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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Escrito na Água, de Paula Hawkins

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Confesso que as primeiras páginas deste livro não me entusiasmaram.

É preciso alguma atenção, porque são muitas as personagens apresentadas, e que parecem não ter qualquer relação entre si, nem com a história em si.

Tudo gira em torno do "poço das afogadas", um local onde já várias mulheres perderam a vida, em circunstâncias que ninguém parece saber, ou querer, explicar.

Nel andava a investigar, por sua conta, todas as histórias. Mas queria fazer a sua pópria versão das mesmas. O seu trabalho incomodava quase todos os que ali viviam. Até ao dia em que, também ela, aparece morta no rio.

Nickie, que todos consideram uma velha louca, pode ser a única a saber a verdade. Fala com os mortos, ouve-os, sabe como tudo aconteceu. Mas ninguém lhe dá ouvidos. Por isso, ela fica calada. Ou talvez tenha contado a Nel, antes de ela morrer...

Numa história em que todos parecem suspeitos, ou ter motivos para acabar com a vida de Nel, só no final se vai descobrir quem o fez, embora antes disso se comece a revelar o mistério.

O que mais me agradou nesta história foi, decididamente, o final que a autora lhe deu!

Depois de imaginar a cena que pensava ser a verdadeira, fiquei mesmo surpresa e a pensar "A sério? Tão simples quanto isso?" 

 

 

SINOPSE

"Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente." 

Inimigos invisíveis

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De há uns dias para cá tenho aparecido com uma espécie de picadas, nas mãos e braços. 

Não vejo melgas em casa, nem me parece que a picada seja de melga. De qualquer forma, se for, elas sabem atacar, porque nem sequer dou por elas!

Sendo picadas de pulga, também não percebo como, porque as bichanas estão desparasitadas, e nem sinal de pulgas vejo pela casa, nem na cama, que é onde se nota logo que por lá andaram.

 

O que é certo é que estas picadas dão muita comichão, sobretudo à noite, e tendo em conta que eu não sou meiguinha a coçar, já estão a ver o filme.

 

Como se isso não bastasse, ontem ao final da tarde preparei umas tostas e um sumo de laranja para o jantar. sento-me à mesa, e calho a olhar para a palma da mão. Tinha três manchinhas arroxeadas, como se tivesse batido em algum lado e ficasse com nódoas negras. Não foi o caso. Também não era sujo, porque depois de lavar a mão, continuaram. Ao fim de alguns minutos, desapareceram. Como se nunca tivessem existido!

 

É caso para dizer: mistéeeeeeeeerio!

 

O que viram as flores, de Julia Heaberlin

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Tessa foi encontrada num campo, junto a um cadáver e algumas ossadas, sem saber como nem porque foi ali parar. Era uma adolescente na altura. Ficou com lapsos de memória, e cegueira temporária. Teve que receber apoio psicológico, até mesmo porque era necessária a preparação para o julgamento do homem que todos consideravam culpado pela morte das restantes jovens, sendo Tessa a única sobrevivente.

 

Vinte anos se passaram e, na actualidade, Tessa tem uma filha pouco mais nova do que ela era na altura em que tudo aconteceu. O homem condenado como homicida está no corredor da morte, em contagem decrescente para a execução.

E Tessa começa a acreditar que talvez o verdadeiro culpado não seja aquele homem,mas alguém que ainda anda por aí, e que poderá vir atrás da sua filha. Para isso contribuem todas as "mensagens" deixadas por alguém que só pode ser o criminoso.

 

O livro apresenta-se dividido entre o passado e o presente. Entre a forma como Tessa viveu e superou tudo na altura, e os acontecimentos que se desenrolam no presente, e que a fazem embarcar numa espécie de "regresso ao passado".

A história está muito boa, e a forma como nos encaminha para quem cometeu aqueles crimes faz-nos não querer parar de ler. No entanto, a autora focou-se tanto no mistério à volta das susanas-de-olhos-negros, e do autor dos crimes, que me passou um pouco ao lado o porquê de tudo aquilo.

Fazia falta uma explicação para tudo o que se passou.

Mas, no fundo, existe, alguma vez, uma explicação plausível ou válida para um serial killer cometer os seus crimes?

 

 

Sinopse
"Sou estrela de cabeçalhos de jornal e de histórias assustadoras à roda da fogueira. Sou uma das quatro raparigas das susanas-de-olhos negros. A que teve sorte. Aos 16 anos, Tessa foi encontrada num campo do Texas, quase morta e só com alguns fragmentos de memória em relação à sua chegada ali. A imprensa chama-lhe a única «rapariga das susanas-de-olhos negros» que sobreviveu a um serial killer. O testemunho de Tessa mandou um homem para o corredor da morte.

Passados 20 anos, Tessa é artista e mãe solteira. Num dia de fevereiro, abre a janela do seu quarto e depara com um magnífico canteiro de susanas-de-olhos-negros diante de si, embora se trate de flores de verão. Será que o homem que espera a morte é inocente? E andará o serial killer atrás dela? Ou, pior ainda, da sua filha?"

 

Quando o Ódio Matar

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Três mulheres, três histórias, três segredos...

E uma personagem misteriosa, com uma história paralela, que nos vai sendo narrada e que, só no final, o leitor saberá a qual destas três mulheres pertence.
É, sem dúvida, um livro que prende logo na primeira página, e nos faz querer chegar depressa ao final, para ver se o ódio irá mesmo matar a personagem mais desprezível que encontramos na trama.
E tudo isto, enquanto é investigado o assassinato de uma quarta mulher cujo crime, quem sabe, não ajudará alguém a planear, com maior precisão, o crime perfeito.

Anna Eiler é a agente de polícia encarregada do caso da mulher assassinada encontrada no lago.

Julia Almliden e Ing-Marie são jornalistas, colegas de trabalho que pouco falam entre si, mas vão trabalhar em conjunto para resolverem este crime.

Na maioria da vezes, conseguem as melhores pistas muito antes da própria polícia. Com sorte, serão elas a entregar o criminoso de bandeja às autoridades, que parecem andar a brincar, sem avançar no caso, e com um chefe que, a meio da trama, se torna ele próprio um suspeito.

Anna, Julia ou Ing-Marie - qual destas mulheres está a planear matar o seu próprio pai, e que motivos a terão levado a fazê-lo?

Ao longo do livro vão sendo expostos esses motivos, e o episódio em concreto, que a levou a tomar essa decisão. 

A partir daí, ela irá anotar tudo o que deve fazer, e o que deve evitar, num alegre e colorido bloco de notas com uma capa de madalenas. Vai ver filmes sobre crimes perfeitos, assistir a exposições sobre métodos de tortura, pesquisar sobre drogas para anestesiar, e tudo o mais que seja necessáriopara concretizar a sua missão.

Mas será que, chegando ao momento, ela terá mesmo coragem de o fazer? Será que tudo vai correr mesmo, como ela tinha planeado?

Terão que ler, para descobrir! Eu recomendo!

Reencontro com o Amor, de Luisa da Silva Diniz

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Há pessoas, e amores, que nunca se esquecem e que, por mais anos que passem, conseguem fazer-nos sentir exatamente da mesma forma que da primeira vez.

Rita Saraiva e João Santos conheceram-se há mais de 12 anos, quando ainda estudavam. Foi com João que Rita viveu a experiência do primeiro beijo.

Mas Rita teve que partir de Portugal e, desde então, tudo o que João tem vindo a saber sobre Rita é através das suas fiéis amigas - Cristina, Beatriz e Sara.

Quando Rita regressa, João não perde a oportunidade de a tentar conquistar definitivamente, e retomar algo que tinha ficado pendente ao longo de todo o tempo em que ela esteve fora.

No entanto, talvez nenhum deles seja a mesma pessoa que outrora conheceram.

Rita traz com ela alguns traumas do passado, que ainda não estão totalmente ultrapassados, e a impedem de se entregar de corpo e alma a uma relação. É como se estivesse fechada numa concha, em que só as amigas têm permissão para entrar, uma vez que conhecem o seu segredo.

Já João, um homem aparentemente carinhoso, compreensivo, romântico, persistente e quase impossível de existir, nos dias que correm, revela-se, ao mesmo tempo, muito controlador, possessivo, quase um "homem das cavernas", de uma forma que chega a ser sufocante, e dá vontade de fugir. 

Mas não serão apenas estas posturas de ambos que irão pôr em causa a sua relação. A ex namorada de João, considerada uma doida por todos, semeia a dúvida no coração e na mente de Rita, levando o leitor a pensar que, talvez, as coisas não tenham sido exatamente como lhe foram contadas.

Surge também, a determinado momento, um homem misterioso, de nome Daniel, que parece estar sempre perto de Rita quando ela mais precisa. Quem será ele, e o que pretende?

Por outro lado, Rita começa a receber várias mensagens, entre as quais uma sobre o seu segredo, que alguém ameaça revelar, e que ela teima em esconder de João.

Quando nada o fazia prever, Rita acaba mesmo por desaparecer por uns dias, quase levando João à loucura, por não saber onde ela está, por ter perdido o controlo sobre a sua relação e sobre a sua namorada.

Que final estará reservado para estas duas personagens?

Será João mesmo quem parece ser?

Conseguirá Rita, finalmente, colocar o passado para trás das costas, e voltar a ser feliz?

 

 

Eu confesso que, ao ler este livro, comecei por simpatizar com o João. No entanto, se estivesse no lugar da Rita, acho que seria bem menos tolerante com a sua mania de querer controlar tudo e todos, ainda que isso possa ser apenas uma forma de amar e proteger quem ama, embora muitas vezes seja uma mera desculpa.

Identifico-me, em alguns aspectos, com a Rita. Com outros, definitivamente, agiria de outra forma.

Destaco ainda a forma como a autora mostrou aqui no seu livro algo que começa a cair cada vez mais em desuso - a verdadeira amizade, em que não há lugar a invejas, mexiricos, críticas pelas costas, mas sim a lealdade, partilha e companheirismo, haja o que houver, e aconteça o que acontecer!

 

Para quem gosta de romances, eu aconselho, sem dúvida, a leitura de Reencontro com o Amor!

 

 

Sinopse

"Rita Saraiva, depois de doze anos fora, regressa a Portugal. Na bagagem, trás as marcas e os traumas do passado que continuam a atormentá-la. Agora, de volta, só quer encontrar paz e tranquilidade. O que ela não contava era reencontrar João Santos, um amigo de juventude.

João Santos, entra de rompante na vida de Rita e, apesar de todos os anos que passaram, nunca esqueceu a amiga encantadora, divertida e linda.

Ele quer conquistá-la e arrebatá-la, mas conseguirá vencer as marcas e traumas de Rita?

E ela, conseguirá aceitá-lo e vencer os fantasmas que a impedem de ser feliz?

Uma história imperdível, na qual, o poder do Amor vence qualquer desafio."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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