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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Amor em Tempo de Férias, de Rosário B. Gonçalves

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Quem já não viveu, ao longo da sua vida, uma paixão ou amor de verão? E quem diz verão, diz férias!

De repente, saímos da nossa zona de conforto, rumo ao desconhecido. Saímos da rotina, para entrar num mundo diferente e muito mais emocionante. De um momento para o outro, estamos no paraíso, e encontramos "o tal".

Sabemos que as férias são isso mesmo, apenas uns dias fora, e que depois voltaremos à nossa realidade, à nossa vida normal.

Ainda assim, é possível viver um amor que parece, à partida, condenado?

Embora a mente nos diga que é melhor não arriscar ou que, arriscando, devemos estar cientes daquilo em que nos estamos a meter, estará o coração igualmente preparado?

Pode um amor de férias, transpôr as barreiras que o limitam a esse período, sobreviver e perdurar fora desse contexto?

 

 

Nesta história de Rosário B. Gonçalves, três amigas - Inês, Andreia e Raquel, vão passar duas semanas de férias ao Brasil. 

Inês conhece Pedro Miguel - o seu Adónis - como ela o apelida, e vivem um romance que sabem ter os dias contados.

Uns dias antes de voltarem a Portugal, Inês deixa de ter qualquer notícia dele, e tenta mentalizar-se que foi apenas um amor de férias, e terá que o esquecer. No entanto, falar é fácil. Inês vai perdendo, a cada dia, a alegria que a caracterizava, sobretudo porque vê que os amigos de Pedro Miguel continuam a falar com as suas amigas, e ele nunca mais lhe disse nada, nem sequer perguntou por ela.

Mentalizada que está em tomar as rédeas da sua vida, e partir para outra, eis que Pedro Miguel lhe aparece no trabalho, para tratar de negócios, tratando-a como se nada tivesse acontecido entre eles, no Brasil.

 

 

Conseguirá Inês agir da mesma forma, estritamente profissional, e ignorar o passado? 

E qual será, afinal, o objectivo de Pedro Miguel, de a ter procurado logo a ela, para resolver os assuntos da sua empresa?

Afinal, quem deixou quem, e de quem é a culpa?

 

É o que terão que descobrir ao ler este pequeno romance!

 

 

Sinopse:

"Se alguém lhe disse-se que as férias lhe iriam mudar a vida, ela chamaria essa pessoa de maluca. Nunca a Inês imaginou que pudesse existir alguém tão bonito, tão celestial, ao mesmo tempo que pudesse fazer uma pessoa sofrer tanto. Estaria ela destinada ao sofrimento?"

 

 

Autor: Rosário B. Gonçalves

Data de publicação: Setembro de 2017

Número de páginas: 60

ISBN: 978-989-52-0299-7

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

 

 

Se Conhecessem a Minha Irmã, de Michele Adams

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Irini foi dada pelos pais, em criança, e foram os tios que a criaram.

É a irmã rejeitada, a criança que ninguém quer.

Mesmo em adulta, quando a sua irmã insiste que ela deve ir ao funeral da mãe, e a obriga a hospedar-se na casa da família, o próprio pai lhe diz que não deveria ter vindo.

Irini só quer saber porque foi dada. Porque razão não quiseram os pais ficar com ela. Mas ninguém parece querer falar do passado, ou dar-lhe qualquer justificação.

 

Elle foi a irmã com quem os pais decidiram ficar. A irmã que todos quiseram impedir de se aproximar de Irini, sem sucesso, ao longo dos anos. A eleita, a escolhida, a preferida de todos...Será mesmo?

Elle é aquela pessoa, a única que liga Irini ao passado e à família, da qual Irini quer fugir mas, ao mesmo tempo, da qual não se consegue afastar.

Elle acaba sempre por encontrar a irmã, por mais que esta lhe troque as voltas.

 

À medida que vamos lendo o livro, vamos conhecendo uma Irini muito passiva, que se deixa comandar, que está disposta a tudo para não ficar sozinha, mesmo que isso implique lidar com mentiras que ela sabe que o são, e aceitar que só estão com ela por interesse. Tudo é preferível à solidão, à rejeição. Tudo por uma vida minimamente normal.

 

Elle é uma mulher bipolar. Tão depressa trata bem a irmã, como o contrário. Tão depressa a protege, como a ameaça. Tanto se porta como uma mulher adorável, como se mostra uma cabra.

O pai de ambas parece um homem sem vontade própria, que cede às vontades de Elle e faz o que ela quer, temendo-a.

 

Como foi que a mãe de Irini e Elle morreu, e o que pretende Elle com a presença de Irini onde não é desejada?

Dias depois, o pai de ambas é encontrado morto, no mesmo dia em que Irini regressa a casa, deixando para trás tudo e todos. Elle desaparece misteriosamente, e Irini percebe que o testamento a deixa como herdeira do pai.

A polícia vai querer saber o que tem Irini a ver com tudo isto, e de que forma está implicada.

E se ela não for quem julgamos que seja?

 

E se, afinal, tivermos estado enganados desde o início, e as coisas forem totalmente opostas àquilo que julgámos ser verdade? Haverá ainda alguém para desvendar o mistério?

Constatações

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"Os portugueses dão preferência aos autores estrangeiros da moda. Os estrangeiros, dão preferência aos autores portugueses clássicos.

Haver alguém que se interesse pelo que é nacional, desconhecido, local e todos os livros que não se encaixam nas duas categorias acima referidas, é um golpe de sorte!"

 

 

Qual é a vossa opinião sobre o assunto?

Que livros costumam procurar, ou sabem que costumam ser procurados, nas livrarias portuguesas?

A literatura portuguesa está boa e recomenda-se, ou nem por isso?

 

Os Bridgerton - Felizes Para Sempre

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Depois de uma colecção de 8 livros, dedicados a cada um dos filhos de Violet Bridgerton, chegou o último dos últimos, aquele que mostra o que ficou por ver em cada uma das histórias anteriores, e ainda como tudo começou, com a história da própria Violet, com aquele que viria a ser o pai dos seus filhos, e único companheiro de toda uma vida.

 

Confesso que foi bom recordar e dar continuidade ao percurso daquelas personagens, umas mais fortes que outras, mas preferia que este livro fosse mais centrado na Violet, e não apenas umas páginas. Até porque ela era uma menina bem temperamental e de pelo na venta, e gostava de a ter conhecido melhor e á forma como o romance se desenrolou, levando ao casamento e a uma legião de 8 filhos, cada um deles baptizado com nomes que seguiam a ordem do alfabeto.

 

De entre estes novos prólogos, destaco o da desforra do jogo do palamalho, e aquele em que Hyacinth descobre, ao fim de 15 anos, as joias que sempre procurou, e nunca desistiu de encontrar.

O que viram as flores, de Julia Heaberlin

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Tessa foi encontrada num campo, junto a um cadáver e algumas ossadas, sem saber como nem porque foi ali parar. Era uma adolescente na altura. Ficou com lapsos de memória, e cegueira temporária. Teve que receber apoio psicológico, até mesmo porque era necessária a preparação para o julgamento do homem que todos consideravam culpado pela morte das restantes jovens, sendo Tessa a única sobrevivente.

 

Vinte anos se passaram e, na actualidade, Tessa tem uma filha pouco mais nova do que ela era na altura em que tudo aconteceu. O homem condenado como homicida está no corredor da morte, em contagem decrescente para a execução.

E Tessa começa a acreditar que talvez o verdadeiro culpado não seja aquele homem,mas alguém que ainda anda por aí, e que poderá vir atrás da sua filha. Para isso contribuem todas as "mensagens" deixadas por alguém que só pode ser o criminoso.

 

O livro apresenta-se dividido entre o passado e o presente. Entre a forma como Tessa viveu e superou tudo na altura, e os acontecimentos que se desenrolam no presente, e que a fazem embarcar numa espécie de "regresso ao passado".

A história está muito boa, e a forma como nos encaminha para quem cometeu aqueles crimes faz-nos não querer parar de ler. No entanto, a autora focou-se tanto no mistério à volta das susanas-de-olhos-negros, e do autor dos crimes, que me passou um pouco ao lado o porquê de tudo aquilo.

Fazia falta uma explicação para tudo o que se passou.

Mas, no fundo, existe, alguma vez, uma explicação plausível ou válida para um serial killer cometer os seus crimes?

 

 

Sinopse
"Sou estrela de cabeçalhos de jornal e de histórias assustadoras à roda da fogueira. Sou uma das quatro raparigas das susanas-de-olhos negros. A que teve sorte. Aos 16 anos, Tessa foi encontrada num campo do Texas, quase morta e só com alguns fragmentos de memória em relação à sua chegada ali. A imprensa chama-lhe a única «rapariga das susanas-de-olhos negros» que sobreviveu a um serial killer. O testemunho de Tessa mandou um homem para o corredor da morte.

Passados 20 anos, Tessa é artista e mãe solteira. Num dia de fevereiro, abre a janela do seu quarto e depara com um magnífico canteiro de susanas-de-olhos-negros diante de si, embora se trate de flores de verão. Será que o homem que espera a morte é inocente? E andará o serial killer atrás dela? Ou, pior ainda, da sua filha?"

 

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