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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Para lá da ribalta - o filme

 

 

 

 

 

 

 

Imagem relacionada

Noni Jean é filha de mãe solteira. O seu pai não quis saber de nenhuma delas, a família não deu o apoio que seria de esperar e, quando Noni nasceu, passaram a estar por sua conta.

Quem vemos no início do filme é uma mãe desesperada, que parece querer o melhor para a filha. Noni irá participar num concurso de talentos no dia seguinte, e Macy precisa de ajuda para "domar" o cabelo da filha, para que ela cause boa impressão.

 

 

 

 

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Noni era apenas uma criança, que gostava de cantar, gostava de música, e tinha uma bonita voz. E ficou felicíssima com o 2º lugar alcançado no concurso, e com o seu primeiro prémio. Tudo poderia ter ficado por aqui. Mas não...

Macy queria mais para a sua filha. Macy não se contentou com o 2º lugar alcançado pela filha, e obrigou-a a deitar fora o prémio, e a lutar para ser uma vencedora.

 

 

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E é assim que, anos mais tarde, vemos uma Noni Jean completamente diferente, na entrega do seu primeiro prémio Billboard, pelo tema que partilhou com o mundialmente conhecido Kid Culprit (interpretado por Machine Gun Kelly).

Noni poderia ser uma Beyoncé, uma Rihanna, uma Miley Cyrus, ou tantas outras cantoras da actualidade, que aliam a beleza, muitas vezes "postiça", a uma boa voz, e a uma equipa por detrás, que diz o que deve e não deve fazer, o que deve e não deve vestir, o que deve e não deve cantar.

 

 

Resultado de imagem para para lá da ribalta filme 2015

É esta Noni Jean que existe na actualidade - a filha que a mãe "vendeu" e obrigou a "prostituir", pelo sucesso, pela fama, e pelo dinheiro.

Não sei se é o que se passa em muitos dos casos reais que conhecemos, e que levaram ao suicídio de grandes artistas, sem que encontrássemos uma explicação para tal. Mas foi o que levou Noni a tentar suicidar-se - uma tentativa de fuga à "prisão" que é a sua vida.

Nada em Noni é real - as roupas ousadas são uma questão de imagem, o namoro com Kid é marketing e aliança para sucesso, as músicas que canta não lhe dizem abolutamente nada, mas são aquelas que dão dinheiro e prémios. Tudo são aparências.

A própria tentativa de suicídio teve que ser camuflada, mascarada de deslize por ter bebido demais, por conta da comemoração pelo prémio recebido. E a polícia vê-se "obrigada" a corroborar a história, para não estragar a pintura. 

 

 

Imagem relacionada

A única pessoa que percebeu que Noni precisava de ajuda, foi o polícia que a salvou. Foi também o único a ver o que havia por baixo daquela imagem fabricada, da bonequinha sexy que todos os homens deveriam desejar.

Mas isso não chega. Noni terá que perceber por ela própria aquilo que quer, e decidir se quer libertar-se da mãe/agente e daquilo que espera dela, de uma vez por todas, fazendo a sua própria música, e tomando as rédeas da sua carreira, ou continuar naquele mundo em que é preciso vender o corpo para ser alguém.

 

 

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Será que ainda resta alguma coisa da Noni Jean que era em criança?

Quem é a Noni, para além das extensões, unhas postiças, e roupas vulgares e diminutas?

Será que a sua voz ainda vale por si, e mais que tudo o resto?

Poderá ela ainda ser um exemplo para todas as adolescentes, sendo ela própria?

Ou acabará engolida pelo mundo que a mãe lhe mostrou desde cedo, até ao dia em que a tentativa se converta em suicídio consumado, e a mãe perceba , então, que há muito a sua filha precisava de ajuda, de uma mãe que a defendesse e ajudasse, e não uma agente que a atirasse aos lobos?

 

Um filme que pode até ser exagerado ou meramente fictício, mas que eu acredito que mostra uma situação bem real, e que explica muita coisa... 

 

Questão pertinente?

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Entre os vários termos de pesquisa de ontem, surgiu esta questão, que não deixa de ser curiosa:

 

 

Termos de Pesquisa (ontem)

  1. Quem tem prioridade: um idoso doente ou uma criança doente? 

 

Não sei em que contexto estaria, a pessoa que pesquisou, a procurar uma resposta. Nem sei se aqui se coloca tanto uma questão de prioridade, porque nos serviços, por norma, o atendimento é pela ordem de chegada e, possivelmente, não sendo pela chegada, pela gravidade do problema.

 

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Mas, se tivessem que escolher entre socorrer um idoso ou uma criança, qual seria a atitude mais acertada? 

 

Na minha opinião, de preferência, e se possível, socorrer ambas, considerando todos os factores e situação em que se encontram. Não sendo possível, qualquer decisão tomada seria acertada. Não considero que socorrer um signifique não querer socorrer o outro. E que um seja mais merecedor que o outro.

 

E por aí, qual é a vossa opinião. Se estivessem nesse dilema, o que fariam? 

O Intermarché dá bilhetes para o Badoca Park!

 

Não acreditam?! É verdade!

Só tem que fazer:

  • 30€ em compras com cartão, e terão direito a 1 bilhete de criança
  • 60€ em compras com cartão, e terão direito a 1 bilhete de criança e 1 bilhete de adulto
  • 120€ em compras com cartão, e ganharão 1 bilhete de criança e 1 bilhete de adulto, com direito a interação com os lémures

Até aqui tudo espectacular, não é? No último fim de semana ganhei 1 bilhete de criança e um de adulto. Não é algo que me inspire muito para ir ver, além de que é caro, mas com 2 bilhetes já pagos, dá-se um jeito.

Pois, mas agora vem o "MAS"!

1º - Qualquer uma destas ofertas só é válida, na compra de um bilhete de adulto! Tudo bem. Mesmo assim, já poupo 2 bilhetes.

2º - Os bilhetes de criança são para crianças dos 4 aos 10 anos! Portanto, se tiverem filhos maiores de 10 anos, têm que pagar bilhete, o que significa um bilhete grátis, e dois pagos!

 

Já não me soa assim tão bem esta oferta!

 

Falsa ilusão

 

"Júlia e Duarte sempre foram apaixonados um pelo outro mas, mesmo assim, sucederam-se vários acontecimentos que os acabaram sempre por separar. Cada um segue a sua vida. Duarte acaba por se casar com Inês, que sente a cada instante a insegurança que a sombra de Júlia directa ou indirectamente lhe provoca. Para que o seu casamento continue firme, e de forma a prender Duarte ao seu lado, decide seguir o conselho da sogra e engravidar. Segundo ela, o filho vai ajudar a salvar o seu casamento, e veio no momento certo!"

 

É apenas uma telenovela, é verdade, e estas são apenas personagens a representar o seu papel na história. 

Mas, em pleno século XXI, ainda existem mulheres que pensam como esta, e que se servem dos filhos para tentar salvar uma relação que já está, à partida, condenada ao fracasso.

Um filho deve ser o fruto de uma relação de amor, e nunca a semente para germiná-lo!

Hoje em dia, ao contrário do Duarte, poucos são os homens que ficam ao lado de uma mulher apenas porque ela está à espera de um filho seu. Até porque a presença será meramente física. Um pai, para ser e estar presente na vida de um filho não precisa, necessariamente, de viver com a mãe. Poderá resultar, num primeiro momento, mas depois a relação acabará por se ir deteriorando, provocando um mau ambiente que acaba por ser prejudicial à criança. E é a criança quem mais sofre com esta atitude. Em primeiro, porque o seu nascimento não foi desejado nem planeado por ambos. Em segundo, porque funciona para a mãe como uma espécie de objecto, utilizado em proveito próprio, num acto de egoísmo. Em terceiro, porque a criança estará sujeita a presenciar eventuais discussões entre os progenitores e a viver num ambiente que não é, de todo, o mais propício ao seu bem-estar e desenvolvimento. Pode ainda acontecer que a mãe, ao ver os seus planos caírem por terra, se sinta frustrada quanto às suas expectativas, e comece a rejeitar o filho, com todas as consequências psicológicas que tal rejeição provocará na criança, a médio e longo prazo. Ninguém será feliz assim, por isso, valerá mesmo a pena cometer tamanho erro?...

A institucionalização e a comunidade

 

Uma criança/ jovem que chega a uma instituição já se sente, à partida, excluída ou marginalizada, relativamente a outras crianças. É um ser fragilizado, com baixa auto-estima, dependente, sem planos para o futuro ou um projecto de vida.

É, por isso, necessário um trabalho árduo mas, acredito, muito gratificante para quem o faz, no sentido de garantir e proporcionar, não só os cuidados básicos de alojamento, alimentação, higiene, saúde e educação, mas também o reforço da auto-estima com a valorização dos aspectos positivos, bem como o desenvolvimento de uma autonomização gradual.

Além da promoção do contacto e envolvimento da família durante a institucionalização, é através da interacção e utilização de vários recursos da comunidade que se criam oportunidades para estas crianças/ jovens socializarem e conviverem, construindo, por exemplo, relações interpessoais fora da instituição.

Embora inicialmente estes estabelecimentos se localizassem, estrategicamente, na periferia dos núcleos urbanos, afastando as crianças/ jovens tanto da família de origem como da comunidade, dificultando a reinserção, hoje em dia há uma maior abertura e interacção com a comunidade local. 

As instituições podem também preparar os jovens para a sua independência, apoiando-os, de diversas formas, no processo de saída e eventual retorno à sua casa ou na sua inserção no mundo laboral.

Embora haja uma imagem depreciativa do acolhimento institucional, alimentada quer pelos utentes quer pelos próprios profissionais que lá trabalham, e haja provavelmente discriminação das crianças/ jovens que passaram por este processo, a verdade é que há igualmente testemunhos bastante positivos de quem lá esteve, e agora se sente realizado e feliz por ter tido o apoio (a todos os níveis) que encontrou nestas estruturas e que, de outra forma, nunca teria tido. 

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