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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Marta Dias

 

 

 

Vinte anos depois do lançamento de Y.U.É., o primeiro disco de Marta Dias, a Farol Música editou, a 28 de abril, a compilação digital “ESSE MEU AMOR – BEST OF”, que reúne os temas mais emblemáticos da cantora.
De “YUÉ” a “QUANTAS TRIBOS”, Marta Dias iniciou e concluiu um ciclo de pesquisa da sua identidade e raízes, que a levou desde sempre a criar canções em nome próprio que interrogam precisamente essa identidade, feita de múltiplas origens (Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa).
A compilação abre com uma canção inédita, “Esse Meu Amor”, que marca o regresso à escrita de canções por Marta Dias, e é uma parceria da cantora e letrista e do músico Carlos Barreto Xavier.
Para ficar a conhecer melhor a Marta, deixo-vos aqui a entrevista que a artista concedeu a este cantinho, e a quem desde já agradeço!
 
 
 
 
 

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Quem é a Marta Dias?

Uma cantora de origem afro-goesa, que afirmou o seu lugar na música com uma pesquisa constante dessas origens.

 

 

Como é que nasceu a sua paixão pela música?

A minha mãe foi actriz amadora e sempre incentivou nos filhos o gosto pelas artes. Desde pequena que gosto de cantar, e fui sempre apoiada nesse interesse.

 

 

A Marta é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta área conjuga-se, de alguma forma, com a música, influenciando a forma como compõe os seus temas e como transmite a mensagem de cada um deles?

É claro que as nossas vivências não são estanques, e, portanto, é provável que tenha influenciado, sim. Não tenho propriamente presente uma influência direta do meu curso na escrita de canções, uma vez que estudei Inglês e Alemão, mas acredito que, no trabalho com as línguas, tenha aperfeiçoado a minha escrita também.

 

 

Embora já tivesse participado em alguns projetos musicais, Y.U.É. foi o seu primeiro trabalho a solo, lançado em 1997. Como recorda, hoje, essa experiência?

Foi muito interessante, a vários níveis. Foi a primeira vez que escrevi letras para canções (“Gritar” foi a primeira), foi a primeira vez que participei no processo total de gravação e produção de um disco, e foi muito especial, porque foi o início de uma viagem que continua até hoje.

 

 

 

 

 

A 28 de abril deste ano, foi lançada a compilação digital “Esse Meu Amor – Best Of”, que reúne alguns dos seus temas mais emblemáticos. Que balanço faz destes 20 anos de carreira?

Achei curioso, porque, ao refletir sobre estes vinte anos e sobre os temas que integram esta compilação digital, apercebi-me de que procurei sempre colocar os resultados desta busca identitária em primeiro plano, busca que se conclui em “Quantas Tribos”, lançado no ano passado. Foi um ciclo interessante, em termos pessoais, que se cumpriu este ano com o lançamento desta compilação.

 

 

É possível, ao ouvirmos esta compilação, perceber a sua evolução a nível musical, nomeadamente, na pesquisa de identidade e raízes, nos géneros musicais que foi percorrendo, e no encontro de uma expressão própria?

Acho que sim. Desde as influências de trip-hop e acid jazz de “Yué” até às sonoridades afro-jazzísticas de “Quantas Tribos”, passando por abordagens ao fado em “Aqui”, creio que consolidei métodos e processos de composição, que se reflectem nas canções escolhidas para esta compilação. Algumas são mais marcadas pelo tempo do que outras, mas todas incluem essa pesquisa e esse interesse.

 

 

“Esse Meu Amor”, canção inédita que marca o seu regresso à escrita de canções, é uma parceria com o músico Carlos Barreto Xavier, que tem acompanhado o seu percurso desde o seu início. Como é trabalhar com este compositor, intérprete e produtor?

É extraordinário. O Carlos é um excelente compositor, que entende as minhas letras e as melodias que lhe trago com sensibilidade, mas com bom senso! Isto quer dizer que procura o melhor registo para a minha voz e para a canção, e compõe adaptando-se a esse mesmo registo.

 

 

Ao longo da sua carreira, a Marta teve ainda oportunidade de colaborar com músicos como Fernando Alvim, António Chainho ou Ney Matogrosso. No futuro, com que artista mais gostaria de colaborar?

Foi muito bom ter cantado com estes artistas todos, mas realço o Fernando Alvim, pela gentileza e pelo cavalheirismo, além da incrível sensibilidade musical. Não tenho propriamente artistas com quem gostaria de cantar, embora haja muitas pessoas que aprecie. O futuro dirá.

 

 

O objetivo do lançamento desta antologia é apenas fechar um ciclo, celebrando os 20 anos de carreira, e a forma como tudo começou, ou também dar início a um novo ciclo, onde haverá uma outra Marta Dias a descobrir, e novos trabalhos a conhecer?

Sem dúvida, dar início a um novo ciclo. Agora interessa-me aperfeiçoar a escrita de letras e canções, continuar e melhorar o processo de criação musical.

 

 

Para além das plataformas digitais, e das rádios, de que forma poderá o público ouvir a Marta Dias?

Planeamos alguns concertos para o final deste ano, e pretendemos dar a ouvir novidades muito em breve.

 

 

Muito obrigada!

 

Obrigada eu, Marta! 

Marta Dias

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeo.

 

 

 

 

 

RX - OWAN

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Depois do álbum “And Now You”, os OWAN regressam em 2017 com novo trabalho.

“The Colour of Dreams” é o single de apresentação do novo álbum "Sweet Symphony" editado a 5 de Maio em formato digital.

Fiquem a saber mais sobre este trabalho, e sobre os Owan, neste RX a que Danniel Boone, em representação da banda, se submeteu!

 

 

 

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Pegando no novo álbum dos OWAN, e no título e temas que o compõem, de que forma completariam as seguintes expressões:

 

 

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“Sweet Symphony” - Para os OWAN, uma doce sinfonia é...
(Danniel Boone): Para os OWAN "Sweet Symphony" é mesmo este álbum... embora haja várias doces sinfonias nas nossas vidas...
Decidimos chamar o álbum de "Sweet Symphony", não só pelo facto de a banda regressar à formação origina,l mas também pelo facto de os temas serem mais alegres e com mais musicalidade, e por último mas não menos importante, o facto de continuar a ter temas escritos para os meus filhos... e há lá mais doce sinfonia que os nosso filhos.

 


“You Say (Hello)” – O contato com o público deve ir além de um simples “Olá”? Há alguma história engraçada que tenham acontecido numa interpelação por parte do público aos OWAN, e que queiram partilhar?
(Danniel Boone): Deve ir muito mais além, e é isso que tentamos fazer em cada concerto, porque temos a consciência que a maior parte das pessoas, que nos estão a ver ao vivo neste momento, fazem-no pela primeira vez. Infelizmente ainda não temos histórias engraçadas... O que tem sido engraçado é a nossa reação ao ver o público a cantar e a aplaudir os nosso temas.

 

 


“The Colour Of Dreams” - De que cor são os sonhos dos OWAN?
(Danniel Boone): Os sonhos dos OWAN são de muitas cores, muitos palcos, muitas canções. Mas também trabalhamos para isso... independentemente de ainda não estarmos no circuito "mainstream" ...
Vamos ver que cor nos está reservada para os nossos futuros sonhos com uma certeza: de fazermos aquilo que gostamos.

 

 

“Did You Call for Me” – Quem gostariam de “chamar” a partilhar o palco convosco?

(Danniel Boone): O "Did You Call For Me" foi escrito a pensar noutras vivências com pessoas que me são chegadas... não estava necessariamente a pensar em vivências em cima de um palco.
Os meus ídolos musicais infelizmente agora já não estão neste mundo e já que era a "sonhar" (esta seria mais uma cor de um sonho... (risos) gostaria de partilhar o palco com o Chris Cornell.

 


“To You My Son (Lullaby)” - A melhor mensagem a transmitir a um filho?
(Danniel Boone): Se é a melhor mensagem não sei... mas é certamente de coração...
Escrevi este tema quando o meu filho nasceu e sei que, mesmo depois de eu partir, ele poderá encontrar as palavras do pai nesta e noutras musicas... Será uma maneira de eu sempre poder comunicar e de me expressar com os meus filhos.

 


“On Your Own” – Em determinados momentos da vida, nomeadamente, no percurso musical, é importante e positivo ficar apenas por vossa conta, ou mais produtivo e enriquecedor trabalhar em equipa?
(Danniel Boone): Ora aqui está uma pergunta impertinente. Mas eu respondo (risos).
É assim mesmo que estamos ... por nossa conta. Mas somos uma boa equipa...
OWAN (Danniel Boone, Miguel Peixoto e Joel Maia), produtor Quico Serrano, lyrics advisor & voice coach Inês Vicente e o Alberto Almeida na imagem.
A questão é que assim ainda é metade de uma equipa... A outra metade é um agente, um manager e, claro, conseguires passar a tua música nas rádio nacionais... que tão impossível parece ser... Falta essa "metade" da equipa... e essa metade faz sempre muita diferença...mas nós chegamos lá! 

 

 

Este álbum caracteriza-se por uma maior maturidade, mais musicalidade, e mais “happy”. São essas as principais diferenças relativamente ao seu antecessor?
(Danniel Boone): É natural haver diferenças, mau seria se não houvessem... não vamos ter os álbuns todos iguais... gosto de diferenças... Muita coisa mudou desde o lançamento do "And Now You"...
Já lá vão 3 anos desde o primeiro álbum .... são mais 3 anos de vivências musicais, os quais pude ir trabalhando com o Quico, com o Miguel e o Joel. É natural chegarmos a outros resultados e explorarmos outros ambientes.

 


“Scream Your Name” – Para que o público possa “gritar” muito por vocês, e acompanhar-vos ao vivo, onde estarão os OWAN nos próximos meses?
(Danniel Boone): Já fizemos alguns concertos e claro já estamos a tocar o Sweet Symphony... Entre os quais estivemos na Semana Europeia da Juventude em Ermesinde, no Festival Fica na Cidade no Funchal e no Festival MaioÀbrir em Abgragão.
Agora a 17 de Junho estamos em Portimão pela Rádio Alvor FM e a 20 de Agosto estamos na Agrival em Penafiel e estamos a tratar de confirmar algumas datas que ainda estão pendentes.

 

Muito obrigada, Danniel!

 

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

À Conversa com BSkilla

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O meu convidado de hoje é o rapper e MC da Margem Sul - BSkilla - que nos apresenta o seu segundo álbum "Abre a Caixa e Sai", produzido por Maf, SP, J-Cool, Zimous e Condutor, e que apresenta uma forte diversidade sonora.

Aqui fica a entrevista:

 

 

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Quem é o BSkilla?

B Skilla é, antes de tudo, um ser humano preocupado com as questões sociais, e que utiliza a vertente rap para expressar o que vai na alma. Um MCEE e representante da cultura hiphop, ex B Boy da crew 12 macacos.

 

 

“Abre a caixa e Sai” é o teu segundo álbum. O que traz de diferente este trabalho, relativamente ao seu antecessor?

O Abre a Caixa e Sai acaba por ser um álbum conceptual, mais “refinado”, mais maduro, coerente e pessoal que o antecessor (R)Evolução. Traz uma sonoridade diferente, diferentes conteúdos e todo um trabalho técnico mais detalhado.

 

 

Este novo trabalho é caracterizado pela diversidade sonora. Em que se traduz essa diversidade?

A diversidade vem naturalmente com os estilos musicais que me influenciaram, desde o reggae ou soul... ao escutarem podem notar que, de música para música, os universos são diferentes (apesar de ter uma linha coerente onde os temas acasalam uns com os outros). O gosto musical por outros estilos sempre esteve presente, depois foi só “imprimir”.

  

 

“Margem School feat. Chullage & Juh Combs” é o single de apresentação. O álbum conta ainda com muitas outras colaborações. Como foi trabalhar com esses artistas?

Foi uma experiência inesquecível e indescritível que surgiu a partir de um sonho, e que aconteceu naturalmente.

Cada artista colaborou comigo deixando um pouco da história da sua vida neste álbum, apoiaram-me incondicionalmente e acreditaram no meu trabalho.

É um sonho tornado realidade ter participações de artistas que me influenciaram a fazer rap desde o início. Foi gratificante ter trabalhado com estes artistas que antes de tudo são GRANDES seres Humanos.

 

 

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Este álbum desafia todos aqueles que o ouvem a pensar por si mesmos, sem influência das opiniões de outros. Consideras que “pensar por si mesmo” é algo que todos deveriam pôr mais em prática nas suas vidas, e que ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar por opiniões de terceiros?

Considero que todos deviam pôr mais em prática.

Ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar pela opinião de terceiros assim como pelos meios de comunicação social. Hoje em dia na era da informação, facilmente se pesquisa aprofundadamente acerca dos mais diversos temas.

O meu alerta é no sentido das pessoas não se deixarem ficar pela primeira informação transmitida, tentem entender o que está por trás, triar a informação e entender de todos os lados... assim conseguiremos formar uma opinião mais concisa, pessoal e pensar “fora da caixa”.

Os Skits (interlúdios) do álbum são mensagens “fora da caixa” para cada ouvinte entrar no seu próprio pensamento e tirar as suas próprias conclusões, creio ser um bom exercício para pensarem por vocês mesmos.

 

 

Do que falam as músicas deste álbum, e que mensagens pretendes transmitir, para além da que falámos acima?

O Principal foco do álbum é para não nos deixarmos ficar dentro da caixa... sair dela e pensarmos de maneira livre sobre os assuntos.

Pretendo também transmitir os meus pontos de vista em relação aos diversos temas, consoante a minha opinião, vivência e experiência de vida.

Podem encontrar temas muito variados, desde a reeducação do pensamento, a importância da disciplina no nosso quotidiano, a influência do hiphop nas gerações vindouras, formas de manipulação das elites que governam o mundo e o desencadear do processo, o trabalho e a prevenção de acidentes, a família ser a nossa base para tudo... São alguns assuntos que considero muito importantes para nós. Mas nada melhor que escutarem para descodificarem o seu conteúdo!

 

 

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“Abre A Caixa e Sai” foi lançado no dia 5 de maio, nas plataformas digitais. Quais são as tuas expectativas relativamente a este novo álbum, e à aceitação do público?

As minhas expectativas são que o álbum toque no coração e na consciência de quem o escutar. A estrada vai-se construindo aos poucos com humildade e respeito. O feedback tem sido grande e extremamente positivo, pelo qual agradeço do fundo do coração a todos os ouvintes. “One Love” para todos os que seguem a minha arte, já somos alguns e espero que sejamos mais ainda, porque juntos vamos mais longe!

 

 

Já tens concertos agendados para apresentação do álbum, e dos temas que dele fazem parte?

Ainda não tenho concertos agendados, mas estamos a preparar a agenda para poder partilhar com o público as minhas ideias, pontos de vista e música. Será um prazer e acontecerá brevemente.

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

Obrigado,

B Skilla.

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

À Conversa com os The Code

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Os The Code, banda oriunda de S. Miguel (Açores), e formada por Marisa Oliveira (voz), Félix Medeiros (guitarra), Amadeu Medeiros (bateria), Hugo Medeiros (teclados) e André Ferreira (baixo), apresentam hoje o seu primeiro trabalho de originais - o EP “Estrada”, em formato digital.
Percorrendo vários estilos, desde o funk ao pop, passando pelo rock e pelo jazz, os temas que compõem o EP não irão deixar ninguém indiferente.
Aqui fica a entrevista que os The Code concederam a este cantinho, e a quem desde já agradeço!
 

 

 

 

Como é que surgiram os The Code?

Já nos conhecíamos, pois tivemos um projecto musical em 2004 (“Anjos Negros”). Começámos muito novinhos nesta estrada. Por motivos pessoais, tivemos de nos separar. Os The Code surgiram mais tarde em 2012, como que por “brincadeira”. Reuníamo-nos no nosso estúdio, juntávamos ideias, criávamos músicas, gravávamos e … quis o destino encaminhar-nos de novo para esta ESTRADA da música.

 

 

Muitos artistas, tanto das ilhas dos Açores, como da Madeira, afirmam que não há muitas oportunidades para aí vingarem na música, procurando uma oportunidade no continente. Na vossa opinião, consideram que o facto de serem oriundos dos Açores representa, de alguma forma, um entrave ao vosso trabalho?

O mundo das artes, é, infelizmente, um mundo um quanto “ingrato”. Não sabemos bem porquê… Deveríamos estar mais integrados, ser mais valorizados e apoiados pela sociedade…

No entanto, temos muito orgulho em ser insulares. Vivemos no Paraíso!

Não acreditamos que a insularidade seja um entrave para sermos bem-sucedidos ou reconhecidos nacionalmente. Trabalho, dedicação e perseverança são as chaves do mérito e sucesso.

 

 

Como foi todo o processo de produção deste primeiro trabalho da banda?

Demos por nós e “plim”… Tinhamos o EP nas nossas mãos!

Foi fantástico e tão gratificante todo o tempo que passámos a criar, a ver e a rever pormenores, cada um com o seu contributo, cada um com a sua sensibilidade pessoal e musical. Desde a primeira ideia daquilo que se iria tentar criar até àquilo que hoje chega até vós, está aqui o nosso testemunho de dedicação, esforço e amor pelo nosso projecto e pela Música.

 

 

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“Estrada” é o nome do vosso EP de originais, a ser lançado hoje, em formato digital. Gostariam que 2017 fosse passado a percorrer as diversas estradas de Portugal, e não só, para dar a conhecer o vosso trabalho?

É verdade. Dia 10 de Março será um dia a recordar. É um marco nas nossas vidas!

Sem dúvida alguma. Temos a força e a vontade para percorrer as nossas estradas de lés a lés e mostrar o nosso trabalho ao Povo Português! Se as estradas forem estrangeiras… Estamos aqui para isso!

 

 

Entre os temas que compõem este EP, podemos encontrar “É o Amor”, cantado em português, e “Hope Song” ou “What’s Wrong With You”, em inglês. Em qual dos idiomas se sentem mais confortáveis a cantar?

Marisa – Na realidade, quando escrevi as letras que das músicas do EP não me apercebi que criar em inglês ou em português seria mais fácil ou mais difícil ou se seria mais confortável ou menos confortável. Pode parecer “cliché”, mas escrevi e escrevo o que me vai na alma em determinado momento. Escrever é mais minucioso. É para rimar? A métrica está adequada? Estou a passar a mensagem correta? Transmito o sentimento que quero transmitir?

Canto o que escrevo, logo a maior parte do “desconforto” já está feito. Mas, a Língua Portuguesa é tão nossa e tão delicada quando cantada que torna-se uma grande responsabilidade fazer-lhe jus.

 

 

Sobre o que nos falam as vossas músicas?

Tentamos passar a mensagem de “um mundo melhor”.

A mensagem é para todos sem excepção a começar por nós!

Cada um de nós pode fazer a diferença.

Nunca é tarde para mudar, para fazer o bem, para perdoar.

 

 

Nos vários temas, percorrem vários estilos musicais diferentes, como o funk, o pop, o rock ou até o jazz. Quais são as vossas principais referências a nível musical, e de que forma influenciaram esta fusão de estilos na vossa música?

As nossas referências musicais vão desde Bruno Mars a Pat Metheny. Isto para enfatizar o facto de que ouvimos de tudo um pouco: jazz, funk, rock, pop, soul, etc.

Quando compomos usamos um pouco de cada estilo, conscientemente, ou não! Podemos afirmar que o nosso “produto final” compõe-se por uma fusão musical muito diversificada, mas sempre muito nossa!

Costuma-se dizer que somos aquilo que pensamos… No nosso caso, em particular, somos aquilo que ouvimos!

E a nossa banda, tal como outras, é isto… Junção de várias ideias e ideais, dedicação, trabalho, perseverança e carinho para com esta arte.

  

 

A vossa primeira atuação ao vivo ocorreu há cerca de dois anos, na ilha de S. Miguel. Nesta nova etapa, em que palco mais gostariam de atuar?

Sim, o nosso primeiro concerto ao vivo foi em Dezembro de 2015 na Mitolândia, espaço onde já atuámos por várias vezes. Coincidência, ou não, foi em Novembro de 2016, neste mesmo bar, que fomos “descobertos”! Fomos encaminhados para a Farol Música e aqui estamos nós de mãos dadas a abraçar este projecto. Para nós todas as nossas atuações são únicas e especiais… Mas, claro que seria de outro mundo divulgar a nossa música em palcos como, por exemplo, o NOS Alive, o Rock in Rio, ou tantos outros grandes palcos que temos em Portugal.

Entretanto… vamos dando pequenos passos. Cada passo faz-nos ir um pouco mais longe do que estávamos antes!

  

 

Quais são os objectivos que a banda gostaria de ver concretizados num futuro próximo?

Por enquanto, estamos a lançar o nosso EP em formato digital e estamos tão gratos, orgulhosos e maravilhados com este feito. Mais à frente, seria óptimo poder lançar um primeiro álbum. Temos mais alguns temas “arrumados” nas nossas gavetas que, para nós, são tão especiais e bonitos quanto estes três.

O nosso objectivo é, principalmente, mover e tocar as pessoas com a nossa garra e mensagem. A música é universal. A música, tal como o amor, move multidões.

 

 

Partindo dos temas do EP, pergunto:

O que é, para vocês, o Amor?

O amor é tão difícil de descrever. Cada um sente e dá amor à sua maneira e do jeito que melhor sabe. Mas, amor é amor. Não se quantifica nem se qualifica. Tal como a música é algo muito pessoal. Faz-nos sentir vivos e cheios por dentro.

O amor, tal como o definimos no nosso tema “é dar e receber e receber e dar de volta”… É “perdoar os nossos erros e lutar”!

 

 

Qual é a vossa “Hope Song”, aquela que vos transmite esperança, confiança, força?

Poderíamos eleger muitas “Hope Songs”. Há inúmeros temas que nos transmitem esses sentimentos. Mas, vamos eleger a nossa “Hope Song”!

A música carrega uma mensagem muito positiva e uma “wake up call” para nós, que estamos tão “cegos” com o materialismo e outras coisas supérfluas. Citando e traduzindo a Hope Song, “nós podemos fazer a diferença, a nossa religião deveria ser o Amor”!

Faz-nos ter esperança no Amanhã.

 

Muito obrigada! 

 

Obrigado.

The CODE

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

À Conversa com Ciro Cruz & Radio Funk

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Radio Funk é o mais novo projecto do baixista Ciro Cruz. Depois de ter editado 3 álbuns em formato físico e digital, “Groove Inside”, “Mandala” e “Music”, Ciro Cruz reaparece com um projeto inovador onde participam vários artistas convidados para a interpretação dos temas. Chama-se “Ciro Cruz & Radio Funk”. É como numa rádio. Uma Rádio Funk!

Para nos falar um pouco mais sobre este projecto, aqui fica a entrevista a Ciro Cruz:

 

 

 

 

 

Como é que surgiu o projeto Ciro Cruz & Radio Funk?

O projeto surgiu da vontade de continuar a compor temas pop e tocar funk no baixo que é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. 

 

Este é um projeto diferente de tudo aquilo que já fez, ao longo da sua carreira, a nível musical?

Não. Na década de 90 no Rio de Janeiro eu fundei a banda Sindicato Soul. Era um projeto semelhante. 

 

Para além do Ciro, quem são os restantes colaboradores desta Radio Funk?

Uma das características do projeto Radio Funk é estar aberto a participação de vários músicos. Os únicos colaboradores que estarão sempre serão o Ricardo Branco saxofonista e arranjador e o Cantor e multi instrumentista Raphael Lopes. 

 

“Isto é Portugal” é o primeiro single a ser extraído deste novo trabalho. O que é, para Ciro & Radio Funk, Portugal?

Portugal é um país maravilhoso, fácil de viver, seguro, com praias e cidades lindas. Sem dúvida um dos melhores países para se viver do mundo. Isto é Portugal ! 

 

Apesar de ser um projeto relativamente recente, que feedback têm obtido por parte do público?

É muito recente mas todos que ouvem o single ficam entusiasmados e curtem logo a mensagem que o tema passa para as pessoas. 

 

Para além das plataformas digitais, onde é que o público poderá ouvir Ciro Cruz & Radio Funk?

O público pode ouvir em algumas rádios locais e poderá ouvir e ver ao vivo no B.leza dia 29 de março no grande concerto de lançamento do single "Isto é Portugal" 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.
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