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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Cada um tem que cometer os seus próprios erros...

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...pois só assim irá, também ele, aprender com os mesmos.

 

Muitas vezes damos por nós a aconselhar os outros, sobretudo aqueles que amamos, ou nos são próximos, a agir de determinada forma, ou a evitar certas coisas, comentários ou gestos, porque consideramos que serão um erro a evitar. Algumas vezes, dizemo-lo por intuição, por sexto sentido, ou sem qualquer motivo em concreto. Outras, porque nós mesmos o fizemos, e percebemos o erro que cometemos. Daí não querer que os outros caiam nesses mesmos erros. Daí querermos que eles ajam de forma diferente daquela que nós agimos como se, dessa forma, estivessemos a viver de novo a nossa vida, sem os erros que dela fazem parte, a corrigir os nosso próprios erros.

No entanto, por mais que queiramos proteger ou mudar o rumo daqueles que gostamos, não adianta tentar que eles não cometam erros. Porquê?

Porque nunca saberão que são erros, se não os fizerem. Para eles, vai ser sempre algo a experimentar, e algo de que estão certos ser o melhor, até que a vida lhes mostre o contrário. Por isso, só vão perceber que erraram, quando cometerem esses erros! Faz parte da vida.

 

A nós, resta-nos vê-los viver a vida, lutar da forma que acham melhor, mesmo que não seja a mais acertada, aconselhar mas sem impôr, estando presentes na hora em que tudo der certo mas, sobretudo, no momento em que eles perceberem que acabaram de cometer um erro.

 

Afinal, só não erra que não faz nada, e é com os erros que cometemos ao longo da vida que ganhamos ferramentas para enfrentar o futuro. 

E, muitas vezes, só descobrimos o melhor, depois de experimentar o pior.

Marta - a gulosa!

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"A sério?

Tu és gulosa?! 

Nunca te vejo comer bolos. Nunca te vejo comer doces nem gelados.

É sempre comida saudável!"

 

Sim, respondo eu! 

Pode não parecer, mas eu sou muito gulosa!

Se não costumo comer muitas coisas dessas que atrás referem é porque, se começasse, teria tendência a abusar.

 

No sábabo passado, deu-me para experimentar os doces que estavam à venda no hipermercado. Escolhi 3: de figo, de morango, e de maçã e canela. Três caixinhas pequenas, só mesmo para experimentar.

Diz o meu marido: "mas tu nem és de comer doces". Pois não, e eu já sabia qual era o destino que os esperava, mas queria mesmo experimentar!

Assim que cheguei a casa, peguei numa colher de sobremesa, e provei um bocadinho de cada. O de figo era doce demais e muito enjoativo. Foi logo recambiado para casa dos meus pais que, como o meu pai costuma dizer, a diabetes dele (não tem) pede coisas doces!

O de maçã e canela, e o de morango, eram muito bons. Não sei dizer de qual gostei mais. Ficaram lá por casa, para o meu marido e a minha filha experimentarem.

A minha filha não achou muita graça. O meu marido gostou, mas está numa de alimentação saudável. E eu, comi uns pãezinhos de leite, um com cada doce, fiz a vontade, matei o meu desejo, e chegou-me.

Escusado será dizer que, também estas duas caixas, foram parar ao frigorífico dos meus pais!

 

Distribuição de preservativos nas escolas

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A pergunta de ontem do Sapo era:

"Concorda com a distribuição de preservativos grátis nas escolas?"

 

E eu, com toda a sinceridade, respondi "não sei". Porque, de facto, não sei se isto será boa ou má ideia.

Até porque a questão principal não passa por aí, mas sim muito antes disso.

 

Concordo que deveria haver uma disciplina de educação para a sexualidade nas escolas. Inventam tantas disciplinas para preencher horário, que não fazem qualquer sentido, nem têm qualquer utilidade. Esta seria, sem dúvida, muito mais importante.

A verdade é que os jovens têm curiosidade em saber mais, e em experimentar mais, cada vez mais cedo.

No tempo dos meus pais, sexo só depois do casamento, e já na idade adulta. 

No meu tempo, isso era coisa em que começávamos a pensar aos 16/ 17 anos. Uma ou outra, inclusive, ficava grávida.

Hoje, vemos adolescentes de 14/15 anos a namorar. Namorar é uma maneira de dizer - andam aos beijos com um, ficam interessadas e falam com outros. Outras há que avançam mais, seja por vontade própria, seja por estarem iludidas com falsos amores e promessas vãs, seja para ser aceite, ou por se ver forçada.

Pior, vemos crianças de 11/12 anos, a quererem fazer e experimentar, o que estes adolescentes de que falei antes, precocemente, fazem.

Vemos crianças/ adolescentes a engravidarem cada vez mais cedo, a abortarem cada vez mais, a utilizarem de forma errada os métodos de contracepção disponíveis (ou a não utilizarem sequer), e a utilizarem a pílula abortiva como método recorrente de contracepção.

E, claro, no meio de tudo isto, a falta de protecção e possível transmissão de doenças sexuais.

 

Por isso, se me perguntarem se é urgente uma disciplina que os elucide, que os informe, que lhes explique os prós e os contras, que os aconselhe, que os previna, e que funcione como acréscimo ao trabalho dos pais nesse sentido, concordo. 

Agora, até que ponto distribuir preservativos de forma gratuita pelos estudantes - e aqui penso que a ser cumprido, deveriam também distribuir a pílula - não será uma forma de incentivo, de mascarar o verdadeiro problema, não sei.

Mas, entre o não fazer nada, e algo de pior acontecer por falta de medidas destas, e o poder evitar males maiores com elas, ainda que sejam insuficientes, acho que é preferível a primeira opção.

 

Imagem www.sabado.pt

Arriscariam passar a noite nesta tenda?!

 

Pode até ser extremamente romântico passar uma noite nesta tenda, com quatro metros de tamanho, que pode albergar duas pessoas.

E acredito que seja uma experiência excepcional dormir numa tenda transparente, ou simplesmente aproveitar para apreciar a paisagem e o céu estrelado, as ondas e o horizonte.

Mas não sei se arriscaria colocar-me dentro desta bolha. Apesar de garantirem que estamos protegidos, e que é à prova de água, parece-me que, com uma onda maior, ainda era levada e ia dar por mim a navegar em pleno mar, dentro da mesma. 

E vocês, gostavam de experimentar?

 

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