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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A ver a minha vidinha andar para trás

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Desde o acidente que tivemos em 2015, que é conhecido o meu trauma por camiões.

Depois desse acidente, já apanhei três ou quatro sustos, alguns mais por ilusão de óptica, outros mais justificados.

Hoje foi dia de ver, novamente, a minha vidinha andar para trás, à custa de um camião.

O meu marido entra na rotunda, partindo do princípio que o dito cujo, como não fez pisca, seguiria em frente. Eu também esperava que assim fosse, mas não. O camionista, mesmo não tendo feito pisca, virou para o nosso lado, e foi por um triz (e porque o meu marido entrou devagar talvez já a prever essa situação) que o camião não chocou connosco.

Mote para uma próxima história

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"Há muito tempo que este encontro de bloggers estava programado.

Seriam 10 os participantes que, durante aquele fim-de-semana, rumariam até Vila Nova de Milfontes, para conhecer pessoalmente outros bloggers, e viver momentos agradáveis e divertidos de convívio, troca de ideias e debates relacionados sobre os mais diversos assuntos, nomeadamente, o mundo da blogosfera.

Estavam bastante animados quando chegaram ao hotel, onde se iria realizar o encontro!

Não estariam tão animados quando chegasse o momento de partir.

Cada um desses dez elementos chegou até lá com um objectivo.

Apenas nove regressarão a casa. 

Um deles será encontrado morto, na piscina do hotel, na manhã de domingo.

Terá sido um mero acidente?

Ou terá sido vítima de assassinato?

Até que ponto estarão os restantes participantes implicados, ou não, neste incidente?"

 

 

Ficariam tentados a ler?

 

A Linguagem Secreta das Irmãs - Luanne Rice

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Mais um livro que tinha por lá guardado há algum tempo, e que li nestes últimos dias.

Foi a minha estreia também com esta autora, e posso-vos dizer que gostei muito, embora o título não me pareça o mais apropriado para a história.

É que, baseada no título, estava à espera de ver uma forma muito própria e especial destas duas irmãs se comunicarem, quando mais ninguém conseguia, mas não é isso que acontece, nem é tanto sobre isso que se foca o enredo, embora a relação forte e única entre irmãs esteja presente.

 

Ruth Ann - Roo, e Mathilda Mae - Tilly, são duas irmãs com uma diferença de dois anos de idade, sendo Roo a mais velha e, para muitos, a mais bonita, a mais talentosa, a mais especial, aquela que possui "poesia de vida"!

Tinha um futuro promissor à sua frente, estando a preparar-se para se candidatar à universidade no próximo ano lectivo. Enquanto isso, ia completando o seu portfólio de fotografias, que adorava tirar, e cujas imagens conseguia captar como ninguém.

Tilly era a irmã mais nova. Ambas tinham uma relação especial, e eram muito amigas, embora Tilly sentisse, por vezes, alguns ciúmes da irmã e, de certa forma, um sentimento de inferioridade, por não ter tantas qualidades e talento como Roo.

Naquele dia, Tilly estava à espera da irmã. Roo tinha ficado de ir buscá-la mas, pela primeira vez na sua vida, Roo estava atrasada. Tinha feito várias paragens pelo caminho, para fotografar.

Tilly estava possessa e enviou mensagem atrás de mensagem para o telemóvel da irmã, a demonstrar isso mesmo. Roo, que tinha por lema nunca enviar mensagens enquanto conduzia, mas vendo que a irmã não sossegava, quebrou as regras, e enviou-lhe uma simples mensagem a dizer que estava a 5 minutos.

Foi uma mensagem curta, mas suficiente para a distrair da sua condução, para a fazer perder o controlo do carro e, ao tentar evitar o atropelamento de uma senhora idosa e do seu cão, capotar e cair pela ribanceira, direito ao rio.

Este será o primeiro tema abordado pela autora. Porque continuamos a ver constantemente pessoas a falarem ao telemóvel, enquanto conduzem, bem como a ler ou enviar mensagens, apesar de saberem os riscos que correm.

 

Na sequência do acidente, a vida de Roo irá mudar para sempre. Aparentemente em coma, os médicos descobrirão, mais tarde, que ela está consciente, mas sofre de Síndrome de Encarceramento, uma doença neurológica rara, em que ocorre paralisia de todos os músculos do corpo, com exceção dos músculos que controlam o movimento dos olhos ou das pálpebras.

Nesta doença, o paciente fica preso dentro do seu próprio corpo, sem conseguir movimentar ou comunicar, porém mantém-se consciente e intelectualmente ativo.

Não existe cura para esta doença, apenas alguns tratamentos que podem atenuar os sintomas, e tecnologias que podem ajudar as vítimas a comunicarem com as outras pessoas. 

Roo fica, assim, com os seus sonhos totalmente destruídos. Como se isso não bastasse, vai perceber a proximidade entre o seu namorado, com quem tinha intenção de terminar, e da sua irmã e melhor amiga, e isso vai abalar a relação entre as irmãs.

 

Serão elas capazes de ultrapassar estes percalços? Conseguirá Tilly viver com a culpa pelo acidente da irmã? Conseguirá Roo perdoá-la? Haverá culpados?

Conseguirá Roo aceitar o seu problema e a nova vida que a espera? Haverá no meio de tudo isto, alguma chance para o amor?

 

Eu recomendo este livro!

 

 

E deixo-vos aqui algumas histórias reais de pessoas que foram vítimas desta doença:

Martin Pistorius

Kate Allatt

Christine Waddell

Richard Marsh

 

 

 

 

 

A fé dos que ficam

 

A propósito do acidente em Cernache, Coimbra, que envolveu vários peregrinos da zona de Mortágua, que se deslocavam a Fátima, e que tirou a vida a 5 deles, afirmava uma familiar, consternada com a triste notícia:

"Deus existe? Não deve existir, porque se existisse não deixava isto acontecer!".

Por sua vez, o pároco que se disponibilizou para dar apoio aos familiares das vítimas, explicou que é difícil as pessoas aceitarem. E perceberem que estes peregrinos, que se encontravam a caminho de Nossa Senhora de Fátima, mais não fizeram que seguir o seu caminho, mas até ao Senhor!

Ora, para quem acredita em Deus, esta poderá ser uma forma de consolo, de resignação, de aceitação. Acreditar que a vida é uma breve passagem e que os que partiram se encontram agora num lugar melhor, junto a Deus, para onde, um dia, todos iremos.

Mas, mesmo entre aqueles que acreditam, a dúvida pode surgir. É, sobretudo, nestas alturas que as crenças tendem a sofrer abalos, que a existência de um Deus justo e bondoso pode ser questionada e posta em causa.

Como fica a fé dos que cá ficam, ao ver os outros partir?

Cá em casa, temos opiniões totalmente distintas. O meu marido acredita em Deus. Eu não.

Muitas vezes ele me diz: "Se Deus não existisse, não estaríamos cá hoje, depois do acidente. Se Deus não existisse, as dificuldades por que passei não teriam sido ultrapassadas. Deus está sempre comigo. Connosco. Mesmo que não acredites nele."

E eu contraponho: "Como posso acreditar que existe um Deus - bondoso, justo, omnipresente, protector - quando vejo tantos inocentes morrer à fome, morrer nas guerras, morrerem com as mais variadas doenças, em acidentes estúpidos, e até mesmo em peregrinações para mostrar a sua devoção e fé.

Quando vejo crianças (e adultos) inocentes serem violadas, agredidas, mal tratadas, assassinadas, por humanos sem escrúpulos, que continuam cá a gozar a sua vida.

Como posso acreditar num Deus que permite que isso aconteça, sem nada fazer, levando inocentes e deixando cá quem não merece?"

Há que diga: "Ah e tal, não é Deus que faz as guerras, que cria as doenças e mata as pessoas. É o Homem"!

Pois têm razão, sim senhor. Talvez o único erro de Deus tenha sido o de criar o Homem. Porque, onde está o Homem, está o perigo.

Mas se não podemos acusar Deus pelo que de mal acontece neste mundo, porque deveremos então, atribuir-lhe os créditos pelo que acontece de bom?

Na vida existem as forças do bem e as forças do mal. Estão em constante luta e nem sempre vence quem deveria. Quer-me parecer que Deus está sozinho na luta, contra vários adversários, porque por cada suposta vitória, há uma dúzia de derrotas no mundo!

"Ah e tal, a vida é só uma passagem. Se partiram, é porque já cumpriram a sua missão aqui, e vão agora para outras mais importantes".

Mas quem pode afirmar, com certeza, que assim é?

E se assim for, porque é que, por vezes, até os mais crentes se revoltam perante essa verdade incontestável que lhes tentam impingir e fazer acreditar, questionando Deus, desestabilizando a sua fé?

 

Sou um perigo na estrada!

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E nem sequer conduzo! 

Mas prego uns valentes sustos ao meu marido, que vai ao volante!

A culpa é das rotundas, e dos outros condutores. O meu marido bem diz "mas achas que eles são parvos de se meterem?" ou "achas que eles querem bater?".  

Eu não acho, tenho a certeza! Cada vez há mais malucos na estrada, que não têm amor à vida, nem ao dinheiro, nem aos seus carros. Que acham que podem tudo e que os outros só têm que esperar.

E, cada vez que estamos a chegar a um cruzamento, ou rotunda, e vejo um carro ultrapassar a minha linha imaginária do aceitável, lá digo eu ao meu marido "olha aí, olha aí"! O problema é que o digo de uma forma que o assusta, e também isso pode provocar aquilo que era suposto evitar.  

É complicado porque, desta forma, também eu constituo um perigo.

Mas não consigo ultrapassar o medo que ganhei depois do acidente do ano passado. Viajar de carro deixou de ser algo perfeitamente banal, para se tornar algo a temer. Entrar num carro para uma viagem, ainda que de meros minutos, é prender a respiração e aguentar, até poder sair do carro e soltá-la!

 

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