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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Das mini férias de Julho...

Foto de Marta E André Ferreira.

O que é bom acaba depressa, e esta semana de férias passou a correr!

 

Constatações:

- a minha filha mudou - se até ao ano passado preferia mais piscina, este ano fez saber que prefere praia; e, ao contrário dos outros anos, não quer ficar muito tempo na praia;

- houve muitos adolescentes a apanharem o autocarro à mesma hora que nós, pelo que deve ser um "mal geral";

- eu própria, apesar de querer aproveitar bem a praia, dei por mim a não me importar, porque nos despachávamos mais cedo, e podia aproveitar ainda para descansar e ler;

- a maioria dos jovens vai no autocarro agarrada aos telemóveis (o autocarro tem internet), enquanto eu levava um livro;

- ainda há jovens educados, a dar lugar aos mais velhos e mães com filhos ao colo, coisa que já raramente se vê;

- ando tão cansada, que este ano nem tive vontade de jogar raquetes - de qualquer forma, a praia está tão cheia que nem há espaço para isso;

- soube-me bem estes dias e as caminhadas autocarro-praia-autocarro, a fazer-me parecer quase uma turista no meio de todos os que por lá andam no verão, sem horários nem preocupações de trabalho;

- apesar de o primeiro dia não ter tido um grande aproveitamento, tive sorte com a semana que escolhi - mar calmo a permitir-nos nadar à vontade, sol, apesar de algum vento que se fazia sentir, apenas ontem o tempo estava óptimo aqui em Mafra, e completamente encoberto na Ericeira;

- as bichanas gostaram de ter a dona mais tempo em casa, e estão cada vez mais exigentes de atenção e mimos;

- apesar de já não conseguir acordar muito tarde, poder dormir uma hora a mais que nos dias de trabalho, e não ser acordada com despertador, fez toda a diferença;

 

Conclusão:

Posso voltar a ir de férias, e só regressar no final de Agosto?!

 

 

 

É difícil lidar com as pessoas

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Cada vez mais compreendo porque muita gente prefere lidar com os animais, e não com os humanos!

É que lidar com determinadas pessoas pode revelar-se uma tarefa complicada e esgotante, principalmente:

 

- quando olhamos para elas e percebemos, logo de longe, que estão de mau-humor e não há-de vir dali nada de bom

 

- quando tentamos ignorar o mais possível e, ainda assim, as pessoas fazem questão de evidenciar a sua presença

 

- quando falamos cordialmente, para manter a paz, e as pessoas arranjam forma de transformar uma conversa numa guerra, como se procurassem uma discussão para descarregar as suas frustrações e o seu mau-humor 

 

- quando temos que optar dizer a tudo que sim, e a concordar não concordando, só para que a conversa não descambe

 

- quando percebemos, mal abrimos a boca, que mais valia termos ficado calados

 

É algo que acontece cada vez mais em serviços públicos, e a quem lida com o público, embora também possa ocorrer noutras ocasiões. 

 

Reconhecem alguma destas situações?!

Já passaram por situações destas?

Pesadelos

 

Se eu fosse um gato, pelo menos duas vidas já tinha gasto numa só noite!

Depois de um primeiro pesadelo, em que morri, voltei a ter outro, e voltei a morrer.

Já não é a primeira vez que sonho com a minha morte. E, automaticamente, sempre que isso acontece, os meus últimos pensamentos antes de morrer são: "Já não vou ver mais a Inês...". É uma sensação horrível. Felizmente, acordo, e percebo que tudo não passou de um sonho.

 

Mas, imaginando que isso pudesse vir realmente a acontecer, mais do que não poder ver mais a minha filha, a minha preocupação e apreensão seria com a vida que a esperaria daí em diante. 

Tem os avós aqui ao lado, com quem convive diariamente desde que nasceu, e eu ficaria muito mais descansada se ficasse com eles, que têm melhores condições para ficar criar e educar uma criança.

Mas ela tem um pai. Por morte da mãe, tem toda a lógica que ela fique com o pai. E, aí, a sua vida iria sofrer uma grande mudança.

Em primeiro lugar, porque o pai não tem as melhores condições financeiras para ter uma criança a seu cargo, quando nem a si próprio se consegue sustentar.

Alimentação saudável, não existiria! As porcarias que come nos dias que está com o pai passariam a ser a regra. 

Passaria a viver num ambiente em que o tabaco está constantemente presente, o que lhe iria a longo prazo prejudicar a saúde.

Apoio nos estudos, seria para esquecer. Alguma vez o pai dela se iria dar ao trabalho de pesquisar, tentar perceber a matéria, arranjar-lhe fichas  ou prepará-la para uma prova? De andar em cima dela, ver se tinha os trabalhos feitos e corrigi-los se fosse o caso, puxar por ela para ter boas notas? Não me parece...

A educação também não seria a melhor, nem o pai um bom exemplo a seguir.

Provavelmente, deixaria a filha aos fins de semana em casa dos avós para poder sair à noite e namorar, hoje com uma, amanhã com outra...

E nem quero imaginar mais nada porque todas estas suposições fazem-me perceber como faço falta à minha filha, e como é importante que me mantenha ao seu lado por muitos e longos anos! 

 

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