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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Inimigos invisíveis

Resultado de imagem para mistério

 

De há uns dias para cá tenho aparecido com uma espécie de picadas, nas mãos e braços. 

Não vejo melgas em casa, nem me parece que a picada seja de melga. De qualquer forma, se for, elas sabem atacar, porque nem sequer dou por elas!

Sendo picadas de pulga, também não percebo como, porque as bichanas estão desparasitadas, e nem sinal de pulgas vejo pela casa, nem na cama, que é onde se nota logo que por lá andaram.

 

O que é certo é que estas picadas dão muita comichão, sobretudo à noite, e tendo em conta que eu não sou meiguinha a coçar, já estão a ver o filme.

 

Como se isso não bastasse, ontem ao final da tarde preparei umas tostas e um sumo de laranja para o jantar. sento-me à mesa, e calho a olhar para a palma da mão. Tinha três manchinhas arroxeadas, como se tivesse batido em algum lado e ficasse com nódoas negras. Não foi o caso. Também não era sujo, porque depois de lavar a mão, continuaram. Ao fim de alguns minutos, desapareceram. Como se nunca tivessem existido!

 

É caso para dizer: mistéeeeeeeeerio!

 

Nuvens negras

 

Como é que duas pessoas que se amam chegam a este ponto? Não sei...mas a verdade é que chegámos. Pior que dois estranhos, vejo-nos, de repente, quase como dois inimigos em plena batalha. Batalha que nenhum de nós alguma vez quis lutar.

É um facto que cada vez temos menos tempo, e esse pouco tempo que temos, não o temos ao mesmo tempo. Parece que a falta de tempo e a rotina são mesmo os piores vírus de uma relação.

Vão-se sucedendo situações atrás de situações e, quando damos por isso, juntamente com o tempo que nos escapou, parece ter ido também a amizade e a cumplicidade. E isso não é um bom sinal. Nenhum de nós está feliz assim.

Se continuamos a amar-nos? Continuamos. E nenhum de nós tem culpa que o dia tenha apenas 24 horas, e que nem uma consigamos estar juntos sem coisas para fazer pelo meio. Não tivemos um dia de anos de namoro romântico, não tivemos um dia dos namorados romântico, e não há nada de romântico numa gripe, mal estar, cansaço e enjoos permanentes, em tarefas domésticas sem fim, em jogos de futebol ou playstation, em trabalhos de casa da filha, em compras e tudo o mais que surge pelo caminho. E mais uma vez repito, nenhum de nós tem culpa. No entanto, parece ir-se acumulando de ambos os lados uma espécie de ressentimento em relação ao outro, e daí a surgirem acusações é um instante. Quando começam, parecem uma espiral sem fim à vista, e a visão daquilo que já vivemos de tão bom surge bem distante, sem promessas de algum dia voltar a acontecer.

De repente, damos por nós a conversar. Afinal a amizade parece voltar a surgir, a cumplicidade reaparece de mansinho e tudo se parece resolver. Mas as ameaças permanecem - a rotina continua, e a falta de tempo também. Vamos ver como conseguiremos lidar com elas daqui em diante...

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