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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Volta Para Mim, de Mila Gray

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Um romance que nos fala de amores proibidos, da vida militar e suas consequências, e de culpa. Da culpa que assumimos, mesmo não tendo. Da culpa que nos incutem, à falta de melhor alvo para descarregar a frustração. 

Jessa e Riley são irmãos, filhos de um pai que sofre de stress pós guerra que exerce, simultaneamente, uma protecção exagerada, injustificada e despropositada sobre a filha e, ao mesmo tempo, uma pressão à base do receio, para que ela faça aquilo que ele determinou para o seu futuro. A mãe revela-se submissa, nunca defendendo nem se intromentendo nesses assuntos.

Riley fugiu dessa vida, alistando-se, juntamente com o seu melhor amigo Kit, como marine. 

Kit é um "alvo a abater" por parte do pai de Jessa, que não o suporta nem vê com bons olhos a amizade com o filho, a familiariedade com a sua mulher, e a aproximação da filha. Não se sabe porquê, apenas que é por ser filho do seu ex melhor amigo, e devido a uma questão do passado.

 

Mas Kit está apaixonado por Jessa, e ela por ele! E, assim, iniciam uma relação secreta, durante o tempo em que estão, Kit de licença, e Jessa de férias de verão. Kit vai transformar Jessa numa mulher mais confiante, segura, decidida, e capaz de enfrentar o seu pai, que tanto teme.

Chega então o dia da partida de Kit e Riley para a última missão como marines, com a promessa de que Kit tomará conta do seu irmão, e vice-versa, e que voltará para Jessa, para assumirem o amor que os une.

No entanto, algo trágico acontece e, quando Jessa vê o pai de Kit bater à sua porta, fardado, sabe que alguém morreu. Terá sido o seu querido irmão, que deixou por cá a sua amada à espera do filho de ambos? Terá sido Kit, o seu amor? Terão sido ambos?

 

E agora, como ficam os planos de Jessa? Terá ela ainda a coragem para seguir com eles, sozinha? Ou resignar-se-á a seguir a vontade do pai?

Quanto tempo se pode esperar por um amor, quando do outro lado não há resposta? Como se pode lutar sozinho? Em que momento se torna necessário seguir em frente, a bem da nossa saude mental?

 

E quando a culpa nos consome, como enfrentar todos à nossa volta? Como pedir perdão? Como nos perdoarmos, ainda que nada tenha sido culpa nossa? Como recuperarmos a vida que estamos prestes a deitar fora?

 

Será a pessoa menos esperada, que terá a resposta para todas estas questões, e que fará a diferença entre um erro imperdoável, e a escolha do caminho certo.

 

 

SINOPSE

"Regressado de uma missão em Cabul, o marine Kit Ryan sente-se perigosamente atraído por Jessa, irmã do seu melhor amigo. Mas Jessa parece ser a única rapariga que ele não pode ter. Kit, porém, não deixa que nada se interponha entre ele e Jessa, e ela rende-se irresistivelmente. O que começou por ser um namoro de verão, em breve se transforma numa relação que altera radicalmente o mundo de ambos. Kit tem de partir de novo, mas está disposto a sacrificar tudo por Jessa. Ela dispõe-se a esperar por Kit, aconteça o que acontecer. No entanto, para além da distância e do tempo, algo mais os separa... Uma história intensa e apaixonante sobre o amor e a amizade."

Duas Mulheres, Dois Destinos, de Lesley Pearse

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Como afirmei há alguns dias, estava com algum receio de ler este livro porque, mais uma vez, a temática da guerra estava presente.

Ainda assim, arrisquei. E não me arrependo.

A autora conseguiu, desta vez, deixar a guerra para segundo plano, e focar-se noutros aspectos da história.

 

Ruby e Verity são duas crianças totalmente desconhecidas uma da outra e que, por mero acaso, se encontram lado a lado a observar a mesma cena, dando início a uma conversa banal, mas que levará a uma futura amizade.

Ruby é filha de uma prostituta alcoólica, e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante.

Mas a vida consegue pregar partidas e surpresas que ninguém esperaria e, um dia, no meio do azar, a sorte bate à porta de Ruby, afastando-a de um meio onde não teria futuro, e dando-lhe esperança numa vida melhor. Enquanto isso, o mundo de Verity desmorona, e ela terá que ser muito forte para o que aí vem, sobretudo depois de a sua melhor amiga lhe enviar a mensagem "Morreste para mim", pondo assim um ponto final numa amizade que se julgava ser para sempre.

 

Enquanto Ruby tem um bom emprego, uma mãe adoptiva que a ama, e até o namorado dos seus sonhos, Verity vai ter que arranjar forma de se sustentar, depois de perder a mãe, a tia, e não ter qualquer dinheiro para a ajudar. E terá ainda que se desprender das garras do homem que sempre julgou ser seu pai, e que a vai obrigar a passar pelas situações mais degradantes que se possam imaginar.

 

Que futuro estará reservado a estas duas adolescentes, que se vão tornando mulheres? Poderá a amizade entre as duas ser retomada? Conseguirá, do final, alguma sobreviver e ser feliz?

 

Sobre esta mesma temática, confesso que não foi dos livros mais cativantes que já li mas, ainda assim, recomendo!

Doçura no Teu Olhar, de Luisa da Silva Diniz

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Mais do que uma história de amor, eu diria que esta é, acima de tudo, uma história de amizade!

Uma amizade verdadeira, como já raramente se vê, nos dias de hoje, entre um grupo de quatro mulheres e três rapazes que, desde o romance anterior, se entevê que passem a quatro também. 

Amigos desde os tempos de estudantes, sempre se apoiaram e defenderam uns aos outros. Se um deles está a cair, os outros estão lá para segurar e, se não conseguirem evitar a queda, para ajudar a levantar e recuperar. Se um deles está feliz, todos celebram essa felicidade, de forma genuína, sem invejas.

 

No que respeita ao romance, desta vez, após dois dos amigos do grupo - Rita e João - terem casado, na história anterior, o amor bate à porta de Sara e Miguel.

Ele decide que não vai perder mais tempo, e avança na conquista da sua amiga. Ela, não quer deitar tudo a perder - uma amizade valiosa que dura há anos - por causa de uma relação que, se resultar, a fará muito feliz mas, se não der certo, a deixará ainda pior do que está, sem poder voltar a estar naquele grupo, e contar com um amigo como Miguel.

Confesso que, por momentos, pensei "oh não, espero que a história não seja só baseada neste impasse".

Mas a autora não me desiludiu, e deu uma oportunidade a este amor, o que me deixou mais aliviada.

 

Assim, a história concentrou-se em algo que acontece cada vez mais, nos tempos que correm - a violência física e psicológica nas relações, e as marcas profundas que ficam em quem sofreu esse tipo de violência. A pessoa pode recuperar o sentido da vida, esperar que as marcas se desvaneçam e ter o apoio de todos à sua volta. Mas há cicatrizes, sobretudo psicológicas, que ficam apenas adormecidas e, perante determinadas situações, vêm à tona novamente.

Se com uma pessoa estável, já pode fazer estragos, com uma pessoa fragilizada e à beira de um esgotamento, tomam proporções avassaladoras que, só com ajuda, podem ser minimizadas.

Esse papel caberá a cada um dos amigos de Sara e, acima de tudo, a Miguel, que terá que lidar com o ex namorado da sua amada e com as marcas que ele deixou nela, ao mesmo tempo que tenta ajudar Sara, num grave problema pelo qual ela está a passar a nível profissional - um desvio de dinheiro da empresa da qual ela é sócia e responsável pela contabilidade.

 

Sara esconde de todos este problema, achando que é responsabilidade sua e que conseguirá resolver tudo, sem preocupar as amigas e sócias. Com essa atitude, acaba por ter menos tempo para a relação, e viver sob stress permanente, passando a maior parte do tempo a tentar perceber o erro. 

Será que ela vai, realmente, conseguir aguentar o barco sozinha? E quando as amigas souberem, qual será a reação destas, ao saber que lhes foi escondido um problema grave que dizia respeito a todas?

Conseguirão descobrir quem desviou o dinheiro, e por que razão? Ou terá sido mesmo um erro de Sara?

E Miguel, poderá ele restituir a Sara a estabilidade emocional que ela precisa, para que volte a ser a Sara que ele sempre conheceu, e por quem se apaixonou?

 

As respostas estão neste romance, de Luisa da Silva Diniz, à vossa espera!

 

 

Sinopse

Sara Perdigão é a Directora Financeira da MOVE, a empresa de moda que mantém com as suas amigas de infância. Aparentemente, o trabalho e os amigos são o que basta para a fazer feliz, mas nem tudo é o que parece. Miguel Andrade é o Director Financeiro da StarCom, empresa da qual é sócio juntamente com os seus amigos, que conhece desde os tempos da universidade. O que ambos têm em comum? A profissão e a amizade que dura desde que João Santos, amigo de Sara e Miguel, os apresentou, há vários anos atrás. No entanto, Miguel quer muito mais do que a amizade de Sara e, por isso, ao longo dos anos tem tentado conquistá-la com o seu charme e sorriso arrebatador, mas ela foge-lhe sem que ele entenda porquê.

Será Miguel capaz de quebrar essa resistência de Sara e conquistá-la? E o que acontecerá quando o passado recente dela voltar para a atormentar? No meio desta luta de Miguel para a ter para si, um problema grave ocorre na MOVE e tudo o que Sara e as amigas construíram pode perder-se. Quem a poderá salvar de todos os seus fantasmas e problemas? Será que a resposta para os seus problemas sempre esteve ali debaixo do seu nariz? Mais uma história recheada de sentimentos profundos e verdadeiros que nos mostra o poder do Amor.

 

 

 

 

 

 

Do Outro Lado, de Maria Oliveira

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Quem está do outro lado? O que está do outro lado? O que nos espera, do outro lado?

Quem trabalha, sobretudo em contacto directo com outras pessoas, sabe que, na teoria, uma das regras fundamentais é separar a vida pessoal, da vida profissional. Na prática, nem sempre é possível.

 

É verdade que, independemente dos problemas que nos afectem a nível pessoal, não podemos deixar que os mesmos interfiram no nosso trabalho, e prejudiquem a forma como nos relacionamos com aqueles que nos procuram a nível profissional.

Mas, acima de tudo, somos humanos. Há situações que não conseguimos, de todo, camuflar, esconder, empurrar para debaixo do tapete até nos ser permitido tirá-las de lá. Por outro lado, é difícil não nos envolvermos nas situações profissionais que encontramos pela frente, agindo unica e exclusivamente como profissionais, desligando-nos delas no fim do turno.

 

Se é verdade que existe, do outro lado do profissional, um ser humano com as suas qualidades e defeitos, forças e fraquezas, momentos altos e baixos, também é verdade que, do outro lado do cliente/ paciente, existe alguém que precisa de ajuda, e cuja vida pode estar nas nossas mãos.

 

 

Não podemos, simplesmente, descarregar neles as nossas frustrações, nem tão pouco agir de forma mecanizada e estritamente profissional, quando, aquilo que dissermos, fizer a diferença entre a fé e a descrença, entre a desilusão e a esperança, entre a morte e a vida. E isso, quer queiramos, quer não, mexe connosco. É impossível ficarmos indiferentes.

 

Helena é uma médica psiquiatra que tenta ajudar os seus pacientes o melhor que pode mas sente, muitas vezes, que falhou, que poderia ter feito mais, agido de outra forma. Existem muitas vitórias, sim, e são de valorizar. Mas as derrotas...essas marcam-na mais, sobretudo naquele momento, em que se encontra emocionalmente fragilizada.

 

Porque, do outro lado da Helena, profissional, está uma mulher cujo marido e pai das suas duas filhas, desapareceu sem deixar rasto há cerca de dois anos, deixando-a sem saber o que pensar, sem saber o que aconteceu, e com muitos problemas para resolver.

 

Do outro lado, está uma Helena que se apoia no ex namorado de há muitos anos, que nunca deixou de amar, e que agora quer reconquistá-la, surpreendendo-a até com uma proposta de trabalho e negócios, que deixa as suas filhas como herdeiras de metade dos seus bens, o que a leva a crer que ele estará doente, ou até a morrer.

 

Do outro lado desta Helena, de marido desaparecido, e mãe galinha das suas duas filhas, está uma mulher que escondeu um segredo por 20 anos, e que lhe poderá custar tudo o que ainda lhe resta: o amor das filhas, e o amor de Luis.

 

É com tudo isto que Helena terá que lidar, do outro lado da sua vida. Com as descobertas em relação ao marido, com o revelar do seu segredo e as consequências que daí advêm, com a verdade, por mais terrível que ela seja.

E com quem está do outro lado da sua secretária, paciente ou familiar, que a procura em busca de uma solução, absolvição, consentimento, uma luz ao fundo do túnel, uma orientação, ou uma desculpa.

 

O que acontece quando uma médica psiquiatra acha que está a enlouquecer, no seu limite, e a precisar de ajuda médica ou baixa? Como pode ela salvar a vida de alguém, quando o seu próprio mundo está a ruir, e ela não sabe o que fazer com os seus próprios problemas? 

Com que moral poderá ela acusar o seu marido de ser uma fraude, e de ter enganado todos, ao longo dos anos que estiveram juntos, quando ela própria fez o mesmo, toda a sua vida?

 

Eu confesso, compreendo o lado da Helena, tal como compreendo o lado do Luís. Mas, como ela própria diz, o que está feito, está feito, é passado e ela não pode mudar. E ele, ou aceita, ou não, e deixa-a seguir o seu caminho. Porque estar com alguém que nos atira a cada instante, à cara, os erros que cometemos, não é vida, nem tão pouco amor. É rancor, é ressentimento, é não conseguir esquecer e seguir em frente, nem permitir que os outros o façam.

Fugir é sempre mais fácil do que enfrentar o que nos afecta mas, por vezes, é necessário. Muitas vezes, tomamos determinadas decisões achando que é o melhor para todos, mesmo que na realidade não seja. E por muito que não tenhamos como adivinhar o que, quem está do outro lado, pensa ou como irá reagir, a verdade é que o fazemos, e agimos muitas vezes com base em pensamentos que são apenas nossos, não dessas pessoas.

Resta-nos admitir os erros, pedir perdão, e esperar que um dia compreendam o nosso lado...

 

Um livro a não perder, de uma autora que já me conquistou com a sua escrita!

 

 

Sinopse

"Do outro lado da bata branca, do outro lado da secretária, do outro lado do clinico, está um ser humano como eu, como tu. Um ser humano para nos servir, que tem uma vida, uma história própria e que muitas vezes é mais sofrida e dolorosa do que a nossa. 

Batemos-lhe à porta, pedimos-lhe socorro.

Alguma vez pensamos, que ele também poderá estar a sofrer, e a ele quem o socorre?

“…

- Helena Vasconcelos de Andrade?

- Sim, e o senhor é quem? – Pergunto.

- Inspetor Pedro Pina, polícia judiciária. – Responde-me.

- Policia Judiciária?

…”

Com esta visita inesperada, Helena, vê a sua vida desmoronar.Médica psiquiátrica, mãe, mulher e amante apaixonada, perde o controlo da sua vida e a ética profissional.No dia em que um doente ameaça abandonar uma consulta a meio, atinge o seu limite e pede ao colega que a dispense, pedindo atestado. Descobrir que partilhou a cama, durante 20 anos com um desconhecido, não seria tão grave, secom a sua ausência, o passado, que queria deixar eternamente adormecido,não se fosse revelando a cada dia.

Afinal quem enganou quem? –

- Não penses assim. A vida às vezes é tão cruel que não conseguimos discernir qual a lição que está iminente.

- Perder um filho, não tem nenhum ensinamento, porque não há a possibilidade de emenda.

Uma história de amor, mistura perfeita entre ficção e realidade, diálogos reais transcritos letra por letra, e personagens também reais e algumas, infelizmente, já não estão connosco …"

 

Autor: Maria Oliveira

Data de publicação: Novembro de 2017

Número de páginas: 378

ISBN: 978-989-52-1060-2

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

 

 

És o Meu Destino, de Lesley Pearse

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Este livro faz parte de uma espécie de trilogia, que começou com Sonhos Proibidos e continuou em A Promessa, pelo que deveria ser lido logo em seguida.

Não foi o meu caso, que já li os dois primeiros há alguns anos e, embora me recorde do essencial da história de Belle e Étienne, senti que houve muitos pormenores de que já não me recordava.

Neste livro, Belle cede o protagonismo à sua filha Mariette (pequena rebelde), que faz juz ao nome que lhe escolheram, e ao seu significado!

 

Mariette é uma miúda, quando a vemos pela primeira vez. Nesse dia, quase se afoga, por conta da sua teimosia, e vontade de mostrar que sabia velejar sozinha, como o pai lhe tinha ensinado.

Anos mais tarde, em plena adolescência, consegue desenvencilhar-se de uma situação que poderia ter outras consequências mais graves, igualmente por conta da sua mania de achar que sabia tudo da vida, e que tudo correria como ela esperava.

Embora lhe tenha saído um peso de cima, não conseguiu evitar os comentários que começaram a circular sobre ela.Temendo que a sua filha ficasse marcada naquele lugar, e sabendo que ela não teria por ali grandes oportunidades quanto ao seu futuro, os pais decidiram enviá-la da Nova Zelândia para Inglaterra, onde moravam os seus padrinhos, de forma a impedi-la de se meter em mais sarilhos e, ao mesmo tempo, dar-lhe a oportunidade de poder ter uma vida melhor, que ela tanto ambiciona.

 

O que se vai passar daí em diante será uma sucessão de acontecimentos capazes de derrubar a maior parte das pessoas, tanto a nível físico, como psicológico, mas que vão levar Mariette a encarar, de outra forma, a vida e as pessoas que a rodeiam, e a mostrar que a herança de garra e fibra de que os seus pais eram feitos, está-lhe no sangue.

Quando não se tem nada, tudo o que vier é bem vindo. Quando se chega ao fundo, o único caminho é subir. Se é verdade que só damos valor ao que é importante, depois de o perdermos, Mariette é a prova disso. Toda a sua vida ela quis sair daquela terra que nada tinha para lhe oferecer, e deu por si a desejar poder voltar para lá, ou nunca ter de lá saído.

Mas é com os erros que aprendemos, é com as provações que o nosso melhor desperta, e é com a experiência que adquirimos maturidade.

 

Em plena guerra, Mariette teve a sorte de escapar com vida, quando todos à sua volta morreram por conta dos bombardeamentos.

E, felizmente, a autora não colocou esta personagem a fazer de enfermeira para cuidar dos feridos, como tem feito com outras personagens, em outras histórias. 

Gostei da surpresa do destino que ela traçou para Mariette, e da sua missão ao longo dos anos que duraram a guerra.

Só achei desnecessário ter puxado o assunto do passado dos pais, sem que depois tenhamos visto Mariette conhecer toda a verdade, tendo o assunto sido adiado para um dia...

 

No regresso a casa, à sua terra, às suas origens, algo que ela nunca pensou ser mais possível, como receberão os pais esta nova Mariette, e as terríveis marcas que a guerra lhe deixou?

Poderá Mariette ainda ser feliz, mesmo que tudo esteja diferente, que todos tenham mudado, e que ela nunca mais possa fazer as coisas que mais gostava, e que a faziam amar aquela terra?

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