosso país, conhecer novas cidades, adotar mais público, conhecer mais músicos e artistas. Num um futuro menos imediato gostava de compor um hino.

 

Muito obrigada, Diana!

 

 

Deixo-vos aqui um dos temas da Diana, para que possam conhecer um pouco mais a sua música:

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Agência PRIMEIRA LINHA (João Fernandes), que estabeleceu a ponte entre a artista e este cantinho, e a quem desde já agradeço.

 

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