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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Os Bridgerton - Felizes Para Sempre

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Depois de uma colecção de 8 livros, dedicados a cada um dos filhos de Violet Bridgerton, chegou o último dos últimos, aquele que mostra o que ficou por ver em cada uma das histórias anteriores, e ainda como tudo começou, com a história da própria Violet, com aquele que viria a ser o pai dos seus filhos, e único companheiro de toda uma vida.

 

Confesso que foi bom recordar e dar continuidade ao percurso daquelas personagens, umas mais fortes que outras, mas preferia que este livro fosse mais centrado na Violet, e não apenas umas páginas. Até porque ela era uma menina bem temperamental e de pelo na venta, e gostava de a ter conhecido melhor e á forma como o romance se desenrolou, levando ao casamento e a uma legião de 8 filhos, cada um deles baptizado com nomes que seguiam a ordem do alfabeto.

 

De entre estes novos prólogos, destaco o da desforra do jogo do palamalho, e aquele em que Hyacinth descobre, ao fim de 15 anos, as joias que sempre procurou, e nunca desistiu de encontrar.

O Bebé de Bridget Jones

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Vi este filme no sábado à tarde.

Já não me lembrava de praticamente nada dos primeiros dois filmes, para além do essencial.

Embora os actores tenham envelhecido, isso nota-se, ou foi dado a entender de forma exagerada na personagem Mark, e não tanto na Bridget.

Gostei de ver a mulher que ela se tornou, mais confiante mas, ao mesmo tempo, ainda tão trapalhona e despistada!

Confesso que neste triângulo amoroso era difícil decidir com qual dos dois gostava de ver a Bridget no final. Porquê?

 

Porque o Jack, a nova personagem introduzida, representaria uma quebra total com o passado, o recomeço de uma vida nova, uma etapa nova, com um homem que tem tudo para a fazer feliz e ser um bom pai, apesar das acções menos correctas que teve na disputa pelo amor de Bridget, e de pensar que o amor tem tudo a ver com matemática e algoritmos ou fórmulas científicas.

 

Já o Mark, é o andar em círculos, numa história mal resolvida com muitos anos, em que as coisas nunca funcionaram, e não há previsão de que venham a funcionar agora, apenas por causa de um bebé. O Mark é um homem, de certa forma, inadaptado, frio, sério, num total contraste com a Bridget. Mas nas coisas do amor, o que manda é o coração. E porque não dar uma última chance a este amor?

 

O que fará Bridget optar por um ou por outro? Será o teste de ADN que indicará quem é o pai da criança? Qual deles ganhará: o amor do passado, ou o amor do futuro? 

E se a escolha não depende da paternidade em si, mas da forma como aquele que não é o pai, encara toda a situação e o futuro com a mulher que ama, mas tem um filho de outro homem?

Sinceramente, ainda não não percebi se gostei do final deste filme ou não, mas sei que me diverti imenso com algumas cenas, nomedamente, o percurso da Bridget até à maternidade, e me comovi com outras.

Mas foi bom relembrar as personagens, muitos anos depois!

Deixei-te Ir, de Clare Mackintosh

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Sabem aqueles desafios que nos costumam surgir, de frases com palavras pela metade, ou frases escritas no sentido inverso que, ainda assim, conseguimos decifrar porque o nosso cérebro faz a associação automática?

Também na escrita, acontece o mesmo. O autor do livro pode descrever dois acontecimentos separadamente, e o nosso cérebro fazer a associação entre os dois, sem qualquer dúvida. Por vezes, essa associação é correcta. Outras vezes, não. Pode apenas servir para o autor conduzir o leitor ao caminho que quer que ele siga, para depois o impacto da verdade ser maior. Ou significa apenas distracção ou falta de atenção do leitor.

Não sei se a autora de "Deixei-te Ir" teve alguma dessas intenções, mas a verdade é que o meu cérebro associou, de tal forma, uma coisa à outra que passei metade do livro, enganada!

De facto, nesta história, nada é o que parece. Nem sempre aqueles que julgamos vítimas são as verdadeiras vítimas. Nem sempre os que julgamos bons o são de verdade. Nem sempre aqueles que nos parecem culpados, têm culpa.

A qual destes grupos pertencerá Jenna Gray? Quem poderá confiar nela, e em quem poderá ela confiar?

Um livro a ler, para quem gosta do género!

 

SINOPSE

"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenna, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."

Estou a Ver-te, de Clare Mackintosh

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Comecei a ler este livro, e percebi que é mais um daqueles que não entusiasma logo às primeiras páginas. Como eu costumo dizer, tem muita "palha".

Mais à frente, começamos então a entrar no que interessa e eu, com os meus palpites, disse para comigo que, se fosse eu, teria escolhido determinada personagem para mau da fita.

Percebo, no final, que a autora, mesmo sem saber, me fez a vontade!

 

Costuma-se dizer, muitas vezes, que devemos sempre agir como se estivéssemos a ser observados. 

E se, de facto, estivermos mesmo a ser observados?

Se alguém por aí souber exactamente o que nós levamos vestido, onde moramos, onde trabalhamos, que percurso fazemos habitualmente, se usamos escadas ou elevadores, se costumamos andar sozinhas ou acompanhadas... E se esse alguém resolver partilhar, com quem quiser, todas essas informações?

E se, à custa disso, começarem a aparecer mulheres roubadas, violadas, assassinadas?

Imaginem que era a vossa foto que viam, no lugar onde outras tiveram antes, com um destes finais atrás referidos.

Seria possível não nos tornarmos paranoicas, e procurar o inimigo em cada pessoa com quem lidamos, e em cada desconhecido com que nos deparamos no dia a dia?

Seria possível ignorar que, a qualquer momento, podemos ser atacadas e perder a vida?

E se, em vez de nós, esse perigo se tornar real para a nossa filha, numa espécie de jogo de gato e rato, e não pudermos fazer nada para o impedir?

Será que a polícia vai descobrir quem está por detrás deste site, usado para fins criminosos, e evitar que mais alguém seja apanhado na rede?

 

Sinopse:

"Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. 

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. 

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo."

Um Gato de Rua Chamado Bob

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No passado fim-de-semana vi, finalmente, o filme sobre a história do gato Bob e o seu dono, James Bowen.

A expectactiva era alta, sobretudo depois de ter lido os dois primeiros livros.

 

As conclusões a retirar são as seguintes:

- o gato Bob é lindo e único, sem dúvida o grande protagonista

- o actor que deu vida a James foi muito bem escolhido, e gostei muito da sua prestação no filme

- o filme em si, deixou muito a desejar, estava à espera de muito mais, de muitas emoções como as que os livros provocaram, e a única cena que se aproximou de algum tipo de emoção foi aquela em que o Bob fugiu e esteve uns dias sem aparecer

 

Foi, de certa forma, uma desilusão.

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