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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Regras estranhas do facebook

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No passado domingo, a minha filha teve uma apresentação de dança na Casa do Povo de Mafra, no âmbito da celebração do aniversário desta.

O meu marido gravou o vídeo da apresentação, claro!

A turma é composta por várias crianças, entre os 6 e os 12 anos, que se inscreveram nas aulas do Criactiv Dance.

Na apresentação, foram utilizadas diversas músicas, de artistas como Diogo Piçarra, Calvin Harris e Rihanna, Anselmo Ralph e Bruno Mars.

 

No momento em que vamos publicar o vídeo no facebook, recebemos uma mensagem de alerta, de que o vídeo não tinha sido publicado, porque um único e simples motivo. Conseguem adivinhar?

 

 

a) O vídeo tem menores que podem não querer ser identificados, ou não devem ser identificados sem autorização dos pais

 

b) O vídeo contém uma coreografia, propriedade de um estúdio de dança, que não deve ser reproduzida

 

c) O vídeo contém uma música "24K Magic" de Bruno Mars da qual não detém os direitos de autor

 

 

O que é que vos parece mais lógico?

 

 

Pois foi mesmo a última opção! 

Ou seja, nenhuma das outras músicas nem artistas detém, ao que parece, direitos de autor. O único entrave era a música do Bruno Mars. Logo daquele que até já foi, ele próprio, acusado de plágio.

 

Mas, mais grave que isso, é não ter sido sequer um alerta para preservação dos menores que participaram no vídeo.

Realmente, o facebook tem regras um pouco estranhas no que respeita ao que permite ou não que se publique na sua rede.

Estivessem quem de direito mais atento a tudo o que lá se publica, e todos ganharíamos mais com isso.

Se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

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Já não é a primeira vez que me deparo com uma situação destas, e é algo que me irrita profundamente.

Uma associação de protecção de animais partilhou, na sua página do facebook, uma publicação acerca de um gatinho que foi devolvido, pela família que o tinha adoptado há uns meses, apelando a que se tentasse encontrar um novo lar para o bichano.

Até aí, tudo bem. Tinha até começado a escrever um comentário, quando li melhor a publicação, e deparei-me com esta solicitação:

 

"Pedimos que em vez de comentários sobre a devolução nos ajudem de forma construtiva a encontrar a família 5 estrelas que este patudo precisa."

 

E, assim, apaguei o comentário que estava a escrever.

Mas houve quem se quisesse manifestar:

 

"...concordo que devemos tentar arranjar um lar para este menino o quanto antes, mas mesmo assim devem colocar o nome destes adotantes na lista de maus, ou melhor, péssimos adotantes para que este tipo de situações não se repita."

 

E que resposta é que recebeu?

Esta:

 

"Mas agora vamos começar a colocar cruzes vermelhas na testa de quem faz algo errado??? É isso que quer que lhe façam a si quando fizer algum erro na sua vida? Nem sabe o que se passou e nem temos que saber!! Temos sim, se pudermos, ajudar e mais nada!"

 

Ora, se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

Se não querem que as pessoas se insurjam contra estas situações, que comentem, que critiquem, que condenem este tipo de actos, não os exponham.

Se o mais importante, como dizem, é encontrar um novo lar para o animal em questão, ajudando como pudermos, evitem falar do que gerou essa necessidade.

Porque raio têm que anunciar, com tanta indignação, o que os adoptantes fizeram com o animal, criticando, condenando e mostrando a sua própria revolta se isso, perante a situação do amimal em causa, é assim tão irrelevante? 

 

A publicação da associação:

"Devolvido…
Devolvido como uma peça que se leva para experimentar e depois afinal já não se quer..
Adotado em outubro, então um bebe com 3 meses, o Pokemon foi devolvido ontem com 7 meses.
Porquê? Não interessa, nestas situações a razão nunca tem razão.
O seu nome revelou-se uma verdadeira maldição - o jogo passou de moda e o interesse arrefeceu. Mas este tigrado não é virtual, é um ser vivo com emoções, com sentimentos, não é algo que desaparece por se desligar o botão…
Com mais de metade da sua pequena existência vivida numa casa imaginam a revolta deste menino? Não tivemos coragem de o colocar numa situação em que também ele pode entrar em depressão, por isso encontra-se muito provisoriamente em casa de uma voluntária.
É um gato meigo e brincalhão que precisa de encontrar a sua verdadeira família, que precisa com urgência de um lar.
Procuramos adotantes responsáveis, alguém que ame o Pokemon para o resto da vida e não apenas uns meses, alguém que entenda que estes animais têm sentimentos, que sofrem a sério com o abandono…
O Pokemon não está castrado nem testado mas assumiremos esses custos.
Só queremos que este menino encontre a felicidade que lhe foi prometida e depois roubada."

 

Compreendo que estarmos a deixar a nossa opinião não resolve o problema principal, que é o de se encontrar uma nova família para este gatinho. Mas, se a própria associação o faz, não teremos também nós, o direito de o fazer? E os outros o dever de a respeitar?

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Os "gostos" do facebook

 

Cheguei a uma simples conclusão: muitas pessoas clicam no botão "gosto" só porque sim, sem ser necessariamente por gostar do que estão a ver ou a ler.

Ora porque foi publicado por amigos, ora porque é uma publicação de alguém famoso, ou por qualquer outro motivo menos o que deveria ser.

Tenho a impressão de que, em certos casos, mesmo que se pusesse lá a publicação de algo insignificante as pessoas punham um "gosto"! 

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