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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A primeira etapa dos Tira Teimas

Foto de The Voice Portugal.

 

Serviu para tirar as teimas de que nem sempre passam os melhores, e que há muita coisa por detrás daquilo que querem passar cá para fora, incluindo interesses que vão além do propósito do programa, e outros que, satisfazendo as prioridades a nível de audiências, acabam por deixar para segundo plano o objectivo principal que devia ser tido em conta.

 

Equipa da Aurea

Foto de The Voice Portugal.

O Pedro provou que é no fado que se sente melhor e consegue dar o máximo. Seria o concorrente que eu escolheria, a par com a Ana Paula. Confesso que são dois estilos que não me agradam, sobretudo o lírico, tenho dificuldade em suportar. Mas foram os melhores concorrentes desta equipa neste Tira Teimas.

A Catalina cantou bem, mas posso ouvir outras concorrentes a cantar o mesmo, sem distinguir.

A Diana Lucas não esteve, de todo, no seu melhor. Mas já sabíamos que a Aurea não ia deixar a sua amiga para trás na competição. Má escolha da mentora.  

Ana Paula 

Diana Lucas 

 

 

Equipa do Mickael

Foto de The Voice Portugal.

O que é que se passou com estes rapazes?

O Simão que, claramente, eu não teria passado para esta fase, conseguiu ser o melhor dos 4! 

Já o Tiago e o Fábio, marcaram pela negativa. Ou a escolha não foi a mais acertada, ou não souberam dar tudo o que as músicas pediam.

A Jessica, que eu nunca teria trazido para os Tira Teimas, surpreendeu pela positiva e seria ela, a par com o Simão, que eu passaria para as galas.

Simão 

Fábio 

 

 

Equipa do Anselmo

Foto de The Voice Portugal.

O José era "o elo mais fraco", pelo que estava, à partida, condenado. A Vanessa é vista como uma diva, mas não me convence.

A Marta está a mostrar que deve apostar numa carreira a solo, e esquecer o trio, porque foi uma das melhores do grupo, a par com a Beatriz. Mais uma vez, fado não é um estilo que eu aprecie, e talvez ela não se adapte a outros estilos, mas se não é isso que se pede, tal como a Marisa referiu em relação a outro concorrente, então seria justo ela passar.

Marta 

Vanessa 

 

 

Equipa da Marisa

Foto de The Voice Portugal.

Nesta equipa, os dois concorrentes que eu escolheriam seriam a Inês e o Tomás. A Cristiana não me convenceu, Já o Tiago, parece estar a "ser levado ao colo". Parece haver uma "ordem" para mantê-lo no programa, pelo bem das audiências e dos corações apaixonados que se derretem a ouvi-lo cantar. O discurso da Marisa, seria esplêndido noutro contexto. Aqui, pareceu um pouco ridículo. E nem é por eu ter alguma coisa contra o Tiago. Achei a prova dele fantástica, e voltou a encantar neste Tira Teimas. Mas viu-se pelos ensaios que nem neste estilo, ele consegue sempre estar no ponto. Tanto que teve de mudar o tema.

Tomás 

Tiago 

 

Ou seja, de acordo com as minhas preferências apenas passou, de forma justa, um concorrente de cada equipa!

Esperemos pelo próximo Tira Teimas!

 

 

Imagens The Voice Portugal 

 

 

Digam-me que não estamos assim tão mal de cultura!

Muitas vezes me diz, a minha filha, para eu e o meu marido nos inscrevermos neste programa.

Respondo-lhe sempre que não. Porque não basta ir. Por muito que eu goste de brincar, e até saiba umas coisitas, e por muito que gostasse de ganhar aqueles prémios, é preciso muito mais para concorrer.

E entre ir até lá fingir que sei muito quando, na verdade, não sei, ou ter que andar a estudar à pressão nem se sabe bem o quê, para não fazer má figura, correndo o risco de a fazer na mesma, prefiro ficar em casa.

 

Mas há perguntas que são tão básicas, do senso comum, que fazem parte da nossa vida e da nossa cultura, que fico parva com as respostas que por ali surgem a alguns concorrentes.

Eu sei que lá é tudo muito diferente. Há nervos, não se tem noção se a Cristina estará a ajudar, ou a confundir, e parece que todas as nossas certezas se desvanecem, e começamos a duvidar de tudo. 

Ainda assim, digam-me que os portugueses não estão assim tão mal de cultura, e que estes concorrentes são uma minoria, um "erro de casting"!

 

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A esta pergunta, o parceiro estava hesitante entre quarto crescente e quarto minguante mas, não querendo arriscar, trocou com a companheira, que também não sabia a resposta!

Nós damos isto na escola. As luas estão presentes em agendas, calendários, notícias na internet. Como é possível haver quem não saiba o ciclo da lua?

Sem saber a resposta certa, ela arriscou a Lua Nova, porque diz ter a ideia de que esta vinha logo a seguir à lua cheia, e então, depois, os quartos. 

Foram a andar para casa!

 

 

Sem Título2.jpg

Outro dia, outros concorrentes, e nova pergunta básica!

Isto também vem nas agendas e calendários. E também se dá na escola!

O concorrente não sabia. Mas os seus palpites estavam muito frios. Trocou com o colega que, de imediato, respondeu "5 de outubro". E eu só levava as mãos à cabeça.

A Cristina, para o ajudar, falou da Implantação, para ver se se fazia luz. Deve ter resultado, porque ele lá se decidiu pela resposta certa.

 

 

Sem Título3.jpg

No entanto, logo a seguir, espalharam-se de vez!

Esta pergunta é, das 3, a que menos fácil era, porque estamos a falar de algo específico - símbolos químicos, muitas vezes parecidos e confundíveis. Ainda assim, esta era fácil. Já perdi a conta às vezes que este símbolo me apareceu em palavras cruzadas.

O concorrente, com toda aquela conversa da Cristina, conseguiu passar por todas as respostas, menos pela que estava certa: começou por escolher o ouro, cujo símbolo é Au (este eu sabia), passou para o azoto e, no fim, bloqueou selénio. Era sódio!

Foram para casa à terceira pergunta.

 

A preparação para a vida também se vende?

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Quando, na passada sexta-feira, recebi um telefonema de uma senhora, a perguntar se eu era a encarregada de educação da minha filha, estava longe de imaginar no que me iria meter.

Primeiro, pensei que era da escola, e que tinha acontecido alguma coisa à minha filha.

Afinal, era por causa de um estudo que tinha sido feito na escola, para o qual eu tinha dado autorização (e, ao que parece, o meu contacto), e queriam agendar reunião no fim-de-semana, para entrega dos resultados, sendo fundamental que a minha filha estivesse presente.

O estudo foi feito pelo Núcleo para a Criatividade e Desenvolvimento de Competências (NCDC.org.pt), no passado ano lectivo, e consistiu na aplicação de inquéritos aos alunos de vários anos de escolaridade, sobre “Personalidades e Estilos de Aprendizagem”.

 

 

Chegada à escola, apresentaram-nos os resultados que, de uma forma geral, correspondem à realidade, mas que a técnica tentou maximizar, pintando um quadro mais negro, para que os pais fiquem preocupados com a situação e tentem ajudar os filhos como puderem.

Segundo ela, a minha filha não tem qualquer motivação para a escola. Talvez seja verdade. Temos um ensino que em nada motiva os jovens. Não será, por certo, a única.

Não terá dificuldades de aprendizagem, mas faltam-lhe métodos de estudo e autonomia. Correcto. Mas isso é algo que ela poderá aprender e aplicar no futuro.

Tem uma autoestima muito baixa, e gosta muito de se manter no seu cantinho (eu também era, e ainda sou assim), e fica ansiosa em momentos cruciais de avaliação (quem não fica). 

 

 

 

Resultado de imagem para preparar para a vida

 

Ora, apresentados os resultados, o NCDC, uma associação sem fins lucrativos, propôs-se ajudar a minha filha, e muitos mais alunos que assim o queiram, através de um programa em que eles iriam começar a definir o seu futuro, que áreas se adequam mais àquilo que querem seguir, aprender métodos de estudo, ter apoio psicológico e motivacional e ainda…uma vez que a minha filha referiu gostar da área de comunicação social, um curso de inglês, com a marca Cambridge (nome sonante e pomposo que fez questão de promover), que lhe será fundamental para a área que ela quer, e que lhe dá competências para o futuro.

Uma preparação para a vida, nas suas palavras, que não se consegue na escola.

A técnica fez questão de frisar que já tinha ultrapassado o número de vagas que lhe era permitido mas, mesmo assim, a pensar no bem de todos os alunos, ainda tinha a hipótese de inserir mais uns no programa.

 

 

Parece espetacular, não é? Preocuparem-se assim com o futuro dos nossos meninos?! Só que tudo tem um preço, e esta preparação para a vida não é excepção!

Chegámos lá, então. À parte em que revelam o verdadeiro intuito destas reuniões, mascaradas de mera entrega de resultados e aconselhamento aos pais. A inscrição neste programa é de 50 euros, a que acresce uma mensalidade “simbólica” de 90 euros, ao invés dos habituais 245 euros.

Sabem o que é que me veio, de imediato, à mente? Isto parece-se com a senhora da agência de modelos que, depois de feito o casting, fartou-se de elogiar a minha filha para, depois, propor a compra do book ou da formação.

 

 

E, claro, conquistadas as crianças, como podem os pais depois dizer que não, sem as decepcionar ainda mais, e agravar o seu estado psicológico!?

 

 

Não teve sorte comigo. Disse-lhe na cara que não tinha dinheiro para isso e, de qualquer forma, o mais importante neste momento é que ela tenha boas notas e passe de ano, sendo prioritário explicações para a matéria actual.

E não é que não concorde que o resto lhe faz falta e a iria ajudar.

Mas teria mais lógica a técnica aconselhar-nos e explicar-nos aquilo que devemos fazer no dia-a-dia, para ajudar os nossos filhos, a nível escolar e psicológico.

Mais, ao ver o site do NCDC, deparei-me com workshops de 45 minutos que poderiam, de alguma forma, ajudar os alunos, que era menos absurdo propor, e cativaria mais os pais, do que este programa que nos custaria mais de 3000 euros!

Não sei se houve muita gente a aderir. Eu não o fiz.

 

 

Hoje, nem de propósito, o Agrupamento de Escolas a que a minha filha pertence publicou um comunicado onde afirma que apenas autorizou o núcleo à aplicação dos questionários, e que é totalmente alheio a esta iniciativa, levada a cabo à revelia da escola, e da qual somente agora teve conhecimento.

A escola, para a qual foi, supostamente, guardado um determinado número de vagas para os seus alunos frequentarem o programa, desmarca-se assim de qualquer acção que o NCDC esteja neste momento a realizar, ou venha a levar a cabo, com base nos referidos inquéritos.  

 

Pena que só agora venha a público este comunicado, que mais uma vez prova que tudo isto não passou de uma acção de marketing quando, segundo a técnica, já estão a ter estas reuniões há alguns fins-de-semana, e sabe-se lá quantos pais já foram na conversa. 

Talvez no futuro a escola deva ter mais cuidado com os inquéritos que autoriza, e as entidades a quem autoriza.

 

 

Mais alguém por aí passou por uma situação idêntica na escola dos vossos filhos?

 

 

 

 

Os Extraordinários

Resultado de imagem para os extraordinários

 

No passado domingo, e porque as alternativas não me agradavam, decidi experimentar ver "Os Extraordinários".

Não vi de início, apanhei o miúdo mais novo já no final da sua prova. Mas vi os restantes concorrentes.

Um primeiro, a adivinhar marcas e modelos de carros de alta cilindrada, só de ouvir os seus motores. Acertou em todos!

Um segundo concorrente, que para mim foi mesmo extraordinário, adivinhava a localização de peças de diversos puzzles. Acertou em todas!

E eu pus-me a pensar: "ok, eles são todos extraordinários naquilo que se propuseram fazer mas, se acertam tudo, que graça tem?".

 

Chegou a vez do último concorrente, que iria adivinhar marcas de vinhos, só de os cheirar/ provar. Desta vez, o concorrente falhou uma vez, o que tornou mais credível o programa. Começava a achar que aquilo se estava a tornar aborrecido e, até, programadopara ninguém ficar mal!

 

Ainda assim, também não o considerei nada de extraordinário, ao contrário dos concorrentes. Não é um programa que me faça perder o meu tempo a vê-lo.

 

 

 

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