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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Livreiro, de Mark Pryor

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Este livro foi-me oferecido pela Wook, na compra de um outro que nem sei qual foi, e era mais um que já nem me lembrava que tinha por lá, guardado numa caixa.

Como estou a tentar poupar na compra de livros e, ao mesmo tempo, ler os que ainda tenho lá por casa em fila de espera, peguei nele, decidida a reduzir a lista.

 

A história começa com Hugo, chefe de segurança da embaixada americana, em Paris, a tentar comprar alguns livros a Max, um “bouquiniste” seu conhecido que já considera um amigo, e que vende, à semelhança de outras pessoas, livros, torres e outros brindes junto ao rio.

Depois de ver uma outra bouquiniste ser agredida, e o receio no olhar de Max, Hugo teme que também tenham ameaçado o seu amigo. E as suas suspeitas confirmam-se quando, mais tarde, Max é levado sob ameaça, sem que Hugo o possa evitar, ainda que tenha tentado.

Sem saber o que aconteceu ao seu amigo, mas vendo que a polícia francesa não está muito interessada em agir, arquivando o caso por falta de indícios e com base em testemunhos que afirmam que Max entrou na embarcação de livre vontade, Hugo começa a sua própria investigação, com a ajuda de Emma, sua secretária, e Tom, um amigo e agente da CIA com quem trabalhou em tempos.

E, à medida que vai fazendo perguntas inconvenientes, e incomodando pessoas que não deve, sobretudo quando descobre que, para além de Max, outros bouquinistes apareceram mortos, a sua vida, e a daqueles que lhe estão próximos, fica em risco.

Na busca pela verdade, Hugo depara-se com o passado de Max, sobrevivente do holocausto e, posteriormente, caçador de nazis, e alguns livros valiosos e com informação explosiva, que podem estar na origem destes crimes.

Ou serão os livros uma mera distração, escondendo algo muito pior, e planeado em grande escala?

Rodeado de possíveis suspeitos, incluindo a jornalista Cláudia, com quem se envolve, conseguirá Hugo chegar ao assassino, antes que este chegue até si?

 

Confesso que este livro foi uma boa surpresa. Não é um daqueles livros que, de tão bom, se lê num ápice sem lhe tomar o verdadeiro sabor. É um livro para se ir lendo, que prende sem nos apressar, com uma história que promete.

E é aí que falha. Promete, mas acaba por não cumprir como poderia, com algumas surpresas e suspense, mas com uma ligação que nada tem a ver com aquilo que sugere, e que deveria ter sido melhor explorado e aproveitado.

O final é um pouco rocambolesco para o meu gosto. É como se, ao saborear uma sobremesa, estivéssemos à espera daquele toque sublime no final, e percebêssemos que a parte melhor já nós comemos, e ficou apenas o banal para o fim.

 

Ainda assim, gostei do livro.

A Rapariga no Gelo, de Robert Bryndza

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Foi a minha última leitura de 2017, e conseguiu surpreender-me!

Quando li um excerto, oferecido pela Wook, há uns meses atrás, fiquei com a sensação que não iria gostar muito, por ser mais do mesmo. Ainda assim, mesmo sem o interesse inicial, deixei-o ficar na lista de livros a adquirir.

Lista essa que facultei ao meu marido, para o caso de ele me querer oferecer algum livro. Havia uns que eu preferia mais, mas ele acabou por comprar este. E acertou!

 

O que mais destaco neste livro, é a forma como ele retrata o poder dos mais ricos, das pessoas mais influentes, de um nome, do dinheiro. E como esse poder pode controlar tudo e todos à sua volta, de acordo com os seus interesses, pisando, destruindo e eliminando quem se colocar no seu caminho.

Por vezes, a fome de poder é tão grande, e o receio de um escândalo tão temido, que se cometem os actos mais impensáveis, considerando-os meros "danos colaterais".

 

Andrea é filha de um dos homens mais poderosos e respeitados na região, oriunda de uma família rica que lhe permite ter tudo o que quer. Um dia, Andrea aparece morta, num local que não seria de esperar que frequentasse, dando início a uma investigação para a qual foi chamada a liderar a inspectora Erika Foster.

Quem não fica satisfeito com essa escolha é Sparks, que fará de tudo para voltar ao comando, descredibilizando qualquer teoria ou linha de investigação que Erika apresente. Erika também não dificulta essa tarefa, agindo muitas vezes por impulso, colocando em risco a sua carreira, que já se encontrava por um fio.

Ainda assim, ela acredita que está no caminho certo, e terá o apoio de Moss, Peterson e Isaac, ainda que o seu superior, Marsh, a tenha suspendido e afastado do caso, e pareça temer represálias vindas do pai de Andrea.

De facto, até na polícia e na justiça o poder exerce a sua influência, levando muitas vezes a corrupção, a injustiças, ao encobrimento da verdade, por "uma boa causa", para ninguém sair prejudicado, e continuar na sua vidinha, sem se chatear.

 

Andrea estava noiva de Giles, e parecia a mulher perfeita, mas vamos percebendo que não era bem assim. E se David, o seu irmão, parece defendê-la das críticas, já Linda, a irmã, parece não querer poupar Andrea, pouco se importando se ela está morta e não se pode defender.

E, por aqui, percebemos que esta é uma família que vive de aparências, não se conhecendo minimamente uns aos outros, nem se preocupando verdadeiramente uns com os outros, mas apenas consigo mesmos.

É acusado um homem pelo seu assassinato, mas depressa se percebe que era apenas um bode expiatório que a polícia precisava, para mostrar serviço. Com essa teoria caída por terra, e com a possibilidade de outros casos antigos estarem interligados com a morte de Andrea, Erika vai em frente, e leva para a esquadra vários suspeitos para interrogatório, tentando a sua sorte.

Mas o verdadeiro assassino, que a tem seguido de perto, e até já a tentou matar na sua própria casa, está uns passos à sua frente e, quando ela percebe quem é, poderá ser tarde demais, e não conseguir escapar, também ela, com vida, desta vez, tornando-se mais uma das "Raparigas no Gelo".

 

Ligações Arriscadas, de Sandra Brown

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Mais um livro da Sandra Brown acabadinho de ler, para juntar à colecção!

 

Pontos positivos:

Continua a inovar e a reinventar-se a cada nova história com que nos presenteia, e a manter o suspense até ao final, sem sabermos bem quem é o mau da fita, e que segredos escondem as personagens, embora neste caso tenha desvendado cedo o autor, deixando apenas por descobrir o motivo.

 

Pontos negativos: 

Não me cativou logo nas primeiras páginas, ao contrário dos restantes;

Parece-me que detectei neste livro alguns erros de escrita  e, até mesmo, uma forma de escrever que nem parece a Sandra Brown como a conhecemos;

 

Crawford Hunt é um ranger texano, pai de uma menina que deixou, durante 4 anos, à guarda dos avós, por ter percebido que não estava em condições de cuidar dela naquela altura.

No entanto, após várias sessões com a psicóloga, e verificando-se as condições para ficar com a guarda da filha Georgia, ele assim fez, requerendo essa mesma guarda ao tribunal.

No dia em que a juíza Holly se iria pronunciar e proferir a sentença, ocorre um atentado na sala do tribunal, acabando Crawford por salvar a vida da juíza, e pondo em causa o seu objectivo de ficar definitivamente com a filha.

E se, num primeiro momento, Crawford é visto como um herói, no seguinte, torna-se no principal suspeito. À medida que a investigação avança, e que o ranger fornece aos investigadores as pistas que vai descobrindo, e que se inclinam numa direcção, estes têm uma leitura e perspectiva diferente, que os leva direitinhos a Crawford. E ele está cada vez mais próximo da juíza Holly...

Mas não será só este incidente a dificultar-lhe os planos. O sogro também não vai descansar enquanto não o vir longe de Georgia, de preferência, preso. E, diga-se de passagem, Crawford proporciona-lhe esse desejo quase de bandeja, devido à sua impulsividade.

 

Quem vencerá a batalha pela guarda de Georgia?

Estará a juíza Holly a unir-se ao seu potencial assassino, sem o saber?

Na vida, existem ligações arriscadas, que levam muitas vezes a um desfecho inesperado...

 

SINOPSE

"Crawford Hunt acabou de preparar o quarto novo da filha. Em tons de rosa, a cor preferida de Georgia. No dia seguinte, se tudo correr bem em tribunal, a sua menina voltará para casa depois de quatro anos de ausência.
Após a morte da mulher, Crawford - ranger de profissão - mergulhou numa profunda depressão. Mas desde então fez tudo ao seu alcance para dar a volta por cima. O seu destino encontra-se agora nas mãos da juíza Holly Spencer.

Porém, tudo aquilo que ele conseguiu com tanto esforço vai ser posto à prova na sala de audiências, quando um homem armado dispara contra Holly. Instintivamente, o ranger protege-a. Não podia saber que estava a pôr em causa o seu futuro com Georgia… pois, por um lado, acaba de mergulhar num mistério do qual dificilmente sairá ileso. Por outro, vai comprometer a própria Holly. A juíza faz tudo para reprimir os seus sentimentos, mas revela-se incapaz de negar a surpreendente - e altamente inapropriada - atração que sente pelo ranger.

Sob o peso de tamanha responsabilidade, Crawford sente o seu mundo descarrilar de novo. Não pode perder a filha… mas para poder recuperar a sua vida de outrora, precisa desesperadamente de pôr fim a uma situação impossível.

Um vertiginoso thriller sobre a importância dos laços de família e os segredos que estamos dispostos a guardar para os proteger…"

Águas Perigosas

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Para desanuviar um bocadinho das emoções do fim-de-semana, decidimos ver este filme que tínhamos gravado.

Quando li sobre o mesmo, fiquei com a ideia que a protagonista ficaria presa numa ilha, e que haveriam vários tubarões. Só depois percebi que não era bem assim.

E desanuviar é só uma maneira de dizer, porque na verdade uma pessoa está sempre tensa a ver o filme, à espera do ataque, à espera que tudo dê certo, à espera que não haja mais incidentes.

 

 

 

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A ilha não é bem uma ilha, como nós imaginamos, mas apenas umas rochas no meio do mar que, a determinada altura, com a subida da maré, irão ficar submersas. E haverámais inimigos a enfrentar, além dos previsíveis.

Por outro lado, nem num filme destes uma pessoa deixa de se emocionar com os animais! E não falo do tubarão, mas de uma baleia que por ali anda, ferida e a servir de refeição.

E, sobretudo, de uma gaivota! Uma gaivota que será a grande companhia de Nancy, e que não pode voar porque tem a asa ferida. Nancy consegue tratar dela, e colocá-la no caminho de volta à praia, mas só no final saberemos se foi bem sucedida, ou apanhada pelo tubarão.

 

À semelhança de um outro filme que vi, em que a Sandra Bullock foi a única personagem na maior parte da duração do filme, também neste Blake Lively teve seu cargo essa missão. E a verdade é que não faz ali falta mais ninguém para nos manter presos ao ecrã.

 

Era suposto ser uma ida à praia. Não uma praia qualquer, mas uma especial, escondida, desconhecida da maior parte das pessoas. E uma tarde de surf, tal como tinha acontecido há muitos anos atrás. Só isso.

Mas o que torna esta praia tão especial e misteriosa, é também uma desvantagem, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte de quem lá vai.

 

Houve cenas que me fizeram imensa confusão, e não recomendo para quem é sensível a ver sangue, ou a alimentação alternativa, mas adorei o filme!

Quando o Ódio Matar

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Três mulheres, três histórias, três segredos...

E uma personagem misteriosa, com uma história paralela, que nos vai sendo narrada e que, só no final, o leitor saberá a qual destas três mulheres pertence.
É, sem dúvida, um livro que prende logo na primeira página, e nos faz querer chegar depressa ao final, para ver se o ódio irá mesmo matar a personagem mais desprezível que encontramos na trama.
E tudo isto, enquanto é investigado o assassinato de uma quarta mulher cujo crime, quem sabe, não ajudará alguém a planear, com maior precisão, o crime perfeito.

Anna Eiler é a agente de polícia encarregada do caso da mulher assassinada encontrada no lago.

Julia Almliden e Ing-Marie são jornalistas, colegas de trabalho que pouco falam entre si, mas vão trabalhar em conjunto para resolverem este crime.

Na maioria da vezes, conseguem as melhores pistas muito antes da própria polícia. Com sorte, serão elas a entregar o criminoso de bandeja às autoridades, que parecem andar a brincar, sem avançar no caso, e com um chefe que, a meio da trama, se torna ele próprio um suspeito.

Anna, Julia ou Ing-Marie - qual destas mulheres está a planear matar o seu próprio pai, e que motivos a terão levado a fazê-lo?

Ao longo do livro vão sendo expostos esses motivos, e o episódio em concreto, que a levou a tomar essa decisão. 

A partir daí, ela irá anotar tudo o que deve fazer, e o que deve evitar, num alegre e colorido bloco de notas com uma capa de madalenas. Vai ver filmes sobre crimes perfeitos, assistir a exposições sobre métodos de tortura, pesquisar sobre drogas para anestesiar, e tudo o mais que seja necessáriopara concretizar a sua missão.

Mas será que, chegando ao momento, ela terá mesmo coragem de o fazer? Será que tudo vai correr mesmo, como ela tinha planeado?

Terão que ler, para descobrir! Eu recomendo!

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