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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Mistérios do Sul

 

Onde é que estão os mistérios do sul, que deram o título a este livro? Não os descobri!

No início, não consegui passar da primeira página. Não me estava a entusiasmar nada.

Na semana passada, num acto de coragem e perseverança, continuei a lê-lo.

Felizmente, as coisas estavam-se a compôr.

Tínhamos um ex presidiário a fugir da polícia, a ser capturado e mantido na prisão por suspeita de violação e assassinato de 4 jovens. 

Tínhamos uma mãe, procuradora do Ministério Público e encarregada da acusação deste suspeito, a criar uma filha adolescente, com as mesmas características físicas das vítimas.

Tínhamos um pai ausente que, depois de ter sido abandonado pela primeira mulher e casado com Alexa, de quem teve esta filha Savannah, acaba por se divorciar da segunda mulher e voltar para a primeira.

Quando Savannah começa a receber umas cartas misteriosas que sugerem ameaça, Alexa vê-se obrigada a voltar a falar com o pai da sua filha, ao fim de 10 anos, para que ela possa ficar com ele até ao julgamento e condenação deste assassino.

E ele, vê-se obrigado a iniciar uma batalha contra a actual mulher, para que aceite a sua filha na sua casa e na sua vida.

Enquanto isso, Alexa tem um caso cada vez mais sólido, já que todas as provas conseguidas até ao momento apontam para Luke. E de quatro vítimas, passamos para um total de dezoito.

No entanto, a advogada de defesa acredita que as provas foram plantadas para incriminar o seu cliente.

Neste ponto da história pensamos: ela é capaz de ter razão! A autora não nos ia revelar assim, de caras, o verdadeiro assassino. Normalmente, quando tudo aponta para uma determinada pessoa, é sinal que não é ela. Assim sendo, talvez o verdadeiro criminoso ande à solta e a vida de Savannah esteja em perigo.

É mesmo o género de livro que eu gosto. E, de facto surpreendeu-me: mas pelo simples facto de não ter havido nenhum mistério nem nenhuma surpresa!

Destaco a forte relação entre mãe e filha de Alexa e Savannah, e o quanto foi difícil para elas a separação forçada. E a relação recuperada entre pai e filha, de Tom e Savannah, depois de 10 anos a excluía da sua vida.

Uma história de força e fraqueza, mesquinhez, falsidade, poder e arrependimento. Mas mistérios do sul, não me parece! 

 

 

 

Sobre o livro Armadilhas da Mente

 

É um bom livro! Para quem gosta do tema, claro!

Tem muito de psicologia, filosofia, e estudo da mente humana, o que é bastante interessante mas pode, por vezes, dar-nos vontade de passar à frente.

Mas é também um romance, uma história sobre riqueza, sobre dinheiro, sobre interesses e poder, e sobre como nada disso é importante quando se perde o essencial. É uma história sobre pessoas simples, sobre a felicidade e o prazer que se podem experimentar e sentir com pequeninas coisas do dia a dia. Uma história sobre medos, traumas, obsessões, mas também sobre amizade e amor verdadeiro! 

Uma história que mostra que, por muito que saibamos, podemos sempre aprender mais; que as nossas certezas não são assim tão certas; que a cultura não é só coisa de ricos; que nos podemos tornar pessoas melhores se fintarmos e ultrapassarmos as diversas armadilhas da nossa mente! 

Cartas (um tesouro cada vez mais raro)

 

Dizem que um gesto vale mais que mil palavras.

Mas quando não nos é possível ver os gestos, só nos restam as palavras.

E que poder têm as palavras!

Tanto para quem as escreve, como para quem as lê.

É verdade que as cartas estão a cair cada vez mais em desuso. Agora temos outras formas de comunicação, mais eficientes, mais rápidas e mais modernas.

Mas uma carta é sempre uma carta...

Seja ela de amor, de saudade, de alegria, de tristeza, de notícias, de mistério, de aventura, de amizade, extensa ou breve, uma carta é um tesouro raro, carregado de sentimentos e emoções. É sempre uma parte de nós para alguém. Ou de alguém para nós.

É algo de muito íntimo, pessoal e intemporal. 

Quem nunca escreveu uma carta para algum parente distante? Para a amiga da infância? Para o rapaz que gostava? Quem nunca guardou as cartas que lhe foram escritas?

 

 

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