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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a passagem do ano

Passagem de ano na Ericeira

 

Era para ser uma passagem de ano a três - eu, a minha filha e a Tica, sentadas no sofá a ver um programa qualquer, provavelmente a comer pizza e bolo rei, e a brindar com sumo, com um bocadinho de sorte acordadas até à meia-noite, ou quem sabe na cama antes disso. O marido, iria estar a trabalhar. Tal como eu deveria ter estado nesse dia.

Afinal, o meu patrão deu-me a tarde para me ir preparar para essa noite tão especial. E a tarde estava mesmo a chamar-me para uma caminhada. Não me apetecia ir-me enfiar dentro de casa. Apetecia-me passear, inspirar ar puro, estar umas horas ao ar livre, apreciar o céu cinzento e a calmaria. Mas a minha filha não estava para aí virada, preferindo ficar em casa a ver televisão. Por isso, sentei-me a ler, com a nossa gata ao colo. Até à hora do jantar, que é como quem diz, até nos dar a fome.

Afinal, conseguiram que o meu marido não tivesse que ir trabalhar, e pudesse, finalmente, fazer uma passagem de ano connosco! E os planos foram totalmente alterados. Jantar no McDonald's, e depois ida à Ericeira para dançar e ver o fogo de artifício.

Lá saímos então, mas tive que voltar a casa porque a minha filha esqueceu-se do casaco. O McDonald's estava fechado, tal como a outra hamburgaria onde tínhamos pensado ir. Por isso, fomos logo para a Ericeira, tentar a sorte no Burguer Ranch. Chegámos, estacionámos e, 2 minutos depois, tivemos que voltar para casa porque aqui a esperta da menina Marta tinha-se esquecido da chave de casa na porta!

Não conseguimos sair do estacionamento, porque a máquina não estava a dar para pagar, e por isso demorámos ali mais um tempo. Felizmente, a chave continuava na porta, sem nenhum azar. Depois de uma viagem de ida a Mafra, e volta à Ericeira, pela segunda vez, já com o estômago a dar horas, tivemos sorte com o Burguer Ranch aberto, mas a abarrotar (o espaço também é muito pouco, por isso não é difícil encher).

Lá perguntámos a uma senhora que estava a ocupar uma mesa com a neta (penso eu), se nos poderíamos sentar nessa mesma mesa, no banco em frente. Apertadinhos, mas pelo menos sentados, lá comemos o nosso menu.

Seguiu-se uma ida até ao bar Neptuno, para um cafezinho e desejar um bom ano à nossa querida Cher e à filha Rute, que já conheço há vários anos. Pensei que estivesse mais cheio, e que houvesse por lá uma grande festa, mas até estava calminho, e a música era boa. E estávamos abrigados do frio! Além disso, depois do jantar, a minha filha ficou cheia de dores de barriga e aproveitou para se deitar um bocadinho no sofá.

Não é propriamente um bar que cative a malta nova de hoje em dia, estando mais virado para pessoal mais velho, famílias e amigos que querem algum sossego, ou divertir-se sem grandes confusões.

Ao fim de algum tempo, o meu marido quis ir espreitar como estava a festa no centro, e assim saímos para a rua, para nos sentarmos no banco da praça, de casacos bem apertados e carapuços na cabeça, à espera da música e do fogo de artifício. Por mero acaso, vimos por lá o antigo director de turma e professor da minha filha.

E porque estava a aproximar-se a hora, e toda a gente estava a ir para os lados da praia, também nós nos pusemos a caminho, para o tão esperado momento do fogo de artifício à meia noite. Pelas ruas, víamos pessoas com garrafas de espumante a postos para abrir.

Eu tenho um certo receio e nunca gosto de estar demasiado próxima do local do lançamento do fogo, por isso, escolhemos uma posição cá mais atrás. Mesmo assim, alguém se lembrou de levar uns foguetes e lançá-los no meio das pessoas, o que me fez fugir dali para fora!

Chegou então a meia noite. As rolhas saltaram, íamos sendo regados com o espumante de um homem que estava atrás de nós e começou o espectáculo, igual aos outros que costumam fazer. 

Sei que mudámos de ano, apenas porque o relógio me indicou que já era meia noite. E foi bom termos estado os três juntos, pela primeira vez, numa passagem de ano (nos outros anos, ou estou sozinha, ou estou sou eu com o meu marido, ou só com a minha filha).

Mas já não vivo da mesma forma que há anos atrás esta passagem de um ano para o outro, com uma grande festa, e como se de um grande marco se tratasse. 

Assim se passou, e cá estamos nós já em 2016, um ano que começou de forma bem cinzenta e chuvosa. Espero que não seja um mau presságio!

 

Vem aí 2014!

 

Agora que 2013 está a "queimar os últimos cartuchos" e já nos preparamos para dar as boas vindas ao seu sucessor, aqui fica o balanço deste ano que hoje termina:

- ano de bons filmes no cinema, muita e boa leitura, e grandes músicas

- ida ao Carnaval de Torres Vedras

- o falecimento da minha tia

- a colaboração com o Consulta Click

- o regresso aos trabalhos manuais

- as noites de baile com os Ouriços

- a primeira doença da Tica

- as aventuras da e com a Tica

- as férias de verão com os miúdos

- os 3 recortes do Sapo

- a semana de férias no Natal

- os momentos de romance a dois e os momentos em família (poucos mas bons)!

 

 

Quanto a planos e objectivos para 2014 espero, acima de tudo:

- que tenhamos saude

- que continuemos a ter trabalho

- que não nos falte dinheiro para o essencial e, se possível, que sobre algum para o supérfluo

- que seja um ano positivo para todos nós, em todos os aspectos

- que possamos partilhá-lo com aqueles que amamos! 

 

Vemo-nos mais logo...

 

As três semanas que o meu marido esteve de férias foram, para mim, dias como outros quaisquer. Ou piores.

Em primeiro lugar porque eu não estou de férias, logo, o único tempo que tenho para estar com ele é o mesmo de sempre - um bocadinho à noite, de preferência quando a Inês já está despachada e na cama, e eu para lá caminho.

Em segundo lugar, não podemos estar muito tempo juntos no mesmo sítio porque, com os nossos feitios, corremos o risco de dar em doidos!

O que não é difícil quando eu tenho que acordar cedo para levar a filha à escola e trabalhar o dia todo, e chego a casa cansada e sem paciência para pouco mais que ajudar a filha nos trabalhos da escola, fazer jantar e preparar tudo para o dia seguinte. E quando o marido, para castigo, fica sem carro durante duas semanas e anda stressado porque os planos lhe foram estragados e não pode ir a lado nenhum, ficando "quase" obrigado a estar em casa.

Ainda assim, conseguimos sobreviver (podia ter sido pior)! E hoje, mais uma vez, no último dia de férias, voltaremos a ver-nos mais logo, nem que seja para partilhar "dois dedos" de conversa, adormecer juntinhos e sonhar que melhores férias virão... 

 

Realidades inspiradoras (que não deveriam inspirar)

 

Hoje em dia, a ficção começa a perder o seu papel motivador de muitas das atrocidades cometidas por quem, supostamente, a ela está exposto e por ela se deixa influenciar.

Afinal, porquê tentar imitar algo que se leu num livro, ou viu num filme, quando existem cada vez mais casos reais que se podem recriar?

Não foi, precisamente, esse o caso do jovem que, tentando imitar os massacres ocorridos nos Estados Unidos (Columbine e Sandy Hook), tinha por objectivo matar, pelo menos, 60 pessoas?

Tinha um plano descrito em pormenor, onde constavam os materiais a utilizar, a estratégia e os objectivos, plano esse que terminava com fuga e suicídio.

Claro que, mais uma vez e apesar de, segundo consta, o seu comportamento até então indicar que algo que não estava bem, e tal poder ser interpretado como sinal de alerta, o agressor era alguém de quem a maioria das pessoas que o conheciam nunca iria suspeitar.

Temo que, infelizmente, muitos mais casos destes venham a acontecer, transformando-se numa praga viral que vai contagiando cada vez mais pessoas. Pessoas às quais são atribuídas perturbações mentais, ou algo do género para, de certa forma, justificar os seus actos.

Mas, que sofrem de perturbações mentais, disso não restam dúvidas, porque só alguém perturbado seria capaz de cometer crimes, seja de que espécie forem.

Resta saber se será esse o nosso futuro? Um mundo de alucinados que se matam uns aos outros para bater "recordes", por brincadeira ou, pior, sem nem saberem bem porquê... 

A sério?

 

Em declarações à Renascença, Nuno Crato refere que pretende que "todos os alunos passem, mas que passem sabendo" e que "estas provas finais são um passo nesse sentido".


A sério? Pois eu lamento discordar do Sr. Ministro.


E não vou falar de todo o aparato que as mesmas envolveram, da aparente falta de organização e de meios, das contestações dos pais, nem do valor atribuído a estas provas. Já disse anteriormente que não concordo com o peso das provas na avaliação global. Aceito que haja uma introdução de provas e exames, para que os alunos se vão ambientando com uma situação que passará a ser mais frequente ao longo das suas vidas enquanto estudantes, que sirva como estudo meramente estatístico para avaliar os conhecimentos dos alunos e a eficácia dos métodos de ensino que estão a ser aplicados, mas não mais do que isso.


Quanto às afirmações do Sr. Ministro, simplesmente, parece-me contraditório afirmar que os alunos devem passar sabendo, quando na prática isso não acontece. Penso que ainda se aplica em muitas escolas a política de dificultar ou mesmo evitar os chumbos.


Segundo afirmações de alguns professores, pretende-se "Dificultar os chumbos para fabricar o sucesso. É este o objectivo das várias condições que têm de ser cumpridas para se poder reprovar um aluno no básico. Planos de recuperação, justificações escritas e uma legislação que determina claramente que a retenção só ocorre após a aplicação de uma avaliação extraordinária, são alguns dos pressupostos que têm de ser cumpridos. E, para chumbar um aluno duas vezes no mesmo ciclo de ensino, a escola tem de contar com o aval dos encarregados de educação."

 

Não é preciso ir muito longe: na turma da minha filha, existem pelo menos duas crianças que, pela lógica, já teriam ficado retidas num dos anos anteriores. No entanto, até agora, têm passado sempre, talvez devido aos planos de recuperação.

Por outro lado, uma das primas da minha filha chumbou no 2º ano e, no 4º, a professora perguntou aos pais se queriam que ela a passasse ou chumbasse, uma vez que não estava preparada para seguir em frente para o 2º ciclo. Os pais optaram por retê-la mais um ano.


Agora expliquem-me como é que uma criança que passa sempre, sem que esteja em condições para isso, sem que saiba o necessário para isso, chega depois ao 4º ano preparada para uma prova deste género. E porque é que, só na transicção do 1º para o 2º ciclo, há esta preocupação toda para que os alunos passem, sabendo, quando até aí passaram sem saber?


 


 

 

 


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