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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A importância de um blog na nossa vida

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Um blog pode fazer parte da nossa vida, mas não deverá ser nunca, exclusivamente, a nossa vida.

 

Por muito difícil que seja lidar ou conviver com as pessoas cara a cara, fazer novas amizades, travar novos conhecimentos na nossa vida, fora da blogosfera, e se procure colmatar essa dificuldade, seja ela por que motivo for, na blogosfera, as coisas quase nunca correm como idealizamos. A maior parte das vezes, é um engano.

Nem todas as pessoas que encontramos na blogosfera são exactamente como se apresentam. Muitas vezes, são personagens criadas especificamente para aquele blog.

Além disso, alguns blogs chegam e partem, uns mais rapidamente que outros, não dando tempo para criar laços ou, quando criados, acabam por se quebrar. 

 

Se é possível nascer amizades neste mundo virtual? Sem dúvida! Não faltam exemplos de bloggers que se conheceram através dos respectivos blogs, e que levaram essa amizade para além da blogosfera. E, quando isso acontece, é bom! Eu que o diga.

No entanto, e como é óbvio, essas amizades são (ou deveriam ser) apenas uma parte do conjunto de pessoas que fazem parte das suas vidas.

 

 

 

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Por muito bom que seja pertencer a este mundo da blogosfera, e sermos mimados com comentários, visualizações, destaques, supresas e prémios, que o é, sem dúvida, até que ponto a nossa vida se pode resumir à felicidade que daí advém?

 

Sermos reconhecidos pelo que escrevemos é óptimo. Sentir que os seguidores se identificam e partilham as suas opiniões, também. Saber que um post nosso chegou a muita gente e nos fizemos ouvir, idem. São pequenos mimos que nos deixam com um sorriso no rosto. É quase como um presente por aquilo que andamos aqui a fazer.

 

Mas é algo que depressa vem, e depressa vai.

 

 

Ninguém, por mais comentários ou visualizações que obtenha (salvo raras excepções) fica mais rico por isso! Ninguém anda a coleccionar troféus (tipo óscares da blogosfera), pelos destaques obtidos ao longo dos meses.

A única riqueza que recebemos de um blog, é o seu conteúdo, aquilo que quisemos pôr cá para fora, o nosso testemunho. São as amizades que eventualmente se façam, e que se fortaleçam também fora do mundo virtual. É a troca de experiências, opiniões e conhecimentos que poderemos fazer através deste meio. E um ou outro prémio que se vença em algum passatempo. 

Se passarmos a nossa vida numa tristeza, porque não conseguimos isto ou aquilo aqui na blogosfera, amargurados porque naquele dia ninguém nos visitou ou comentou, frustrados porque fizemos um texto tão bom, e não o destacaram, enfurecidos porque alguém tem mais "protagonismo", e com o coração cheio de negativismo porque a vida que idealizámos conquistar na blogosfera não é aquela que esperámos, então não estamos, de facto, a viver.

 

 

 

 

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Estamos a reduzir a nossa vida a muito pouco, se acharmos que, somente num blog, estará escondida a chave para a nossa felicidade. 

 

 

Sim, um blog pode ser importante em determinadas fases da nossa vida, ou até mesmo sempre, por um motivo ou por outro. E não há qualquer mal nisso. Mas não podemos viver, unica e exclusivamente, encerrados dentro da blogosfera, e esperar que os restantes bloggers façam o mesmo.

Um blog poderá ter sempre um lugar reservado na nossa vida. Já a vida, é abrangente demais para a reduzirmos ao espaço de um blog.

 

 

 

 

Sobre o livro Armadilhas da Mente

 

É um bom livro! Para quem gosta do tema, claro!

Tem muito de psicologia, filosofia, e estudo da mente humana, o que é bastante interessante mas pode, por vezes, dar-nos vontade de passar à frente.

Mas é também um romance, uma história sobre riqueza, sobre dinheiro, sobre interesses e poder, e sobre como nada disso é importante quando se perde o essencial. É uma história sobre pessoas simples, sobre a felicidade e o prazer que se podem experimentar e sentir com pequeninas coisas do dia a dia. Uma história sobre medos, traumas, obsessões, mas também sobre amizade e amor verdadeiro! 

Uma história que mostra que, por muito que saibamos, podemos sempre aprender mais; que as nossas certezas não são assim tão certas; que a cultura não é só coisa de ricos; que nos podemos tornar pessoas melhores se fintarmos e ultrapassarmos as diversas armadilhas da nossa mente! 

Ricos de Portugal (e não só), vamos lá ser solidários!

Uma pessoa necessitada bate à porta de uma família pobre. Uma família que trabalha de sol a sol mas que, ainda assim, não tem muito para dar. Que vive com o pouco que tem, conseguido pelo seu esforço e luta. Essa família, convida a pessoa necessitada a entrar e fá-la sentar à mesa, dividindo com ela o pouco que tem. Quer seja algo para comer ou matar a sede, um abrigo para passar a noite, uma roupa mais quente ou meia dúzia de moedas, essa família trata essa pessoa como igual, acolhe-a, é solidária dentro das suas possibilidades e ajuda o próximo. Agora, o que aconteceria se essa mesma pessoa batesse à porta de uma família abastada? Talvez chamassem os seguranças para a tirar dali. Ou talvez não. Talvez lhe dessem os restos da refeição, ou as mesmas moedas que lhe tinha dado a família pobre…

No que a determinados serviços diz respeito, aqueles com menos dinheiro, que a eles recorrem, tentam pagar como podem e, se não podem pagar em dinheiro, querem pagar muitas vezes em géneros. Os que podem pagar fazem-se, algumas vezes, esquecidos e só se lembram quando são, de alguma forma, advertidos para tal.

A maioria da população portuguesa não é propriamente rica. Na verdade, estamos cada vez mais pobres. Mas, sempre que se fazem campanhas, programas ou outro género de angariação de fundos para as mais variadas causas, estamos lá, e damos o nosso pequeno contributo. Nem que seja com uma simples chamada. O que fazem, nessas alturas, os milionários de Portugal?

Estes são apenas alguns exemplos e, como é óbvio, há excepções. Mas um estudo, realizado pela Universidade Católica e pelo Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano, revela que os portugueses com mais habilitações e mais dinheiro são, de uma forma geral, os menos solidários. Que “os que mais têm materialmente, são os menos disponíveis para ajudar os outros ou lutar por uma causa nobre”. Quanto mais instrução têm, mais propensos são os jovens a ocupar lugares de liderança, a serem apenas activos e competentes. É essa a educação que lhes é transmitida. E, muitas vezes, acomodados ao seu crescente bem-estar e sucesso, têm dificuldade em partilhar.

Mas, como diz, e muito bem, Xavier de Carvalho “Não podemos educar apenas bons técnicos. Arriscamo-nos a ter ladrões competentes”.

O estudo revela ainda, curiosamente, que as pessoas mais infelizes são as que ganham menos de 500 euros e as que ganham mais de 4500 euros, o que nos leva a pensar que, talvez, se os segundos - mais ricos e, logo, menos solidários – partilhassem mais com os primeiros, seriam todos mais felizes!

Por isso, ricos de Portugal, em nome da felicidade, vamos lá ser solidários com quem mais precisa de vós!

 

 

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