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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Uma nova letra para "Amar Pelos Dois"!

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A minha filha tem aulas de dança e, como tal, estão a preparar um espetáculo para esta primavera.

Quando a professora lhe perguntou se gostava de escrever, e se podia fazer a letra para a música do Salvador Sobral, adaptada à história que querem contar, ela aceitou o desafio.

O resultado foi este:

 

Era uma vez

Um rapazinho

Que gostava de viajar

 

Girando o globo

ele imaginava

Que países queria visitar

 

Uma noite

Ele adormeceu

E sem dar por isso, começou a sonhar

Que a volta ao mundo era real

iria finalmente conhecer Portugal

 

Tantos povos

Ele viu dançar

Mas foi em Paris, que se foi apaixonar

Maria, era o seu nome

E para onde ia, ele a queria levar

 

O seu maior desejo

Era que ela

Não desaparecesse e continuasse junto a si

Mas ao despertar na manhã seguinte

Viu que tudo não tinha passado de um sonho.

 

 

E não é que já sei melhor esta letra, que a original!

Claro que ainda está sujeita a alterações e aprovação, mas eu gostei :)

RX - The Code

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Em Março de 2017, a banda açoriana The Code lançou, pela mão da Farol Música, o EP "Estrada".

No final do ano, apresentaram um novo tema: “Fly Higher”, que mostra que o rock e a música contemporânea podem funcionar lado a lado.

“Esperança, perseverança e motivação” é a grande mensagem que os The Code  têm para oferecer!

Aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço!

 

 

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De que forma se descreveriam, através destas palavras:

 

Ilha – somos uns privilegiados por ter nascido no meio do Atlântico. Ser “da ilha” é ser, humilde, amável, lutador e sempre pronto a ajudar o próximo.

 

Mar – o mar dá e recebe de novo, as suas ondas vão e vêm. É como a letra do nosso tema “É o Amor”. Também os The Code dão o que possuem: a sua energia, a sua voz, o seu trabalho, a sua música...

 

Chave – trabalho. O trabalho é a chave. A chave para o reconhecimento, mérito e sucesso.

 

Estrada – somos perseverantes. A nossa estrada teve e tem altos e baixos. Quem não tem? O caminho é em frente, e é em frente que se faz a estrada.

 

Voar – somos ambiciosos q.b.. Claro que queremos “voar” mais alto. Ambicionar e querer voar não é, necessariamente, falta de humildade. Pelo contrário: é saber reconhecer também as qualidades e saber que também merecemos ir mais longe. Como diz a nossa letra “We can fly so damn higher, higher, so do you…”

 

Mensagem – todos os nossos temas/letras têm sempre uma mensagem positiva. Cada qual interpreta à sua maneira, mas a mensagem final é a mesma para cada um.

 

Esperança – “é a última a morrer”. Esperança por um mundo melhor, sem hipocrisias, em maldade, sem crueldade. Esperança faz também parte da nossa mensagem. Apelamos à igualdade entre todos e ao melhor que há em todos nós.

 

Mudança – por vezes, é inevitável. Estamos sempre dispostos a mudar. Temos passado por mudanças muito positivas. Tanto a nível pessoal como profissional.

 

Luta – podemos dizer que começámos do zero. Muito do que conseguimos foi com o nosso suor e dedicação, portanto Luta é, com certeza, um substantivo que nos define.

 

Amor – o amor anda por aí… é universal e todo o indivíduo é capaz de senti-lo. Amor é oferecer. É dar e receber. A nossa música é uma forma de amor e de amar. Amamos o que fazemos e, como diz o velho ditado, “quem corre por gosto não cansa”!

 

 

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Fly Higher é o mais recente single do The Code. Quão alto estão dispostos a voar, neste mundo da música?

O quão alto possível. Fazer a música que gostamos, pô-la cá fora e receber o “feedback” que temos tido é um grande voo. Esperamos voar cada vez mais, levando a nossa música a mais pessoas.

  

 

Que balanço fazem deste ano que está a terminar, e que objetivos gostariam de concretizar em 2018?

Quase não conseguimos descrever. Foram muitas mudanças, mas tão boas e positivas.

Estivemos com a agenda cheia, com os recintos repletos de gente, com uma energia inexplicável a rodear-nos.

Lançámos, com a parceria da Farol Musica, o tema “É o Amor” que, surpreendentemente, foi eleito para passar, e ainda continua em airplay, na telenovela Espelho D’Água. Lançámos no fim de novembro de 2017 o tema Fly Higher. Superou as nossas expetativas.

 

 

Têm algum momento que vos tenha marcado mais, desde que começaram a promover “Estrada”?

Temos tantos… todos tão especiais e únicos. Talvez ter atuado nos Estados Unidos da América nos tenha marcado um pouco mais, pois, pela primeira vez saímos de Território Português para levar a nossa música ao outro lado do mundo. Foi fantástico. Muito emocionante.

 

 

Por onde vão andar os The Code, nos próximos dias?

2017 foi fechado com chave de ouro. Terminámos o ano com um concerto nas Portas da Cidade, ex-libris da cidade de Ponta Delgada. Foi muito gratificante tocar para a multidão que novos rodeava. Não poderíamos encerrar 2017 de melhor maneira.

Neste momento estamos mais “arrumados em casa”;. Estamos a planear o próximo videoclipe, a criar temas novos, a preparar 2018. Queremos fazer mais e melhor… sempre.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

Da passagem de ano

Foi passada a três.

E começou logo com um episódio caricato, que só poderia acontecer mesmo comigo!

À entrada do bar, havia umas velas a dar as boas vindas e, mal entrei, o meu cabelo tocou numa delas e começou a arder, e eu nem dei por nada! Foi um homem, que vinha atrás de nós, que apagou o fogo.

O que me poupou a ter de começar 2018 careca, como o dono do bar, que nos recebeu e que, durante boa parte da noite, fiquei a pensar se era o Paulo Gonzo, o seu irmão gémeo, ou um sósia dele!

É que além do aspecto físico, tem a mesma voz rouca, e até canta. 

 

 

Os microfones é que não quiseram colaborar com ele e, sempre que levava um para o palco, falhava. Quando voltava à zona do balcão, começava a funcionar. Isto repetiu-se por 3 ou 4 vezes, o que gerou gargalhada geral, pelo momento insólito, ou não fosse Insólito o nome do bar!

O ambiente estava bom. Havia algumas famílias com crianças pequenas, sendo que a maior parte levou comida de casa (eles permitiam).

 

 

Foto de Marta E André Ferreira.

Levaram-nos até à nossa mesa, já reservada, e lembraram-se que éramos nós a família que tinha pedido hamburgueres para essa noite, que a filhota e o marido gostaram bastante!

 

O pessoal era muito simpático e atencioso. A música era boa: desde brasileira, rock, kizomba, e umas dos meus tempos de discotecas.

Aqui ficam algumas imagens dessa noite:

 

Foto de Marta E André Ferreira.

Eu e a minha filha, a dançar

 

Foto de Marta E André Ferreira.

A posar para a foto

 

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A dançar, desta vez com o marido

 

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Marido e filha, ao som de Follow The Leader

 

Foto de Marta E André Ferreira.

À meia noite, como manda a tradição, tivemos direito ao espumante para brindar, e às 12 passas, que foram comidas à pressa, tendo ficado metade dos desejos por pedir!

 

 

Foto de Marta E André Ferreira.

Foto de Marta E André Ferreira.

Foto de Marta E André Ferreira.

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Imagens minhas e do Insolito Bar

 

 

 

À Conversa com Catarina Pinho

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O seu caminho musical começou no coro da Igreja Matriz de Odivelas, aos 9 anos. Mas o canto coral em uníssono não chegava… Catarina sentia falta do soul e do swing, da força das harmonias do Gospel e do louvor fervoroso que só viria a conhecer em 2002, através do Coro Gospel – 100 Vozes.
Em 1997, com 15 anos, começou a fazer espetáculos pontuais, que com o tempo evoluíram e se transformaram na sua profissão, tendo cantado em bares, hotéis e festas particulares, auditórios e teatros municipais.
Em 2011, a coragem aliou-se à força e, juntas, fizeram nascer as primeiras notas "DA RAIZ DO CORAÇÃO", o seu primeiro álbum que lançou em 2016.

 

Fiquem a conhecer melhor Catarina Pinho, a convidada desta semana da rubrica "À Conversa com...", que se encontra atualmente a promover "Da Raiz do Coração", ao mesmo tempo que se prepara para novos desafios no novo ano que está a chegar!

 

 

 

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Quem é a Catarina Pinho?

Sou cantora, compositora, letrista e professora de canto, e encontro na música de raiz (do mundo inteiro) a minha maior inspiração.

Paralelamente, e como tantas outras mulheres, também sou mãe, companheira, amiga, irmã, aprendiz...

 

 

Em que momento é que surgiu a paixão pela música?

Não tenho memória de tal momento, deduzo que no momento da concepção. Existo, desde sempre, com esta paixão dentro de mim! Paixão ou loucura, não sei bem...

 

 

A Catarina iniciou o seu percurso musical no canto coral tendo, mais tarde, participado num projeto de Gospel. Em que é que estes dois registos diferem, e que a levou a procurar no segundo, o que sentia falta no primeiro?

A música coral que acompanha as celebrações católicas é, ainda, muito condicionada pela mentalidade, mais ou menos aberta, dos párocos de cada paróquia, mas também da própria igreja.

Este registo é profundamente diferente da abordagem cristã e da música gospel. A liberdade e proximidade com que se encara a relação com Deus, na igreja evangélica, reflecte-se também na musica.

Esta foi a principal razão que me levou a procurar outras formas de cantar e de louvar.

O Gospel é musicalmente mais elaborado, mais rico, mais feliz, mais espontâneo e isso fazia-me muita falta.

 

 

Estudou técnica vocal, canto coral, canto lírico e harmonia, com alguns dos mais conceituados professores. Para si, a aposta na formação é essencial para qualquer artista?

A aposta na formação é essencial para qualquer profissão e para qualquer área. Aprender tem sempre de ser o ponto de partida.

 

 

É um bom professor, e uma boa formação, que fazem um bom artista, ou a técnica, sem o talento natural e paixão, não bastam por si só?

Não sou particularmente fã da expressão “artista”, confesso. Prefiro músico!

Assim, um bom músico é um conjunto complexo de muitas características que, não têm sempre, de ser as mesmas, de um profissional para o outro.

Acredito que o estudo é a base fundamental para qualquer pessoa se tornar um bom músico. No entanto, o talento natural é, sem dúvida, um elemento diferenciador.

Mas não é a qualidade do professor ou da escola que faz o bom músico...

 

 

Quais são as suas principais referências, a nível musical?

Tantas, que sei que não será possível enumerá-las todas, mas vou tentar.

Richard Bona, Djavan, Omara Portuondo, Dulce Pontes, Elis Regina, Zeca Afonso, Gilberto Gil, Miles Davis, Amália Rodrigues, Bob Marley, Buika, Sérgio Godinho, Cesária Évora, India Arie, Chucho Valdés, Erykah Badu, Esperanza Spalding, Caetano Veloso, Maria Bethânia, George Benson, Mariza, João Bosco, Jorge Palma, Anoushka Shankar, Michael Jackson, Diego El Cigala, Prince, Rui Veloso, Salif Keita, Sting, Martinho da Vila, Ibrahim Ferrer, Alcione, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, Amy Winehouse... Impossível nomear todas...

 

 

 

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Ao longo do seu percurso musical, já partilhou o palco com vários artistas. Houve algum, em particular, que a tenha marcado?

De facto já tive o privilégio de cantar acompanhada por músicos maravilhosos, cantores e instrumentistas, e, posso dizer que os músicos que me acompanham actualmente, o núcleo duro deste projecto, são de outro mundo.

Mas tenho de destacar o Tino Dias como principal influência, professor, mentor. Com ele aprendi quase tudo o que sei, sobre música e palco e a ele devo tudo o que tenho conquistado.

 

 

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"Da Raiz do Coração" é o seu primeiro álbum. Foi da "raiz do seu coração" que saiu cada uma das músicas que o compõem?

Sem dúvida, não podia ser mais pessoal e verdadeiro.

 

 

Em que é que se inspirou, para criar este primeiro trabalho?

Na minha vida, na minha família, nas minhas perdas e nas minhas vitórias.. Foi uma catarse, uma forma de lidar com as emoções.

 

 

"O Bairro do 7" foi o single de apresentação, deste álbum editado em 2016, que conta ainda com mais 9 temas. Que feedback tem recebido por parte do público relativamente a este trabalho?

Felizmente o feedback tem sido muitíssimo positivo.

As reacções têm sido, também elas, muito emotivas e quem nos aborda tem partilhado, comigo e com o Tino Dias, que é o produtor e director musical, histórias muito bonitas e inspiradoras sobre como têm ouvido o disco incessantemente, ou que a minha musica os tem ajudado a atravessar momentos difíceis, ou que deram um jantar ao som do disco e todos os amigos adoraram, enfim...

Tenho recebido, dos quatro cantos do mundo, histórias que me motivam e me asseguram que o caminho é este. E que muito frequentemente me levam às lágrimas...

 

 

Neste momento, a Catarina está focada, exclusivamente, na música, fazendo dela a sua profissão?

Quase exclusivamente, para além das aulas de canto, dos concertos e de estar a compor e escrever os temas para o próximo álbum também dou aulas de línguas.

 

 

Pegando em alguns dos temas do álbum, de que forma responderia a este desafio:

 

O Tempo - qual a importância dele na sua vida? Ele é a medida de todas as coisas! É o ouro que nos esquecemos de valorizar.. Neste mundo que prioriza sempre o dinheiro, o tempo vai passando despercebido, para tanta gente, sem que compreendam (ou apenas demasiado tarde) e interiorizem a sua importância e intangibilidade.

Compromisso - há sempre um compromisso implícito, entre artista e público? Sim, implícito. Mas o grande compromisso, deve ser entre o músico e a sua verdade, a sua identidade.

Caminho - que estradas gostaria ainda de percorrer na vida, com a sua música? Todas as estradas de Portugal e do Mundo. Todas as que me levem onde me queiram ouvir!

 

 

Que objetivos gostaria de ver concretizados em 2018?

Em 2018 quero lançar o segundo disco. Já estamos a trabalhar nele, já temos algum trabalho de composição e pré-produção feito, mas ainda falta muita coisa. De qualquer forma, gostaria que estivesse pronto antes de 2018 terminar.

 

 

Onde é que o público poderá ver e ouvir a Catarina, nos próximos meses?

Para celebrar a entrada em 2018, vamos apresentar o disco em Coimbra, no A Capella, sábado, dia 27 de Janeiro.

Espero que a casa esteja cheia para podermos celebrar todos juntos!

As restantes datas serão anunciadas, em breve, no facebook https://www.facebook.com/catarinapinhooficial/ e no nosso site http://www.catarinapinhomusica.wordpress.com, onde podem descobrir muitas outras coisas.

Fica o convite! 

 

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

Eu é que agradeço!

Um beijinho,

Catarina Pinho

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Time Music, que estabeleceu a ponte entre a Catarina e este cantinho. 

À Conversa com Pedro Teixeira Silva

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Da sua carreira como compositor, constam sete álbuns editados com os “Corvos” e “Secret Lie”, várias bandas sonoras para cinema, inúmeros temas que fazem parte do universo das telenovelas, e obras eruditas estreadas por diversas orquestras e solistas.
 
Agora, apresenta o seu primeiro trabalho em nome individual - "Primeiro Ato" - em que cruza a música clássica e o pop rock, e para o qual reuniu amigos músicos, cantores e letristas nacionais, que deram vida às suas composições, entre os quais, Jorge Palma, José Cid, Pedro Chagas Freitas, Mundo Segundo, e elementos da orquestra sinfónica portuguesa.
Um trabalho aguardado com expectativa, do músico oriundo da música clássica que aposta, assim, numa forma diferente de ver, ouvir e sentir a música.
 
Pedro Teixeira Silva é o convidado desta semana da rubrica "À Conversa com...", a quem desde já agradeço pela disponibilidade em participar. Fiquem a conhecê-lo melhor, nesta entrevista!
 
 

 

 

 

 

Quem é o Pedro Teixeira Silva?

PTS é um amante da vida, uma pessoa positiva, extremamente trabalhadora, que luta pelos seus ideais e crenças, é amigo do seu amigo mas também algo solitário devido ao seu foco na composição, onde passa a maior parte da sua vida (6 a 9 horas por dia), entre pautas e notas musicais, sem dúvida um apóstolo da Música.

 

 

Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?

Nasci numa família, toda ela, ligada à música e desde que me conheço ouvia sons de vários instrumentos tocados por eles, como dizem filho de peixe sabe nadar…

 

 

A sua formação musical dividiu-se por vários países. Considera que as melhores escolas/ conservatórios para se estudar, estão fora de Portugal?

Em tempos assim o foi, quem queria atingir um grau evolutivo de maior destaque tinha que conseguir bolsas de estudo a fim de se valorizar no estrangeiro.

Hoje em dia, o ensino musical em Portugal é muito bom, houve uma forte aposta nesse sentido e temos neste momento já os frutos disso, jovens de grande valor a despoletar na área da música clássica.

 

 

O Pedro participou, como ator, no filme “Os Canibais”, de Manoel de Oliveira. Como descreve essa experiência?

Uma experiencia única de trabalhar, de perto, com um dos grandes mestres do cinema Português e Europeu. Não esqueço, com a sua idade avançada, a energia, método e empenho que colocava em cada cena. Sem dúvida um exemplo de rigor e detalhe que apreendi e tento seguir na minha carreira.

 

 

Esta participação foi uma aventura única ou ficou com o gosto pela representação, e vontade de aceitar novos desafios nessa área?

Fui escolhido através dum casting para assumir a personagem do melhor violinista de todos os tempos “Paganini”, que depois do filme acabou por virar o meu alcunha na altura!

Não é algo que procure na minha vida mas se o destino para essa oportunidade me guiar novamente, quem sabe.

Acabei a escrever diversas bandas sonoras para cinema e, assim, contribuir para dar cor musical e emoção as cenas.

 

 

Enquanto músico, já fundou e participou em vários projetos. O que de melhor guarda dessas colaborações, e de que forma o prepararam para o atual desafio, em nome individual?

Considero-me, sem a menor dúvida, um homem de grupo e não um artista solo, a prova disso são as inúmeras colaborações que participam neste “Primeiro Ato”.

Contínuo com ligações fortes a todos os projetos que fundei e colaborei. A amizade e partilha musical tanto em palco como estúdio, estrada ou ensaios são o que melhor me lembro e recordo.

A forma como me prepararam para futuras aventuras foi o aprender a ouvir cada opinião, cada sugestão de grandes músicos e produtores com quem trabalhei

 

 

 

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“Primeiro Ato” é o nome do seu primeiro trabalho a solo, editado no passado dia 17 de novembro. Em que consiste este álbum, e o que traz de diferente, relativamente ao que tem feito até aqui?

Pela primeira vez, apresento-me somente na qualidade de compositor, e não como vinha sendo habitual, de igualmente intérprete.

Tento cruzar dois universos musicais que me são muito familiares, a música clássica e a pop/rock, num estilo característico próprio que fui personalizando e aperfeiçoando ao longo dos anos.

Gosto de fazer música a pensar nas pessoas que a vão ouvir e nas emoções que lhes posso causar.

Ainda uso instrumentos realmente tocados por humanos, sem querer com isto depreciar quem só usa a “maquinaria”, mas a música é uma arte feita por humanos para humanos, e podem inclusive chamar-me “tradicional”, mas uma máquina nunca conseguirá transmitir, emocionalmente, o que nós conseguimos. Pode não ser tão perfeito tecnicamente, mas a beleza musical é inconfundível.

 

 

Que mensagem está presente nas músicas que compõem este trabalho?

Tal como tenho convidados intérpretes instrumentistas e vocais, convidei igualmente escritores e poetas para escreverem letras sobre o que a música os inspirava. A alguns dei o mote, a outros pura liberdade criativa. De resto sou uma pessoa positiva e alegre por natureza e creio que a música que escrevo transmite isso um pouco também.

 

 

 

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Em “Primeiro Ato”, o Pedro conta com vários convidados, que dão vida às suas composições. Como surgiram esses convites? Soube logo com quem queria trabalhar, ou foi algo que foi surgindo?

Escrevi os temas a pensar nos convidados que gostaria que lhes dessem alma. Felizmente, tive a sorte dos mesmos terem gostado dos temas que lhes apresentei, e aceitarem o desafio.

 

 

É mais fácil, para si enquanto músico, adaptar o estilo musical ao intérprete, ou vice-versa?

A música é uma partilha constante e nunca a tomo pelo lado mais fácil.

Todos nós, músicos, temos diferentes formas e métodos de trabalhar, mas o bonito deste projeto foi precisamente a constante busca de todos participantes em deixar os temas no seu melhor formato.

Pela minha parte gosto sempre de ouvir o que o intérprete tem para me dizer e aconselhar. Gostando sou, obviamente, o primeiro a concordar com qualquer alteração, desde que seja sempre em prol da música e do ouvinte final.

 

 

Partindo de alguns dos temas que compõem o álbum, de que forma responderia ao seguinte desafio:

- “O Nome do Mundo” - que nome daria o Pedro ao mundo?

- “Três Cores” - se só pudesse ver o mundo a três cores, quais seriam?

- “Vislumbres” – um vislumbre do futuro?

Terra, o planeta que habitamos, mas com mais amor e entendimento entre os seus habitantes, sem tanta crueldade, invejas e desumanidade.

Adoro ver todo o enorme colorido que o mundo nos proporciona mas, escolhendo 3, a cor da amizade, do amor e da sabedoria.

Gostaria de continuar a escrever um tema para cada um dos músicos que respeito, admiro e aprecio, e um “Segundo Ato” já esta no horizonte.

 

 

De que forma é que o público poderá acompanhar o Pedro, e assistir ao vivo a este “Primeiro Ato”?

Através do meu facebook https://www.facebook.com/ptspedroteixeirasilva/

Do meu site http://www.pedroteixeirasilva.pt/

 

Muito obrigada, Pedro, e que ainda possamos contar com muitos atos nesta vida dedicada à música!

 

Marta obrigado pela entrevista, sem dúvida perguntas interessantes, sábias, bem pensadas e estruturadas.

Pedro Teixeira Silva

 

 

Link Spotify: https://open.spotify.com/album/01iLep1inA77cVsaf93zuE
Link iTuneshttps://itunes.apple.com/pt/album/primeiro-ato-ep/1303694393?l=en

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

 

 

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