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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O dia em que me passei com uns miúdos...

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...por causa de um gato!

 

Tinha ido pagar a renda à minha senhoria, que mora no andar de cima. Estávamos a conversar à porta, quando reparo em dois miúdos que, na zona dos prédios em frente pegavam, cada um num pau, prontos para bater num gato que por ali andava.

Se há coisa que me tira do sério é ver alguém fazer mal aos animais. Já de manhã, uma vizinha mais velha, estava a espantar o gato do seu quintal, e uma menina que estava com ela até lhe chamou a atenção para não fazer aquilo ao bicho.

Agora, ao ver os miúdos, não me fiz rogada. Mandei um berro para eles ouvirem, a dizer que não os queria a fazer mal ao gato. Um deles, com medo, disse ao outro "vamos embora que está ali uma senhora em cima a ver". O outro miúdo, desconfiado, pôs-se à espreita, e eu voltei à carga "estou a ver, estou, vejam lá se é preciso ir aí".

Deixaram os paus no chão, e puseram-se a andar, mas ainda tiveram tempo para fazer festinhas a um cão que passou por ali na altura com a dona.

 

Quanto ao gato, veio até ao nosso quintal, subiu as escadas até onde estávamos e até peguei nele ao colo. Depois, foi à vida dele.

Por ontem, escapou. Mas nem sempre terá alguém a olhar por ele...

Neste Dia Mundial da Criança...

...não nos esqueçamos da criança que vive dentro de cada um de nós!

 

 

E para todas as crianças, e adultos, que gostem de gatos, conforme prometido, o Clube de Gatos tem o presente ideal:

 

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O livro "Viagem ao Mundo dos Gatos"!

 

Nele poderão encontrar várias rubricas como:

- fotografias de todos os membros e as histórias dos membros mais recentes

- curiosidades sobre as manias dos gatos

- histórias contadas por autores convidados

- as duplas do clube

 

 

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Do outro lado, uma nova capa, e mais rubricas:

- jogos e passatempos

- verdade ou mito

- sabias que

- a vida secreta dos nossos gatos

- história, mitologia e superstições

- conselhos úteis

 

E muito mais, a descobrir nesta viagem!

 

 

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E para quem quiser juntar ao nosso livrinho mais um mimo, também há marcadores, em dois modelos diferentes à escolha!

 

Relembro que a receita com a venda do livro será para ajudar as associações Tico & Teco e Projecto Amor Animal.

Encomendem já, e proporcionem um feliz Dia da Criança a todos!

 

A História de um Gato

 

Um gato foi atropelado num parque. Todos olham para ele, com pena pela pouca sorte do animal, mas ninguém se chega à frente para o ajudar.

Marlene, no seu passeio habitual pelo parque, onde tem por hábito alimentar alguns gatos que fazem dele a sua morada, depara-se também com este cenário mas, ao contrário dos restantes, decide agir e levar o gato ao veterinário mais próximo.

No hospital, e feitos vários exames, o prognóstico não é nada animador: três lesões na coluna que lhe causaram paraplegia irreversível. Só havia três soluções - a eutanásia, a devolução ao ambiente, onde acabaria por falecer devido à sua nova condição, ou a adopção por parte de Marlene, assumindo assim a responsabilidade por todos os tratamentos e cuidados que o gato amarelo e branco, mais tarde baptizado de Senninha, iria necessitar.

A decisão poderia parecer difícil mas, no fundo, já estava tomada! Ele tinha escolhido Marlene para sua protectora, e ela não o deixaria ficar mal, mesmo já tendo em casa outros 5 felinos!

Ao longo do livro, poderemos ver todas as dificuldades pelas quais Marlene e Senninha passaram, durante a adaptação e tratamento, e a forma como este gato encarava a sua condição, sem se deixar abater, sem reclamar, sem desistir.

Podemos também ver a cumplicidade que se foi gerando com alguns dos outros habitantes felinos da casa. Infelizmente, não por tanto tempo quanto gostaria porque, um a um, foram sucumbido à maldita insuficiência renal de que sofriam.

Este livro conta as aventuras do Senninha, as suas peripécias, a forma como vive e ultrapassa a cada dia as dificuldades que a vida lhe impôs.

E conta-nos o grande amor que Marlene tem por todos os animais, não só aqueles que foi acolhendo no seu lar ao longo dos anos, mas também por todos os outros que nunca tiveram a sorte de ter um lar!

É um testemunho de uma enorme coragem e dedicação, que nem mesmo eu provavelmente conseguiria ter!

 

 

Autor: Marlene Alves Catanzaro

Data de publicação: Junho de 2016

Número de páginas: 92

ISBN: 978-989-51-7173-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

 

Sinopse

"Um gato atropelado nas dependências de um parque público na cidade de São Paulo, no Brasil, fica abandonado à própria sorte; apenas um gato irremediavelmente ferido, amedrontado e confuso numa calçada ao pé de um muro, para ele, mais alto do que todo o universo.

Pessoas que passam por ali apenas observam o indefeso animal, magnetizadas pela sua beleza e sofrimento, sem, contudo tomar qualquer iniciativa de socorro.

A agonia se estende até que alguém surge para prestar socorro àquele gato de meiga aparência e olhos cor de mel.

A atitude impensada, movida apenas pelo sentimento de caridade, vai levar a salvadora a temer pelo próprio futuro com aquele animal, mas o tempo se encarregará de mostrar que, além do medo do desconhecido o amor sempre prevalece, modificando a vida dos dois.

O tempo se incumbirá de mostrar a coragem dos protagonistas desta história para superar e vencer obstáculos.

O amor pelos animais, despertado em uma criança por seu tio, não foi em vão.

Esta é uma história que comove e surpreende."

 

 

À Conversa com Marlene Alves Catanzaro

Marlene Alves Catanzaro nasceu em 1964 na cidade de São Paulo, e descende de portugueses por parte do avô paterno.

É Pedagoga formada pelas Faculdades Oswaldo Cruz; especialista em Orientação Educacional e Pós-Graduada em Orientação Profissional e Psicopedagogia.

A literatura sempre esteve presente em sua vida, assim como o amor pelos animais.

 

 

 

Em "A História de um Gato", a autora junta estas duas grandes paixões com o propósito de demonstrar que tudo é possível quando há amor e dedicação.

Parte do valor obtido com a venda deste livro é destinada a contribuir com aqueles que, num gesto de amor e dedicação, cuidam de animais sem lar ou feridos.

É ela a convidada de hoje da rubrica “À Conversa Com”, a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite!

 

 

 

 

Marlene, a literatura e os animais são duas das suas grandes paixões. Quando, e como, é que as descobriu?

Ambas na infância. Não me recordo da minha vida sem um animal por perto. Foram gatos, cães, papagaio, pintinhos, tartaruga... Percebi o quanto amava os animais pela compaixão que sentia ao ver-lhes o sofrimento, e que me fazia sofrer por não poder, sendo criança, amenizar-lhes a dor.

A paixão pela literatura surge também na tenra idade, quando lia vorazmente todas as histórias que me chegavam às mãos; a que mais marcou minha infância foi “A Ilha Perdida”, da escritora brasileira Maria José Dupré.

 

“História de Um Gato” foi a junção destas duas paixões. O que a levou a escrever este livro?

O aspecto principal foi o desejo de poder ampliar a ajuda aos animais abandonados e doentes. Para tanto, destino um percentual do que recebo pelos os direitos autorais para Associações de proteção animal e protetores voluntários.

A doação de exemplares também colabora com os gastos em medicamentos, cirurgias, vacinas, ração...

Assim como em diversas cidades brasileiras, Campinas, onde moramos, sofre com a ausência do poder público para desenvolver políticas que tratem a questão da saúde do animal. Há muito abandono em diversos bairros e esta é uma triste realidade que gostaria de ver diminuída com o projeto “A História de Um Gato”.

 

Pode-se dizer que a Marlene tem uma relação especial com os gatos, ou a sua paixão estende-se também a outros animais?

(risos) Adoro animais, sem distinção. Durante longos anos morei em apartamento e, por isso, optei por ter somente gatos, que, pelos hábitos que possuem, facilitam os cuidados. Atualmente moramos em casa com grande quintal e a fase é de cachorros... (risos). São seis, sendo cinco retirados de situação de abandono das ruas aqui do bairro.

 

A Marlene tem descendência portuguesa. Já alguma vez visitou o nosso país? O que gostou mais?

Sim. Era um sonho ir a Portugal. Em 2010 viajamos para a Inglaterra e o avião fez conexão na cidade do Porto. Somente ter sobrevoado o país deixou-me muito feliz. Ver o casario, o Tejo...

Em 2012, finalmente, ficamos alguns dias em Lisboa, conheci a Torre de Belém, o Castelo São Jorge, o Oceanário, o pastel de Belém (risos)... Vi de perto os encantos dessa bela e inesquecível cidade.

No mês passado, voltamos para o lançamento do livro “A História de Um Gato”. O evento foi em Lisboa, na Feira Nacional do Livro, e em Évora.

Nesta última viagem conhecemos quase todo o país, bebendo dos seus encantos. Foi maravilhoso.

O que mais gosto é da hospitalidade e generosidade do povo português. Nos perdemos muito (risos) dirigindo pelas boas estradas portuguesas, mas sempre fomos muito bem ajudados por pessoas simpáticas e corteses. Chego a dizer que foi muita sorte nos termos perdido tanto, pois tivemos oportunidade de conhecer e de manter contato com gentes de coração boníssimo.

 

Para além de contar uma bonita história de amor e dedicação aos animais, nomeadamente, a um gato muito especial, este livro tem também uma missão solidária. O que considera que faz mais falta – pessoas que se voluntariem para ajudar animais, ou meios para que as mesmas o possam fazer?

Creio que faltam meios para que as mesmas o possam fazer. Faltam hospitais e clínicas públicos, apoio do Estado, divulgação de campanhas de castração etc. Ao mesmo tempo, vejo muita gente envolvida utilizando recursos próprios, às vezes sem ter muita condição para isso. Pessoas que doam horas de trabalho nos finais de semana, que recolhem animais abandonados, atropelados e depois precisam recorrer a amigos e conhecidos para ratear os valores gastos. Atualmente temos a internet como grande canal de divulgação e valiosa aliada para este trabalho de voluntariado.

 

O gato desta história esteve abandonado à sua sorte, ferido, sem que a maioria das pessoas que por ele passavam se decidisse a ajudar. Acha que ainda existe muita indiferença em relação aos animais encontrados na rua? Na sua opinião, o que mais temem as pessoas, ao ver um animal em sofrimento, e que as leva a passar ao lado como se nada fosse?

Sim, existe bastante indiferença, infelizmente. Muitas pessoas não sentem compaixão pela fome, dor, frio, medo e solidão por que passam os animais de rua. Costumo dizer que, se cada pessoa se dispusesse a cuidar verdadeiramente de, pelo menos um animal, não teríamos o quadro triste que a realidade nos mostra.

Ao lado da indiferença, creio que seja o fato de as pessoas não poderem ou não quererem ter gastos e trabalho com um animal em sofrimento.

 

Pela sua experiência com animais, que ensinamentos considera que todos devíamos aprender com eles?

A gratidão é o maior deles.

 

Depois do sucesso desta história, vamos poder contar com um novo livro da Marlene dedicado aos animais?

A história do Senninha vem emocionando centenas de pessoas, das mais variadas idades. Recebo relatos diversos sobre o quanto esta história sensibiliza. É uma mensagem de carinho, de superação e que me leva a querer novamente imergir neste universo apaixonate. Contudo, no momento a prioridade é aprofundar parcerias com Associações de Amparo Animal, tanto do Brasil quanto de Portugal, e também preparar-me para a participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no próximo dia 30 de agosto.

É importante e oportuno destacar a parceria com a Editora Chiado, que abriu para o meu livro as portas do mercado português e países de Língua Portuguesa, com um trabalho de edição que muito me entusiasmou pela beleza e competência.

Todos têm histórias para contar, a diferença está em que o escritor compartilha com as outras pessoas as histórias que tem na mente e no coração.

 

Muito obrigada pela disponibilidade!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora.

Ainda dizem que gatos não são filhos

 

Pois, por vezes, são mesmo iguais ou piores ainda!

Sempre a pedir atenção, a fazer disparates, a queixar-se, a lembrar-nos que temos que estar ali à sua disposição.

Ainda hoje a manhã foi agitada. Ora vejam:

 

Vou lavar a loiça, e a Amora começa a pedir colo. Agarra-se às minhas pernas mas desprende-se, bate com o focinho no chão e começa a chorar com dores. Interrompo o que estava a fazer, para lhe pegar e acalmar. Volto a pô-la no chão.

Sobe a Becas para a bancada a querer enfiar-se no lava loiças, e tenho que fazer uma ginástica para impedi-la, sem lhe tocar com as mãos.

Ao mesmo tempo, volta a Amora a reclamar que quer colo, porque vê a Becas lá em cima e ela não consegue subir.

Lavo a loiça à pressa, seco a bancada mesmo a tempo de a Becas ir para lá, e pego na Amora para lhe dar mais uns mimos.

Entretanto, a minha filha já se levantou e fica a tomar conta da Amora. Fui pôr esparguete a fazer. Quando volto à cozinha, vejo a Becas em cima do fogão! A passar mesmo ao lado do bico aceso.

Passado o perigo, desligo o lume e vou tomar banho, que se revela outra tarefa complicada, porque tenho que segurar com uma mão o chuveiro, e com outra impedir a Becas de entrar dentro da banheira, e molhar-se toda.

Não parece mesmo que estou a cuidar de duas crianças pequenas?! Até nos ciúmes e picardias se parecem com elas!

 

Com tudo isto, acho que vou ter que me levantar algumas horas mais cedo,se não me quiser atrasar para o trabalho!

 

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