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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enquanto Dormes, de Alberto Marini

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A felicidade de alguns incomoda muita gente. E há quem só se sinta feliz, quando vê que as outras pessoas não o estão. Agora, imaginem aquilo que uma pessoa pode chegar a fazer para conseguir esse objetivo. Até que ponto, à semelhança de uma sanguessuga que se alimenta do nosso sangue, pode alguém chegar, para saciar a sua própria felicidade, tornando a vida dos que o rodeiam num verdadeiro inferno?

Cillian é assim. Fica feliz com o mal dos outros, alimenta-se da tristeza, do sofrimento, das lágrimas, do desespero de outras pessoas. E sempre que tem oportunidade de acabar com o sorriso e alegria de alguém, não hesita, tornando essa a sua próxima missão a cumprir.

Uma missão que pesa no prato da balança, que todas as manhãs decide o seu destino, consoante o lado para o qual se inclinar mais – o de algo que lhe dê motivos para continuar vivo, ou o de não ter nada que o faça querer viver.

 

 

A última missão que tem a seu cargo, e que mais trabalho lhe está a dar, é conseguir tirar o sorriso de Clara, uma das condóminas do prédio onde exerce a função de porteiro, e que parece não se deixar afectar por nada, estando sempre bem disposta. E, como porteiro, tem acesso a determinados meios que, apesar de óbvios, ninguém se dá conta deles.

 

 

Quantas vezes não nos alertam para o tipo de informação que publicamos, por exemplo, nas redes sociais? Para as imagens que partilhamos, para aquilo que divulgamos sobre a nossa vida, e sobre nós, que poderá ser, mais tarde, usado para fins menos próprios?

Quantas vezes não nos indignamos com a presença de câmaras de filmar em determinados locais.

Quantas vezes não ficamos escandalizados com a invasão da nossa privacidade, com a gravação de conversas sem nosso conhecimento, com gravação de imagens sem sequer desconfiarmos?

Quantas vezes não ficamos estupefactos com o facto de os países mais poderosos do mundo andarem a vigiar tudo o que se passa nos outros, e a quantidade de informação que controlam?

É quase como se vivêssemos uma espécie de “Big Brother” a nível mundial.

E não há nada que possamos fazer para controlar, embora não nos afecte, na maioria do tempo, directamente.

Agora imaginem tudo isso, mas a uma escala bem mais pequena. Uma pessoa que, dada a sua função, tem a acesso aos nossos horários, às nossas rotinas, à nossa correspondência. Que tem acesso a todas as chaves de todos os condóminos. Que poderá, até mesmo, ter acesso à nossa casa, a cada uma das divisões, aos nossos bens pessoais, aos nossos objectos. Que poderá, em última análise, ter acesso ao nosso próprio corpo…

 

E tudo isto, sem sequer desconfiarmos do que se passa, e que alguém está tão assustadoramente perto de nós, enquanto dormimos.

 

É aterrorizante, não é? Sem dúvida que sim.

Nem é bom pensar no quão doentio pode ser alguém que aja como esta personagem, que vamos conhecendo melhor a cada página que lemos, tomando conhecimento de tantas outras barbaridades que ele cometeu ao longo da sua vida.

 

Conseguirá ele concretizar o seu objectivo, e destruir de uma vez por todas a alegria de Clara, antes de partir para a próxima missão? E, haverá mesmo uma próxima missão?

 

"Enquanto Dormes" é um excelente livro para nos deixar em alerta máximo, de olhos bem abertos e, de preferência, bem acordados, porque nunca se sabe o que poderá acontecer quando adormecermos, e enquanto dormimos!

 

 

As crianças e a importância de um espaço só delas

 

 

Até que ponto uma criança precisa de um espaço que possa chamar de seu?

Não faço a mínima ideia, não sou especialista no assunto, nem tenho conhecimento válido para afirmar, com certeza, que é de facto fundamental.

Os tempos são de crise, e cada vez mais se vêem casais a mudarem para casa dos pais, a ter que partilhar quartos e camas, e todos os outros espaços de uma casa que não é sua.

A minha filha, na nossa casa, tem o seu próprio quarto. E não é que ela passe lá muito tempo que não seja para dormir, mas é dela. Tem as suas coisas, os seus brinquedos (embora estes estejam espalhados um pouco por toda a casa), a sua cama - é o seu cantinho.

E era algo assim que eu gostava que ela tivesse à sua espera, nos dias em que vai com o pai. Já chegou a acontecer, ela ir dormir a casa da madrasta, onde pelo menos tem um quarto só para ela. Mas falta também estabilidade.

É sempre uma incógnita, a cada fim de semana, saber onde, como e com quem vai dormir. Ora vai para casa da madrasta (que eu prefiro e fico mais descansada), ora vai para casa dos avós. Ora dorme sozinha, ora dorme com os primos ou com a tia, ou com todos na mesma cama. E, sinceramente, não acho que isso seja muito saudável para ela.

Talvez por isso, porque nunca sabe para que lado vai, também não tem nada de seu em nenhum lado que não seja a nossa casa. O que ela quer, leva de casa para aqueles dias, e traz de volta. Porque não tem um espaço seu do outro lado, onde também possa ter as suas coisas. 

O quarto da criança é o espaço que normalmente, contém o que lhe é íntimo, desde a cama, onde dorme e sonha, até aos brinquedos, livros de histórias e outros. É como que um refúgio, um espaço privilegiado para a criança enfrentar os seus medos, frustrações e angústias. 

E ela tem isso cá. Mas gostava mesmo que também tivesse do outro lado...

 

 

    

 

Porque é que os homens traem as mulheres...

...e vice-versa?

 

 

 

De uma forma geral, quando um homem e uma mulher namoram, a sua única responsabilidade é alimentar essa paixão e esse amor. Nessa fase, são os dois amantes. Deixam de fazer muitas coisas que gostavam de fazer, e de estar com pessoas com quem costumavam estar, para fazerem novas coisas os dois juntos. É como se duas linhas diferentes convergissem num só ponto.

Quando se casam, dá-se o efeito inverso. As responsabilidades são maiores, os deveres aumentam e os direitos diminuem.

A rotina instala-se, a comunicação falha, a intimidade começa a escassear e o controlo sobre a relação desaparece.

Cada um deles começa a sentir falta daquilo que era antes, daquilo que tinha antes, e a rejeitar aquilo que agora tem. E assim, saem desse único ponto e começam a divergir um para cada lado, podendo ou não vir a convergir com outra linha pelo caminho - a/o amante. 

A/o amante não é mais do que aquilo que a/o anterior namorada/o era, antes do casamento. É por isso que, regra geral, ninguém fica com essa pessoa em vez daquela com quem casou. Porque, se o fizesse, iria assumir o papel daquela de quem fugimos!

Mas há quem traia por outros motivos que nada têm a ver com a relação a dois, mas com a personalidade de cada um.

 

Eles traem:

  • Para evitar a intimidade com a companheira, que os assusta
  • Pelo "dever” da conquista, precisando sempre de algo novo para reforçar sua masculinidade e libido
  • Porque a situação se apresenta sem resistência, ou seja, a oportunidade é fácil ou insistente e eles não têm firmeza suficiente para dizer não às investidas de outra mulher
  • Porque conseguiram se livrar de serem descobertos da primeira vez, não resolveram o problema que os levaram a trair, e acabam fazendo novamente
  • Porque gostam de variedade, mesmo amando a mulher
  • Por desordem ou vício sexual

Elas traem:

  • Porque se sentem negligenciadas, carentes, desprezadas ou ignoradas, mais emocionalmente que sexualmente
  • Porque precisam de intimidade física e emocional e possuem um marido controlador
  • Porque se sentem solitárias e cansadas da rotina
  • Porque não se sentem amadas, ou sentem-se inseguras sobre a relação, e traem achando que o marido faz o mesmo, pagando na mesma moeda
  • Por desordem ou vício sexual

É de sublinhar que, actualmente, alguns destes motivos, antes mais característicos de cada um dos sexos, se podem aplicar a qualquer um deles, sem distinção. 

 

 

 

Intimacy - Intimidade

Everybody's searching for intimacy...


 

Qualquer um de nós é um ilustre desconhecido do mundo até ao dia em que algo nos torna diferentes, e então passamos a “existir” para outras pessoas. É o que, normalmente, acontece com as inúmeras figuras públicas que conhecemos. Para isso contribui, e muito, a imprensa.

É através da televisão, das revistas e dos jornais que ficamos a saber um pouco mais sobre eles. E, se algumas dessas figuras públicas, apenas falam de questões relacionadas com o trabalho, outras há que gostam de falar de factos relacionados com a sua vida privada, abrindo caminho a uma liberdade que não mais poderá travar.

Nestes casos, e como se tem visto muitas vezes, a verdade é que, quando as notícias são boas, ou quando querem divulgar ou anunciar algo, servem-se dos jornalistas, aceitam entrevistas exclusivas, e deliram com a publicidade que os catapulta ainda mais para a ribalta. Já quando são notícias menos boas, a mesma imprensa que os colocou na mó de cima, está agora a cometer o crime de se intrometer na intimidade e vida privada dessas mesmas pessoas, sem as respeitar. Não será, no mínimo, contraditório?

A propósito disso, comentava alguém, no outro dia, que não nos deveríamos servir de um blog como se fosse um diário, e nele expor determinadas conversas e situações que apenas diziam respeito aos intervenientes e a ninguém mais, porque se tratava da sua intimidade e, como tal, não é para ser partilhada.

O que é engraçado é que essa mesma pessoa, que emitiu essa opinião condenatória, baseada num texto que falava sobre uma conversa normalíssima de um casal, é a mesma que, em blogs semelhantes, faz pedidos de casamento, declarações de amor, faz perguntas que apenas à receptora dizem respeito, conta histórias da sua vida…É a mesma que chegou, algumas vezes, a pedir à namorada para escrever textos sobre eles!

De uma forma imparcial, quando explicou a sua opinião, afirmou que qualquer pessoa escreve sobre o que quiser, mas que para ele, quando se tratam de coisas boas, momentos importantes ou situações felizes, não há problema nenhum em falar da intimidade. No entanto, se estiver relacionado com maus momentos ou discussões, então não se deve expor a intimidade mas sim resolver as coisas entre as partes.

Ora, devo dizer que, na minha opinião, alguém que pensa desta forma está a ter, como se costuma dizer, “dois pesos e duas medidas”!

Para mim, é muito simples. Ou se aceita a exposição da intimidade e vida privada de cada um (tanto para o bem como para o mal), ou não se aceita. São duas opções válidas e que merecem respeito.

O que não concordo, é que essa opção varie consoante nos seja favorável ou não, ou dependa do que nos é mais conveniente em determinado momento!

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