Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Neste Dia Mundial da Criança...

...não nos esqueçamos da criança que vive dentro de cada um de nós!

 

 

E para todas as crianças, e adultos, que gostem de gatos, conforme prometido, o Clube de Gatos tem o presente ideal:

 

doc20170601174813_001.jpg

O livro "Viagem ao Mundo dos Gatos"!

 

Nele poderão encontrar várias rubricas como:

- fotografias de todos os membros e as histórias dos membros mais recentes

- curiosidades sobre as manias dos gatos

- histórias contadas por autores convidados

- as duplas do clube

 

 

doc20170601174652_001.jpg

Do outro lado, uma nova capa, e mais rubricas:

- jogos e passatempos

- verdade ou mito

- sabias que

- a vida secreta dos nossos gatos

- história, mitologia e superstições

- conselhos úteis

 

E muito mais, a descobrir nesta viagem!

 

 

doc20170601174723_001.jpg

E para quem quiser juntar ao nosso livrinho mais um mimo, também há marcadores, em dois modelos diferentes à escolha!

 

Relembro que a receita com a venda do livro será para ajudar as associações Tico & Teco e Projecto Amor Animal.

Encomendem já, e proporcionem um feliz Dia da Criança a todos!

 

Encontras-me no Fim do Mundo, de Nicolas Barreau

doc20170424161121_001.jpg

 

Depois de toda a novela com a aquisição deste livro, que se encontra esgotado em algumas lojas, e noutras não, chegou-me às mãos pela Leya.

 

É um livro pequeno, que se lê bem, e que gostei, embora estivesse à espera de muito mais do que aquilo que ele tem para oferecer.

 

Jean Luc é um homem que, depois de uma carta de amor mal sucedida na adolescência, e da reacção à mesma por parte da sua amada, jurou nunca mais voltar a escrever outras cartas.

A par com essa resolução, Jean Luc é hoje um homem que vive rodeado de várias mulheres, sem nunca se envolver a sério com nenhuma. Elas são tantas que, por vezes, é difícil tentar descobrir qual delas poderia ter enviado aquela carta misteriosa que recebeu na sua caixa do correio.

Assinando como Principessa, e escrevendo num tom a fazer lembrar séculos passados, esta misteriosa mulher lança-lhe um desafio: escrever-lhe de volta, e tentar descobrir quem ela é.

Jean Luc achou que seria muito fácil e que, com as palavras certas, a convenceria a mostrar-se em pouco tempo.

Mas a Principessa revela-se uma mulher inteligente, que lhe vai dar a volta, fazendo-o apaixonar-se por si, fazendo-o respeitá-la e, num determinado momento, até sofrer com o seu silêncio, até que ele procuncie as palavras mágicas, que o levem a encontrar-se com ela, no fim do mundo.

É quando ele percebe que, no fundo, ela estava ali tão perto, e nunca tinha reparado nela!

 

Sortilégios, de Manuel Soares Traquina

Resultado de imagem para sortilégios manuel soares traquina

 

Terminei hoje de ler "Sortilégios", de Manuel Soares Traquina.

Este livro antecedeu "Desamores", e também ele fala de amores e desamores na adolescência, e de como estes podem sobreviver a todas as adversidades ou, simplesmente, morrer à primeira contrariedade.

 

"Sortilégios" está dividido em duas partes.

Na primeira, temos toda uma história passada na Brunheta, sobretudo na Casa Grande, que pertence aos avós de Jacinto.

 

 

A história começa com a matança do porco, que reune na Casa Grande toda a família, amigos, vizinhos e trabalhadores, num ritual de festa que, a Jacinto, lhe causa uma certa repugnância pela forma como tratam os pobres porcos nestes dias.

Não tive a sorte de conhecer os meus avós, mas consegui vislumbrar todo aquele ambiente através das magníficas descrições com as quais Manuel Soares Traquina nos brinda, e que nos consegue transmitir tudo o que ali se vivia, como se também nós fizessemos parte daquela história! 

É quase como se estivéssemos a ver através de pinturas, todas aquelas cenas que são descritas.

Se tivesse que escolher algumas palavras para descrever o que se vivia na casa Grande seriam, talvez, "família", "festa", "união", "cumplicidade", "simplicidade" e "alegria".

A família junta, nos poucos momentos em que ainda se reunem todos naquele local onde nasceram e foram criados, e do qual há muito partiram. A festa que é, tanto para os adultos, que para além do ritual da matança do porco e do que se lhe segue, ainda comem, bebem e jogam às cartas, como para as crianças, que aproveitam estes dias para brincar, correr, conviver de perto com os animais e as tarefas do campo. A união entre todos, e a entreajuda que vemos, para um propósito comum, e que só é possível de ver neste meios mais pequenos, onde toda a gente se conhece e quase forma uma família. A cumplicidade entre avô e neto. A simplicidade como as pessoas por ali vivem, e a alegria que reina por todo o Casal.

 

 

A Casa Grande, e a Brunheta são como um paraíso, que Jacinto sempre adorou mas no qual, nos últimos tempos, tem vindo a perder o interesse de outrora. Em breve ele irá estudar para Coimbra, e nada será como antes.

Isto faz-me lembrar como nós, inconscientemente, começamos a sofrer por antecipação perante a iminência de vivermos algo pela última vez, ou pela mera possibilidade de um determinado momento não se vir a repetir.

Ao invés de desfrutarmos, de vivermos e sentirmos ainda mais, sem receios, acabamos muitas vezes por nos contrair, por nublar a nossa mente de pensamentos negativos, e de passar esses momentos de forma mediana, amargurada, sem tirar proveito do que deveria ser, a verificar-se, uma despedida para nunca mais esquecermos. Algo dentro de nós nos impede de usufruir do presente e do que de melhor ele tem para nos dar, fazendo-nos viver ensombrados por um futuro que ainda está por vir.

 

Mas, quando Jacinto começava a desligar-se da Brunheta, algo o fez voltar a desejar como nunca ali estar! 

E aqui temos o primeiro vislumbre dos sortilégios que ocorreram a Jacinto. Cecília, afilhada dos seus avós e menina do campo, conseguiu encantá-lo, enfeitiçá-lo, seduzi-lo. E, ao mesmo tempo, também ela foi acometida pelo mesmo amor por Jacinto.

Só havia algo com que ambos não contavam: que Silvério, amigo de Jacinto, também estivesse interessado em Cecília e tencionasse pedir-lhe namoro. Nem tão pouco que Silvério descobrisse por que motivo foi rejeitado, e fosse capaz de recorrer a sortilégios, para acabar com o romance de Jacinto e Cecília, como forma de vingança.

 

 

A segunda parte do livro ocorre vários anos depois.

Jacinto está em Tomar. Os seus avós morreram. A Casa Grande foi vendida. A maior parte dos habitantes da Brunheta já tinha partido para outro mundo, ou emigrado, deixando aquele local abandonado, e sem o encanto que o caracterizou durante anos.

A vida vai passando e tudo vai mudando sem conseguirmos fazer nada para o impedir. Também nós vamos mudando. As cicatrizes vão-nos tornando mais fortes, mais resistentes, mais calejados, mas também mais soturnos, menos crentes, mais conformados... 

Afinal, o que se pode fazer quando não se sabe o que fazer, nem por onde começar. Quando não se tem a mínima ideia de como começar, ou onde procurar. Quando não se consegue perceber o que terá levado àquela situação? Depois da revolta, da inquietação, do desespero, da tristeza, da impotência, apenas conformar. Muitas vezes, guardando mágoa, mas também saudade, e um desejo profundo que, um dia, tudo mude. 

 

A primeira parte foi marcada pelo enlevo, pelo encanto, pelo amor puro, pela esperança. E terminou com a separação de Jacinto e Cecília, tendo ela emigrado com o pai e a irmã para o estrangeiro, sem qualquer despedida, justificação, notícia, nada...

 

E na segunda parte, como iremos encontrar Jacinto, na sua nova vida?

Terá encontrado, de novo, o amor?

E o que terá acontecido, verdadeiramente, a Cecília?

 

Descubram tudo em "Sortilégios", um romance que nos vai prendendo, e nos leva a querer saber como vai terminar, revelando se, de facto, se trata de uma história de amor, ou de desamor!

 

 

Um agradecimento especial a Manuel SoaresTraquina

Resultado de imagem para sortilégios,manuel soares traquina

 

Há uns dias atrás, através da minha parceria com a Chiado Editora, tive oportunidade de ler o livro "Desamores", do autor Manuel Soares Traquina.

Tive também oportunidade de entrevistar o autor para a minha rubrica, uma entrevista que me deu muito prazer fazer.

Como forma de agradecimento, Manuel Soares Traquina presenteou-me com a sua outra obra "Sortilégios".

 Muito obrigada!

Comecei a lê-lo ontem, e estou curiosa para saber o que virá :)

Terá sido obra do Gnomo Elias?!

 

E hoje fui, mais uma vez, surpreendida com um livrinho enviado pela Chiado Editora e pela autora Cátia Araújo!

Terá sido obra do Gnomo Elias, que achou que talvez eu o pudesse ajudar a encontrar o medalhão perdido?!

Nesse aspecto, não sei se terá sorte, mas espero descobrir o mistério depois de ler a história. 

Muito obrigada a ambas, pela surpresa!

  • Blogs Portugal

  • BP