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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Rosário B. Gonçalves

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Rosário B. Gonçalves, nascida e criada numa pequena aldeia de Monção, a norte de Portugal, é apaixonada pela escrita desde sempre.
Menina de campo que era, ia com o rebanho de ovelhas para o pasto e, debaixo do braço, levava o bloco de notas e uma caneta, para aí expor as suas histórias.
No entanto, só este ano tomou finalmente coragem e lançou o seu primeiro livro.
"Amor em Tempo de Férias" é a concretização de um sonho de adolescente.

 

 

Deixo-vos com a entrevista a Rosário B. Gonçalves, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

 

 

 

 

Quem é a Rosário B. Gonçalves?

A Rosário é uma rapariga que nasceu no seio de uma família grande, numa terra pequena do alto Minho. Cresceu num ambiente rural, rodeada de belas paisagens, animais e de uma família tradicional, com negócio próprio.

Desde pequena que ajudava no negócio de família e o tempo que lhe restava era dedicado a sonhar, a imaginar….tudo isto era transportado para o papel.

A Rosário é uma sonhadora e uma romântica.

 

 

Como é que surgiu a paixão pela escrita?

Desde pequenina que adorava escrever, adorava quando a professora dizia que tínhamos que realizar uma redação, pegava no lápis e dava asas à minha imaginação.

Com o passar do tempo comecei a ler a sinopse e o final dos romances, comprados pelas minhas irmãs mais velhas e comecei a inspirar-me. Peguei no papel e decidi passar à fase seguinte, escrever tudo o que me vinha à cabeça.

 

 

Quais são os autores nacionais/ internacionais que mais a inspiram?

Leio bastante, gosto de ler de tudo um pouco, aventura, romance, drama, mistério.

Embora estejamos a falar de temáticas diferentes e não esteja relacionado com a minha forma de escrever, eu gosto nomeadamente de Dan Brown, Nicholas Sparks e EL. James, Paulo Coelho está também entre as minhas escolhas.

Como referi anteriormente, lia também as sinopses e final dos mini romances, como Sabrina, Harlequin, Bianca, Barbara Cartland, entre outros.

 

 

 

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O que a levou a optar pelo género romance?

Li tantos livros de romance e vi tantos filmes românticos, que poderia ter sido um fator que desencadeou esta paixão pelo género romance. Para além disso, gosto de sonhar, de viver uma paixão platónica, gosto de imaginar que existe um amor ideal.

 

 

Em que momento é que decidiu que queria transformar as histórias do seu bloco de notas num livro?

Sempre foi um sonho tornar as minhas historias possíveis de serem conhecidas.

No entanto, decidi fazê-lo num momento em que me sentia mais desiludida com a vida.

Tenho várias histórias, escritas desde adolescente, guardadas no armário a ganhar “pó”, à espera de uma oportunidade para verem luz.

 

 

A Rosário já viveu um “Amor em Tempo de Férias”?

Até ao momento ainda não, fico-me apenas pela minha imaginação. Quem sabe um dia….

 

 

Se pudesse escolher um destino, onde gostaria de encontrar esse amor, qual seria?

Gostaria de encontrar esse amor num país tropical, onde predominassem as praias de águas cristalinas, areia fina e clara e com paisagens sem igual. Estas são para mim as características mais apelativas para viver um romance. Porque não o Brasil?

 

 

Relativamente à personagem Pedro Miguel (Adónis), considera que pode perfeitamente ser um homem real, ou é, talvez, demasiado perfeito para isso?

Na minha perspetiva creio que é demasiado perfeito, mas quando idealizamos algo vamos sempre ao encontro da perfeição. No entanto, acredito que existe em cada homem um pouco dessa mesma perfeição.

 

 

Na sua opinião, um amor verdadeiro pode vencer as barreiras (língua, distância, cultura, profissão e outras) que se interpõem entre duas pessoas, e resistir?

Não digo que seja fácil, no entanto, havendo força, coragem, disponibilidade e amor, qualquer barreira, no meu ponto de vista, se poderá ultrapassar.

Estou a falar teoricamente, porque na realidade poderá não ser bem assim.

A minha ilusão faz-me crer que sim, temos que pensar sempre numa perspetiva positiva e transportar esse positivismo para uma relação.

 

 

 

 

“Amor em tempo de Férias” foi lançado recentemente, em setembro deste ano. Que feedback tem recebido por parte dos leitores?

Tenho tido feedback bastante positivo, para ser o meu primeiro livro lançado. As pessoas estão curiosas por saber se existe alguma veracidade nesta história, para além de perspetivarem uma continuação deste romance.

 

 

Escrever novos romances faz parte dos seus planos? Poderá haver uma trilogia, estando as próximas histórias relacionadas com as amigas da Inês?

Escrever não faz apenas parte dos meus planos, mas da minha vida.

Escrever romances é uma escapatória para mim, é o meu ponto de encontro é o meu refúgio.

Embora este seja o meu primeiro livro publicado, escrevo desde cedo e tenciono continuar a fazê-lo. Neste momento, já estou a escrever um novo romance, foi-me surgindo e fui lhe dando vida, mas não está relacionado com o que publiquei.

Gostaria no futuro de fazer essa trilogia, no entanto, não basta querer e não me quero pressionar, quero que surja por si só e quando aconteça seja empolgante.

 

 

Muito obrigada, Rosário!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da  Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

 

 

À Conversa com Ricardo de Sá

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Aos 28 anos, Ricardo de Sá confessa que sente o peso da bagagem que foi coleccionando, no seu percurso de artista, como actor, como músico e como autor.
"Manifesto", o seu novo trabalho, é o resultado de todas essas experiências que foi vivendo:

"Sinto que consegui pela primeira vez ser totalmente verdadeiro e transparente, sinto que estou a fazer algo de diferente e que estou a fazer arte".

"Manifesto" é um EP, que inclui os temas "Arte", "Faz-te Um Homem", "Palavras Por Dizer", "Só Tu Sabes" e "Eu Vou Estar Aqui".
Ricardo de Sá aborda o peso dos sonhos, as questões da maturidade, da determinação, da vida e do amor.

 

E hoje, na rubrica "À Conversa com..." dá a conhecer um pouco mais este trabalho, e os seus objectivos para o futuro!

 

 

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Ricardo, no teu primeiro trabalho enquanto ator, calhou-te o papel de músico. Achas que esse foi o fator determinante, para despertar o teu interesse e dedicação à música? 
Eu já gostava bastante de música mas sim foi um factor decisivo! Até porque foi aí que comecei a tocar bateria e depois guitarra e quando esse mesmo personagem acabou, dediquei-me a um curso de produção musical. 
 
 
Dentro da música, o que gostas mais de fazer: cantar, tocar, ou produzir?
Cantar e produzir. Prefiro ser o frontman e adoro produzir as músicas como quero que elas fiquem. Hoje em dia com os programas de computador e música electrónica torna-se mais fácil tocar e produzir em simultâneo mas mesmo assim prefiro que sejam os músicos a gravar os instrumentos em estúdio. 
 
 
O que guardas na bagagem deste teu percurso pela música?
Guardo todos os nãos e dificuldades que ouvi/tive até hoje pois são eles/elas que me fazem seguir em frente. 
 
 
 
 

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“Manifesto” é o teu mais recente trabalho. Em que é que este EP se distingue dos anteriores “Histórias” e “Epifania”? 
As letras, sonoridades e produção
são totalmente diferentes. No "Histórias" e "Epifania" a música era totalmente orgânica. No "Manifesto" existe uma evolução de encontro à tendência da música pop de hoje em dia. Um encontro entre as sonoridades do pitch invertido, talkbox e vocoder.  
 
 
Qual é a mensagem, presente em “Manifesto”, que pretendes transmitir ao público?
Pretendo transmitir toda a verdade e as músicas falam por si. Quero criar bons momentos de entretenimento ao público e em simultâneo dar-lhes arte e não algo descartável. 
 
 
Consideras-te um homem teimoso, insistente e determinado. Encaras estas características como qualidades, que te levaram onde hoje estás, ou como defeitos que muitas vezes dispensavas?
 Sou como sou. Com qualidades e defeitos, como toda a gente. 


Pegando em alguns dos temas deste EP, de que forma responderias a este desafio: 
“Palavras por Dizer” – que palavras deixaste, algum dia, por dizer a alguém? 
 
“Só Tu Sabes”…
 
“Eu Vou Estar Aqui”… 
 
Se quisesse dar a entender a quem tinha deixado "Palavras por dizer", "só tu sabes" algo e/ou quem sabe que "eu vou estar aqui" teria escrito as letras de maneira diferente. As músicas têm todas uma mensagem pessoal que guardo para mim e uma mensagem geral que chega a qualquer pessoa. No fundo fiz as músicas para o público e cada um entende o que quiser e a arte é assim, fala por si. 
 
 
 
 

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A nível musical, qual seria o maior desafio a que te proporias?
Adorava encher os coliseus! Mas hoje em dia estou a viver um grande desafio. Lançamento do meu terceiro trabalho de musicas originais, em cena com uma peça de teatro "Na Bagunça do teu Coração" com música ao vivo de Chico Buarque, quase a estrear outro musical perto do Natal "A Bela e o monstro" e um filme de Joaquim Leitão nos Cinemas "O fim da inocência.". Fazer tudo isto em simultâneo já é um desafio. 
 
 
Por onde vais andar nos próximos meses, com o teu “Manifesto”? 
Até ao início do novo ano vou me dedicar aos projectos que referi anteriormente e à divulgação do "MANIFESTO". Daqui a uns meses no verão do próximo ano espero ter uma Tour por vários pontos do País e estrangeiro. 
 
 
Muito obrigada, Ricardo!
 
 
 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

À Conversa com C. Gonçalves

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C. Gonçalves é o pseudónimo desta contadora de histórias, apaixonada pela vida, pelos sonhos, pelas emoções e pelo amor, nascida em 1972, no Barreiro, onde vive desde sempre.


Os livros e a música sempre ocuparam um lugar de destaque na sua vida, ambos associados à expressão dos sentimentos e das emoções, como um bem essencial à sua vida, e dos quais não se consegue separar.
Publica, desde 2015, na sua página de Facebook, as frases soltas e os pensamentos que guardou para si ao longo do tempo.


Tem dois contos publicados; O café da minha vida (2016) e O tempo, faz de nós o que quer (2017), através da iniciativa Um livro num dia, da Chiado Editora.
Para além do Impossível é o seu primeiro Romance.

 

C. Gonçalves é a convidada de hoje a quem agradeço, desde já, pela disponibilidade para participar nesta rubrica. Fiquem a conhecê-la melhor, numa entrevista que me deu imenso prazer fazer!

 

 

 

 

Quem é a C. Gonçalves?

A C. Gonçalves é uma sonhadora que quer contar as suas histórias a quem as quiser ler.

 

 

C. Gonçalves é o pseudónimo com que se apresenta. O que a levou a adotar um pseudónimo, em detrimento na sua verdadeira identidade?

Para mim, sempre foi difícil mostrar aos outros, aquilo que escrevia. Revelar aqueles sentimentos que saíam de mim, no fundo, seria como expor um pouco da minha alma.

Quando decidi divulgar aquilo que escrevia e criei a minha página de autor no Facebook, apresentei-me com o meu “nome do meio”, porque acredito que é no meu âmago que ela reside.

Foi interessante perceber que os seguidores gostavam daquilo que eu escrevia, mesmo sem saber quem eu era.

 

 

Os livros sempre ocuparam um lugar de destaque na sua vida. Em que momento é que deixou de ser apenas leitora, e passou a escrever o que lhe ia no pensamento?

Comecei a escrever as primeiras coisas por volta de 1996. A ideia de um dia escrever um livro, vinha sendo acalentada há algum tempo.

 

 

“O café da minha vida” (2016) e “O tempo, faz de nós o que quer” (2017) são dois contos da sua autoria, publicados através da iniciativa Um livro num dia, da Chiado Editora. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência muito interessante e gratificante, que me deu a oportunidade de ver algo escrito por mim, publicado num suporte físico. Percebi também que é mais difícil escrever um conto, do que um romance.

 

 

 

 

 

“Para além do Impossível” é o seu primeiro romance. Como é que surgiu esta história?

Esta história surgiu de vivências e experiências que se vão cruzando, de uma forma ou de outra, na minha vida. A história vai nascendo e vai-se desencadeando na minha mente, criando as cenas uma atrás da outra.

 

 

A música é outra das suas paixões e, neste livro, é visível, havendo uma espécie de banda sonora que acompanha a história de Sara e Santiago, do início ao fim. Como é que estas duas vertentes se foram conjugando? Foi através de uma determinada música que imaginou a cena, ou foi ao construir as cenas, que foram surgindo as músicas?

A música é sem dúvida uma das minhas paixões e porque acredito que, para cada momento da nossa vida, há uma música, fiz uma banda sonora para esta história.

Há sempre uma música que transmite uma emoção, um sentimento, seja ele de felicidade ou de tristeza.

As músicas surgiam na minha mente quando ia construindo as cenas e foram-se complementando como um todo.

 

 

Na sua opinião, o que leva a sociedade a aceitar de forma tão natural um amor em que o homem é mais velho, e de forma tão preconceituosa, quando se depara com o inverso?

A sociedade tende a rejeitar aquilo, que de algum modo, é diferente dos padrões que se foram estabelecendo.

Sempre foi aceite que o homem possa ser mais velho, mais bem remunerado, mais bem-sucedido.

E se de repente, fosse tudo ao contrário; ela é que é mais velha, tem uma posição financeira mais confortável; como seria?

 

 

Partindo da personagem Sara considera que, muitas vezes, os maiores entraves à felicidade de uma pessoa, são aqueles que existem apenas na sua mente?

Por vezes a nossa mente, é a nossa maior inimiga e aquela que mais nos julga. Mas temos que ter em conta sempre, os entraves que por vezes teimam em surgir no caminho.

 

 

Serão esses entraves, que nós próprios nos colocamos, por vezes, mais difíceis de derrubar?

Também, mas nem sempre. É preciso aceitar, por vezes, que as coisas são como têm que ser e por mais que tentemos, não nos é possível fugir. Isto é válido quer para derrubar quer para criar esses mesmos entraves.

 

 

 

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Outra das questões a ultrapassar na relação entre Sara e Santiago era o facto de trabalharem juntos, e de ela ser sua chefe. Trabalho e amor podem mesmo coexistir num mesmo espaço?

Essa é uma questão sempre sensível e que nem sempre funciona da melhor forma.

Parte-se do princípio que não é possível separar as questões pessoais das profissionais.

Mas quando há um motivo maior, vale a pena tentar conciliar as duas coisas.

 

 

Ao longo da história, a personagem Sara foi afirmando várias vezes “não posso sentir falta de algo que nunca tive/ experimentei”. Identifica-se com este pensamento?

Sem dúvida que sim. Se estamos confortáveis com o que temos, será porque não sentimos falta de nada? Se não experienciámos, como nos pode fazer falta?

 

 

É mais fácil aconselhar estando de fora, do que seguir os nossos próprios conselhos, quando somos nós a passar pelas situações?

Claramente que sim. Quando estamos de fora da situação, conseguimos obter um distanciamento que nos permite uma imagem mais lúcida do problema.

 

 

Uma vida sem um grande amor, é uma vida, de certa forma, mais vazia ou incompleta?

O amor tem muitas faces e completa-nos de diversas maneiras e com diversas intensidades. Certamente que sem o amor, nos sentiríamos todos mais incompletos.

 

 

 

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No amor, não há impossíveis?

Tenho como filosofia de vida, acreditar que não há impossíveis e que só podemos desistir quando já tentámos demasiadas vezes.

 

 

Que feedback tem recebido por parte do público, relativamente a este romance?

O feedback tem sido muito positivo e quem já teve oportunidade de ler este romance, não só gostou da história como, em alguns casos, se identificaram com algumas das personagens.

 

 

Pondera pulicar um segundo romance, explorando a história da Ana, amiga da Sara, mulher separada com dois filhos a seu cargo, e com pouca esperança de refazer a sua vida amorosa?

Quem nos diz que esse livro não está já escrito à espera da sua hora de ser publicado?

 

 

Muito obrigada!

E que este romance a leve "para além do impossível" no que à escrita diz respeito!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da  Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

 

 

 

Imagens: C. Gonçalves

 

 

 

À Conversa com Marta Romero - parte II

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Como prometido, aqui fica a segunda parte da entrevista a Marta Romero!

 

 

 

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As mulheres são mais duras e exigentes consigo próprias, e mais suscetíveis à influência de críticas e comentários depreciativos, do que os homens?

Sim, estadisticamente sim, mas claro também e existem homens mais sensíveis que mulheres.

Penso que a mulher tem mais dificuldades que o homem em criar uma confiança, tal vez por questões socio-culturais. Ou também porque durante muitos anos ao homem não interessa nada que a mulher tivesse confiança.

A confiança verdadeira é uma arma muito poderosa al igual que o amor. Atualmente se fomenta muito o consumismo através da insatisfação, quanto mais insatisfeita uma mulher estiver mais consume.

Por isso e importante criar essa cultura onde amar-nos e aceitar-nos é o princípio de amar aos outros com total liberdade.

 

 


Na sua opinião, a falta de autoestima e dificuldade em aceitar e gostar de si mesmo, com todas as suas diferenças e particularidades, é algo que tem vindo a crescer, à medida que a sociedade e os padrões de beleza que esta impõe, vão evoluindo e se transformando?

Sim vão em aumento exponencial.

A mulher conseguiu coisas maravilhosas desde votar, desde poder ir trabalhar e ter igualdade de salários, ainda hã que trabalhar mas estamos no bom caminho,.. a parte física já quase que temos conseguido, mas a emocional parece que virou ao contrario somos esclavas da beleza, de um padrão de beleza inatingível porque eu nunca vou ser Angelina Joly eu sou a Marta Romero mas é que Angelina Joly nunca será a Marta Romero.

Não somos livre escolha queremos emagrecer por uma questão de beleza e não de saúde por isso existem tantas dietas e nem uma funciona ou funciona pouco! Porque o motivo pelo qual tu queres emagrecer nunca vais alcançar.

Tu já tens beleza, Escutamos que a autoestima bem se perdemos 10 kg ou se comemos vegetais! É isso é uma falsa autoestima que vai cair rapidamente! Antes de perder peso trabalha a autoestima senão vais voltar a recuperar os 10 kg se alguma vez conseguistes os perder.

 

 

 

“Passamos a encontrar defeitos no nosso corpo a partir do momento em que o comparamos (ou comparam) com outro, ou é criticado negativamente pelos outros”. Na sua opinião, esta teoria trata-se de uma verdade, ou um mito?

Se torna uma verdade quando não existe aceitação de nós mesmos.

Sem aceitação o “comparar-nos” se torna maltrato para nós e maltratamos aos outros também. Sem a aceitação de nós próprios a “comparação” nos asfixia. É uma assassina emocional.

Más se tu sabes aceitar-te poderás sempre discernir entre uma crítica construtiva ou uma destrutiva. A comparação e as críticas devemos saber trabalha-las pois são necessárias para o nosso crescimento pessoal.

 

 

 

Considera que estes problemas surgem em idades cada vez mais precoces, nomeadamente, infância e adolescência?

Sim, cada vez mais e depende também do entorno. Agora todo vai muito mais depressa e as “modas da sociedade” exercem muita mais pressão por causa da globalização,… é bom para umas coisas, para outras não tanto se não sabemos gerir.

Na conduta alimentar e na aceitação do corpo existe também um facto genético, pessoas que tem alterado determinados polimorfismos nos seus genes tem mais tendência a desarrolhar um transtornos alimentar ou problemas com a sua perceção na sua própria imagem que outras. Igualmente acontece com a obesidade.

Mas para que se ative este transtorno é preciso um ambiente determinado, se tu vives num medio onde o aspeto físico é muito importante e tens uma predisposição genética então temos maiores possibilidades de padecer um trastorno alimentar.

Se vives num família onde só valoram maioritariamente o externo pois a tuas probabilidades são amplias. Eu intento sempre ter muito sigilo em falar de genética pois é verdade que é um facto importante, más a genética só predispõe mas não é condicionante, o seja não é destino.

Significa que podemos ter mais dificultadas que as outras pessoas mas não significa que não consigamos. Por isso a educação de amar o nosso corpo é muito importante.

 

 


De que forma é que o Body Revolution Movement ajuda a combater a falta de confiança e autoestima, e promover a aceitação do corpo, ensinando cada um de nós a descobrir a nossa própria beleza?

Sim, é um trabalho individual e intransferível.

Cada um tem a sua própria revolução corporal. Só podes fazer tu e tens que estar disposta a isso. Hã que sair da zona de conforto.

Nós fazemos muitas ações, a mais potente o calendário. Mas temos outras: Por exemplo nós trabalhamos muito a relação com o espelho, trabalhamos muito a linguajem positiva: A linguagem que utilizamos é responsável pelos resultados que alcançamos. A utilização de uma determinada linguagem na comunicação para si e para com os outros lhe devolverá uns determinados comportamentos e ações, senão é a apropriada irão provavelmente ao encontro dos resultados que pretende evitar.

Trabalhamos muito o potenciar a capacidade de sentir amor incondicional e verdadeiro sobre o nosso corpo seja ele o que seja. Se somos capazes de isto estamos preparados para levar amor a todos os cantos, a todas as pessoas que nos encontramos…

Trabalhamos também a Sensualidade: A sensualidade é uma forma de estar a vontade com o teu próprio corpo esteja ele dentro dos parâmetros que a sociedade nos dita ou não. A sensualidade não é só sexualidade, a sensualidade abarca todo o teu ser e a sexualidade só um campo.

Somos seres sensuais na hora de comunicar comos outros, na hora de comer, também somos sensuais, na forma como tratamos aos outros. Trabalhamos para Incentivar a Aceitação do nosso corpo sem nenhum temor… não como resignação mas sim como beleza que o corpo emana.

Muita coisas… intentei resumir, mas a Beleza é um campo muito amplio e muitas vezes confuso na sociedade ou mal-entendido.

 

 

 

O que é, para si, a beleza?

Olha gosto sim de esta pergunta!

Para mim, a beleza é um estado do nosso espírito.

A Beleza a devemos procurar sempre no território das emoções, a Beleza nasce de dentro de uma pessoa e envolve todo o teu ser de tal maneira e forma que traspassa para fora sem tu reparar e sem fazer esforço algum.
Hã pessoas que são bonitas más não tem Beleza!
Porque a Beleza precisa de um equilíbrio emocional. Tu tens sempre a tua opinião, porque existem tantos gostos como seres humanos no Planeta. Não hã problema! Unos gostamos mais de uma coisa e outros gostam de outras, isso é normal.

A Beleza é sentir-te bem com as tuas diferenças porque isso é sintoma de bem-estar.

 

 


Apesar de ter como principal objetivo a aceitação do nosso corpo tal como é, faz parte da “política” do movimento o eventual aconselhamento positivo de uma dieta ou cirurgia estética?

Obrigado por esta pergunta Marta!

Sim é algo que as pessoas faz confusão no movimento. O movimento não vai encontra de nenhuma entidade ou conceito de saúde ou contra os avances da ciência.

Ter uma boa alimentação e um exercício adequado para nós deve ser parte da vida das pessoas não uma questão de beleza. Se tens que perder peso seja só uma questão de saúde ou para evitar doenças metabólicas ou cardiovasculares. Mas nunca uma questão de beleza ou estar na moda,… já que a beleza existe em todo corpo.

Tu podes escolher fazer uma cirurgia plástica ou fazer unhas ou depilar, sempre e quando seja de livre eleição e não “pelo que dirão a gente” ou pelas modas.

Mas para ter livre eleição é preciso aceitar-se. E aí é onde entra Body Revolution. Muitas pessoas pensam que aceitar-se é resignação mas é todo o contrário, aceitar-se é o princípio do câmbio positivo, mas não existe mudança se não saímos da zona de conforto. E com tudo esto que Body Revoltuion ajuda e faz uma revolução corporal!

 

 

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Como foi feita a seleção das mulheres que posaram para o Calendário Body Revolution 2018?

Este calendário foi “open”. Eu procurava mulheres com todo tipo de corpos. Fiz varias reuniões onde explicava os benéficos, a causa do movimento, e as possíveis dificultadas, foi muito sincera.

Não é fácil posar nua e logo expor ao mundo. Neste primeiro calendário eu procurava mulheres que estivessem dispostas a ser modelo de confiança para outras mulheres.

Para o ano vai ver um processo e castings diferente e vou fazer uma formação as participantes. Já tenho uma referência e posso melhorar.

 

 

 

A Marta foi uma dessas modelos. De que forma descreveria a experiência desta sessão fotográfica, despida de qualquer adereço e, sobretudo, preconceito?

Foi maravilhosa, mas dura ao mesmo tempo. Porque estás exposta. Aprendi de mi própria e das outras participantes.

Aprendes que a confiança é a atitude que revela a Beleza numa mulher e aprendes que não precisas mudar nada do tu físico para desde este momento ter Beleza, já que a Beleza é do ser interno que se exporta para fora.

Só se ouvia no estúdio: “waohh!! Que diferença quando colocamos o pé a assim ou de uma outra forma.” Ou quando estamos confiantes vês uma luz diferente no olhar na tua colega. E compreendes a verdadeira Beleza do ser humano.

 

 

 

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Quais foram as principais dificuldades que observou, durante a sessão, na interação entre as várias modelos, e na relação das mesmas com o próprio corpo?

A sessão foi uma experiencia única que toda mulher deveria experimentar algum dia.

Ao princípio sentes muito reparo porque estás nua. Muitos Nervos. Más não houve problema nenhum nas sessões já que todas estávamos nuas. E todas estávamos atentas as dicas do fotógrafo e aprendendo umas com as outras.

Vimos que todas tínhamos corpos completamente diferentes, e incluísse eu que não tenho os standards de beleza da sociedade estava lá, mas todas estávamos maravilhosas, pois estávamos trabalhando a nossa atitude, e postura e isso revela a Beleza de cada uma tinha.

Talvez a dificultada maior foi ver as nossas fotos, abrir a imagem e levar com o impacto de ver-te como eres realmente nua.

E a dificuldade é como os outros te vão ver, e o que vão disser de essas fotos onde estás completamente nua. E a dificuldade maior é como vou ficar num calendário eu a pé de outras mulheres se ela vai estar melhor ou pior que do que eu...

Isso é o que realmente notei como dificuldade a ultrapassar não em si a sessão. A sessão só eram risadas e alegria. Um convívio maravilhoso de uma reunião de mulheres que umas se conheciam e outras não.

 

 

 


O calendário foi lançado no dia 29 de Outubro, na Ericeira, localidade onde o movimento está sedeado. Faz parte dos objetivos levar este movimento a todo o país, através de palestras/ conferências?

Não hã limites! Até o infinito e mais além! Por tudo Portugal e até fora. Eu vou falar até a saciedade! Até aborrecer com o tema!

Eu sonho com um futuro próximo onde o meu movimento já não faz sentido, sim,… sonho com que se fale: “ te lembras faz unos anos atras era preciso este tipo de movimentos mas agora já não,… a mulher se sente Bela, se sente bem”.

Sonho com que a cultura de amar o teu corpo se insine nas escolas aos nossos filhos. Um lugar onde as mulheres vivemos em paz com nós próprias.

 

 

 

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Muito obrigada, Marta!


Obrigado ti Marta! Por estas maravilhosas perguntas, fico grata por querer saber do movimento!

Intentei resumir, e peço desculpas pelo meu português que é ainda muita mistura com espanhol! Já não sei se é defeito ou virtude!!

 

 

Mais informações:

https://www.facebook.com/amarmeucorpo/

http://www.bodyrevolutions.net/body-revolution

info@bodyrevolutions.net

 

 

Primeira parte da entrevista AQUI

 

 

À Conversa com Marta Romero - parte I

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Já aqui vos falei, há alguns dias, do Movimento Body Revolution, e da mentora deste projecto - a Marta Romero.

Hoje, deixo-vos com a primeira parte da entrevista que a mesma concedeu a este cantinho, e que explica um pouco melhor em que consiste este movimento, e como é que ele nasceu.

Fiquem também a conhecer a Marta, uma mulher, sem dúvida, inspiradora!

 

 

 

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Quem é a Marta Romero?

A Marta Romero é uma mulher que teve a melhor prenda que alguém pode ter: um transtorno alimentar!

Porque o distúrbio me proporcionou um conhecimento interior e uma fortaleça de superação incríveis.

Desde essa superação o meu foco é ajudar a especialmente a mulher no relacionamento com a comida, com o seu peso e o seu corpo.

 

 

 

A Marta é natural de Barcelona, mas vive atualmente em Portugal. O que a levou a vir, e a ficar por cá?

Eu trabalhava para uma empresa de restauração espanhola na área de formação-abertura de lojas no estrageiro.

Cheguei a Portugal para dar formação um mês e depois regressar para um outro país.

Ao final a cabei andando por todo o território português me fizeram uma proposta de trabalho encantadora e fiquei. E claro tenho um filho e uma filha portugueses os dois maravilhosos.

 

 

 

Foi difícil a adaptação e integração no nosso país?

Um bocadinho sim. Ao princípio, pois são países muito perto mas muito diferentes nem bom nem mau, simplesmente tem uma visão distinta.

No idioma, por exemplo, tem palavras iguais mas com significados opostos e isso por vezes já me levou alguns maus entendimentos. Mas ao fim ao cabo engraçados.

Eu me sinto do mundo inteiro... E Portugal é muita aberta a conhecer outras culturas o qual para mim é apaixonante... Estou no sítio ideal.

Eu me sinto cidadana do mundo, já que convivo com muitas pessoas de diferentes culturas, nacionalidades, religiões, condições e isso me aporta um valor extraordinário como ser humano.

 

 

 

A que é que a Marta se dedica, a nível profissional?

Sempre foi apaixonada pela nutrição e me formei como dietista.

Queria por aquele altura encontrar a cura contra a obesidade e o plano alimentar ideal para a combater.

Mas raiz do meu transtorno aprendi que sim é importante o que comemos más que também é igual de importante como comemos.

Por isso deixei de fazer diretamente planos alimentares e me foquei mais nas “emoções nutricionais”.

Atualmente sou especialista em conduta alimentar, muito focado em distúrbio do comedor compulsivo, na relação com a comida, com o corpo e com o peso.

 

 

 

Foto de Marta Romero. 

 

A escrita e a dança são duas das suas paixões. Como é que elas entraram na sua vida?

Sim é verdade, quanto sabes de mim!...
A escrita para mim é uma forma de conseguir equilíbrio emocional. Sempre aconselho a escrever mesmo que seja num guardanapo.

A escrita me ajudou a compreender muito as situações que eu passei mal na minha vida.

Escrever é um sentimento, o ao menos para min é um sentimento. O ato de escrever é um ato de sanação. Não importa se escreves mal, ou com faltas ortográficas. Ao escrever estás a tomar contacto com o teu ser mais íntimo. Me ajudou muito na minha recuperação do trastorno alimentar.

A dança é a expressão da alma... Para min é alma a querer falar.

A dança me ajudou e me ajuda a melhorar a minha relação com o espelho. Me ajudou amar o meu corpo.

Durante uma época a comida e o espelho foram os meus inimigos!!! Me apavorava ver o meu corpo no espelho. Me apavorava ver comida na minha frente.

Más aprendi a ter uma ótima relação através da dança já que eu preciso do espelho para melhorar a minha técnica. Sem pretender competir nem comparar-me com neguem, só melhorar-me e disfrutar do momento.

 

 

 

Foto de Body Revolution Movement.

 

Em que momento surgiu a ideia deste movimento “Body Revolution”, e em que é que o mesmo consiste?

A ideia surge quando eu falo com pessoas que realmente não tem um distúrbio alimentar mas que vejo que se não trabalhamos bem a relação com o nosso corpo vai desencadear rapidamente e precipitadamente num dos 16 distúrbios alimentares reconhecidos!

Existem mais de 16 distúrbios alimentares reconhecidos pela Mental Health Fundation e pela WHO! não são apenas anorexia, bulimia ou comedor compulsivo. Pensei que tinha que fazer alguma ação potente para travar isto. 91% de mulheres odeiam o seu corpo!

Porque não criar uma cultura, um espaço cultural onde aprendamos amar o nosso corpo? A não rejeita-lo e a vê-lo como um meio para atingir nossos objetivos e sonhos? Esto existe já em outras culturas, como a oriental que por exemplo elos falam do “Dharma”, não o “Karma” que é diferente, o “Dharma”, é a filosofia que vê o corpo como algo divino que foi escolhido para um propósito de vida concreto e único e que só você pode fazer isso. Quando alguém compreende isto verdadeiramente neguem mais se atreve a ofender-se em frente ao espelho nem aos outros.

Body Revolution é um movimento, uma ação!!! Não são só palavras... cria consciência na sociedade para fomentar e revelar a Beleza que todo corpo tem, absolutamente todos os corpos!!!

Inclusive os obesos e os magros de mais. Porque a Beleza existe em todos nós, só é preciso revelar ou aprender a revelar. Que aceitar-se com as tuas individuais e genuínas diferenças faz de ti uma beleza única. Que aceitar e amar o teu corpo é o princípio de amar aos outros com total liberdade.

 

 

 

O excesso de peso, ou a magreza, com os distúrbios alimentares que lhes estão associados, são alguns dos motivos mais apontados para o descontentamento com o corpo. Que outras situações encontrou, através deste movimento?

Sim. O envelhecer nos apavora imenso. Temos uma conotação negativa. Envelhecer deveria ser um privilégio... Uma experiência. E nós procuramos a eterna juventude como fonte de felicidade.

Também temos medo a solidão, temos imenso medo a estar sozinhos, quando pode ser algo maravilhoso.

Uma outra situação é a procura de aceitação social constante e permanente, estamos constantemente a procura de elogios...

Não precisamos tanto dos elogios, é bom sim, sabe bem ouvi-los. Também estamos constantemente defendendo-nos, quando alguém está bem e em equilíbrio não precisa estar em constante defensa.

Devemos também mudar ou redefinir conceitos: Nem gordo é ofensivo nem magro deveria ser um elogio. Também encontrei a situação que entendemos mal a autoestima, … ela não é para afiançar que nós valemos muito e merecemos tudo o bom … senão a autoestima é saudável quando conseguimos ver que todos somos diferentes e amar aos outros com as suas diferenças …aí começa uma verdadeira autoestima sustentável, real e saudável.

 

 

 

Foto de Body Revolution Movement.

 

A adesão ao movimento contempla quem já ultrapassou a fase de aceitação e poderá dar o seu testemunho, ou também quem ainda precisa de ajuda, e pode aí encontrar o aconselhamento e as ferramentas necessárias?

As duas! Quanto mais mulheres sejamos mais fortes seremos! Qualquer mulher é Benvinda!

Umas inspiram e outras aprendem. No fundo, aprendemos unos com os outros!

Mas em temas de desarrolho pessoal só a própria pessoa pode o fazer. Mas não todo o mundo serve para insinar e “aconselhar”, mas toda mulher pode sim ser modelo de inspiração para outras.

 

 

 

A Marta tem dois filhos. Na sua opinião, a gravidez e maternidade podem ser fatores determinantes para o “ódio” ao corpo?

Sim atualmente sim. É uma etapa maravilhosa da mulher que se deveria viver plenamente com alegria e como privilegio.

É uma fase onde podemos esquecer-nos de nós facilmente já que a mulher é por naturaliza um ser criado para amar, e com uma sensibilidade especial, se não sabemos “trabalhar essa parte” podemos cair em situações de ódio para nós.

Evidentemente as condições de nosso entorno são importantíssimas. Mas a gravidez e maternidade são estados já de por si onde os sentimentos estão em alerta, e o teu corpo muda a nível hormonal.

Devemos prestar atenção sem estres mas com conhecimento das mudanças do nosso estado interior.

 

 

 

Numa recente entrevista, a Marta afirmou que este não é um movimento feminista. No entanto, é exclusivamente dedicado à mulher, e à forma como esta vê o seu corpo. Considera que os homens têm menos problemas em aceitar-se como são?

Para mim é um movimento para a mulher, más no fundo para todos, já que se a mulher está bem é claro que o homem também tira benefício de isso!

Eu defendo que todos somos diferentes e que essa diferença é o que te faz único e que deves potenciar em vez de esconder o tapar.

A mulher está mais massacrada.

Os homens também sofrem com o seu corpo de facto os transtornos alimentares no homem estão aumentando não estão nos números da mulher mas está em crescimento e esto é devido a facto que a sociedade exerce uma pressão sobre elos.

Mas ainda existe para elos a livre escolha, coisa que a mulher não tem.

Um homem pode escolher depilar-se ou não. E não é criticado, só ele fez uma escolha.

A mulher tem obrigatoriamente que depilar-se senão é uma mulher pouco higiénica ainda não temos essa cultura de poder ser livre eleição sem ser etiquetadas com um rótulo!

Podemos e o nosso dever ajudar aos homens a que não passem por o mesmo mal que passamos nós!

 

 

Se estão a gostar, não percam, amanhã, a segunda parte da entrevista a Marta Romero!

À Conversa com Marta Romero - Parte II

 

 

Imagens: Marta Segão/ Marta Romero e https://www.facebook.com/amarmeucorpo/

 

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