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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Já Te Disse Que Te Amo?

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Quando pais que nunca quiseram saber dos filhos durante anos querem, de repente, estar com eles, alguma coisa se passa: Ou estão verdadeiramente arrependidos e querem recuperar o tempo perdido por iniciativa própria, ou foram levados a agir assim por influência de terceiros, não havendo uma genuína reaproximação, mas mais um “frete” sendo que, mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona, para o bem e para o mal.

 

Quando jovens adolescentes que eram perfeitamente normais começam, de repente, a mudar o seu comportamento, a enveredar por caminhos perigosos, a juntar-se a companhias duvidosas e a envolver-se constantemente em problemas, não só com a família mas também com a lei, algo não está bem.

E o que esses jovens mais precisam, é de alguém que olhe para eles, que veja para além da máscara, para além da barreira que ergueram para separar a pessoa que realmente são, da que fingem ser.

 

Quando pessoas que se dizem amigas, preferem ignorar, não se preocupar, agir como se tudo fosse normal, muitas vezes pactuando com comportamentos errados, é caso para pensar se serão verdadeiras essas amizades.

 

Quando algum acontecimento traumático do passado leva a que os jovens se refugiem em distrações como álcool, drogas e até relações obsessivas e doentias, podem usar esses traumas para justificar as suas acções?

 

E quando, finalmente, chega alguém que repara, que se preocupa, que tenta romper a barreira, que tenta travar e ajudar verdadeiramente, que pode mudar tudo e trazer de volta aquilo que eram, o que fazer?

 

Errar erros, fugir às regras, usar desculpas para esconder determinados actos, cometer loucuras, aventurar-se a caminhar no limbo, são coisas típicas de adolescentes, mas há limites para tudo.

 

Tyler há muito ultrapassou esses limites. Eden, recém chegada e, aparentemente, mais responsável, está a ser levada a ultrapassá-los pelas suas supostas novas amigas. Há um momento em que ao leitor dá vontade de dizer “Basta! Já chega de irresponsabilidades, de fechar os olhos, de tapar o sol com a peneira, de fazerem asneira atrás de asneira.”

 

E se pensamos que isto só acontece porque são adolescentes, não podemos estar mais errados. A inação e incapacidade de lidar com estas situações estendem-se também aos adultos, que não conseguem impor limites, colocar um travão, ir à origem do problema e erradica-lo de vez ou, simplesmente, não têm qualquer moral para o fazer.

 

Tyler está, há muito tempo, perdido. Eden, a passar as férias de verão em casa do pai e da madrasta, mãe de Tyler, sabe que os seus dias por ali chegarão ao fim dali a pouco mais de 3 meses. E sabe que este era o último rapaz por quem se deveria apaixonar. Mas há algo nele que a atrai. Será mesmo paixão ou amor, ou apenas a veia de estudante de psicologia, a querer pôr em prática aquilo que aprendeu para o ajudar a encontrar o seu caminho?

Além disso, Tyler está preso a uma namorada que não está disposta a deixá-lo escapar das suas garras, e com quem Eden convive diariamente.

Trarão estas férias de verão algo de positivo a Eden? Encontrará ela o amor da sua vida, ou voltará para Portland com mais problemas ainda, do que aqueles que a levaram a querer sair de lá?

 

Posso dizer que cheguei ao final do livro e não percebi onde encaixa o título do mesmo, embora compreenda que nem sempre são precisas palavras para exprimir aquilo que se pensa e sente. E compreendendo, também, de certa forma, o final da história, confesso que me desiludiu, porque não considero o argumento utilizado válido. É algo que, neste caso específico, não faz sentido.

E a única forma de compensar isso, é a autora dar continuidade a esta história, partindo do verão do ano seguinte!

Não Me Deixes Só, de Margarida Freitas

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Não é irónico que, numa época em que as mulheres alcançaram a maior liberdade que poderiam ter, ou alguma vez sonhar, existam cada vez mais sentimentos de dependência, carência, e medo de ficar sozinhas?

Não é irónico que, sendo livres de tomar as suas próprias decisões, como nunca antes foram, e de tomar as rédeas da sua vida, como nunca antes lhes foi permitido, existam mulheres que depositam esse poder nas mãos de um homem por sentirem que, sem ele, nada serão ou conseguirão fazer?

E o mais grave é que a dependência chega a um ponto, em que as mulheres se anulam, em que se rebaixam, em que se deixam pisar, em que suportam tudo e ainda acham que é o que merecem. Pior, a sua mente leva-as a crer que gostam e precisam de tudo aquilo. Que tudo é preferível, do que ficar sozinhas, e enfrentar a vida e o mundo por sua própria conta.

E, mesmo quando encontram algo melhor no seu caminho, acabam por deitar fora, porque sentem falta daquilo a que estavam habituadas, mesmo sabendo que lhes faz mal.

Por carência, por obsessão, por dependência, por medo, por impotência, estas mulheres humilham-se, implorando por algo que, num único momento de lucidez, afastaram da sua vida porque lhes fazia mal.

 

Porque traímos?

Por amor? Por paixão? Por desejo? Por necessidade? Por carência? Por instinto? Por afirmação de poder? Para chamar a atenção? Para esquecer os problemas, ou arranjar mais problemas? Pela aventura?

Uma traição ocorre sempre porque a relação entre o casal não está bem? Ou isso é apenas uma desculpa que encontramos, para justificar o que não tem justificação?

O que nos leva a desejar que nos perdoem uma traição, quando nós próprios não conseguimos perdoar as traições dos outros?

 

O amor torna-nos irracionais? Ou deveria tornar-nos mais sensatos? O amor gera confiança, ou aumenta a desconfiança entre o casal? O amor leva-nos a cometer os actos mais irreflectidos, tanto para o bem como para o mal?

Devem os nossos erros ser desvalorizados e, até, perdoados, em nome do amor? Ou é por esse mesmo amor que esses erros ganham proporções avassaladoras, tornando-os imperdoáveis?  

 

De tudo isto nos fala “Não Me Deixes Só”, de Margarida Freitas, um livro que começa por ser um exercício que a psicóloga recomenda à personagem Margarida Sequeira, de forma a ajudá-la a exorcizar de vez o passado, e a conseguir viver mais feliz no presente, sem receios e sem culpas.

Através desse exercício, ficamos a saber o que levou Margarida a procurar ajuda, e como foi a sua vida até ali. A partir de determinado momento, a história deixa de ser um mero exercício, para se transformar numa espécie de diário, em que acompanhamos a fase mais actual da vida da Margarida, com o homem com quem refez a sua vida, no Brasil, e todas as dificuldades e problemas que a sua relação enfrentou.

Confesso que, a certa altura, comecei a achar a Margarida uma autêntica idiota, que não dava valor ao que tinha, uma mulher embirrante, que não consegue estar bem e tem que arranjar motivos para se chatear e acabar com as relações, instável, imprevisível, impulsiva, orgulhosa. Mas houve momentos em que lhe dei razão, e comportamentos por parte dos seus companheiros, incluindo o mais recente, que também não foram os melhores.

Ainda assim, era como assistir a um extintor a querer apagar o fogo, sempre que ele se acendia mas que, às tantas, de tantas vezes que era utilizado, ficava vazio e juntava-se à chama, para tornar ainda maior e incontrolável o incêndio.

 

Finalmente, quando tudo faria prever um final feliz, e a tão desejada estabilidade emocional e uma família perfeita, a vida encarrega-se de mostrar o quanto pode ser injusta, castigar-nos quando já achávamos que tínhamos as contas acertadas, e trocar as voltas aos nossos desejos, atirando-nos, sem dó nem piedade, para o abismo.

 

Haverá ainda forças, depois de tudo, para recuperar de tamanho estrago? Ou nada mais resta, a que nos agarrarmos, e mais vale deixar-nos levar, ou antecipar o inevitável?

 

Sinopse:

"Saí do quarto, fiquei agitada na sala com o meu choro sufocante, custava-me respirar. Mesmo com o meu grande amor a uma parede de distância, sentia-me só, tão inútil. Os meus pensamentos paralisaram no segundo momento mais doloroso da minha vida, parecia estar a sentir tudo novamente, cada segundo de dor, de desespero. A angústia, a ansiedade, o medo, a pressão… Corri para a casa-de-banho. Vomitei... Tinha o meu corpo a reagir às lembranças."

 

 

Autor: Margarida Freitas

Data de publicação: Novembro de 2017

Número de páginas: 250

ISBN: 978-989-52-0322-2

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

Com o apoio de:

Beijo Fatal, de Jeff Abbott

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Sabem quando estão habituados a ver um determinado actor desempenhar todos os seus papéis num mesmo registo, que sempre funcionou e, de repente, o colocam noutro registo diferente? E até resulta, de uma forma diferente, mas igualmente boa?

Na escrita acontece o mesmo. Foi isso que senti com este livro do Jeff Abbott.

Estava habituada, desde o primeiro livro até ao último que li deste autor, a uma boa dose de adrenalina, um "non stop" desde a primeira cena até à última, com muita perseguição, correria, fugas, tiros e pancadaria, a fazer-nos suster a respiração até ser seguro.

 

Este livro, embora seja um policial, nada tem a ver com a escrita e dinâmica a que Jaff Abbott me habituou e, se não soubesse que era dele, nunca associaria a obra ao autor.

Em Beijo Fatal, é possível ir com calma, respirar, relaxar em alguns momentos.

 

O que acontece em Beijo Fatal?

Peter, filho da senadora Lucinda, regressa a Port Leo e aparece morto no barco de um amigo, onde estava temporariamente a morar.

Tudo aponta para suicídio, e algumas pessoas responsáveis pela autoridade no local parecem querer que o caso seja tratado como tal, pressionando tanto os polícias responsáveis pela investigação, como o próprio juiz de paz.

Whit é o juiz de paz, um homem que está nesse cargo por ter esgotado as outras opções, com uma ajudinha do pai, e que poderá ter que abandonar se não ganhar as próximas eleições. Não que ele se preocupe muito com isso. 

Buddy é o seu rival directo, responsável pelo lar, que anseia pelo dia em que Whit será banido, ocupando assim o seu lugar.

Velvet era a companheira de Peter, e não acredita que ele se tenha suicidado. Na verdade, Peter tinha voltado para lutar pela custódia do filho, e fazer um filme sobre o misterioso desaparecimento do seu irmão Corey.

E temos ainda Lâmina, que nos é dado a conhecer no primeiro capítulo, um homem que assassina as suas Queridas e as enterra no quintal da sua casa tendo escolhido, como próxima vítima, Velvet.

Será Whit e Claudia, responsável pela investigação, a tentar descobrir o que liga a morte de Peter, ao assassino das Queridas, ao desaparecimento de Corey e aos segredos mais bem guardados de Port Leo e dos seus habitantes.

E por aqui mais uma vez se vê que, quem tem poder, pode fazer tudo e sair impune, pode ameaçar, pode encobrir, pode utilizar os meios à sua disposição para fins pessoais, sem que nunca ninguém saiba. Até ao dia em que isso lhes pesar demais para os deixarem seguir em frente, se virem encurralados, ou a verdade for desenterrada. 

 

Sinopse

"Whit Mosley, juiz de paz na cidade de Port Leo, Texas, é um rapaz novo e descontraído, tanto na vida como no cargo. Em ano de reeleição, não parece muito interessado em lutar pelo seu emprego, o último numa longa lista de falhanços profissionais.

No entanto, as águas da pacata cidade costeira não vão demorar muito a agitar-se: uma noite, Whit é convocado para atestar um óbito. O cadáver pertence ao filho de uma senadora, regressado à terra natal depois de uma carreira no mundo da pornografia. Terá sido suicídio, alimentado por uma antiga tragédia familiar? Ou será que um assassino obcecado o usou como peão num jogo deturpado?

Quando Whit desafia a pressão política e começa a investigar, ele e a detetive Claudia Salazar põem as suas carreiras - e as suas vidas - em perigo, expondo um ninho de barões da droga, vigaristas e tubarões sedentos de poder, todos em busca de sangue.

Mas nas areias quentes de Port Leo há segredos ainda mais obscuros enterrados… e ninguém é o que parece ser."

Sobre o livro Óscar, de David Dosa

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O tema central deste livro é o gato Óscar que, dotado de uma espécie de dom, sexto sentido ou algo inexplicável, como se tivesse vindo ao mundo numa missão muito especial, prevê quando alguém está a morrer.

Como ele consegue saber isso, é o que o Dr. David Dosa irá tentar descobrir. Existirá alguma explicação científica, médica ou até banal, para esta capacidade ou poder?

Como todos os gatos, Óscar tem uma personalidade muito própria. Na maior parte do tempo, os residentes e funcionários do lar Steere House, em Rhode Island, podem não fazer ideia de onde está. Mas, se algum residente piora o seu estado de saúde e está prestes a morrer, ou apesar de estar aparentemente bem, Óscar sentir algo, corre para esse quarto, salta para cima da respectiva cama, e de lá não sai, até que a pessoa deixe este mundo. Só quando sente que a sua missão de vigília e protecção foi cumprida, é que ele sai do quarto.

O Dr. David chama-lhe, momento de recuperação.

 

Mas, mais do que o relato dos vários residentes e familiares, sobre esta faceta misteriosa do Óscar, o livro é uma chamada de atenção para a geriatria, os cuidados paliativos, a doença de Alzheimer e outras que afectam não só idosos como adultos mais jovens.

É uma chamada de atenção para a forma como os residentes do lar, e os seus familiares lidam com as pessoas doentes, como encaram o diagnóstico, como enfrentam o dia-a-dia, como sentem conforto na presença de um gato.

É uma chamada de atenção para aproveitarmos as pequenas coisas da vida, porque nunca sabemos quando será a última vez.

 

Steere House tem vários gatos a conviver com os residentes do lar, numa inovadora e, de certa forma, terapêutica, forma de a tornar mais acolhedora e semelhante a um verdadeiro lar, onde habita toda uma família, e não apenas doentes. 

Os gatos podem não fazer milagres nem salvar vidas, mas podem fazer a diferença na vida dos que partem, e na dos que ficam!

 

 

 

 

Nas Tuas Mãos

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"Existem algumas coisas e situações na vida que não podes controlar.

Todas as outras estão, quase sempre, nas tuas mãos.

Está nas tuas mãos aceitar ou rejeitar, partir ou ficar, agir correta ou erradamente, lutar ou desistir, amar ou odiar, perdoar ou guardar rancor, seguir em frente ou ficar preso ao passado, assumir ou acobardar, denunciar ou ficar calado, fugir, escolher, tentar, decidir, viver, ser feliz...

E a forma como utilizas esse poder, ditará as consequências, boas ou más, que daí resultarem.

Que saibas tirar proveito deste poder que te foi colocado à disposição.

Que estejas consciente de que o teu futuro está, literalmente, nas tuas mãos!"

 

E foi baseada nesta reflexão, que surgiu o título para o novo livro que quero escrever - Nas Tuas Mãos!

Porque está nas mãos de cada uma das personagens, e de mais ninguém, escolher o rumo que quer para a sua vida, para o bem e para o mal.

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