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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

É legítimo ocultar um erro médico?

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Para salvar a reputação de um membro da equipa médica, quando esse erro, ainda que, de certa forma, desculpável, dadas as condições em que a vítima se encontrava e a grande probabilidade de aquele pormenor escapar aos olhos da maioria, resultou na morte da vítima?

 

Como se sente um médico que tentou tudo para salvar um paciente e fez uma manobra perfeita e complicada de emergência que lhe salvou a vida temporariamente, para depois saber que essa mesma pessoa faleceu porque, embora aquele procedimento tenham sido essencial, houve outro que falhou, por sua culpa? 

 

Como se sentem os familiares da vítima mortal, ao tomar conhecimento de que a mesma faleceu, sem sequer imaginar que, talvez, pudesse ter resistido se não fosse um erro médico? Não terão eles o direito de saber? Ainda que isso não devolva a vida de quem partiu?

 

E quem pode julgar se o médico que cometeu o erro tem desculpa ou não? Terão os responsáveis pelo hospital o direito de esconder/ omitir os erros, para savar a pele e a reputação? Ou o dever de denunciar e apurar responsabilidades, quando existam, para manter a credibilidade e confiança?

Os médicos podem/ devem mentir aos pacientes?

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Deve um paciente saber a verdade sobre a sua situação clínica, ainda que esse paciente seja apenas uma criança?

É legítimo os familiares de um paciente, pedirem a um médico que omita/ minta a esse mesmo paciente?

Quanto de altruísmo ou de egoísmo está presente nesse pedido?

 

Por vezes, tentamos proteger tanto, que não percebemos que aqueles que queremos proteger não vivem dentro de uma bolha, que não são parvos e sabem pensar por si, e perceber quando nos dizem a verdade ou nos mentem.

Por vezes, as nossas acções visam aquilo que achamos que é o melhor para os outros mas, no fundo, é aquilo que é o melhor para nós próprios.

 

"Ah e tal, não vai aguentar!", "Vai ser pior saber", "Se não souber, não sofre.".

 

Mas, quem somos nós para dizer o que os outros querem, o que vão pensar ou como vão reagir, decidindo por eles em algo que diz, acima de tudo, respeito a eles?

 

Coloco-me no lugar do paciente e, por mais que me custasse, iria querer sempre que me dissessem a verdade, nua e crua, do que fingirem que estava tudo bem, quando tudo e todos à minha volta agiam em sentido contrário às palavras, denunciando-os. 

Até porque o facto de omitirem só leva a que seja mais fácil, para eles próprios, lidar com o sofrimento deles. Se não virem o sofrimento dos outros, não sofrem ainda mais.

Estando eu doente, não tenho o direito de saber? Correndo riscos, não tenho o direito de ser informada? Estando com os dias contados, e a vida por um fio, não tenho direito a fazer a minha própria despedida, à minha maneira?

É eticamente correcto os médicos, a pedido de alguém ou por sua própria autoria, ocultarem a real situação clínica do paciente?

E quando transpomos isto para uma criança? Mudará alguma coisa? Ou continuará a ter os mesmos direitos?

 

Colocando-me no lugar de familiar, nomeadamente, mãe, quereria eu que a minha filha soubesse a verdade? Estaria ela preparada para isso? Saberia eu própria lidar com essa verdade, e com os eventuais estragos que ela pudesse fazer à minha filha? Ou pediria ao médico que lhe mentisse, tal como eu, para que ela continue a ter uma vida normal, sendo que nunca o será?

Lá está, mais uma vez, percebo que, não querendo que a verdade seja dita, estaria a aliviar-lhe os últimos momentos da sua vida mas, sobretudo, a aliviar-me a mim, enquanto mãe, de lidar com as frustrações, negações, conformismo, depressão da minha filha, a somar às minhas. Nesse sentido, é altruísmo para com a minha filha, ou egoísmo da minha parte?

 

Conseguiria eu levar a farsa até ao fim, sem me denunciar? É pouco provável e, como já referi, as crianças não são parvas. Acho que, em qualquer caso optaria, por mais difícil que fosse, pela verdade.

 

E enquanto médica? Posso eu mentir a um paciente, seja ele qual for, sobre o seu estado de saúde? Que os pais não tenham coragem, ou queiram esconder/ proteger, é com eles. Mas como profissional de saúde, como devo agir?

Com uma verdade esmagadora, ou com uma mentira piedosa?

 

A Experiência Belko

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Um filme não aconselhável a pessoas sensíveis a sangue!

 

Começamos a ver o filme e pensamos "uau, também quero um emprego assim, com direito a carro, apartamento, e outras regalias"!

De resto, colegas simpáticos, outros meio malucos e, como não podia deixar de ser, algumas "ovelhas negras".

A empresa fica na Colômbia, isolada, tendo apenas a rodear campo e algumas vacas a pastar.

O que se faz nesta empresa? A que é que se dedica?

 

Num dia normal, como outro qualquer, estão todos a chegar ao trabalho mas, desta vez, os guardas são novos, e estão a mandar de volta para casa os nativos, deixando apenas seguir os restantes funcionários. Uma nova colega inicia o seu trabalho naquele dia.

Leandra sente-se incomodada com o assédio de um colega, mas logo se esquece, quando chega o namorado, Mike, apenas interrompidos pelo chefe, que disfarça.

 

 

Tinha tudo para ser um dia normal, mas não o será!

De repente, ouvem uma voz que lhes diz que têm que jogar o jogo e seguir à risca as regras,se quiserem sobreviver. A edifício é, automaticamente, fechado com metal que impede qualquer um de sair, e quem quer que queira entrar.

A primeira etapa consiste em matar 3 colegas de trabalho, ou morrerão 6 deles. Ninguém acredita, pensando tratar-se de uma piada. O chefe tenta manter a calma, evitar o pânico entre os funcionários e minimizar a situação. Até que começam as primeiras mortes. No início, pensam que serão balas, mas depressa percebem que o que os matou foi algo no interior - o chip que lhes colocaram ao entrar na empresa, e que afinal é uma bomba.

 

Mike, mostrando um enorme sangue frio, tenta tirar o seu próprio chip, mas é obrigado a parar, sob pena de o fazerem explodir.

As pessoas começam a entrar em desespero, e aqueles que deveriam ser mais sensatos, são aqueles que vão tentar salvar a sua própria pele, nem que tenham que matar até os que lhes são mais próximos.

 

A última etapa do jogo, agora que a maior parte dos funcionários está morta, consiste em acumular mortes. Aquele que tiver mais mortes no seu "curriculo", vence.

 

Conseguirá alguém sair daquele edifício com vida ou, no final, não escapará ninguém? Deixariam alguém que passou por aquela claustrofobia e pesadelo, sobreviver para contar a história?

Será que aquela empresa - a Belko - não passa de uma fachada para algo mais macabro que está a ser levado a cabo pelo governo, e que os funcionários não passam de cobaias?

 

Um filme em que veremos, apesar de tudo, pessoas com carácter, entre as quais destaco a postura do segurança, bem como o pior do ser humano que, no fim, só se quer salvar. É cada um por si.

É matar, ou morrer!

 

 

 

Nerve - Alto Risco

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Há sempre duas faces da mesma moeda, como dizia eu ao meu marido, ao vermos este filme, que ele quis ver com a minha filha, para mostrar o quão perigosos podem ser certos jogos e desafios na net: pode resultar no bom sentido, que é alertar para os perigos e evitar que os adolescentes cometam erros, ou fazê-los ficar ainda com mais vontade de experimentar, ainda que não o demonstrem. É um risco. 

 

Mas este é, sem dúvida, um filme que eu recomendo! E até fiquei admirada de não ser um filme sobre o qual se lêem muitos comentários e opiniões, ao contrário de outros filmes e séries que passam na TV.

Nerve foi até apontado como o filme que serviu de fonte de inspiração aos criadores do jogo da Baleia Azul, embora com contornos diferentes.

 

"Vee está prestes a abandonar o conforto do lar, em Nova Iorque, e seguir para a universidade, na Califórnia. A sua vida é igual à de tantas jovens, rotineira, sem percalços, tudo dentro da sua zona de controlo. Até que a sua melhor amiga, Sidney, a desafia a entrar em Nerve, um jogo online com uma comunidade mundial dividida entre jogadores e observadores. Os observadores lançam desafios, mais ou menos perigosos, enquanto os jogadores têm que aceitar as provas, para serem recompensados monetariamente ou perderem todo o dinheiro ganho até então." 
 
 
Desengane-se quem pensa que só os adolescentes problemáticos, deprimidos ou com baixa autoestima e confiança se metem nestes jogos. Qualquer um pode entrar, qualquer um pode experimentar, qualquer um pode cair. É como fumar o primeiro cigarro, o primeiro shot, ou as primeiras drogas. O pensamento é "por experimentar uma vez, não me vai acontecer nada. Não vou ficar viciado(a). Pode ser verdade, ou pode ser o início da descida ao fundo do poço, de onde poderão vir a sair, ou não.
 
 
 
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Foi isso que Vee fez: não há-de vir grande mal ao mundo, por participar num único desafio. E o seu primeiro desafio é beijar um estranho na boca, num restaurante, durante cinco segundos. O seu alvo, Ian, acaba por revelar-se também um jogador. Os dois acabam por formar uma dupla e os desafios que lhes são lançados, em conjunto, começam a subir o grau de dificuldade.
 
 
 
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Vee ainda hesita em seguir para o próximo desafio mas, com a persuasão de Ian, a popularidade que começa a atingir, e o próprio sentimento de se superar aliado à adrenalina, para não falar do dinheiro que começa a cair na conta, sempre que supera um desafio, levam-na a seguir em frente.
 
Quando as coisas começam a atingir proporções inesperadas, e Vee percebe que ainda alguém se pode magoar a sério, tenta denunciar à polícia. Mas, ao contrário do que seria de esperar, a polícia nada faz, e Vee acaba por sofrer as consequências. 
 
O jogo torna-se de alto risco e Vee vai descobrir, da pior forma, que há uma terceira e terrível categoria oculta em Nerve, para além dos jogadores e dos observadores - os prisioneiros.
 
 
 
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Para deixar de ser prisioneira, Vee terá de vencer o último desafio, contra Ian, que também anseia por deixar de ser prisioneiro. Não podem abandonar o jogo, porque serão as respectivas famílias a pagar por isso. Têm de ir até ao fim e, o fim, pode mesmo ser o fim para um deles, ou para ambos.
Uma brincadeira que começou com um beijo a um estranho, pode terminar em morte. Sem quaisquer responsáveis para punir.
 
Só vendo o filme poderão perceber aquilo que estes adolescentes fazem, a pressão a que estão sujeitos, as consequências que poderão sofrer com o jogo, que pode destruir a vida de qualquer um, e dos que o rodeiam.
 
 

 

 
 
 

O contraste entre a vida e a morte

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Quarta-feira foi dia de passeio para algumas turmas da escola de Mafra, incluindo a da minha filha.

Foram até ao Zoomarine, e regressaram à noite.

Cerca das 22.30 horas, o estacionamento da escola estava cheio, com os pais a irem buscar os filhos acabados de chegar no autocarro. Como seria de esperar, vinham cansados da viagem e do dia preenchido que tiveram, mas muito animados também.

 

Ao lado, na casa mortuária, o ambiente seria o oposto. Velava-se um corpo...

Viemos mais tarde a saber que era o de um bebé, de apenas 4 meses, que faleceu de uma doença rara. 

Nos últimos tempos, foram várias as fotografias que vimos dos pais com o seu menino, no facebook. De repente, vemos uma foto que nos indica que é uma estrelinha, que partiu...

 

 

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