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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Visitas de estudo ou passeios?!

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Hoje em dia, tal como no nosso tempo, é comum os estudantes terem várias visitas de estudo ao longo do ano lectivo.

E eles, por certo, agradecem! 

É um dia sem aulas, sem dar matéria, sem aturar os professores, É um dia de convívio, passeio, diversão, de conhecer novos locais.

De facto, cada vez mais as visitas de estudo são encaradas dessa forma e, mesmo que estejam, de alguma forma, relacionadas com algo que estão a dar ou já deram em aula, penso que isso é algo em que os alunos não pensam, não prestam atenção, e nem estão para aí virados.

 

A propósito da visita de estudo que a minha filha teve ontem, comentava eu com a minha mãe que, de uma forma geral, os professores raramente propõem aos alunos, após a visita, uma espécie de ficha para testar aquilo que aprenderam durante a visita, para falar sobre o que viram e ficaram a conhecer.

Penso que, com a minha filha, isso só aconteceu uma vez, estava ela na primária, e foi acerca de uma peça de teatro que tinham visto, para dar a sua opinião. Também comigo isso apenas aconteceu uma vez ou duas. É algo que ninguém gosta de fazer, e ainda bem que tem escapado.

 

Qual não é o meu espanto quando, à noite, estou a tirar as coisas da mochila dela e me deparo com uma ficha de duas páginas, para a minha filha fazer, relacionada com a visita de estudo do dia! Mais depressa falava nisso, mais depressa o professor se lembrava!

Mas não será caso para admiração. Afinal, embora o sentido que damos às visitas de estudo seja outro, elas não passam de isso mesmo, de visitas de estudo da matéria dada, para consolidação de conhecimentos, para ver no loval aquilo que se aprendeu na teórica. Não são meros passeios desprovidos de outras intenções que não o lazer. Existe um objectivo por detrás das visitas de estudo, relacionado com o estudo.

 

A minha filha disse logo: "eu não sei fazer nada disso!".

Acredito que não! 

Mas vai ter que dar um jeito, até porque parece que terá avaliação nesta ficha.

A importância de um blog na nossa vida

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Um blog pode fazer parte da nossa vida, mas não deverá ser nunca, exclusivamente, a nossa vida.

 

Por muito difícil que seja lidar ou conviver com as pessoas cara a cara, fazer novas amizades, travar novos conhecimentos na nossa vida, fora da blogosfera, e se procure colmatar essa dificuldade, seja ela por que motivo for, na blogosfera, as coisas quase nunca correm como idealizamos. A maior parte das vezes, é um engano.

Nem todas as pessoas que encontramos na blogosfera são exactamente como se apresentam. Muitas vezes, são personagens criadas especificamente para aquele blog.

Além disso, alguns blogs chegam e partem, uns mais rapidamente que outros, não dando tempo para criar laços ou, quando criados, acabam por se quebrar. 

 

Se é possível nascer amizades neste mundo virtual? Sem dúvida! Não faltam exemplos de bloggers que se conheceram através dos respectivos blogs, e que levaram essa amizade para além da blogosfera. E, quando isso acontece, é bom! Eu que o diga.

No entanto, e como é óbvio, essas amizades são (ou deveriam ser) apenas uma parte do conjunto de pessoas que fazem parte das suas vidas.

 

 

 

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Por muito bom que seja pertencer a este mundo da blogosfera, e sermos mimados com comentários, visualizações, destaques, supresas e prémios, que o é, sem dúvida, até que ponto a nossa vida se pode resumir à felicidade que daí advém?

 

Sermos reconhecidos pelo que escrevemos é óptimo. Sentir que os seguidores se identificam e partilham as suas opiniões, também. Saber que um post nosso chegou a muita gente e nos fizemos ouvir, idem. São pequenos mimos que nos deixam com um sorriso no rosto. É quase como um presente por aquilo que andamos aqui a fazer.

 

Mas é algo que depressa vem, e depressa vai.

 

 

Ninguém, por mais comentários ou visualizações que obtenha (salvo raras excepções) fica mais rico por isso! Ninguém anda a coleccionar troféus (tipo óscares da blogosfera), pelos destaques obtidos ao longo dos meses.

A única riqueza que recebemos de um blog, é o seu conteúdo, aquilo que quisemos pôr cá para fora, o nosso testemunho. São as amizades que eventualmente se façam, e que se fortaleçam também fora do mundo virtual. É a troca de experiências, opiniões e conhecimentos que poderemos fazer através deste meio. E um ou outro prémio que se vença em algum passatempo. 

Se passarmos a nossa vida numa tristeza, porque não conseguimos isto ou aquilo aqui na blogosfera, amargurados porque naquele dia ninguém nos visitou ou comentou, frustrados porque fizemos um texto tão bom, e não o destacaram, enfurecidos porque alguém tem mais "protagonismo", e com o coração cheio de negativismo porque a vida que idealizámos conquistar na blogosfera não é aquela que esperámos, então não estamos, de facto, a viver.

 

 

 

 

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Estamos a reduzir a nossa vida a muito pouco, se acharmos que, somente num blog, estará escondida a chave para a nossa felicidade. 

 

 

Sim, um blog pode ser importante em determinadas fases da nossa vida, ou até mesmo sempre, por um motivo ou por outro. E não há qualquer mal nisso. Mas não podemos viver, unica e exclusivamente, encerrados dentro da blogosfera, e esperar que os restantes bloggers façam o mesmo.

Um blog poderá ter sempre um lugar reservado na nossa vida. Já a vida, é abrangente demais para a reduzirmos ao espaço de um blog.

 

 

 

 

O que significa jogar bom futebol?

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No outro dia,o professor de futebol do meu marido colocou esta questão.

Os profissionais da área, ou entendidos no assunto, deram a sua opinião mais técnica.

Já eu, que não sou da área, nem tenho conhecimentos técnicos para comentar, deixei a minha opinião de espectadora: 

 

 

"Para mim, que não percebo nada de futebol, jogar bom futebol é algo que raramente se vê hoje em dia. Seria jogar por paixão, e não por interesses financeiros ou outros, ou para justificar os ordenados escandalosos que os jogadores ganham. Jogar bom futebol seria jogar pelo prazer de disputar uma partida, de acordo com as regras, e saber aceitar a derrota, sem atribuir culpas aos outros, ou comemorar a vitória, sem minimizar os adversários. Seria jogar com fairplay, algo cada vez mais em desuso. Seria jogar como equipa, e não procurar sobressair de forma individualista, como se vê muito hoje em dia. E, claro, saber utilizar as tácticas aprendidas, seja com o treinador ou com o professor, e proporcionar a quem vê um jogo de futebol, no final, aquela sensação de satisfação por ter visto um grande jogo, com ritmo, com ataques de ambas as partes, grandes passes, grande domínio da bola, grandes defesas, grande espírito de equipa, sem ser preciso recorrer a certas "manhas" que mais não servem que para gastar tempo e quebrar o ritmo, para além de não ser bonito de se ver os jogadores preocuparem-se mais em agredir os adversários do que em jogar. Jogar bom futebol é fazer aquilo que se gosta, sempre com respeito por quem temos do outro lado."

Faz sentido a avaliação dos professores?

 

Imagem do Publico

 

Os sindicatos contestam a legitimidade do exame, afirmando que os professores já mostraram, anteriormente, as suas competências e conhecimentos.

Pois eu digo que a aprendizagem é um processo contínuo, não termina quando recebem o diploma, nem quando são contratados e consideram o seu emprego garantido.

E se muitos professores concordam com os exames dos alunos, para avaliar conhecimentos de um ano inteiro (ou mais), quando os mesmos já foram provando esses mesmos conhecimentos ao longo do ano, porque contestam uma prova quando os avaliados são eles? 

Têm medo? Acham que não faz sentido porque sabem tudo? Pois se pensam assim, enganam-se.

Os resultados falam por si - cerca de 1/3 dos docentes que realizaram a componente específica da prova de avaliação de conhecimentos dos professores contratados reprovaram!

Em Português (nível 2), a  percentagem de chumbos atingiu os 60,4%. A Física-Química apenas 43, de 68 testes, foram considerados válidos. 

A prova de avaliação de conhecimentos e capacidades destina-se a professores contratados, com menos de cinco anos de serviço que, sem aproveitamento, se vêem impossibilitados de dar aulas, até nova prova.

A importãncia desta prova é justificada pela necessidade de haver professores mais preparados e qualificados, tendo que haver, para isso, uma maior exigência na formação inicial dos candidatos a professores.

A prova pode até nem estar concebida da forma mais apropriada, e nesse sentido é compreensível que os professores não concordem com ela.

E pode ser, de certa forma, discriminatória, uma vez que professores com mais de 5 anos de serviço estão isentos da realização, quando deveriam estar, igualmente, abrangidos.

Mas que faz cada vez mais sentido uma avaliação dos professores, tendo em conta alguns que por aí andam nas escolas a fazer tudo menos ensinar, lá isso faz.

E mais - deveriam ser avaliados na sala de aula, em pleno exercício das suas funções, e também psicologicamente.

O ensino melhoraria, e os alunos e pais agradeceriam! 

 

 

O que compensou ao longo destes 15 anos

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Quinze anos a trabalhar no mesmo sítio é uma data para celebrar!

Sim, nem sempre apetece, nem sempre o entusiasmo e a motivação são os mesmos, nem sempre a disposição é igual. Comecei com 20 anos. Nessa altura, estava ainda muito verde. 

Hoje, pergunto-me:

O que compensou destes últimos 15 anos?

O que me faz continuar a gostar deste trabalho? 

Excluindo o dinheiro que é o principal objectivo e motivação, os conhecimentos que fui e ainda vou adquirindo a cada ano. Coisas que não me passavam pela cabeça e que hoje, se alguém me perguntar ou pedir ajuda, sei responder e encaminhar.

Pode parecer que não, mas também me ajudou a escrever melhor, a utilizar determinados termos, e até a relembrar a matemática aprendida na escola, e há muito esquecida. 

As pessoas que fui conhecendo nos vários serviços que frequento em trabalho, e que me acompanharam em várias fases. Hoje, vou às Finanças ou à Conservatória, e já me conhecem bem, já sou da casa, algumas funcionárias até já me tratam por tu e me chamam Martinha, perguntam pela minha filha, que conhecem desde bebé (aliás, lembram-se de mim ainda grávida, e cheguei a levá-la quando era pequenita). 

E, acima de tudo, a forma calorosa como alguns clientes me tratam! Há clientes que ligam e que pedem para falar comigo. Talvez por ter tempo para as ouvir e lhes retribuir a conversa, ou porque estou por dentro dos assuntos. E, penso eu, pela minha simpatia e maneira de ser.

Há clientes que também valorizam o meu trabalho, enquanto administrativa.

Uma senhora, já me convidou várias vezes para tomar o pequeno almoço com ela, e cada vez que liga para lá é uma festa! Já houve clientes que levaram um mimo em ocasiões especiais (Natal/ Páscoa/ nascimento da minha filha). Já houve uma cliente que me levou uns queijinhos, outra bolos, outra uns objetos de decoração, outra deixou um café e um bolo pagos na pastelaria. Hoje, uma cliente foi à pastelaria comprar-me um bolo (até me perguntou que bolo é que eu queria). E isto são só alguns exemplos.

Por tudo isto, apesar de este trabalho nem sempre ser um mar de rosas, já compensou até aqui. E espero que assim continue por muitos mais anos!

 

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