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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre as festas do fim-de-semana

Foto de Banda Nova Onda.

 

Este fim-de-semana houve festa aqui perto de casa e, apesar de não termos lá ficado muito tempo, deu para perceber várias coisas.

 

Relativamente à banda de sexta-feira:

-  para "lavar as vistas" a muito boa gente, eis que surgem as bailarinas, basicamente em lingerie, numa abertura a remeter para os piratas, seguido de malabarismo com fogo - tudo muito bonito, sim senhor, mas pensei que fosse ouvir um conjunto a cantar, e não ao circo

 

- deveria ser proibido mostrar o corpo daquela maneira, mas mais ainda quando não se tem corpo para isso e, em vez de chamar a atenção, se cai no ridículo; por outro lado, em muitas músicas não passaram mesmo de meras figurantes

 

- percebi agora que as luzes intensas e som alto em demasia foram usados para disfarçar a falta de voz da vocalista

 

- quando não se sabe cantar em inglês, mais vale estar calado - para além da terrível pronúncia, em algumas partes a voz da vocalista falhou, e a tentativa de imitar uma Shania Twain sexy, saiu furada

 

* Safou-se o vocalista masculino, que tinha boa voz, e garra em palco

 

 

Relativamente à banda de sábado:

- provou que não é preciso virem quase nuas para o palco para cantarem bem

 

- provou que não é preciso um grande show de luzes, som e fogo, para entreter o público e que, muitas vezes, menos é mais

 

 

A festa:

Este arraial destina-se a angariar fundos para ajudar os Bombeiros Voluntários de Mafra. Até aí, tudo bem.

Também gostei muito das iluminações, que me parecem novas, ou diferentes das anteriores. Temos tenda de bebidas, carrinha de farturas e quermesse muito pobrezita, mas que ainda chama alguns para as rifas.

Mas tenho pena que, mais uma vez, por conta das festas, tenham cortado mais umas árvores no recinto, para poderem dispôr todos os apetrechos. Mais vale arrancarem-nas de vez!

Outra coisa que não faz sentido é o palco que montaram em sentido contrário ao existente. Sempre utilizaram aquele palco, que foi criado propositadamente, e que tem logo abaixo o terreno cimentado e liso, para que as pessoas possam dançar. Os membros das bandas costumavam jantar nas tendas do jantar, juntamente com as restantes pessoas.

Desta vez, utilizaram aquele palco para pôr o staff e convidados a jantar (foi o que me pareceu), para depois cantarem no palco montado em frente, e fazer as pessoas dançarem no meio da terra, em terreno torto. Enfim...

 

 

O barulho:

O cansaço do fim-de-semana e as dores de cabeça fizeram com que, apesar de a festa ser perto de casa, pouco mais ouvisse, uns minutos depois de aterrar na cama!

 

Agora temos pausa para descanso até quarta-feira. Quinta-feira recomeça a festa, com o Fernando Rocha, que se irá prolongar por mais um fim-de-semana.

 

 

Imagem (Banda Nova Onda)

 

 

Frio num dia, calor no outro

Resultado de imagem para frio e calor

 

Este fim-de-semana os edredãos deixaram de estar dobrados aos pés da cama, para voltarem à posição de inverno.

Já me soube bem vestir casacos quentes, calçar meia e botas, vestir pijamas de manga comprida.

Já comecei a dormir, em alguns momentos, de cabeça tapada.

Esta semana, já vesti uma gola alta, e já comecei a ter frio no trabalho.

 

E depois, de repente, vem novamente o sol e o tempo quente, que nos faz andar cheios de calor e desejar voltar às roupas mais frescas. E com estas mudanças, claro, uns ameaços de constipação lá por casa. Nem as gatas escapam! 

A capacidade de adaptação é uma qualidade?

 

Desde que o Homem existe que este tem vindo a tentar que o mundo se adapte a si e às suas necessidades, ao mesmo tempo que, por sua vez, se vai tentando adaptar ao mundo, e ao que este tem para lhe oferecer.

A mim, o que me parece é que, quanto mais tentamos adaptar o mundo à nossa medida, mais temos que nos esforçar para nos adaptarmos a ele. E nem sempre conseguimos!

Será a capacidade de adaptação o mesmo que resignação? Ou será um sinónimo de flexibilidade? Será uma desistência, ou uma luta pela sobrevivência? Significará uma derrota, ou uma vitória? Um defeito, ou uma qualidade?

Estamos sempre em constante mudança, tal como a natureza. E nem sempre temos aquilo que desejamos, da forma como desejamos, e na altura em que queremos. São-nos lançados vários obstáculos, a que poderemos chamar de desafios. Somos constantemente postos à prova. 

Mas será que fazemos bem em aceitar e adaptar? Ou seria melhor recusar? Lutar de outra forma?

Um cantor está habituado a interpretar um determinado estilo. Quando lhe pedem para "sair da sua praia", e cantar algo completamente diferente, que ele não gosta minimamente. De que forma será mais bem sucedido? Aceitando o desafio e dando o seu melhor, ou rejeitando fazer algo para o qual não está talhado?

Um trabalhador tem uma determinada formação e emprego. Se perder esse cargo mas outro completamente diferente lhe for oferecido, fará melhor em aceitar, ainda que seja algo desconhecido, ou esperar que apareça algo na sua área?

Um escritor está habituado e sente-se mais à vontade num determinado tema. Mas impõem-lhe outro tema sobre o qual não faz ideia do que falar. Deverá, ainda assim, escrever, ou recusar?

Se virmos bem, todos os dias surge algo nas nossas vidas que nos obriga a reagir. E, ou nós nos adaptamos às mudanças, ou passamos o tempo todo inconformados e a reclamar.

Mas, se existem acontecimentos que nos transcendem, e acerca dos quais nada mais resta que pôrmos em prática a nossa capacidade de adaptação (que acho que é o que cada vez mais fazemos e não nos temos saído mal), outros há em que a adaptação está mesmo fora de questão. 

Qual é a vossa opinião?

 

 

 

A puberdade ainda é um tabu?

 

A puberdade é um período, que faz parte da adolescência, em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas. É neste período que o corpo se desenvolve, tanto fisica como mentalmente, tornando-se maduro, e os adolescentes ficam capacitados para gerar filhos.

Nas últimos tempos, temos assistido a uma “aceleração secular do crescimento”, ou seja, de século para século, o crescimento torna-se mais rápido e, no caso das meninas, a menarca chega mais cedo. Após alguns estudos, os parâmetros foram alterados, passando o período, considerado normal, da puberdade feminina, a situar-se entre os 8 e os 13 anos, e da masculina, entre os 9 e os 14 anos.

Somente se acontecer em idades inferiores estaremos perante um quadro de puberdade precoce. Nesses casos, é aconselhável procurar ajuda especializada, que trate tanto os factores biológicos como psicológicos da criança.

De qualquer forma, precoce ou não, a puberdade implica sempre mudanças físicas, psicológicas e sociológicas, que podem afectar a criança e condicionar o seu comportamento diante da sociedade. É nesta fase que começam a surgir inúmeras dúvidas sobre o seu corpo. Por outro lado, a criança poderá ficar ansiosa, sentir-se rejeitada por ser diferente, sentir vergonha, isolar-se, tornar-se agressiva ou ficar deprimida.

Para lidar com esta nova etapa da criança, é preciso que os pais, antes dela, estejam preparados para a ajudar, esclarecer as suas dúvidas, dissipar os seus medos e preocupações.

A puberdade é uma fase do crescimento absolutamente normal, e deve ser encarada como tal, tanto pelas crianças, como pelos pais, e até mesmo pelos professores, nas escolas, não fazendo disso um “bicho de sete cabeças”.

Embora, hoje em dia, as crianças aprendam cedo como funcionam os diversos aparelhos do nosso organismo, incluindo o reprodutor, ficamos com a sensação de que, no que respeita a alguns sintomas da puberdade, ainda existem alguns tabus, nomeadamente em relação à menarca. Nem sempre os professores, por exemplo, sabem como gerir essa situação, até mesmo em relação à restante turma, e se for um caso isolado.

Sendo um dos sinais mais tardios da puberdade, não tem idade certa para aparecer e pode surgir sem sintomas prévios, considerando-se normal o seu aparecimento entre os 9 e os 18 anos. A idade média para a primeira menstruação tem diminuído ao longo dos tempos, podendo ser influenciada por fatores como clima, nível socioeconómico, fatores genéticos e étnicos, atividade física e estado nutricional.

Ora, se uma criança se encontra na fase da puberdade e está a ter um crescimento mais rápido que as restantes colegas, tanto os pais como os professores têm que fazer com que essa criança não se sinta diferente, nem excluída. Isto não significa anunciar a toda a gente o que se está a passar, mas também não implica esconder como se fosse algo negativo. 

É preferível conversarem com as crianças, explicarem-lhes que é uma situação normal e que todas elas, mais cedo ou mais tarde, vão passar pelo mesmo.

Se os conteúdos e programas curriculares já lhes ensinam como é constituído o seu corpo, como funciona a reprodução e quais os órgãos sexuais, e se as crianças têm acesso a tanta informação, das mais variadas formas, porquê continuar a alimentar este tabu, em vez de o eliminar?

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