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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nem tudo o que parece, é...

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E isto aplica-se também ao mundo dos blogs!

 

Se existem bloggers que são autênticos e transparentes, outros há que mostram a imagem que querem que os leitores/ seguidores tenham deles, ainda que a pessoa por detrás do blog não seja a mesma que dão a conhecer.

 

Mas, até mesmo na convivência presencial com as pessoas, até aquelas que julgávamos conhecer bem, e que consideramos amigas, pode haver uma máscara, pode haver uma transmissão controlada e premeditada de informação, por oposição a omissão daquela que não interessa, pode haver objetivos e planos que vão muito além de uma mera coincidência, afinidade e relação verdadeira.

 

O que leva a outra questão. Haverá alguém neste mundo em quem possamos confiar? Será saudável passar a vida a desconfiar de tudo e de todos?

 

Reflexão inspirada no livro "Um Pequeno Favor", de Darcey Bell.

Em breve, partilharei a minha opinião sobre o mesmo. Para já, deixo-vos com a sinopse.

 

 

Sinopse
 
Ela é a tua melhor amiga.
E conhece todos os teus segredos.
Por isso é tão perigosa.

A vida de uma mãe sozinha desmorona-se quando a sua melhor amiga desaparece, neste thriller arrepiante, na linha de Em Parte Incerta e A Rapariga no Comboio.

Tudo começa com um pequeno favor, um gesto que as mães de bom grado fazem umas pelas outras. Quando Emily pede à melhor amiga que lhe apanhe o filho nas escola, Stephanie nem hesita. Tal como elas, os seus filhos são melhores amigos.

Stephanie é viúva e trabalha a partir de casa, no seu blog. Vivia uma vida solitária até conhecer Emily, uma sofisticada executiva com um trabalho muito exigente em Manhattan.

Só que Emily não regressa. Não atende o telefone nem responde aos sms da amiga. Stephanie sabe que aconteceu algo de terrível e, alarmada, recorre aos leitores do seu blog para pedir ajuda. Contacta também o marido de Stephanie, o belo Sean, para lhe dar apoio emocional. É o mínimo que pode fazer.

Acabam por receber notícias terríveis.

Mas serão verdadeiras? Stephanie não tarda a dar-se conta de que nada é tão simples como parece, nem sequer um pequeno favor.

Para lá da ribalta - o filme

 

 

 

 

 

 

 

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Noni Jean é filha de mãe solteira. O seu pai não quis saber de nenhuma delas, a família não deu o apoio que seria de esperar e, quando Noni nasceu, passaram a estar por sua conta.

Quem vemos no início do filme é uma mãe desesperada, que parece querer o melhor para a filha. Noni irá participar num concurso de talentos no dia seguinte, e Macy precisa de ajuda para "domar" o cabelo da filha, para que ela cause boa impressão.

 

 

 

 

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Noni era apenas uma criança, que gostava de cantar, gostava de música, e tinha uma bonita voz. E ficou felicíssima com o 2º lugar alcançado no concurso, e com o seu primeiro prémio. Tudo poderia ter ficado por aqui. Mas não...

Macy queria mais para a sua filha. Macy não se contentou com o 2º lugar alcançado pela filha, e obrigou-a a deitar fora o prémio, e a lutar para ser uma vencedora.

 

 

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E é assim que, anos mais tarde, vemos uma Noni Jean completamente diferente, na entrega do seu primeiro prémio Billboard, pelo tema que partilhou com o mundialmente conhecido Kid Culprit (interpretado por Machine Gun Kelly).

Noni poderia ser uma Beyoncé, uma Rihanna, uma Miley Cyrus, ou tantas outras cantoras da actualidade, que aliam a beleza, muitas vezes "postiça", a uma boa voz, e a uma equipa por detrás, que diz o que deve e não deve fazer, o que deve e não deve vestir, o que deve e não deve cantar.

 

 

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É esta Noni Jean que existe na actualidade - a filha que a mãe "vendeu" e obrigou a "prostituir", pelo sucesso, pela fama, e pelo dinheiro.

Não sei se é o que se passa em muitos dos casos reais que conhecemos, e que levaram ao suicídio de grandes artistas, sem que encontrássemos uma explicação para tal. Mas foi o que levou Noni a tentar suicidar-se - uma tentativa de fuga à "prisão" que é a sua vida.

Nada em Noni é real - as roupas ousadas são uma questão de imagem, o namoro com Kid é marketing e aliança para sucesso, as músicas que canta não lhe dizem abolutamente nada, mas são aquelas que dão dinheiro e prémios. Tudo são aparências.

A própria tentativa de suicídio teve que ser camuflada, mascarada de deslize por ter bebido demais, por conta da comemoração pelo prémio recebido. E a polícia vê-se "obrigada" a corroborar a história, para não estragar a pintura. 

 

 

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A única pessoa que percebeu que Noni precisava de ajuda, foi o polícia que a salvou. Foi também o único a ver o que havia por baixo daquela imagem fabricada, da bonequinha sexy que todos os homens deveriam desejar.

Mas isso não chega. Noni terá que perceber por ela própria aquilo que quer, e decidir se quer libertar-se da mãe/agente e daquilo que espera dela, de uma vez por todas, fazendo a sua própria música, e tomando as rédeas da sua carreira, ou continuar naquele mundo em que é preciso vender o corpo para ser alguém.

 

 

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Será que ainda resta alguma coisa da Noni Jean que era em criança?

Quem é a Noni, para além das extensões, unhas postiças, e roupas vulgares e diminutas?

Será que a sua voz ainda vale por si, e mais que tudo o resto?

Poderá ela ainda ser um exemplo para todas as adolescentes, sendo ela própria?

Ou acabará engolida pelo mundo que a mãe lhe mostrou desde cedo, até ao dia em que a tentativa se converta em suicídio consumado, e a mãe perceba , então, que há muito a sua filha precisava de ajuda, de uma mãe que a defendesse e ajudasse, e não uma agente que a atirasse aos lobos?

 

Um filme que pode até ser exagerado ou meramente fictício, mas que eu acredito que mostra uma situação bem real, e que explica muita coisa... 

 

Brilhante, excepcional, genial, muito bem feito mesmo!

 

Vi -o, li a sinopse e pensei “vou gostar deste livro”!

A história, de facto, prometia. Ainda que, à primeira vista, fosse o clássico da mulher desaparecida e do marido suspeito, com muito mistério pelo meio.

Não o comprei na altura, mas este ano teve que ser.  E comecei a ler.

O que posso dizer sobre ele? Não muito, quase nada! E não é porque não tenha nada para dizer. É porque o que quer que eu diga, estará a desvendar algo que não deve ser contado mas, sim, lido!

Já vi algumas críticas negativas ao livro, leitores que se sentiram enganados ou decepcionados por comprarem o livro a pensar que a história seria uma coisa, e depois foi outra.

Eu não me sinto enganada. Não me arrependo. A autora escreveu um livro brilhante, excepcional, muito bem feito mesmo! E se, de facto, a história não foi exactamente aquela que imaginei pela sinopse, isso não me defraudou. Só me cativou ainda mais porque aconteceu aquilo que ninguém esperaria.

A história gira à volta de duas pessoas, Amy e Nick. As cenas vão intercalando entre um e outro, ora em forma de entradas de diário dela, ora em tempo real, no caso dele.

Duas pessoas normais, que um dia se conhecem e apaixonam, casam e têm tudo para viver o seu “felizes para sempre”. Com o passar do tempo, o casamento parece entrar em crise, surgem desentendimentos, discussões e o divórcio eminente. Parece já não haver outra solução, já não haver amor mas apenas acomodação, saturação e mágoa. Um cenário perfeito para procurar fora, aquilo que não há em casa.

Umas vezes estamos solidários com Amy. Outras, defendemos Nick. Por vezes, nenhum dos dois.

A história fala de personalidades, de possíveis condicionantes que para elas contribuíram, de pequenos e grandes defeitos, de aparências, de verdades escondidas e mentiras reveladas, de pessoas reais, que podemos encontrar em qualquer lado!

A partir do momento em que começamos a ler Em Parte Incerta, não conseguimos parar até saber onde nos vai levar cada página que viramos, que reviravoltas nos aguardam, que supresas nos esperam, até ao final da história. E vamos, cada vez mais, recordar a pergunta da capa “acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?”.

Quem é a Amy? Quem é o Nick?

Sem dúvida, um dos melhores livros que já li! Aguardo com grande expectativa a adaptação ao cinema.

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