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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Querem ver que sou eu que estou errada?!

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Por certo já ouviram aquela história do condutor que ia muito bem na autoestrada, quando ouviu na rádio a notícia de que ia um veículo em contramão e comentou "Um não, muitos!".

Para ele, apesar de ser o dito condutor que ia em contramão, os outros é que estavam a ir em sentido contrário.

 

Esta semana, já por 3 vezes estou na passadeira, para atravessar, e os condutores, simplesmente, ignoram-me, como se eu fosse invisível ou transparente.

Um deles, ontem à noite, até abrandou e eu, parva, antecipadamente, agradeci. E não é que o parvalhão continua a andar, faz-me parar a meio da passadeira para ele passar, e ainda olha para mim como se eu tivesse acabado de cometer uma loucura!

 

E já não é o primeiro que olha para mim, quando atravesso a passadeira, com uma expressão entre o incrédulo e o assustado. Outros, fingem que não vêem e viram a cara. Outros ainda, depois de terem passado, pedem mil desculpas por não me terem visto!

 

Se calhar, sou eu que estou errada e, afinal, as passadeiras não foram feitas para os peões, mas sim para os carros!

Falha minha! Peço, então, desculpa a todos os condutores pelo transtorno de fazer das passadeiras o meu meio mais adequado para atravessar uma estrada!

Finalmente uma coisa bem feita!

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Sempre aprendi que a estrada é para os carros, e o passeio para os peões.

No entanto, isso é algo que parecia já ter caído em desuso, uma vez que, a caminho da escola (e não só) o que mais apanhávamos pelo caminho era carros estacionados no passeio, enquanto os pais deixavam os filhos na escola ou na creche. 

Não foram raras as vezes em que nos tivemos que desviar desses carros, e ir para a estrada, ora porque estavam a ocupar o passeio todo, ora porque estavam de portas abertas, a tirar carrinhos ou a arrumar cadeirinhas ou, simplesmente, à espera que os filhos saíssem do carro.

Agora, finalmente, tomaram uma atitude e acabaram com esta situação!

Para evitar esse abuso, colocaram pinos metálicos ao longo do passeio. Que maravilha! Já faziam falta. 

Obrigada a quem teve essa brilhante ideia. Mais vale tarde que nunca. 

E, agora que já tomaram a iniciativa naquele passeio, podem-no fazer nos restantes.

A vida é um jogo

 

Com uma casa de partida, uma meta ou casa de chegada, e todo um percurso a fazer pelo meio, para lá chegar.

Neste jogo, lançamos os dados. Por vezes, eles levam-nos a avançar vários passos. Outras vezes, obrigam-nos a recuar, a retroceder alguns passos ou, simplesmente, a não nos movermos. Nem sempre avançar é bom. Pode-nos levar a casas que gostaríamos de evitar. Nem sempre recuar é mau. Podemos ir parar a uma casa que até nos traga vantagens.

Cada uma das casas à qual os dados lançados nos levam, nos trazem desafios, objetivos a alcançar, perguntas às quais temos que responder. Algumas casas trazem coisas boas, pequenos incentivos, bónus, alegrias, a oportunidade de avançar mais um pouco neste jogo. Outras, nem tanto. São casas que não nos levam a lado nenhum, sem utilidade mas que, ainda assim, fazem parte do jogo.

Como todos os jogos, também a vida é um risco.

Mas, ao contrário de um jogo comum, que jogamos ou não consoante a nossa vontade, neste jogo da vida não pedimos para entrar. Ainda assim, fomos colocados no tabuleiro a partir do momento em que nascemos, e "obrigados" a jogá-lo, a correr esse risco. 

Ao contrário de um jogo comum, a maior parte de nós não tem pressa de chegar à meta, à fatídica casa de chegada, na qual iremos abandonar de vez o jogo, e esta vida que nos foi dada.

Queremos,sim, aproveitar aquilo que as diversas casas, que lhe precedem, nos têm para dar. Embora nem sempre o consigamos fazer como deveríamos. É que, mesmo avançando devagarinho, estamos a avançar, e as casas pelas quais passámos, ou não, vão ficando para trás, sem que possamos, muito provavelmente,lá retornar. E não nos esqueçamos que, a qualquer momento, e sem contarmos com isso, podemos ser eliminados do jogo.

A vida é um jogo, e este jogo é também feito de apostas. Algumas, serão apostas ganhas. Outras, poderemos eventualmente, perder. Mas só saberemos o resultado da aposta, depois de a fazer.

Só saberemos aquilo que nos espera, e onde nos levará este jogo, se nos mantivermos activos, em movimento, se continuarmos a lançar os dados, a fazer apostas, a utilizar os botões que temos ao nosso dispôr, a percorrer o tabuleiro onde fomos colocados como peões mas, ao mesmo tempo, como jogadores. 

Só conseguiremos aproveitar ao máximo este jogo, se soubermos aprender com as más jogadas, celebrar os pequenos avanços e conquistas, tirar partido das casas mais vantajosas onde os dados nos levem, e contornar aquelas que mais nos prejudicam.

Podemos não ter pedido para jogar este jogo da vida, mas a verdade é que estamos dentro dele.

E valerá a pena passar todo o percurso do jogo sem arriscar, sem o viver, sem tomar as rédeas do mesmo nas nossas mãos? Valerá a pena ficar parado, a ver os outros jogadores passar por nós, ou à espera que alguém lance os dados por nós, avance por nós, viva por nós?

Valerá a pena desperdiçar todas as ferramentas que nos foram fornecidas para nos ajudar nesta caminhada, e esperar que o destino se encarregue de nos empurrar de uma casa para a outra, quando não era nessas casas que queríamos estar?

A vida é um jogo, sim. E já que estamos nele, vamos jogá-lo como sabemos e podemos, e deixar a nossa marca enquanto nele nos mantivermos, sem receios!

Quem é que o senhor Jorge Mendes pensa que é?

Imagem www.sol.pt

 

Ou quem é que as entidades, responsáveis pelo alvoroço provocado pelo casamento de Jorge Mendes, pensam que ele é?

É que, na minha modesta opinião, nada justifica as medidas que foram tomadas por causa do casamento deste senhor.

Encerrar uma rua pública, onde nem veículos nem peões podiam circular? Cortar passeios? Revistar os peões que por ali andavam? Exigir prova de residência aos moradores? Mas o que é isto?

É que tenho ideia de que nem com os políticos, ou altas patentes de visita ao nosso país isto acontece. Quanto mais a alguém que  não é mais que um cidadão comum que tem a sorte de ter um bom emprego, ganhar uns milhares e conhecer gente famosa.

E, como se não bastasse, a interdição durou até hoje! Na Rua de Serralves, os únicos veículos autorizados a circular foram os "carros de topo de gama e vidros espelhados pertencentes à organização do casamento de Jorge Mendes e da jurista Sandra Barbosa".

Quem não ficou nada satisfeito com estas medidas foram os moradores da rua, que não têm culpa nenhuma que o senhor Jorge Mendes tenha escolhido celebrar o seu casamento ali. Também junto à Igreja de São João Baptista houve protestos de pessoas que queriam ir assistir à missa.

Sempre ouvi dizer que o casamento é um acto público. Sempre que alguém se casa na Igreja, a porta está aberta a quem quiser assistir à cerimónia. Também no registo civil isso acontece.

Se querem privacidade, porque vêm para locais públicos? Escolham locais privados, onde possam fazer aquilo que bem querem sem serem incomodados e, acima de tudo sem causarem transtornos a terceiros!

 

 

Também há automobilistas apressados!

 

As estradas portuguesas parecem, em determinadas alturas, verdadeiras selvas, onde a única lei que vigora é a do "salve-se quem puder".

E se é verdade que existem peões apressados, os automobilistas não lhes ficam atrás.

Já foram várias as vezes que fui levar a minha filha à escola e, na passadeira, os automobilistas não pararam para nos deixar passar. Uns, nem quiseram saber. Outros, pediram desculpa depois de passarem. Um ou outro, em vez de abrandar, acelerou.

Já fui, juntamente com um senhor que estava a atravessar em sentido contrário, atropelada numa passadeira. E o condutor nem abrandou, muito menos parou, para ver se estávamos bem.

Estou muitas vezes a tentar atravessar em passadeiras, e vejo a forma como alguns param - como se isso significasse um grande sacrifício ou estorvo. Alguns travam mesmo em cima, depois de perderem a esperança de os deixarmos passar primeiro.

Acredito que muitos estejam com pressa, e já vão atrasados. Mas eles vão de carro. Nós, andamos a pé. E também podemos estar com pressa.

Quando chove, então, ainda me irritam mais os automobilistas que vão no seu carrinho, protegidos da chuva, do frio e do vendaval, e não têm a mínima consideração por quem anda a pé, com chapéu de chuva como única protecção, e é obrigado a parar e deixar os meninos passar.

Mas também há o reverso da medalha. 

Quando vejo um único automobilista a aproximar-se de uma passadeira na qual eu estou a tentar passar, tem mais lógica deixar passar o carro, já que, a seguir, não vem nenhum e posso passar à vontade. Ainda assim, há condutores que preferem parar, e cumprir as regras de trânsito à letra.

E há peões que, sem o mínimo respeito, atravessam em qualquer lado, com grande descontração, ou se atiram para o meio das passadeiras forçando as veículos a parar.

Eu acho que, se colaborarmos, todos ficamos a ganhar. E as coisas correm de forma mais fluente.

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