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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Um Pedacinho de Céu, de Julia Quinn

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Série Quarteto Smythe-Smith - Volume I

 

Antigamente, na sociedade e cortes londrinas, as mulheres casavam-se muito cedo, ou assim era esperado delas. Haviam as chamadas "temporadas", que se realizavam todos os anos, para que as jovens fossem apresentadas, conhecessem bons partidos e arranjassem casamento. Uma jovem que já estivesse na sua segunda ou terceira temporada, já começava a ser vista como "solteirona", e começava a ser um problema para as mães.

Naquele tempo, as mães queriam tanto arranjar marido para as filhas, que quase perseguiam os jovens rapazes, para que dessem atenção a elas. Sim, devia ser de loucos!

Honoria também pretendia encontrar marido na nova temporada que aí vinha, e até já tinha escolhido um possível candidato. Mas quis o destino trocar-lhe as voltas.

 

Antigamente, nenhuma mulher solteira poderia frequentar a casa de um homem solteiro sozinha. Tinha sempre que ir acompanhada de uma mulher mais velha, ou de alguma criada. Caso contrário, seria um escândalo, daria azo a todo o tipo de comentários maldosos e, em último caso, seriam obrigados a casar.

Ainda assim, Honoria fê-lo, para cuidar do seu amigo de infância. Neste caso, até tinha desculpa. O homem estava sozinho, sem família, e à beira da morte.

 

 

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Antigamente, nos bailes, as jovens tinham uns cartões que eram preeenchidos pelos cavalheiros que lhes prometiam uma dança. Era um sucesso ter o cartão cheio, significava que era uma jovem apreciada e solicitada. Cada rapaz/ homem só deveria dançar uma vez com cada jovem mulher. Também determinadas danças, como a valsa, não eram vistas com bons olhos (ver mais sobre as regras aqui).

No entanto, Honoria e Marcus dançaram a valsa, e foi um momento mágico.

 

 

Mas, afinal, quem são Honoria e Marcus?

Honoria e Daniel eram dois irmãos, com alguma diferença de idade entre eles. Marcus era um jovem solitário, que encontrou em Daniel o amigo e irmão que nunca teve, e na família deste, a família que nunca teve.

Honoria, mais nova que ambos, só queria participar nas brincadeiras, ser incluída, ter um pouco de atenção para si. Mas eles viam nela uma criança birrenta, ardilosa, e muito chata, de quem só queriam distância.

Uns anos mais tarde, Daniel vê-se obrigado a fugir, e faz o seu amigo Marcus prometer que cuidará de Honoria, e evitará que algum rapaz/ homem mal intencionado, vigarista ou imaturo se aproveite dela. Marcus assim faz.

Isto levará a uma bola de neve de acontecimentos, pelos quais Honoria será responsável, e que poderão terminar na morte de Marcus. Pelo meio, teremos momentos muito divertidos, inusitados, tensos, e de grande coragem.

 

A principal mensagem que retiro desta história, é o valor de uma família, o sentimento de pertença a uma família, a algo, a alguém...E a forma como isso pode ser mais forte que todas as adversidades que tenham que enfrentar.

 

Outro motivo porque gosto de ler estes livros da Julia Quinn, é o facto de ela juntar todas as suas histórias, embora não tenham nada a ver umas com as outras. Neste livro, pude reencontrar a temida Lady Danbury, que parece ter em cada homem da corte um afilhado, sobrinho, primo! Esta mulher é o máximo!

E também aqui voltei a ouvir falar de Colin Bridgerton, da série "Os Bridgertons" que, aqui, ainda não tinha casado com a sua amada, e do seu irmão Gregory, o mais novo dos Bridgertons.

De certa forma, é quase como se tivessemos a viver naquela época, e a conviver com as várias famílias que existiam nesse tempo, cruzando-nos frequentemente com os seus membros.

 

Venha o resto da colecção!

 

 

 

 

Pintar os troncos das árvores com cal

 

Ontem perguntei aqui qual o motivo para pintarem os troncos das árvores. 

A autora do blog 5minutosnaparagem deu-me a explicação que ela mesma um dia recebeu de um senhor a quem fez a mesma pergunta.

Fui investigar e, de facto, pintar o tronco das árvores de frutos com uma mistura de cal e água é uma técnica usada para proteger a casca dos danos do sol, bem como para prevenir infestações de pragas. Como? A pintura com cal reflete o calor do sol, criando uma superfície quente que os insetos não atravessarão. 

Este é um costume muito antigo, e utilizado também em alguns jardins, deixando as árvores com uma espécie de “saia” branca.

No entanto, existem motivos para acreditar que este procedimento resulta apenas de falta de conhecimento e crenças culturais, sendo na verdade, inútil e prejudicial às árvores. Isto porque algumas espécies de árvores, além de respirarem pelas folhas, utilizam os troncos para trocas gasosas que ajudam ao seu funcionamento, através de estruturas que, quando pintadas, são fechadas.

Em termos estéticos, pintar apaga a beleza natural das árvores, tornando os locais, onde as mesmas se encontram, artificiais e feios paisagisticamente.

Além disso, não nos esqueçamos de que a árvore é um ser vivo. Não é um móvel de madeira, nem um poste, para ser pintado conforme o Homem quer. 

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