Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando os próprios professores desincentivam os alunos

Resultado de imagem para ensino

 

Ao longo dos anos tenho vindo a desanimar-me com o ensino que temos nas escolas, visto pela óptica de uma mãe com uma filha a estudar.

O que aconteceu na passada sexta-feira, só me revolta ainda mais, e deixa-me triste. Em cada reunião de pais é-nos dito que devemos incentivar os nossos filhos, acompanhá-los neste percurso, fazê-los manter o interesse pelas disciplinas.

E os professores, não é suposto fazerem o mesmo? Não deveriam ser os primeiros a incentivar os seus alunos?

 

Pois não é isso que me parece que esta professora tenha feito. Na sexta-feira, a minha filha trazia anotado na caderneta 3 faltas, por não ter feito os TPC's. As primeiras duas faltas, confirmo. Já a terceira, considero totalmente injusta, porque a minha filha, embora tenha deixado alguns exercícios por fazer, porque não sabia, teve falta como se não tivesse feito a ficha. E, como ela, todos os que não fizeram a ficha completa, levaram falta.

 

Ora, isto é meio caminho andado (e confesso que me deu muita vontade de lhe dizer para o fazer) para os alunos não quererem saber dos TPC's porque, tanto fazendo aquilo que sabem, esforçando-se, ou não fazendo nada, o resultado é o mesmo!

Ou, então, também se pode dar o caso de preencherem tudo o que não sabem, com a primeira coisa que lhes vier à cabeça, só para terem tudo feito e não levarem falta.

 

É esse o objectivo?

É assim o ensino que temos hoje?

São estes os professores que temos nas escolas? 

 

Qual a idade certa para a primeira consulta de planeamento familiar?

Resultado de imagem para consulta de planeamento familiar

 

Muitas mães, e pais, pensam que os filhos são sempre pequenos e só pensam nos amigos, brincar e pouco mais. Sobretudo, as filhas.

"Ah e tal, ainda é muito nova para pensar em namoros. Ah e tal, ela é certinha. Ah e tal, se houvesse alguma coisa, eu sabia."

 

Pois as miúdas começam cada vez mais cedo a pensar em rapazes, em curtir, namorar ou seja lá o que for. Ainda mais se têm amigas mais velhas que já o fazem.

Hoje em dia, com a internet, com os colegas ou com a própria escola, elas já sabem mais do que nós, na idade delas. E os pais vêem aí a possibilidade de escapar a certas conversas, porque já há quem o faça por eles. 

Levar as filhas a uma consulta de planeamento familiar? Nem pensar, alguma vez! Isso é para quem está a pensar ter filhos! Para muitos, levar uma miúda de 12/13 anos a uma consulta dessas, é a mesma coisa que estar a dar permissão para que ela inicie a sua vida sexual, é estar a incentivar ao sexo na adolescência.

 

Mas é um pensamento errado. 

A consulta de planeamento familiar não é exclusiva para futuras mamãs, nem tão pouco serve exclusivamente para entregar preservativos e pílula grátis.

É uma consulta aconselhada logo que os adolescentes atingem a puberdade, e que pode ajudar a lidar com as mudanças no corpo, que esta fase implica.

E sim, pode ser uma forma de, sobretudo as adolescentes, esclarecerem dúvidas, de se informarem e prevenirem de forma consciente, ainda que, por vezes, nada disso evite que haja gravidezes não desejadas, abortos e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

 

Mas isso não é desculpa para descartar a consulta, como algo que não serivá para nada. E se bem não faz, mal também não há-de fazer.

Ainda haverá espaço para a criatividade no futuro?

 

Ao longo dos tempos, temo-nos vindo a transformar cada vez mais em robots, em pessoas mecanizadas com com instruções claras de como funcionar, deixando pouco espaço a algo que fuja dessa rotina programada.

E, como é óbvio, isso tem as suas repercussões e consequências nefastas, a curto, médio e longo prazo, não só a nível físico como a nível mental e emocional.

Em vez de nos sentirmos leves, felizes e de bem com a vida, sentimo-nos como se carregássemos um peso enorme às costas, tristes, abatidos, conformados.

Os dias e a nossa vida deixam de ser coloridos, passando a vivê-los em tons de cinzento.

O tempo passa por nós,e nem damos por ele passar. Até ao dia em que olhamos para a monotonia em que a nossa vida se tornou.

Deixamos morrer os sonhos, a imaginação, a criatividade...No novo mundo, não há muito espaço para isso. 

Iremos mesmo permitir que isso aconteça?

Será que vamos a tempo de inverter este quadro, ou será algo inevitável?

 

 

Esta curta-metragem mostra um pouco do que está a acontecer às nossas crianças, e aos adultos.

Os autores, Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez mostram, em cerca de 7 minutos, o que acontece à nossa vida quando a criatividade é afundada pela rotina diária.

O vídeo incide também sobre a paternidade, e a importância de deixar as crianças fazerem as suas próprias viagens.
 
 

Concordam com esta visão?

 

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP