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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nas Tuas Mãos

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"Existem algumas coisas e situações na vida que não podes controlar.

Todas as outras estão, quase sempre, nas tuas mãos.

Está nas tuas mãos aceitar ou rejeitar, partir ou ficar, agir correta ou erradamente, lutar ou desistir, amar ou odiar, perdoar ou guardar rancor, seguir em frente ou ficar preso ao passado, assumir ou acobardar, denunciar ou ficar calado, fugir, escolher, tentar, decidir, viver, ser feliz...

E a forma como utilizas esse poder, ditará as consequências, boas ou más, que daí resultarem.

Que saibas tirar proveito deste poder que te foi colocado à disposição.

Que estejas consciente de que o teu futuro está, literalmente, nas tuas mãos!"

 

E foi baseada nesta reflexão, que surgiu o título para o novo livro que quero escrever - Nas Tuas Mãos!

Porque está nas mãos de cada uma das personagens, e de mais ninguém, escolher o rumo que quer para a sua vida, para o bem e para o mal.

Uma Mulher em Fuga, de Lesley Pearse

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Há algumas coisas que são comuns em quase todos os livros da Lesley Pearse:

 

- a personagem principal feminina é sempre uma mulher de garra, forte, que apesar de todas as provações pelas quais passa, consegue sempre seguir em frente

- a temática da guerra

- o tempo que passa entre o início da história, e o seu final, que nos leva a viver vários anos seguidos, em poucas horas

 

"Uma Mulher em Fuga" conta a história de Rosie, uma menina de 8 anos que vive com o pai e os irmãos mais velhos, totalmente negligenciada, tendo a seu cargo cuidar dos homens da casa, e da própria casa.

Quando o pai leva Heather para cuidar de Rosie e de May Cottage, tudo parece melhorar para todos, até ao dia em que Heather desaparece sem deixar rasto.

Todos pensam que ela fugiu de Cole e dos filhos, por não aguentar mais lidar com eles. Mas, o que a fez deixar o filho, Alan, para trás, nas mãos daqueles odiosos rapazes e de um homem violento?

 

Só quando Thomas, irmão de Heather, a vai procurar anos mais tarde, percebe que algo de estranho se passou, e que Rosie e Alan não estão seguros naquela casa, denunciando o pai deles por maus tratos.

Rosie ganha, então, coragem, e ajuda Alan, contando depois ao pai tudo o que viu e sabe, o que lhe vale uma valente tareia, que quase a leva à morte.

Com o pai e irmãos presos, sobretudo depois de se descobrir dois cadáveres no terreno da casa, Rosie é levada para uma família de acolhimento temporário, dando início a uma jornada que a levará a viver situações desconcertantes e esmagadoras, das quais só com muita força e determinação conseguirá sair.

 

E, mais uma vez, surge a questão: será que tudo na nossa vida acontece por uma razão, e temos que passar pelo pior, para depois podermos saborear o melhor?

Estaria o destino de Rosie já traçado, ou foi ela, com as suas decisões, que traçou o seu próprio destino?

Onde estará Rosie, 11 anos depois de a termos visto pela primeira vez?

 

O que vale mais para um escritor?

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Vender o seu livro e tentar reaver o seu investimento, mesmo sabendo que o livro nunca será lido e que lhe espera um lugar numa qualquer prateleira, juntamente com tantos outros, que por lá permanecerão eternamente?

 

Ou esperar o tempo que for preciso, mas ter a certeza que está a vender a alguém que irá ler o seu livro, seja porque gosta do género, por curiosidade, ou amabilidade para com o autor do mesmo?

 

E quando as vendas revertem para causas sociais?

É legítimo colocar entraves, ou abdicar dessa ajuda, só porque o livro não terá um destino digno?

A Viúva, de Fiona Barton

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Dawn é mãe solteira, vive com a sua filha Bella, de 2 anos, e surge aos olhos do leitor como uma mãe dedicada e protectora mas que, no fundo, acaba por neglicenciar a filha por conta da lida de casa, ou quaisquer outros motivos que esteja a esconder.

E, assim, num momento, Bella estava no jardim a brincar com o gato. No seguinte, tinha desaparecido, dando início a uma busca pela menina, e consequente investigação, que levará até Glen, o principal suspeito.

No entanto, apesar de tudo apontar para Glen, não existem provas para o acusar e, após o julgamento, em que é considerado inocente, sai em liberdade.

Ao longo de todo este tempo, Jean, a sua mulher, foi o seu grande apoio, nunca duvidando da sua inocência. Ou será que, afinal, não estava assim tão certa?

Bella nunca apareceu, e nunca se conseguiu descobrir o que tinha acontecido. Lutando contra os vizinhos, os jornalistas e até contra a polícia, Glen e Jean mantiveram-se unidos da defesa da sua inocência.

Até que, sem nada que o previsse, Glen morre atropelado por um autocarro. Logo no momento em que começavam a surgir novas pistas e desenvolvimentos, que ajudariam a incriminá-lo.

 

Conseguirá a polícia descobrir agora o paradeiro de Bella, quando a única pessoa que poderia explicar o que tinha feito, está morta?

Saberá Jean a verdade, e estará agora disposta a revelá-la? 

E a quem o fará - à polícia, ou à imprensa que nunca lhe largou a porta durante todo aquele tempo?

No final, qual será a verdade sobre o desaparecimento de Bella, e quem realmente esteve implicado?

 

Gostei da história, porque nos faz sempre vacilar entre acreditar no óbvio, ou suspeitar que pode haver algo mais que não estamos a ver. E no fim, há uma mistura de surpresa com constatação.

 

 

E deixo aqui uma dúvida que me surgiu ao longo da leitura:

Para um investigador, é mais frustrante descobrir o criminoso, quando esse não pode mais pagar pelos seus crimes, e perceber que nada mais pode fazer porque se confirma o pior cenário, ou permanecer na dúvida, sem nunca descobrir quem cometeu o crime, mantendo a esperança de que ainda haja algo a fazer para salvar uma vida?

 

 

"SINOPSE

A MULHER
A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O MARIDO
Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A VIÚVA
Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.

Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe."

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