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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Todos precisamos uns dos outros!

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No outro dia, conversava com o meu marido sobre o sentimento de superioridade de boa parte dos licenciados, que se acham mais que os outros só porque andaram numa universidade a estudar não sei quantos anos, e têm agora o título de Dr.

Mas, o que lhes dá esse direito de acharem que, por esse motivo, são mais que os outros? O que são eles a mais que eu, ou que o "zé da esquina"?

Todos precisamos uns dos outros, todos temos a nossa missão, e todos contribuímos com aquilo que melhor sabemos.

E até os "doutores" precisam do homem do lixo, da empregada do supermercado, do eletricista, do canalizador, e por aí fora. Porque sem estas pessoas, e muitas outras, de nada lhes serviria ser "doutor".

O pior, é que esta mania da superioridade está a alastra-se até mesmo àqueles que ainda nem o curso terminaram, ou nem sequer começaram! E a muitos funcionários que, não sendo licenciados, mas tendo cargos administrativos, acham que são mais importantes que o porteiro, a cozinheira, a mulher da limpeza ou o segurança da empresa.

Se querem tirar uma licenciatura, mestrado ou doutoramento, façam-no porque é algo que realmente gostam, e porque sentem que será útil para essas pessoas e para a sociedade. Não pelo simples facto de isso equivaler a um título, e por acharem que isso significa ter direito a tratamento especial.

A sociedade precisa menos de "doutores" e afins que se gabem daquilo que estudaram, daquilo que ganham, dos títulos que adquiriram, e mais de profissionalismo, atitude, ou seja, menos conversa e mais acção.

Porque o melhor profissional, seja em que área for, não é aquele que apenas fala e se gaba, esperando o reconhecimento de todos à sua volta, é aquele que age de imediato, sem esperar nada em troca!

A terceira protagonista do Masterchef Júnior

 

 

Depois do "engraçado" Pedro Jorge, e do "malvado" Gonçalo, eis que está definida a terceira protagonista deste Masterchef Júnior, a "amiga, divertida e boazinha" que passou agora a "irritante" - Maria!

Esta miúda já tinha vindo a ganhar protagonismo e caído em graça, principalmente junto do Manuel Luis Goucha, devido ao seu gosto pela moda, e a sua forma extrovertida de ser.

Eu confesso que, no primeiro programa, não achei muita piada à miúda. No segundo programa, devido à situação com o Gonçalo, considerei que esteve bem, e comecei a simpatizar mais com a Maria.

No entanto, devo dizer que a atitude dela no último programa foi exagerada e desnecessária.

Não é fácil ter a responsabilidade nos nossos ombros, e ter que fazer tudo para não falhar. Não é fácil lidar com a pressão, e com toda uma equipa, de forma calma e segura, e manter tudo sob controlo e os membros unidos.

A Maria percebeu agora o que o Gonçalo passou quando esteve nesse lugar de chefe de equipa, e mostrou que também ela não soube lidar da melhor forma com o cargo.

Compreendo que, por atitudes anteriores, ela já não goste muito de trabalhar com o Gonçalo. Compreendo que tenha os seus próprios métodos de trabalho, e de limpeza. Até compreendo que a "lentidão" lhe faça alguma confusão, numa prova em que todo o tempo é precioso e conta.

Mas a implicância exagerada com o Gonçalo, o estar constantemente a criticá-lo, numa discussão que não lhe ia adiantar os pratos que estavam por confeccionar, era escusada, e só lhe ficou mal.

Porque, por vezes, não basta ter razão. A nossa razão perde-se com determinadas atitudes que temos para com as pessoas visadas.

Se a postura contasse, a vencedora da prova de equipas seria, para mim, a equipa azul. Ganhou a equipa vermelha, a Maria ficou muito feliz por ter vencido, mas tem agora os holofotes que, anteriormente, estavam apontados para o Gonçalo, centrados em si, e não pelos melhores motivos. 

Fico a aguardar os próximos programas, para ver a quem caberá o novo papel, e que papel estará reservado para esse concorrente.

 

 

Imagem: http://www.tvi.iol.pt/masterchef/

 

Os fins justificam mesmo os meios?

Christian Bale 

 

Hollywood nem sempre é o conto de fadas que imaginamos, e a vida dos actores nem sempre é fácil. Muitas vezes, é preciso mais que um cara bonita, um corpo em forma ou um enorme talento. Alguns actores, para interpretarem um determinado papel, vêem-se "obrigados" a passar por enormes transformações, acima de tudo, físicas.

E se há mudanças que em nada afectam a saúde dos actores, outras há que podem colocá-la em perigo.

 

Engordar/ Emagrecer excessivamente

Jared Leto - teve que engordar 30 kg para o seu papel como Mark Chapman - o fã que atirou e matou John Lennon - no filme "Capítulo 27", o que lhe provocou graves problemas de saúde, agravando o seu problema de gota, e provocando uma rápida subida do colestrol.

 

50 Cent - emagraceu 25 kg em 9 semanas, por causa do seu papel em "All Things Fall Apart", através de uma dieta líquida e um rigoroso regime de circulação.

 

Anne Hathaway - para o seu papel de Fantine, no filme "Os Miseráveis", perdeu cerca de 11 kg, sujeitando-se a uma dieta de fome que a obrigava a parar de comer durante 13 dias.

 

Mathew Mcconaughay - perdeu cerca de 20 kg para interpretar um doente com SIDA, no filme "O Clube de Dallas".

 

Christian Bale - engordou 28,5 kg para interpretar um vigarista em "Golpada Americana". Já para o filme "O Maquinista", teve que perder 28 kg, sobrevivendo com pouco mais que água, uma maçã e uma chávena de café por dia.  

 

Exercício em excesso

Jake Gyllenhaal teve que treinar durante sete dias por semana, como um um boxeador profissional, fazendo pelo menos 2.000 flexões por dia, push-ups, mergulhos e levantamento de peso cinco dias por semana, para o seu papel de lutador de boxe em "Southpaw".

 

Ora, se para qualquer pessoa comum é aconselhável uma dieta equilibrada, evitando as chamadas "dietas iô iô", e exercício físico com moderação, de forma a prevenir problemas de saúde e distúrbios alimentares, para os actores, não será diferente.

Então, porque será ainda necessário recorrer a estes métodos extremos, para se obter aquilo que se pretende? Ainda não existe tecnologia ou formas de caracterização dos actores, para tal? Ou será para que tudo se torne mais realista?

Serão os actores "obrigados" a estas transformações, sob pena de verem o seu papel entregue a outros, ou será uma decisão deles seguir adiante? 

E mesmo tomando essa decisão de forma ponderada e, penso eu, com acompanhamento médico, valerá mesmo a pena correr o risco?

Será que, por um excelente papel e, quem sabe, a promessa de um Óscar, vale tudo? E os fins, justificam mesmo os meios?  

 

 

 

 

Ensinar - será esse o único papel de um professor?

 

As aulas começaram há poucos dias e a escola passa, novamente, a ser o local onde as crianças e jovens estudantes estarão a maior parte do seu tempo.

Para alguns, o regresso às aulas significa subir mais um degrau rumo ao seu futuro, rever velhas amizades, fazer novos amigos, voltar à rotina do cumprimento de horários, do estudo, dos exames, de todo um ritual do qual só se desprendem em tempo de férias.

Para outros, a escola pode ser encarada como um refúgio, que permite a muitos jovens afastarem-se, ainda que apenas por algumas horas, do meio em que vivem, das míseras condições, de conflitos familiares, podendo também ser a única possibilidade de, pelo menos, uma refeição decente.

No entanto, para muitas crianças e jovens, pode significar algo mais negativo. Dificuldades de adaptação, solidão, desigualdades sociais, e até mesmo episódios de violência e/ou bullying.

Em qualquer destes dois últimos casos, cabe, não só, mas, principalmente, aos diversos profissionais dos estabelecimentos de ensino, detetar os sinais que indiquem a existência de problemas, seja de que ordem forem, e agir em conformidade.

E, neste processo, o papel do professor é fundamental. Desengane-se quem pensa que a única função do professor é ensinar a matéria. Um professor é, ou deveria ser, muito mais que isso!

Acima de tudo, o professor deve ser alguém em quem as crianças ou jovens possam confiar, e a melhor forma de ganhar essa confiança é mostrando-se atento, disponível, amigo.

Sendo aquele que passa mais tempo com as crianças ou jovens, deve observar o seu comportamento, tentar detetar possíveis problemas ou dificuldades e, em conjunto com os restantes responsáveis, encontrar a melhor solução para os eliminar ou, pelo menos, atenuar.

Não são raros os casos de bullying, físico ou psicológico, que acontecem muitas vezes à vista de todos, sem que ninguém faça nada para o impedir, fingindo não ver, ou sequer admitir, que isso existe!

Não são raros os casos de vítimas de violência infantil e/ou abusos sexuais que passam despercebidas, se os professores não estiverem atentos a pequenos sinais ou comportamentos.

São frequentes os casos de crianças que nem sempre têm condições financeiras ou psicológicas que lhes permitam frequentar a escola nas mesmas circunstâncias que os demais.

Cada criança é única, diferente de todas as outras, com a sua própria história, personalidade, família e condições financeiras, físicas e psicológicas mas, ainda assim, não deixa de ser igual a todas as outras, com direito às mesmas oportunidades, à mesma dedicação e atenção, e à mesma segurança.

Como tal, a escola, em primeiro lugar, enquanto instituição, e os professores, em seguida, como profissionais de educação, bem como os restantes funcionários auxiliares de ação educativa, devem proporcionar o bem-estar e o desenvolvimento das crianças e jovens em clima de segurança afetiva e física dentro da instituição.

Mas, se for o caso, devem também averiguar junto das famílias desses jovens a existência de dificuldades ou problemas, colaborar com estas famílias na partilha de cuidados e responsabilidades no processo educativo e desenvolvimento pessoal dos jovens e, se necessário for, denunciar às entidades competentes possíveis situações de risco.

Afinal, quando um professor vai além do simples papel de ensinar, pode estar a mudar completamente o destino de uma criança ou jovem!

 

Texto escrito para a edição de Outubro da Blogazine

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?

 

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