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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando precisamos de fazer um "reset"

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Muito se falou, a propósito da simplicidade da música, com a qual o Salvador Sobral venceu o festival Eurovisão da Canção, da necessidade de se olhar para esta vitória e perceber que algo deveria mudar na forma como se faz música actualmente.

 

E eu aplico esta analogia aos blogs!

 

No início, criamos blogs de imagem simples, preocupando-nos apenas com o conteúdo.

Com o tempo, vamos experimentando novos templates, cores, imagens; vamos inovando no conteúdo, criando rubricas novas, entrevistas, desafios; vamos adicionando patrocínios, publicidades, referências; e por aí fora.

E chegamos a um ponto em que não sabemos muito bem que rumo estamos a seguir, e o que resta, afinal, do blog inicial e da intenção com que o criámos.

 

Não é mau inovar, acompanhar as novas tendências, melhorar, alargar os horizontes, diversificar, ser criativo. Não é errado que um blog criado com uma determinada finalidade, tenha entretanto mudado e seja agora um novo blog, quase irreconhecível.

É assim com tudo na vida: não ficamos parados no tempo, não somos seres estáticos.

 

Mas, em determinados momentos, também nós próprios precisamos de fazer "reset". 

E os blogues também!

 

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Já alguma vez sentiram essa necessidade, em relação a vocês mesmos(as)? E ao vosso blog?

De voltar às origens, de recomeçar, de simplificar?

Focar num único rumo ou dispersar por vários?

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Na vida, há pessoas que:

 

Se contentam com pouco, estando satisfeitas com aquilo que têm. Embora sabendo que um pouco mais seria bem vindo, não consideram que isso justifique mudanças, e permanecem sempre da mesma forma, a não ser que algum facto involuntário as obrigue à mudança.

 

Querem sempre mais, nunca estando satisfeitas com aquilo que têm.

 

Ter ambição, desde que com conta, peso e medida, não é mau. Nem tão pouco desejar um futuro melhor, um bom ordenado, melhores horários, e outras regalias que não existem na situação actual.

Mas, dentro deste grupo, encontramos dois tipos de pessoas:

 

- as que sabem exactamente aquilo que querem, que definem a sua meta, e seguem esse caminho com um objectivo concreto, ainda que possa ser realizado ou não, e não se dispersam;

 

- as que querem várias coisas ao mesmo tempo, ou que não fazem a mínima ideia do que querem, e acabam por se dispersar por vários caminhos, que por vezes nunca chegam a atravessar até ao fim, mudando para outros que também não completam, numa tentativa de chegar a uma meta, seja ela qual for.

 

Mudar, se essa mudança é fundamental para o nosso bem estar, arriscar e perder, e voltar a tentar, enveredar por novos caminhos quando já vimos tudo o que tínhamos a ver nos antigos, quando chegamos à meta e precisamos de novas para alcançar, não tem que ser necessariamente algo de mau.

 

Mas eu gosto daquilo que é aparentemente seguro. Gosto de ter um plano, uma linha definida, uma meta concreta. E tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que não têm esta forma de estar. Que hoje querem uma coisa, e é para norte que vão, mas amanhã já não é aquilo que querem, e afinal o caminho é para sul, e passados uns dias afinal querem ir para oeste, para chegar à conclusão que o caminho ideal é a este, e é isso que definitivamente querem. E, uns tempos mais tarde, já mudaram de ideias outra vez.

 

Para mim, é mais fácil uma pessoa conseguir algo focando-se nisso a 100%, do que querer várias coisas ao mesmo tempo, dispersando-se por todas elas, correndo o risco de não conseguir nenhuma. Como se costuma dizer "quem tudo quer, tudo perde" e "mais vale um pássaro na mão, que dois a voar".

 

É-me ainda mais difícil compreender quando se trata de adultos, com responsabilidades assumidas, que ambicionam estabilidade na sua vida. Porque esta dispersão parece-me tudo menos estável. Que miúdos acabados de sair do liceu, ou até da universidade, se sintam assim, ainda se compreende. Mas adultos, numa idade em que deveriam ter já a sua vida organizada, é mais difícil...

 

E, depois, pergunto-me: serão assim em tudo na vida? É que se, em determinados assuntos, essa dispersão e mudança constante de planos e ideias, não causam muitos estragos, haverá outras decisões que, depois de tomadas, não há volta a dar para voltar atráscom elas. E que está ao lado de pessoas assim sente tudo menos segurança e estabilidade.

 

E por aí, são mais de se focar, ou dispersar?

O que acham que trás mais vantagens ou desvantagens?

 

Isto é o que dá não estar habituada!

Véspera de ano novo, a cerca de uma hora de sair de casa:

 

- Ainda não fazia ideia que roupa vestir, uma vez que vamos para uma quinta, e quase toda a gente vai trajada a rigor. Experimentei umas calças e uma camisola, mas depois pensei que já são tão poucas as oportunidades para usar os vestidos que tenho lá guardados desde os meus 18/20 anos, que tenho que aproveitar estas ocasiões. Mas não sou doida de todo, e tive que levar um casaquinho para me proteger do frio, enquanto não aquecia a dançar.

 

- Não tinha maquilhagem nenhuma que prestasse, já que é coisa que não utilizo nem gosto. Por isso, fiquei totalmente clean.

 

- Que penteado levar? Andei o dia todo com o cabelo apanhado, enquanto andei a fazer compras e arrumar a casa. Quando o soltei, estava todo às ondinhas, e com um efeito giro, por isso, foi mesmo solto.

 

- E joias? Não fazia a mínima ideia do que fiz aos meus brincos, que tantas vezes usei para vir trabalhar ou sair ao fim-de-semana. Há anos que ando com estes pequeninos de furar as orelhas, sem nunca tirar. Não tinha tempo de andar à procura. Lembrei-me das minhas super argolas de ouro que me ofereceram aos 18 anos, que era o que estava mais à mão. Ainda ponderei levar a pulseira que a minha falecida tia/ madrinha me ofereceu, quando fui batizada, mas não estou habituada e podia perdê-la, por isso só pus mesmo as argolas.

 

- O que calçar? Com vestido, só sapatos ou sandálias, mas para essas estava demasiado frio, e não quis arriscar. Optei pelos sapatos. Uns que comprei há cerca de 18 anos e calcei meia dúzia de vezes. Provavelmente já saíram de moda, mas o vestido tapou! Claro que, como não estou habituada a andar de saltos, parecia que estava novamente a aprender a andar.

 

E foi assim que fiquei, dadas as circunstâncias e a falta de hábito:

Foto de Marta E André Ferreira.Foto de Marta E André Ferreira.

 

Foto de Marta E André Ferreira.Foto de Marta E André Ferreira.

 

 

 

Claro que, à chegada e à saída, tive mesmo que me valer do casacão comprido, também ele com mais anos que a minha filha!

 

Foto de Marta E André Ferreira.

 

 

 

Longe vão os tempos em que uma pessoa tinha tempo para se arranjar, produzir e enfeitar antes de sair para o trabalho, ou para passear aos fins-de-semana. Em que o habitual era andar de saltos altos.

Desde que fui mãe, e o trabalho e a correria aumentaram, e as saídas e o tempo disponível reduziram, que opto pelo mais prático, cómodo e confortável possível, sem perder tempo com o resto. 

Como os tempos e as pessoas mudam...

 

 

Mas o meu marido disse mais tarde que valeu a pena gastar o dinheiro que gastou na reserva para a passagem de ano, só para me ver assim enfeitada novamente!

 

 

Imagens nossas e dos fotógrafos de serviço Fotorenovação Lda

 

Já estamos em 2017. E agora?

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Toda a gente se despede do ano que está prestes a acabar, uns com mais entusiasmo pelo fim, outros já com saudade do que viveram no último ano.

Mas, digam lá, sentiram alguma coisa de diferente na passagem do último minuto de 2016, para o primeiro minuto de 2017? Será que muda mesmo alguma coisa, com a chegada de um novo ano?

Ano novo é sinónimo de vida nova, de esperança num ano melhor que o anterior, ou pelo menos tão bom como esse, ou ainda que, pelo menos, não seja pior. Penso que se poderiam aplicar à passagem de ano várias palavras: mudança, esperança, fé, confiança, motivação, ânimo, disposição, determinação e tantas outras. 

E ainda bem que assim é! Ainda bem que ainda temos esses momentos, em que enchemos o nosso coração de força de vontade e acreditamos que tudo será diferente e melhor. Que ainda planeamos metas e objetivos para cumprir.

O que é pena, é que esses mesmos momentos e resoluções se vão desvanecendo, e ficando esquecidos, à medida que os meses vão passando. No início do ano, pensamos "é desta". Uns tempos depois "ainda temos tempo, o ano mal começou". A meio do ano "não deu para isto, mas ainda vamos conseguir aquilo". Chegamos ao final do novo ano e "ups, que acabe depressa, e que venha o novo ano, para o ano é que é".

O que é pena, é que todas essas resoluções e determinação que crescem, de repente, dentro de nós, não surjam mais vezes na nossa vida. Que seja preciso um ano terminar, e outro começar, para nos lembrarmos disso. E muitas vezes para nem sequer pôr em prática ou concretizar.

O que muda realmente com o ano novo? Talvez muito pouco... E nada que não se possa mudar em qualquer outra altura do ano, no que depende de cada um de nós.

É certo que temos tendência a nos servirmos de determinados "marcos" para tentar mudar a nossa vida, e acreditar num mundo melhor. Mas, cada vez mais, percebemos que não podemos ficar sentados à espera que o relógio dê as 12 badaladas no último dia do ano, para isso.

Cada vez mais percebemos que temos que viver o dia-a-dia, um dia de cada vez, mas pensando a um mais curto prazo, porque, de repente, podemos não estar mais aqui... 

Afinal, para quê deixar para amanhã o que podemos fazer hoje? Para quê prometer para amanhã, o que acabaremos por nunca fazer?

Não é o ano novo que traz as mudanças que tanto almejamos. Somos nós, em qualquer momento da nossa vida!

 

 

 

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