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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Todos precisamos uns dos outros!

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No outro dia, conversava com o meu marido sobre o sentimento de superioridade de boa parte dos licenciados, que se acham mais que os outros só porque andaram numa universidade a estudar não sei quantos anos, e têm agora o título de Dr.

Mas, o que lhes dá esse direito de acharem que, por esse motivo, são mais que os outros? O que são eles a mais que eu, ou que o "zé da esquina"?

Todos precisamos uns dos outros, todos temos a nossa missão, e todos contribuímos com aquilo que melhor sabemos.

E até os "doutores" precisam do homem do lixo, da empregada do supermercado, do eletricista, do canalizador, e por aí fora. Porque sem estas pessoas, e muitas outras, de nada lhes serviria ser "doutor".

O pior, é que esta mania da superioridade está a alastra-se até mesmo àqueles que ainda nem o curso terminaram, ou nem sequer começaram! E a muitos funcionários que, não sendo licenciados, mas tendo cargos administrativos, acham que são mais importantes que o porteiro, a cozinheira, a mulher da limpeza ou o segurança da empresa.

Se querem tirar uma licenciatura, mestrado ou doutoramento, façam-no porque é algo que realmente gostam, e porque sentem que será útil para essas pessoas e para a sociedade. Não pelo simples facto de isso equivaler a um título, e por acharem que isso significa ter direito a tratamento especial.

A sociedade precisa menos de "doutores" e afins que se gabem daquilo que estudaram, daquilo que ganham, dos títulos que adquiriram, e mais de profissionalismo, atitude, ou seja, menos conversa e mais acção.

Porque o melhor profissional, seja em que área for, não é aquele que apenas fala e se gaba, esperando o reconhecimento de todos à sua volta, é aquele que age de imediato, sem esperar nada em troca!

Haverá vida depois da morte?

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A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.

Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.

 

 

Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.

 

No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.

 

 

 

Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.

Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?

 

Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?

E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?

 

Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.

 

E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 

Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?

 

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

Enquanto Dormes, de Alberto Marini

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A felicidade de alguns incomoda muita gente. E há quem só se sinta feliz, quando vê que as outras pessoas não o estão. Agora, imaginem aquilo que uma pessoa pode chegar a fazer para conseguir esse objetivo. Até que ponto, à semelhança de uma sanguessuga que se alimenta do nosso sangue, pode alguém chegar, para saciar a sua própria felicidade, tornando a vida dos que o rodeiam num verdadeiro inferno?

Cillian é assim. Fica feliz com o mal dos outros, alimenta-se da tristeza, do sofrimento, das lágrimas, do desespero de outras pessoas. E sempre que tem oportunidade de acabar com o sorriso e alegria de alguém, não hesita, tornando essa a sua próxima missão a cumprir.

Uma missão que pesa no prato da balança, que todas as manhãs decide o seu destino, consoante o lado para o qual se inclinar mais – o de algo que lhe dê motivos para continuar vivo, ou o de não ter nada que o faça querer viver.

 

 

A última missão que tem a seu cargo, e que mais trabalho lhe está a dar, é conseguir tirar o sorriso de Clara, uma das condóminas do prédio onde exerce a função de porteiro, e que parece não se deixar afectar por nada, estando sempre bem disposta. E, como porteiro, tem acesso a determinados meios que, apesar de óbvios, ninguém se dá conta deles.

 

 

Quantas vezes não nos alertam para o tipo de informação que publicamos, por exemplo, nas redes sociais? Para as imagens que partilhamos, para aquilo que divulgamos sobre a nossa vida, e sobre nós, que poderá ser, mais tarde, usado para fins menos próprios?

Quantas vezes não nos indignamos com a presença de câmaras de filmar em determinados locais.

Quantas vezes não ficamos escandalizados com a invasão da nossa privacidade, com a gravação de conversas sem nosso conhecimento, com gravação de imagens sem sequer desconfiarmos?

Quantas vezes não ficamos estupefactos com o facto de os países mais poderosos do mundo andarem a vigiar tudo o que se passa nos outros, e a quantidade de informação que controlam?

É quase como se vivêssemos uma espécie de “Big Brother” a nível mundial.

E não há nada que possamos fazer para controlar, embora não nos afecte, na maioria do tempo, directamente.

Agora imaginem tudo isso, mas a uma escala bem mais pequena. Uma pessoa que, dada a sua função, tem a acesso aos nossos horários, às nossas rotinas, à nossa correspondência. Que tem acesso a todas as chaves de todos os condóminos. Que poderá, até mesmo, ter acesso à nossa casa, a cada uma das divisões, aos nossos bens pessoais, aos nossos objectos. Que poderá, em última análise, ter acesso ao nosso próprio corpo…

 

E tudo isto, sem sequer desconfiarmos do que se passa, e que alguém está tão assustadoramente perto de nós, enquanto dormimos.

 

É aterrorizante, não é? Sem dúvida que sim.

Nem é bom pensar no quão doentio pode ser alguém que aja como esta personagem, que vamos conhecendo melhor a cada página que lemos, tomando conhecimento de tantas outras barbaridades que ele cometeu ao longo da sua vida.

 

Conseguirá ele concretizar o seu objectivo, e destruir de uma vez por todas a alegria de Clara, antes de partir para a próxima missão? E, haverá mesmo uma próxima missão?

 

"Enquanto Dormes" é um excelente livro para nos deixar em alerta máximo, de olhos bem abertos e, de preferência, bem acordados, porque nunca se sabe o que poderá acontecer quando adormecermos, e enquanto dormimos!

 

 

Ontem fomos ver Vaiana!

 

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E, para mim, o prémio de melhor personagem do filme vai mesmo para o galo Heihei!

Um galo mudo e tolo, que nos fez rir imenso, e lembrar da Amora, em muitas cenas :)

 

 

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Como é que tudo começa? Com a avó Tala, a contar a lenda do coração de Te Fiti, de como foi roubado pelo semideus Maui, e de como tudo mudou e se desequilibrou desde então. 

 

 

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Vaiana ainda era, nessa altura, uma menina pequena, mas já sentia o mar a chamá-la e atraí-la, fazendo antever que o seu destino passaria por navegá-lo.

 

 

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No entanto, não era essa a vontade dos seus pais, ou pelo menos do seu pai, que evitava a todo o custo que Vaiana chegasse perto da água, e sequer ousasse passar para lá do recife, onde se escondiam grandes perigos que poderiam pôr em perigo toda a ilha. E era na ilha, e no seu povo, que Vaiana tinha que se concentrar.

 

 

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Mas a sua avó, a "velha maluca"  da ilha, mostrou a Vaiana quem era, verdadeiramente, o seu povo, e porque razão o mar a chamava. Ela tinha sido escolhida para uma missão, e teria que a concretizar.

 

 

 

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E, assim, Vaiana parte em busca do semideus Maui, para que ele possa devolver o coração de Te Fiti e acabar com a maldição que ameaça todas as ilhas, incluindo a sua.

 

 

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Maui não irá aceitar de bom grado a imposição desta missão, nem a presença de Vaiana, e tudo fará para se escapar. Acabarão, no entanto, por se tornar amigos.

 

 

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Depois de uma tentativa falhada de chegar a Te Fiti, Maui deixa Vaiana entregue a si própria. Ela decide enfrentar tudo sozinha.

 

 

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O grande obstáculo é derrotar o monstro Te Ka, para conseguir chegar à espiral e colocar o coração de Te Fiti no lugar onde pertence, só que não existe mais a expiral.

 

 

 

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Conseguirá Vaiana cumprir a sua missão?

 

 

Assim que soube deste filme, disse logo que o queria ver!

Ontem foi o dia. Aproveitámos que não havia testes para estudar, nem nada urgente para fazer, e fomos ao cinema para descomprimir.

A minha filha achava que não ia ser grande coisa. Adorou!

O meu marido ia "às cegas". Nem o trailer tinha visto. E também gostou!

E eu, não fui excepção! 

No entanto, considero que ficou um pouco aquem de filmes como Frozen ou Entrelaçados.

Parece-me que, ou se reinventam e criam uma história nova, realmente boa, que nos faça esquecer os anteriores, ou começamos a ter "mais do mesmo".

Preferia também, um filme menos cantado. Uma ou duas músicas, no momento certo, bastavam.

Quanto ao nome do filme, não é por ter sido o escolhido para Portugal, mas penso que fica muito melhor, e mais poderoso, Vaiana!

Um filme a não perder este mês, para quem gosta do género, e capaz de fazer cair algumas lágrimas aos mais sensíveis!

 

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