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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será que tenho cara de Madre Teresa de Calcutá?

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É que entre ontem e hoje, não param de me abordar na rua para pedir 1 euro!

 

Ontem, saio para ir aos CTT, e aparece-me um adolescente à frente, muito educado, a perguntar se lhe podia emprestar um 1 euro. Não disse para que o queria, mas também não perguntei. Não fazia ideia de lhe dar nada.

Quando volto dos correios, cruzo-me novamente com ele, e volta a vir ter comigo. Voltei a dizer-lhe o mesmo, que não tinha.

Depois pensei "será que o rapaz precisava de dinheiro para o transporte, ou algo do género?". Mas também podia ser para outra coisa desnecessária, ou algum esquema qualquer.

 

 

Hoje, quando vou para casa ao almoço, cruzo-me com uma senhora idosa, que também me aborda para pedir 1 euro para um bolinho. Digo-lhe que não tenho. Será que era mesmo para um bolinho? Será que realmente precisava?

 

Como saber, nos dias que correm e com tudo o que ouvimos por aí, quando e quem devemos ajudar ou não?

Quando precisamos de fazer um "reset"

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Muito se falou, a propósito da simplicidade da música, com a qual o Salvador Sobral venceu o festival Eurovisão da Canção, da necessidade de se olhar para esta vitória e perceber que algo deveria mudar na forma como se faz música actualmente.

 

E eu aplico esta analogia aos blogs!

 

No início, criamos blogs de imagem simples, preocupando-nos apenas com o conteúdo.

Com o tempo, vamos experimentando novos templates, cores, imagens; vamos inovando no conteúdo, criando rubricas novas, entrevistas, desafios; vamos adicionando patrocínios, publicidades, referências; e por aí fora.

E chegamos a um ponto em que não sabemos muito bem que rumo estamos a seguir, e o que resta, afinal, do blog inicial e da intenção com que o criámos.

 

Não é mau inovar, acompanhar as novas tendências, melhorar, alargar os horizontes, diversificar, ser criativo. Não é errado que um blog criado com uma determinada finalidade, tenha entretanto mudado e seja agora um novo blog, quase irreconhecível.

É assim com tudo na vida: não ficamos parados no tempo, não somos seres estáticos.

 

Mas, em determinados momentos, também nós próprios precisamos de fazer "reset". 

E os blogues também!

 

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Já alguma vez sentiram essa necessidade, em relação a vocês mesmos(as)? E ao vosso blog?

De voltar às origens, de recomeçar, de simplificar?

Centrar ou dispersar?

 

O que é que valerá mais a pena - centrarmos todas as nossas energias na concretização de um projeto de cada vez, ou dispersá-las por vários ao mesmo tempo, correndo o risco de não dar conta deles todos?

Não é mau ter vários objectivos a alcançar e concretizar, mas até que ponto estaremos inteiramente focados neles, e conseguiremos levá-los a bom porto?

Se conseguirmos fazê-lo, melhor! Mas seria bom pensar bem nas nossas prioridades, naquilo que realmente queremos, na necessidade de realizar tudo ao mesmo tempo, e no tempo que teremos para tudo isso, antes de tomar qualquer decisão precipitada.

Sobretudo, quando essas decisões definirão o nosso futuro.

Por muito que queiramos, não podemos fazer o tempo aumentar nem tão pouco andar com ele para a frente, e não devemos pôr a carroça à frente dos bois, porque pode dar mau resultado.

O problema de, muitas vezes, querermos agarrar tudo o que nos aparece pela frente é que, embora no início pareça fácil, com o tempo pode-se revelar uma tarefa mais complicada, pode começar a pesar, as nossas mãos podem ser insuficientes, e corremos o risco de deixar cair ao chão algumas dessas coisas que não quisémos antes deixar. Nesse caso, acabamos por perdê-las na mesma.

Subir vários degraus de cada vez é possível. Dedicarmo-nos a alguns projectos diferentes também. Mas pode dar muito mau resultado. Em vez de estarmos focados a 100% numa única meta, estaremos divididos em três ou quatro diferentes, e com a nossa atenção reduzida a pouco mais de 25% para cada uma delas, o que pode não ser suficiente para nenhuma.

A ambição, com conta peso e medida, é saudável. Em demasia, nem por isso. E, de tanto querermos tudo, podemos acabar por ficar sem nada!

 

Preso por ter cão, preso por não ter...

 

Lembro-me de, há uns anos atrás, os médicos afirmarem que os utentes se dirigiam ao Centro de Saúde por tudo e por nada. Muitas vezes, iam lá só para conversar com o médico.

Lembro-me de consciencializarem as pessoas para não irem aos Centros de Saúde sem realmente haver necessidade de o fazer.

Recordo-me de tentar marcar consultas para a minha médica de família, e não conseguir no momento em que queria, e quando finalmente marcavam, já não valer a pena.

Agora, quando estou mesmo doente, vou à urgência. Se estou bem, não preciso de ir ao médico. Claro que sabemos o quão importante é fazermos exames e análises de rotina, mas com a nossa rotina e tantas coisas com que nos preocuparmos, nem sempre nos lembramos disso, ou vamos quando temos tempo.

Mas parece que os Centros de Saúde sentem a nossa falta! Querem que façamos uma visita anual ao médico de família, e até nos mandam um convite extensivo a toda a família!

Afinal, se não marcamos consultas é porque não precisamos de médico, e se não precisamos, tiram-nos.

Façamos-lhes então a vontade. Vamos marcar consultas para a família toda. E até sugeri ao meu pai organizarmos uma excursão e levar a cesta do piquenique!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…

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