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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Constatações

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"Os portugueses dão preferência aos autores estrangeiros da moda. Os estrangeiros, dão preferência aos autores portugueses clássicos.

Haver alguém que se interesse pelo que é nacional, desconhecido, local e todos os livros que não se encaixam nas duas categorias acima referidas, é um golpe de sorte!"

 

 

Qual é a vossa opinião sobre o assunto?

Que livros costumam procurar, ou sabem que costumam ser procurados, nas livrarias portuguesas?

A literatura portuguesa está boa e recomenda-se, ou nem por isso?

 

No que eu me fui meter!

 

Porque é que tinham que me enviar um email a falar sobre isso?

Porque é que eu tinha que achar graça à ideia e falar dela ao meu marido e à minha filha?

Porque é que eles tinham que ficar tão entusiasmados e querer participar?

 

Agora, não me safo!

Recebi um email com informação sobre a Corrida da Criança, que se vai realizar no próximo domingo, nos jardins do Casino Estoril.

É uma corrida organizada pela APCOI - Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil e o dinheiro das inscrições é para ajudar a associação.

Ah e tal, é uma actividade gira para se fazer em família. Pode-se correr ou caminhar, há prémios, brindes e muitas outras actividades.

Escusado será dizer que a minha filha ficou mais interessada nessas outras actividades! O meu marido, que no sábado vai participar numa outra corrida de 10 km, é o primeiro a incentivar-nos.

Ainda disse para irem eles os dois, mas para eu poder entrar no recinto, tenho que estar inscrita. E, já que estou inscrita, tem graça é participar!

Há quase 20 anos que não calço uns ténis (vou ter que pedir emprestados à minha filha) e que não corro! Nem quero imaginar a figura que vou fazer e como vão estar os meus músculos na segunda-feira!

O que vale é que são só 2 km! O que para mim já é um longo caminho :)

Desejem-me sorte nesta aventura, que bem vou precisar!

Sou uma mulher cheia de sorte!

 

As galinhas, galos ou afins do meu vizinho invadiram o meu quintal, atiraram com os vasos, espalharam terra e ainda me deixaram o chão todo sujo de cocó.

Para limpar o quintal, fui tentar consertar a mangueira mas, sem ferramentas, é didícil. A única coisa que consegui foi magoar a mão.

Pensei então "seguro com uma mão a mangueira junto à torneira, e com a outra aponto para o chão". Resultado: não dava para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, por isso, a mangueira soltou-se, levei um banho e nada de quintal limpo!

Toda contente porque o tempo estava bom para enxugar, estendo a roupa no quintal. Umas horas depois, vou apanhá-la. Mas um pássaro lembrou-se de deixar a sua marca nos lençóis, por isso, tive que pôr a roupa a lavar novamente!

Deve ser por isso que este menino aqui de cima se está a rir! Andam as aves todas a gozar comigo!

Pessoas "bem resolvidas"

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No outro dia, ao visitar este blog, deparei-me com um texto sobre o trabalho sem esforço, feito por pessoas a que o autor apelidou de "pessoas bem resolvidas", que fazem o que gostam e como tal, não trabalham um único dia das suas vidas. Porque quando se gosta, não é trabalho, é prazer. 

Neste último ponto, concordo. Quando se gosta do que se faz, tudo fica mais fácil, entregamo-nos com prazer e temos outra disposição.

Mas pessoas bem resolvidas não são só essas que têm a sorte de fazer aquilo que gostam, ainda que tenham lutado muito para isso.

Na verdade, já vi pessoas muito bem resolvidas, e que sabiam bem o que queriam, irem à luta e perderem. E terem que deixar essas lutas em standby porque não era o momento mais propício para isso, terem que se conformar, ainda que temporariamente, com aquele emprego ou trabalho que não gostam, e voltar ao "clube" dos queixosos e insatisfeitos.

E não me parece que isso seja ficar sentado à sombra da bananeira, mas apenas ser razoável, ponderado e cauteloso.

Claro que há pessoas que nada valorizam e se queixam por tudo e por nada. Penso que era, especificamente, a estas que o autor do texto se referia.

Mas também há aquelas que são obrigadas a aceitar as escassas oportunidades que surgem, porque é isso ou nada. Podem até lutar para conseguir outra coisa melhor, e conseguirem. Mas também podem não ter essa sorte.

E apesar de estarem agradecidas, por poder ter trabalho e uma fonte de rendimentos, não significa que tenham que estar satisfeitas e felizes com esse trabalho. 

Pessoas bem resolvidas vão à luta quando se verificam condições propícias para isso. Mas também sabem estar quietas quando isso não acontece. Pessoas bem resolvidas também se queixam, mas nem por isso deixam de trabalhar, mesmo naquilo que não gostam, mesmo que as condições não sejam as melhores, mesmo que não seja o emprego dos seus sonhos! Isto sim, mostra de que matéria essas pessoas são feitas!

Porque nem sempre ser pessoa bem resolvida é sinónimo de irresponsabilidade, aventura ou sonho.

A culpa é das estrelas?!

Num primeiro momento, pensei: "mais um igual ao Agora Fico Bem". Não liguei mais ao livro.

Uns tempos mais tarde, recebo as newsletters da Fnac, da Bertrand e da Wook com a promoção do livro. Leio a sinopse e fico indecisa. Compro? Não compro?

Não comprei! Mas consegui lê-lo, depois de o ter descoberto na internet. Li-o em um dia.

Se gostei? Gostei! 

Mas, contrariamente a muitas opiniões que li sobre o mesmo, não me fascinou. Houve apenas uma pequena parte que realmente me emocionou, mas nada como eu esperaria.

Ainda assim, gostei da história da Hazel Grace e do Gus, e dos temas abordados. Pareceu-me mais consistente do que a do Agora Fico Bem (embora em relação a esse ainda só tenha visto o filme).

E fica a mensagem que se pode retirar do livro - nada é seguro nem certo, a única certeza que temos na vida é a morte. Há que aproveitar enquanto cá estamos. E, se achamos que não há ninguém pior que nós, enganamo-nos. Podemos ter mais sorte, no meio do azar, do que pensamos. E ser mais fortes, do que imaginamos...

 

 

 

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