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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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RX - The Code

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Em Março de 2017, a banda açoriana The Code lançou, pela mão da Farol Música, o EP "Estrada".

No final do ano, apresentaram um novo tema: “Fly Higher”, que mostra que o rock e a música contemporânea podem funcionar lado a lado.

“Esperança, perseverança e motivação” é a grande mensagem que os The Code  têm para oferecer!

Aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço!

 

 

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De que forma se descreveriam, através destas palavras:

 

Ilha – somos uns privilegiados por ter nascido no meio do Atlântico. Ser “da ilha” é ser, humilde, amável, lutador e sempre pronto a ajudar o próximo.

 

Mar – o mar dá e recebe de novo, as suas ondas vão e vêm. É como a letra do nosso tema “É o Amor”. Também os The Code dão o que possuem: a sua energia, a sua voz, o seu trabalho, a sua música...

 

Chave – trabalho. O trabalho é a chave. A chave para o reconhecimento, mérito e sucesso.

 

Estrada – somos perseverantes. A nossa estrada teve e tem altos e baixos. Quem não tem? O caminho é em frente, e é em frente que se faz a estrada.

 

Voar – somos ambiciosos q.b.. Claro que queremos “voar” mais alto. Ambicionar e querer voar não é, necessariamente, falta de humildade. Pelo contrário: é saber reconhecer também as qualidades e saber que também merecemos ir mais longe. Como diz a nossa letra “We can fly so damn higher, higher, so do you…”

 

Mensagem – todos os nossos temas/letras têm sempre uma mensagem positiva. Cada qual interpreta à sua maneira, mas a mensagem final é a mesma para cada um.

 

Esperança – “é a última a morrer”. Esperança por um mundo melhor, sem hipocrisias, em maldade, sem crueldade. Esperança faz também parte da nossa mensagem. Apelamos à igualdade entre todos e ao melhor que há em todos nós.

 

Mudança – por vezes, é inevitável. Estamos sempre dispostos a mudar. Temos passado por mudanças muito positivas. Tanto a nível pessoal como profissional.

 

Luta – podemos dizer que começámos do zero. Muito do que conseguimos foi com o nosso suor e dedicação, portanto Luta é, com certeza, um substantivo que nos define.

 

Amor – o amor anda por aí… é universal e todo o indivíduo é capaz de senti-lo. Amor é oferecer. É dar e receber. A nossa música é uma forma de amor e de amar. Amamos o que fazemos e, como diz o velho ditado, “quem corre por gosto não cansa”!

 

 

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Fly Higher é o mais recente single do The Code. Quão alto estão dispostos a voar, neste mundo da música?

O quão alto possível. Fazer a música que gostamos, pô-la cá fora e receber o “feedback” que temos tido é um grande voo. Esperamos voar cada vez mais, levando a nossa música a mais pessoas.

  

 

Que balanço fazem deste ano que está a terminar, e que objetivos gostariam de concretizar em 2018?

Quase não conseguimos descrever. Foram muitas mudanças, mas tão boas e positivas.

Estivemos com a agenda cheia, com os recintos repletos de gente, com uma energia inexplicável a rodear-nos.

Lançámos, com a parceria da Farol Musica, o tema “É o Amor” que, surpreendentemente, foi eleito para passar, e ainda continua em airplay, na telenovela Espelho D’Água. Lançámos no fim de novembro de 2017 o tema Fly Higher. Superou as nossas expetativas.

 

 

Têm algum momento que vos tenha marcado mais, desde que começaram a promover “Estrada”?

Temos tantos… todos tão especiais e únicos. Talvez ter atuado nos Estados Unidos da América nos tenha marcado um pouco mais, pois, pela primeira vez saímos de Território Português para levar a nossa música ao outro lado do mundo. Foi fantástico. Muito emocionante.

 

 

Por onde vão andar os The Code, nos próximos dias?

2017 foi fechado com chave de ouro. Terminámos o ano com um concerto nas Portas da Cidade, ex-libris da cidade de Ponta Delgada. Foi muito gratificante tocar para a multidão que novos rodeava. Não poderíamos encerrar 2017 de melhor maneira.

Neste momento estamos mais “arrumados em casa”;. Estamos a planear o próximo videoclipe, a criar temas novos, a preparar 2018. Queremos fazer mais e melhor… sempre.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

À Conversa com Pedro Teixeira Silva

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Da sua carreira como compositor, constam sete álbuns editados com os “Corvos” e “Secret Lie”, várias bandas sonoras para cinema, inúmeros temas que fazem parte do universo das telenovelas, e obras eruditas estreadas por diversas orquestras e solistas.
 
Agora, apresenta o seu primeiro trabalho em nome individual - "Primeiro Ato" - em que cruza a música clássica e o pop rock, e para o qual reuniu amigos músicos, cantores e letristas nacionais, que deram vida às suas composições, entre os quais, Jorge Palma, José Cid, Pedro Chagas Freitas, Mundo Segundo, e elementos da orquestra sinfónica portuguesa.
Um trabalho aguardado com expectativa, do músico oriundo da música clássica que aposta, assim, numa forma diferente de ver, ouvir e sentir a música.
 
Pedro Teixeira Silva é o convidado desta semana da rubrica "À Conversa com...", a quem desde já agradeço pela disponibilidade em participar. Fiquem a conhecê-lo melhor, nesta entrevista!
 
 

 

 

 

 

Quem é o Pedro Teixeira Silva?

PTS é um amante da vida, uma pessoa positiva, extremamente trabalhadora, que luta pelos seus ideais e crenças, é amigo do seu amigo mas também algo solitário devido ao seu foco na composição, onde passa a maior parte da sua vida (6 a 9 horas por dia), entre pautas e notas musicais, sem dúvida um apóstolo da Música.

 

 

Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?

Nasci numa família, toda ela, ligada à música e desde que me conheço ouvia sons de vários instrumentos tocados por eles, como dizem filho de peixe sabe nadar…

 

 

A sua formação musical dividiu-se por vários países. Considera que as melhores escolas/ conservatórios para se estudar, estão fora de Portugal?

Em tempos assim o foi, quem queria atingir um grau evolutivo de maior destaque tinha que conseguir bolsas de estudo a fim de se valorizar no estrangeiro.

Hoje em dia, o ensino musical em Portugal é muito bom, houve uma forte aposta nesse sentido e temos neste momento já os frutos disso, jovens de grande valor a despoletar na área da música clássica.

 

 

O Pedro participou, como ator, no filme “Os Canibais”, de Manoel de Oliveira. Como descreve essa experiência?

Uma experiencia única de trabalhar, de perto, com um dos grandes mestres do cinema Português e Europeu. Não esqueço, com a sua idade avançada, a energia, método e empenho que colocava em cada cena. Sem dúvida um exemplo de rigor e detalhe que apreendi e tento seguir na minha carreira.

 

 

Esta participação foi uma aventura única ou ficou com o gosto pela representação, e vontade de aceitar novos desafios nessa área?

Fui escolhido através dum casting para assumir a personagem do melhor violinista de todos os tempos “Paganini”, que depois do filme acabou por virar o meu alcunha na altura!

Não é algo que procure na minha vida mas se o destino para essa oportunidade me guiar novamente, quem sabe.

Acabei a escrever diversas bandas sonoras para cinema e, assim, contribuir para dar cor musical e emoção as cenas.

 

 

Enquanto músico, já fundou e participou em vários projetos. O que de melhor guarda dessas colaborações, e de que forma o prepararam para o atual desafio, em nome individual?

Considero-me, sem a menor dúvida, um homem de grupo e não um artista solo, a prova disso são as inúmeras colaborações que participam neste “Primeiro Ato”.

Contínuo com ligações fortes a todos os projetos que fundei e colaborei. A amizade e partilha musical tanto em palco como estúdio, estrada ou ensaios são o que melhor me lembro e recordo.

A forma como me prepararam para futuras aventuras foi o aprender a ouvir cada opinião, cada sugestão de grandes músicos e produtores com quem trabalhei

 

 

 

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“Primeiro Ato” é o nome do seu primeiro trabalho a solo, editado no passado dia 17 de novembro. Em que consiste este álbum, e o que traz de diferente, relativamente ao que tem feito até aqui?

Pela primeira vez, apresento-me somente na qualidade de compositor, e não como vinha sendo habitual, de igualmente intérprete.

Tento cruzar dois universos musicais que me são muito familiares, a música clássica e a pop/rock, num estilo característico próprio que fui personalizando e aperfeiçoando ao longo dos anos.

Gosto de fazer música a pensar nas pessoas que a vão ouvir e nas emoções que lhes posso causar.

Ainda uso instrumentos realmente tocados por humanos, sem querer com isto depreciar quem só usa a “maquinaria”, mas a música é uma arte feita por humanos para humanos, e podem inclusive chamar-me “tradicional”, mas uma máquina nunca conseguirá transmitir, emocionalmente, o que nós conseguimos. Pode não ser tão perfeito tecnicamente, mas a beleza musical é inconfundível.

 

 

Que mensagem está presente nas músicas que compõem este trabalho?

Tal como tenho convidados intérpretes instrumentistas e vocais, convidei igualmente escritores e poetas para escreverem letras sobre o que a música os inspirava. A alguns dei o mote, a outros pura liberdade criativa. De resto sou uma pessoa positiva e alegre por natureza e creio que a música que escrevo transmite isso um pouco também.

 

 

 

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Em “Primeiro Ato”, o Pedro conta com vários convidados, que dão vida às suas composições. Como surgiram esses convites? Soube logo com quem queria trabalhar, ou foi algo que foi surgindo?

Escrevi os temas a pensar nos convidados que gostaria que lhes dessem alma. Felizmente, tive a sorte dos mesmos terem gostado dos temas que lhes apresentei, e aceitarem o desafio.

 

 

É mais fácil, para si enquanto músico, adaptar o estilo musical ao intérprete, ou vice-versa?

A música é uma partilha constante e nunca a tomo pelo lado mais fácil.

Todos nós, músicos, temos diferentes formas e métodos de trabalhar, mas o bonito deste projeto foi precisamente a constante busca de todos participantes em deixar os temas no seu melhor formato.

Pela minha parte gosto sempre de ouvir o que o intérprete tem para me dizer e aconselhar. Gostando sou, obviamente, o primeiro a concordar com qualquer alteração, desde que seja sempre em prol da música e do ouvinte final.

 

 

Partindo de alguns dos temas que compõem o álbum, de que forma responderia ao seguinte desafio:

- “O Nome do Mundo” - que nome daria o Pedro ao mundo?

- “Três Cores” - se só pudesse ver o mundo a três cores, quais seriam?

- “Vislumbres” – um vislumbre do futuro?

Terra, o planeta que habitamos, mas com mais amor e entendimento entre os seus habitantes, sem tanta crueldade, invejas e desumanidade.

Adoro ver todo o enorme colorido que o mundo nos proporciona mas, escolhendo 3, a cor da amizade, do amor e da sabedoria.

Gostaria de continuar a escrever um tema para cada um dos músicos que respeito, admiro e aprecio, e um “Segundo Ato” já esta no horizonte.

 

 

De que forma é que o público poderá acompanhar o Pedro, e assistir ao vivo a este “Primeiro Ato”?

Através do meu facebook https://www.facebook.com/ptspedroteixeirasilva/

Do meu site http://www.pedroteixeirasilva.pt/

 

Muito obrigada, Pedro, e que ainda possamos contar com muitos atos nesta vida dedicada à música!

 

Marta obrigado pela entrevista, sem dúvida perguntas interessantes, sábias, bem pensadas e estruturadas.

Pedro Teixeira Silva

 

 

Link Spotify: https://open.spotify.com/album/01iLep1inA77cVsaf93zuE
Link iTuneshttps://itunes.apple.com/pt/album/primeiro-ato-ep/1303694393?l=en

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

 

 

RX - Embaixador

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Os Embaixador, um trio que promete dar cartas no rock português, e cujo álbum de estreia - "Sombra" - foi lançado há cerca de um ano, apresentam o novo single "Acolhe-Me Em Ti".

Para quem ainda não os conhece, aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

 

 

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De que forma se definiriam os Embaixador, através das seguintes palavras:

 

Rock – É o nosso ADN.

 

Evolução – Cada vez que lanças algo, evoluis. Ganhas confiança, conheces melhor as tuas fraquezas e pontos fortes e tiras maior partido disso.

 

Sombra – Está nos intervalos da luz. É como os silêncios, fazem mais parte da música do que a maioria das pessoas julga.

 

Digital – É o presente e não podemos virar as costas a essa vertente.

 

Palco – A razão pela qual gravamos, para termos uma “desculpa” para ir para o palco!

 

Canção – Enquanto compositor, gosto do formato “tradicional” da canção (verso, pré-refrão, refrão…).

 

Público – Essencial. O primeiro passo é fazer música para nós, mas o processo não se esgota na criação, mas sim na partilha.

 

Relações – A temática preferencial para as letras dos nossos temas.

 

Aceitação – Um processo por vezes violento, é mais fácil passar pela negação. Mas depois liberta-te e torna-te mais forte.

 

Partilha – É por isso que estás numa banda, caso contrário tocas em casa ou no quarto.

 

 

Há cerca de um ano atrás, lançaram o álbum “Sombra”. De que forma descreveriam os meses que se seguiram à edição digital, em termos de promoção do álbum, e contacto com o público?

Aconteceu muito e ao mesmo tempo não aconteceu assim tanta coisa quanto isso. Fizemos meia dúzia de datas de promoção (gostaríamos de ter feito mais, obviamente). Integrámos um 4º elemento na banda – Pedro Costa, na guitarra – e lançámos 3 singles.

Em todas as datas, o contacto com o público foi sempre bom. Aliás, enquanto banda, sempre tivemos boas reações por parte do público nos nossos concertos.

Só temos pena pelo facto de ainda não termos conseguido por um lado, angariar mais datas/oportunidades, e por outro lado que essas datas façam parte de eventos de maior dimensão, em que o público presente não dependa exclusivamente da tua presença. O que é um “fardo” bastante pesado para uma banda que ainda não tem uma exposição nacional relevante.

 

 

Numa entrevista anterior, referiram que um dos vossos objetivos era afirmarem-se no panorama nacional, como banda de referência do rock cantado em português, E para os Embaixador, qual é a banda de referência do rock português?

Não há muitas. Há muita banda a tocar, muito boa música, mas rock Rock, cantado em português, nem tanto. Nem tudo o que é tocado com guitarra, baixo e bateria é rock (na minha quase humilde opinião). Está tudo muito uniformizado, tudo muito flat! Não há espaço de antena para quem sai da “norma”.

Quando os Xutos ou os UHF acabarem, qual vai ser a grande banda de rock cantado em português? Não sei…

Embaixador está no limbo, daí a dificuldade acrescida. Não somos “pop” suficientes nem somos hipsters/”fora”/pseudo-esquisitos o suficiente para sermos considerados cool para o panorama atual.

Alguém nos quer fazer crer (a nós – público) que o rock já não tem lugar no mainstream. O que vai contra a própria história da música popular dos últimos quase 100 anos. De repente, parece que nós malta do rock, é que somos o underground. São fases, espero eu. Resta-nos resistir ou sucumbir…

 

 

“Acolhe-me em Ti” é o mais recente single a ser apresentado, com direito a lyric vídeo. Em termos de produção, é mais difícil gravar um lyric vídeo, ou um videoclip?

É mais difícil gravar um videoclip, porque ninguém te paga um videoclip, ou até mesmo um lyricvídeo ou uma gravação de estúdio. Só pela questão do orçamento.

Aliás, tínhamos um conceito porreiro, algo cinematográfico para gravar um clip para este tema, que é um tema com uma mensagem forte. Infelizmente não conseguimos orçamento para fazê-lo. Mas isso é o quotidiano de 90% das bandas em Portugal, é o que é.

 

 

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“Sombra” é composto por 7 temas. Notaram, até agora, alguma preferência do público por um ou mais desses temas, em particular?

Acabam por ser 8 temas, porque o tema Revolta divide-se em 2 partes distintas. Mas como acabámos por nunca fazer o lançamento da edição física (mais uma vez, por falta de orçamento), a edição digital agregou as 2 partes numa só faixa.

Do que me apercebo, o tema Sufoca a Meus Pés ou o Acolhe-me em Ti, recebem um carinho extra por parte do público. Mas o tema Quem És Tu, resulta muito bem na abertura dos concertos. A malta fica logo em sentido.

 

 

Em 2018, em que palco mais gostariam de atuar?

Neste momento não podemos ser demasiado (um bocadinho vá) esquisitos. Mas preferimos tocar menos vezes, mas em palcos que realmente nos permitam tocar com dignidade e com boas condições logísticas (a nível de som, etc) e que ao mesmo tempo, nos permitam mostrar a nossa música para uns milhares de pessoas à nossa frente, e não para umas dezenas (com sorte) numa sala pequena.

Queremos tentar fazer mais festivais, palcos secundários, abrir para artistas mais conhecidos, pois só assim vamos conseguir aumentar significativamente a nossa base de seguidores.

E a nossa música merece um palco generoso, pois tanto eu como o Pedro Costa não somos muito meiguinhos a nível de volume…

 

 

Que artista/ banda convidariam para partilhar o palco convosco?

Hum… nunca pensei muito sobre isso. Mas um dia curtia tocar com o André Indiana. Um gajo porreiro, muito talentoso e com algo que já se pode chamar de carreira, o que é difícil por cá… Um bom compositor e intérprete. Quiçá se houver uma data porreira no Porto, o consiga convencer a vir tocar um tema com a malta, lol

 

 

O próximo ano vai trazer novidades? Podem levantar um pouco o véu?

Bem, tal como anunciado no mês passado na nossa página de facebook – www.facebook.com/embaixador.rock - vai obrigatoriamente haver alterações na formação da banda. Logo por aí, vai mudar meia banda, o que não é pera-doce. Inevitavelmente, o som da banda altera com a entrada de novos elementos, mesmo relativamente aos temas existentes.

Cada músico tem uma expressão própria de interpretar a mesmíssima música, por isso vai ser interessante perceber em que tipo de “animal”, Embaixador se vai tornar.

Eu e o Pedro Costa, gostávamos também de regravar todo o nosso catálogo, em take direto, ao vivo, sem overdubs, com o objetivo de editar quiçá em vinil! Vamos ver se conseguimos levar essa ideia para a frente.

Neste momento, pelo menos até ao final do ano, o nosso foco é em fechar a nova formação da banda. Depois logo se vê como corre o início do ano e a que velocidade conseguimos concretizar esses objetivos.

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e lyric vídeo.

 

À Conversa com Ricardo de Sá

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Aos 28 anos, Ricardo de Sá confessa que sente o peso da bagagem que foi coleccionando, no seu percurso de artista, como actor, como músico e como autor.
"Manifesto", o seu novo trabalho, é o resultado de todas essas experiências que foi vivendo:

"Sinto que consegui pela primeira vez ser totalmente verdadeiro e transparente, sinto que estou a fazer algo de diferente e que estou a fazer arte".

"Manifesto" é um EP, que inclui os temas "Arte", "Faz-te Um Homem", "Palavras Por Dizer", "Só Tu Sabes" e "Eu Vou Estar Aqui".
Ricardo de Sá aborda o peso dos sonhos, as questões da maturidade, da determinação, da vida e do amor.

 

E hoje, na rubrica "À Conversa com..." dá a conhecer um pouco mais este trabalho, e os seus objectivos para o futuro!

 

 

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Ricardo, no teu primeiro trabalho enquanto ator, calhou-te o papel de músico. Achas que esse foi o fator determinante, para despertar o teu interesse e dedicação à música? 
Eu já gostava bastante de música mas sim foi um factor decisivo! Até porque foi aí que comecei a tocar bateria e depois guitarra e quando esse mesmo personagem acabou, dediquei-me a um curso de produção musical. 
 
 
Dentro da música, o que gostas mais de fazer: cantar, tocar, ou produzir?
Cantar e produzir. Prefiro ser o frontman e adoro produzir as músicas como quero que elas fiquem. Hoje em dia com os programas de computador e música electrónica torna-se mais fácil tocar e produzir em simultâneo mas mesmo assim prefiro que sejam os músicos a gravar os instrumentos em estúdio. 
 
 
O que guardas na bagagem deste teu percurso pela música?
Guardo todos os nãos e dificuldades que ouvi/tive até hoje pois são eles/elas que me fazem seguir em frente. 
 
 
 
 

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“Manifesto” é o teu mais recente trabalho. Em que é que este EP se distingue dos anteriores “Histórias” e “Epifania”? 
As letras, sonoridades e produção
são totalmente diferentes. No "Histórias" e "Epifania" a música era totalmente orgânica. No "Manifesto" existe uma evolução de encontro à tendência da música pop de hoje em dia. Um encontro entre as sonoridades do pitch invertido, talkbox e vocoder.  
 
 
Qual é a mensagem, presente em “Manifesto”, que pretendes transmitir ao público?
Pretendo transmitir toda a verdade e as músicas falam por si. Quero criar bons momentos de entretenimento ao público e em simultâneo dar-lhes arte e não algo descartável. 
 
 
Consideras-te um homem teimoso, insistente e determinado. Encaras estas características como qualidades, que te levaram onde hoje estás, ou como defeitos que muitas vezes dispensavas?
 Sou como sou. Com qualidades e defeitos, como toda a gente. 


Pegando em alguns dos temas deste EP, de que forma responderias a este desafio: 
“Palavras por Dizer” – que palavras deixaste, algum dia, por dizer a alguém? 
 
“Só Tu Sabes”…
 
“Eu Vou Estar Aqui”… 
 
Se quisesse dar a entender a quem tinha deixado "Palavras por dizer", "só tu sabes" algo e/ou quem sabe que "eu vou estar aqui" teria escrito as letras de maneira diferente. As músicas têm todas uma mensagem pessoal que guardo para mim e uma mensagem geral que chega a qualquer pessoa. No fundo fiz as músicas para o público e cada um entende o que quiser e a arte é assim, fala por si. 
 
 
 
 

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A nível musical, qual seria o maior desafio a que te proporias?
Adorava encher os coliseus! Mas hoje em dia estou a viver um grande desafio. Lançamento do meu terceiro trabalho de musicas originais, em cena com uma peça de teatro "Na Bagunça do teu Coração" com música ao vivo de Chico Buarque, quase a estrear outro musical perto do Natal "A Bela e o monstro" e um filme de Joaquim Leitão nos Cinemas "O fim da inocência.". Fazer tudo isto em simultâneo já é um desafio. 
 
 
Por onde vais andar nos próximos meses, com o teu “Manifesto”? 
Até ao início do novo ano vou me dedicar aos projectos que referi anteriormente e à divulgação do "MANIFESTO". Daqui a uns meses no verão do próximo ano espero ter uma Tour por vários pontos do País e estrangeiro. 
 
 
Muito obrigada, Ricardo!
 
 
 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

À Conversa com os Tripé

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Tripé é um projeto de música eletrónica, progressiva e ambiental, constituído por António Silvestre (sintetizadores), Carlos Brito de Sá (baixo e guitarra) Miguel Munhá (violoncelo), David Correia (bateria) e André Nascimento (eletrónica e teclados), que assume a imagem e o vídeo como partes integrantes do projeto. 

"Júpiter 49" é o seu primeiro trabalho, e "Chamada" o single de apresentação do mesmo. 

 

Os Tripé são os convidados de hoje da rubrica "À Conversa com...". Fiquem a conhecê-los!

 

 

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Quem são os Tripé?

Grupo de música progressiva e experimental que combina electrónica e instrumentos clássicos. É composto por cinco músicos de Cascais e Lisboa.

 

 

Em que momento decidiram juntar-se, e formar uma banda?

Em 2011, por iniciativa do Carlos Brito de Sá, um dos compositores do grupo.

 

 

O nome escolhido para a banda está relacionado com o facto de a imagem e vídeo serem partes integrantes do vosso projeto?

Sim, esse é o principal motivo, uma vez que os Tripé assentam o seu trabalho nesses três elementos: música, imagem fixa e vídeo. Paralelamente, também porque os elementos do grupo pertencem a três gerações distintas, uma constatação que foi ganhando espaço e que já assumimos também como um elemento da nossa identidade.

 

 

 

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Para além da música em si, os Tripé pretendem, de certa forma, debater e alertar para questões ambientais e sociais. Consideram que é mais fácil sensibilizar para estes temas através da música?

Entre outros, a música é um dos veículos possíveis para fazer chegar as mensagens, como muitas vezes já comprovámos através da reacção das pessoas nos nossos espectáculos ao vivo. A título de exemplo, já tivemos professores que no final de concertos vieram ter connosco para levarmos o nosso espectáculo às escolas e liceus.

 

 

Qual é a vossa principal preocupação a nível ambiental, e a nível social?

A nível ambiental, o muito que ainda está por fazer para travar a degradação contínua dos recursos naturais, dos ecossistemas e da biodiversidade; e também a ausência duma visão única e concertada por parte das principais nações, para fazer frente a estes problemas emergentes.

A nível social, a incapacidade das organizações para corrigir as desigualdades, para estabelecer padrões civilizacionais transversais e para levar o desenvolvimento sustentável, a prosperidade, a saúde pública e a educação aos quatro cantos do mundo.

 

 

 

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O primeiro álbum da banda “Júpiter 49” foi editado em formato digital a 20 de outubro. Que mensagem está implícita neste trabalho, e nas músicas que dele fazem parte?

O álbum é ainda um resquício da crise dos últimos anos, sendo Júpiter49 quase um local imaginário para onde partimos, onde nos recolhemos e almejamos alcançar alguma felicidade e segurança. É também o nome que damos à nossa sala de ensaio e, de certa forma, um refúgio da própria banda.

 

 

Os Tripé são um projeto de música eletrónica. Pretendem experimentar outros registos diferentes no futuro?

Está sempre aberta a possibilidade de criarmos os temas de outras formas, nomeadamente, utilizando a voz como elemento esporádico e também com recurso a músicos convidados. Nesse domínio, não auto-impomos nenhum tipo condicionante e assumimos arriscar sempre.

 

 

Como veem a evolução da música eletrónica em Portugal?

As máquinas e os computadores fazem parte do dia-a-dia, estão dentro das nossas casas e das salas de ensaio e é quase uma inevitabilidade a sua utilização. Contudo, por vezes fecham-se ciclos e volta-se às origens, às guitarras, aos baixos e baterias.

 

 

Quais são as vossas grandes referências a nível musical?

Desde o progressivo mais puro (Genesis, Tangerine Dream, etc.), passando pelo rock alemão, pelo rock puro e duro, pelo minimalismo e pelas novas tendências no campo da electrónica que o André Nascimento traz ao projecto.

 

 

 

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“Chamada” é o single de apresentação deste primeiro trabalho. Embora recente, o público tem aderido à “chamada” dos Tripé? Que feedback têm recebido?

O público tem aderido e temos recebido bom feedback, mesmo não havendo uma voz de referência que, no nosso caso, é substituída de certa forma pelo violoncelo.

 

 

Por onde vão andar os Tripé nos próximos meses?

Vamos divulgar o Júpiter49, tocando ao vivo o mais possível, e também a preparar já o próximo disco.

 

Muito obrigada!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

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